Conheça o perfil dos investidores brasileiros

Estou aproveitando o feriado do dia do trabalhador para compartilhar uma informação que venho me programando faz quase uma semana. Um amigo chamou a minha atenção ao mostrar o número de CPFs cadastrados na Bolsa de Valores brasileira, subdivididos por idade, região e sexo. Achei a informação bastante interessante. Eu não poderia deixar de compartilhá-la, mas aproveitei para cruzar com outros números que podem chamar ainda mais a sua atenção.

Pois é, o brasileiro sempre considerou a Bolsa de Valores como uma opção extremamente arriscada e, em função de nossa elevada taxa de juros, naturalmente, boa parte dos investidores tende(iam) a optar por investimentos de Renda Fixa. Porém, com o avanço da “inclusão digital”, o acesso à opções mais arrojadas vem mudando este cenário. Esta mudança pode ser vista com bons olhos, mas, ao mesmo tempo, oferece riscos muitas vezes desconhecidos por grande parte da população (que, até então, desconhecia este universo).

Confiram, a seguir, a distribuição dos investidores na Bolsa de Valores brasileira:
Ou seja, são ao todo 652.969 investidores pessoa física.

Em relação a esta tabela, percebam que o número de homens supera em mais de 3x o número de mulheres, e o maior número de investidores está na faixa etária entre 36 e 45 anos (a minha… risos). Ainda assim, as maiores fortunas estão entre os mais velhos (acima de 66), que estão em menor número e com um montante 4x superior. Não seria este um forte indício que o tempo é nosso maior aliado e que estratégias de B&H são realmente eficientes? Entendo que sim.

As informações exibidas podem ser obtidas no site da B3:
http://www.bmfbovespa.com.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A828D295048C0EF015139C5CB176684

Mas, conforme exposto anteriormente, o investidor brasileiro se sente mais confortável com investimentos em Renda Fixa por contar com rendimentos expressivos (se comparado com o resto do mundo), com baixíssimo risco, simplicidade e por ser uma opção bem conhecida e de “fácil acesso”.

Então, para efeito de comparação, no mês de março (de 2018), o Tesouro Direto atingiu a marca de 2.050.454 CPFs. Um número expressivo, não? Corresponde à 3x o número de investidores na Bolsa. Até aqui não é tão surpreendente.

Novamente, o público feminino é expressivamente menor. Nem venham me “questionar”, estou apenas compartilhando os números (risos). De qualquer forma, é possível ver que este número vem crescendo rapidamente.

Para ter acesso a todos estes números, acessem o link do Tesouro:
http://www.tesouro.gov.br/pt/balanco-e-estatisticas (veja em “tabelas” – ou o link logo abaixo)
http://www.tesouro.gov.br/documents/10180/639446/Anexo+Balan%C3%A7o+Mar%C3%A7o+2018/e102a55b-45d4-4c65-9d92-17e036bf2248

Isto demonstra a insegurança de boa parte dos investidores em relação a renda variável. Felizmente, esta realidade vem mudando, pois a facilidade de acesso à informação está cada vez maior – e a Internet vem colaborando com isto, claro! Para se ter uma ideia melhor, nos últimos 15 anos, o número de CPFs na Bolsa cresceu mais de 600%. O difícil é conscientizar que a Bolsa não é um cassino, apesar de permitir a especulação direta.

Agora vem a parte mais curiosa…

De maneira geral, o brasileiro costuma ser “averso ao risco”, já que o país conta com uma das maiores taxas de juros do mundo, com baixíssimo risco e proteção de mecanismos como o FGC (Fundo Garantidor de Crédito). É claro que estou falando de investidores, independente do nível de conhecimento e perfil.

Aliás, já comentei em outros artigos que a Bolsa também permite uma posição conservadora – dependerá do seu perfil, experiência e conhecimento.

Infelizmente, o mundo atual é bastante imediatista e a realidade econômica de nosso país faz com que muitas pessoas busquem alternativas de maior ganho em curto espaço de tempo. Pois é, agora junte isto ao volume de informação que circula rapidamente na Internet, e o resultado é uma enxurrada de pessoas sendo enganadas ou aceitando níveis de risco que desconhecem. Quanto maior o retorno, maior o risco. Simples assim!

Sabendo disto, o que explica o número de “investidores” em criptomoedas, em aproximadamente um ano, superar em mais de 2x o número de investidores na Bolsa brasileira? E pasmem, está prestes a atingir o total de investidores em Tesouro Direto – aparentemente, com potencial para ultrapassar ainda em 2018. Se boa parte de população não se sentia a vontade com o mercado de capitais, como pode estar com o mercado de criptomoedas? Parece um pouco incoerente.

Obviamente, não há fontes oficiais quanto ao número de CPFs no mercado de criptomoedas, até porque, fora do universo das exchanges, este vínculo não é obrigatório (e atualmente, não há como ser). Portanto, a avaliação atual é baseada em informações fornecidas por algumas exchanges como a FoxBit ou Mercado Bitcoin. Ainda assim, não encontrei uma estatística exata em nenhuma delas. Então, de acordo com uma matéria do Estadão, publicada em fevereiro deste ano, o número de CPFs registrados nas principais exchanges era de aproximadamente 1.400.000 (1.4 milhão) no Brasil.

É inegável que, nos últimos anos, o crescimento de investidores brasileiros tem sido expressivo e vem despertando o interesse do público feminino (costuma ser menor) também. Por um lado pode representar maior conscientização da população, proporcionando um horizonte de vida cada vez melhor. É um ponto positivo.

Infelizmente, avaliando o “outro lado da moeda” (risos), a realidade brasileira cobiça o pequeno investidor assumir uma posição quase exclusiva de especulador (para não dizer apostador). É aí que mora o perigo.

Não sou dono da verdade, mas a minha opinião é que muitos brasileiros estão apostando demasiadamente no mercado de criptomoedas, com pouco ou nenhum embasamento – simplesmente, na esperança de estar diante de uma grande revolução, capaz de oferecer uma reserva de valor sólida (é difícil). Particularmente, não compartilho desta visão e no meu entendimento não terminará bem para a grande maioria. Ao contrário do que muitos imaginam, os requisitos para sobreviver neste mercado não são muito diferentes do mercado de capitais – se não for maior.

A evolução destes números, em relação ao perfil do investidor brasileiro, parece desencontrada.

Portanto, independente de sua visão… não seja torcedor, saiba o que está fazendo.

Riscos de se tornar MEI

Ontem, compartilhei informações importantes para se tornar MEI. Fiz isto enquanto obtinha informações mais precisas antes de iniciar o processo de formalização. Não é a primeira vez que pesquiso sobre o assunto, mas resolvi aproveitar o feriado e colocar em prática. Aliás, é realmente rápido e “simples” (depende do que você considera simples).

É fácil encontrar informações eufóricas e incompletas. E, pelo que pude ver, muitos empreendedores não estão atuando corretamente (muitas vezes por desconhecimento). Não pense que o fato de ser MEI exime (ou diminui) a sua responsabilidade, na realidade aumenta. Apesar de ser a modalidade mais simples, é preciso conhecer muito bem os riscos e se manter atento para não transformar alegria em sofrimento.

O objetivo aqui é instruir e informar! 😉

Alguns vídeos ou artigos, dão a entender que concluído o processo, na esfera Federal (no ato da formalização), basta aguardar o contato de um fiscal do município, pois o “alvará de licença e funcionamento” é provisório (por 180 dias). Não basta aguardar não. Vi alguns empreendedores desprezando isto – desconhecimento ou não, é loucura.

Como tenho um amigo MEI, liguei para trocar algumas ideias. Perguntei se bastava aguardar. A recomendação que recebi foi de que devemos nos deslocar até a prefeitura da cidade e solicitar o alvará definitivo e inscrição municipal (para emissão de nota fiscal) – o prazo é de 60 dias, podendo variar por região (entregando poucos dias depois, por exemplo).

Vale lembrar que a emissão de nota fiscal é opcional apenas nas transações com pessoa física. Mas, se a operação for realizada com pessoa jurídica a emissão é obrigatória. Não desprezem isto.

Outro alerta que recebi é referente ao seguro desemprego. PARA VOCẼ que é empreendedor e também trabalha de carteira assinada em outra empresa (CLT), todos os demais direitos são mantidos (como o FGTS), porém, por ser MEI (e com situação ATIVA), perderá o seu direito ao seguro desemprego. Esteja ciente!

Independente de nossa escolha, é importante entender algumas diferenças básicas:


Para quem pretende se tornar MEI, o segundo vídeo é um pouco “aterrorizante”, mas não há motivo para tanto alarde.

É fundamental conhecer bem os riscos para não cair em armadilhas – não podemos ignorar os fatos. No meu caso, como prestador de serviços (redes), minha exposição ao risco é menor porque não preciso buscar linhas de crédito executar minhas tarefas, muito menos terei dependência de local fixo. Logo, não há razão para lidar com “dívidas”. Então, o meu maior cuidado será a prestação de contas com o governo. Sendo assim, entendo ser um aprendizado que acrescenta muito e com risco controlável.

Confesso que não me senti muito confortável quando assisti o vídeo!

Se você deseja maiores informações obre o que é uma EIRELI, recomendo assistir o seguinte vídeo:

Na semana que vem farei a solicitação do alvará definitivo. Enquanto isto, vou buscar mais informações quanto a emissão de notas e meus direitos e deveres.

Boa sorte a todos! 😉

Detalhes importantes para o MEI

Resolvi selecionar alguns vídeos sobre o assunto porque estou pensando em aquirir um CNPJ como MEI (Micro Empreendedor Individual). Não posso negar que não fiz isto antes por “medo” e dúvidas em relação aos benefícios. O MEI é uma das “modalidades” mais simples para pequenos empreendedores, mas é preciso estar atento aos “pequenos detalhes” (pegadinhas) que podem causar MUITA dor de cabeça. Aliás, não entendo porque o Governo não facilita ainda mais todo este processo, incentivando o crescimento econômico como um todo. Vocês entenderão o motivo do meu choro (risos)!

Juntei o máximo de informações possível para auxiliar a minha decisão também! Confiram! 😉

O MEI é um tipo de empresa criada pelo Governo Federal desde o ano de 2009 para formalizar o pequeno empreendedor que trabalhe por conta própria e que se legalize como pequeno empresário. Neste caso, algumas regras são impostas: “o empreendedor não pode ter sócios, deve ter faturamento de até R$81.000,00 por ano e ter no máximo 1 (um) funcionário registrado (salário mínimo). Além disso, a atividade deve constar na Tabela de Atividades segundo a CGSN“.

Minha primeira dúvida, conforme o texto acima, foi referente a participação em “sociedades”, pois sendo detentor de ações ON estamos assumindo uma posição de sócio de determinada empresa de capital aberto. Pelo que entendi, se a posição não for representativa (sem poder para interferir nas decisões da empresa), não há impedimento algum.

Para quem ainda vai abrir um negócio, recomendo assistir o seguinte vídeo:

Para maiores informações, acessem o Portal do Empreendedor.

Confiram a lista de atividades permitidas (Anexo XIII da Resolução CGSN n. 94/2011):
www.receita.fazenda.gov.br/publico/legislacao/resolucao/2011/resolucaocgsn/anexo_xiii_resolucao_cgsn_94.doc

Porém, vale lembrar que para ter direito ao MEI é preciso pagar uma contribuição mensal, conhecida como DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que varia de acordo com o tipo de atividade: “comércio e indústria (R$ 48,70), Serviços (R$ 52, 70) e Comércio e Serviços (R$ 53,70)“.

O DAS pode ser pago por meio de débito automático, pagamento online ou boleto. Sendo o pagamento uma contribuição obrigatória (até o dia 20), independente de seu faturamento no mês, não vejo razão para não colocar em débito automático. Aliás, para maior controle e diminuir a margem de erros, o ideal é na primeira oportunidade trabalhar com uma conta bancária como pessoa jurídica.

Confiram um passo a passo para gerar o boleto do DAS:

O processo foi demonstrado em 2015, não sei se há mudanças significativas para este ano.

Caso prefira autorizar o débito automático, acesse o link:
https://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/Servicos/Grupo.aspx?grp=16

 

Apesar do processo ser simples e rápido, é preciso tomar algumas cautelas para que pequenos erros não destruam seu negócio completamente. Não é para assustar, apenas mantenha-se atento.

Não cometam erros básicos (*faturamento anual*):


A próxima dica é muito importante para declaração de Imposto de Renda (meu caso no ano que vem):


O MEI possui benefícios e obrigações, e estar em dia com elas é condição para você se manter como MEI e garantir o seu direito aos benefícios!

Para quem trabalha como empreendedor digital, confiram o link:
http://www.digai.com.br/2015/07/o-empreendedor-digital-pode-ser-mei/

Guia do investidor para declaração de IR

Já fiz minha declaração, mas revisarei antes de transmitir. A meu ver, não houve mudanças muito significativas – a sequência lógica se mantém. Desde 2017, o software para preenchimento e transmissão é o mesmo. A maior dificuldade, neste ano (2018), está nos campos adicionais para declaração de “bens e direitos“, como o renavam para automóveis, inscrição municipal e registro em cartório para imóveis e CNPJ para ativos financeiros.

Resolvi compartilhar algumas dicas para auxiliar no processo de preenchimento. Não é algo tão complicado quanto parece e evitará que o investidor exponha seu patrimônio (detalhadamente) a contadores.

Vale lembrar que não sou especialista em IR e existem especificidades que variam de acordo com a realidade de cada contribuinte. Como não invisto fora do país (por exemplo), ignoro as opções referentes à moeda estrangeira.

Antes de prosseguir, recomendo a leitura dos seguintes links:
http://www.adctec.com.br/blog/imposto-de-renda-pessoa-fisica-2017
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2018/declaracao/preenchimento
http://dinheirama.com/blog/2015/02/27/7-erros-comuns-imposto-de-renda-acoes-como-evita-los/

Link para download do programa:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2018/download

Para saber como funciona a tributação sobre investimentos imobiliários:
http://www.fundoimobiliario.com.br/leis.htm

Guarde todos os documentos por 5 anos (pelo menos) – Em caso de problemas (malha fina), a Receita Federal pode solicitar a apresentação dos comprovantes.

1. Se esta for sua primeira declaração, comece pela “Identificação do contribuinte” em “Fichas de declaração”.

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Não há mistério algum.

Mas, preste atenção para não cometer erros de digitação no preenchimento de informações que são imutáveis ao longo da vida. Apesar de pouco provável, pequenas inconsistências, como data de nascimento errada, podem fazer com que o contribuinte caia na malha fina. Já presenciei alguns relatos sobre isto.

Se o titular for casado, basta selecionar “sim” em “Possui cônjuge ou companheiro(a)?” e informar o CPF em questão. E, na ficha seguinte (dependentes), se for o caso, é possível cadastrar o(a) cônjuge como dependente (código 11).

2. Em seguida, ainda em “Fichas de Declaração”, identifique sua fonte(s) pagadora(s) em “Rend. Trib. Receb. De Pessoa Jurídica”.

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Esta ficha é obrigatória para trabalhadores assalariados ou prestadores de serviço.

O processo de preenchimento é simples. Utilize como referência o informe de rendimentos fornecido pela(s) empresa(s) em que trabalha ou prestou serviços. Atenção, nesta etapa é fácil para a Receita detectar qualquer tipo de inconsistência, pois ela cruzará seus dados com os informados pela fonte pagadora. O contribuinte cairá na malha fina caso uma das partes cause divergência de informações.

Diante do cenário econômico atual (de elevado grau de desemprego), muitas pessoas tem se posicionado, no mercado, como “Microempreendedor Individual (MEI)”. Não é o meu caso, mas para esclarecer as dúvidas mais comuns, separei alguns links interessantes:MEI também entrega DIRFcomo fazer a declaração anual do MEI (Sebrae)  e  como o MEI declara o IRPF (2016) .

3. A ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” é muito comum para quem lida com investimentos com rendimento livre de IR (com isenção).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos livre de IR, como Caderneta de Poupança, LCI, LCA, Fundos Imobiliários e dividendos de ações.

Desde o ano passado, o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
09 – Lucros e dividendos recebidos
10 – Parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada …
12 – Rendimentos de cadernetas de poupança …
20 – Ganhos líquidos em operações à vista de ações … até R$ 20.000 …
26 – Outros

A maioria dos bancos fornece o extrato detalhado pelo home-banking.

O cadastro é simples: “informe o código adequado ao tipo de investimento, CNPJ  e nome da “Fonte Pagadora” e o rendimento líquido”. Para isto, utilize como referência os informes de rendimentos enviados pelos Correios.

Vale lembrar que, no mercado de ações, o pagamento de “Juros sobre Capital Próprio” não é isento de IR, portanto é declarado na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/ Definitiva”. Mas, é simples. No próprio extrato, para facilitar o preenchimento, os valores já estão separados “por ficha”.

Caso algum extrato indique a existência de “Rendimento não pago”, como foi o caso do fundo XPGA11 (em 2016), o rendimento será cadastrado normalmente, mas será necessário informar o valor líquido, na ficha “Bens e direitos”: código 99 (Outros) e descrição “Créditos em transito” ou “Crédito devido pela pessoa jurídica”, seguido da identificação da fonte pagadora (com CNPJ).

Em 2016 encerrei algumas operações com lucro, sem exceder o limite de isenção (até R$ 20.000 por mês). Neste caso, é preciso informar o valor através do código 20.

O vídeo, a seguir, demonstra claramente o passo a passo da leitura do informe de rendimentos.

Mantive a declaração dos dividendos dos FIIs  sob “código 09” (lucros e dividendos recebidos), mas existem orientações, na Internet, indicando que este registro seja feito sob “código 26” (Outros), com descrição de “Ganhos em Fundos Imobiliários”. Entrei em contato com a ouvidoria da Receita Federal (resposta no link ao lado) para saber qual é o melhor procedimento em relação aos Fundos Imobiliários.

Confiram algumas orientações para declaração de FIIs:
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-fiis/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/imposto-de-renda-em-fundos-imobiliarios/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/amortizacao-de-fundos-imobiliarios-ir/

Outro link interessante:
http://www.blogdoinvestidor.com.br/investimentos/como-declarar-os-fundos-imobiliarios-no-imposto-de-renda/

4. Em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, devemos informar os rendimentos de aplicações que sofrem tributação (incide IR).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos de aplicações financeiras como Fundos DI ou pagamento de JCP, por exemplo. Nela, são declarados os rendimentos que tiveram imposto retido na fonte e não são passíveis de restituição.

A partir de agora o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
06 – Rendimentos de aplicações financeiras
10 – Juros sobre capital próprio
12 – Outros

Não há mistério. O processo é o mesmo descrito na ficha anterior. A diferença é que faremos o cadastro de aplicações que sofrem tributação.

Para declarar rendimentos não pagos o processo é o mesmo descrito em rendimentos isentos.

Confiram a legislação referente à tributação de “Juros sobre Capital Próprio”:
http://contadores.cnt.br/noticias/artigos/2016/05/03/juros-sobre-capital-proprio-2.html
http://artigoscheckpoint.thomsonreuters.com.br/a/5v7w/ponderacoes-sobre-os-juros-sobre-capital-proprio-e-seus-contornos-fiscais-e-juridicos-marcos-ricardo-cruz-da-silva

5. Em “Bens e Direitos”, declare o patrimônio adquirido (ou a “evolução” anual).

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Nesta ficha cadastre seu patrimônio: casa, carro e investimentos, por exemplo.

Para “imóveis” ou “carro” declare o valor de aquisição, não o valor de mercado. Neste caso, ao longo dos anos, o contribuinte deverá apenas clicar em “repetir”, pois o preço de aquisição não mudará. A casa deve ser cadastrada com “código 12” e o carro com “21”.

Caso o contribuinte não dispunha do bem no ano anterior (na “primeira situação”), o primeiro valor informado será 0 e o segundo será o custo de aquisição (ano de apuração).

Os códigos mais comuns para lançamento:
12 – Casa
21 – Carro

31 – Ações
41 – Poupança
45 – Aplicação em renda fixa ou CDB

61 – Conta corrente
71 – Fundo de curto prazo
72 – Fundo de longo prazo
73 – Fundo de investimento imobiliário
74 – Fundo de ações ou ETF

97 – VGBL

A declaração de “ações” também é baseada no custo de aquisição (até o último dia do ano). Mas, se o investidor adquirir mais ações, a diferentes preços, o custo total será definido pela multiplicação entre o preço médio e o número de ações. Declare, por empresa, através do “código 31”. Na descrição, informe o nome da empresa, código de negociação, corretora (com CNPJ) e número de “papéis”. Foi incluído ao formulário um campo para CNPJ da empresa em questão (seu ativo), mas a identificação da corretora é opcional.

Os fundos de investimentos imobiliários seguem o mesmo padrão, mas com “código 73”. Na descrição, informe o ticker (código de negociação), corretora (com CNPJ) e número de cotas. Da mesma forma como ocorre nas ações, surgirá um campo CNPJ para identificação do fundo em questão.

Caso apareça “valor não pago” em algum informe de rendimento recebido, será necessário lançar o valor em “Bens e Direitos”, com “código 99” (outros) e descrição “CREDITO DEVIDO PELA PESSOA JURIDICA” – no ano passado, foi o caso do fundo XPGA11: “XP INVESTIMENTOS (FII XPGA11), CNPJ 02.332.886/0001.04”.

É possível conferir um passo a passo através dos links:
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-acoes/
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-fiis/

O número de operações em bolsa dificilmente será pequeno. Portanto, para evitar erros e desgastes desnecessários, recomendo utilizar alguma ferramenta auxiliar, como o IrpfBolsa ou Calculadora de IR (do site Bússola do Investidor), principalmente se o investidor costuma fazer trades ou negocia cotas de FIIs.

Testei as duas ferramentas citadas acima e farei um breve comentário sobre cada uma.

Antes de tratar das ferramentas, em questão, é interessante compreender como funciona o recolhimento de IR sobre operações em bolsa.

É responsabilidade do investidor o recolhimento de imposto sobre operações em bolsa, com alíquota de 15% sobre os lucros aferidos em operações comuns e 20% em day-trade (operação de compra e venda no mesmo dia). Vale lembrar que, no mercado de ações, há isenção quando o somatório das vendas não exceder “R$ 20.000,00” (no mês), exceto para day-trade.

Não há isenção para negociação de cotas de fundos imobiliários (venda com lucro) ou operações de day-trade.

No caso de lucro, o pagamento deve ser feito com a emissão de uma DARF (código 6015), até o último dia útil do mês subsequente ao da apuração do lucro. É um procedimento válido no decorrer do ano”, sempre que o investidor encerrar sua posição com ganho de capital.

Tanto os lucros como os prejuízos serão declarados (no sistema da Receita), em “Operações comuns / Day-Trade” no menu “Renda Variável”. O prejuízo será compensado futuramente, permitindo abater sobre ganhos posteriores. Esta é outra etapa que a utilização do IRPFBolsa pode ajudar bastante.

Confiram um exemplo completo envolvendo ETFs:
https://verios.com.br/blog/como-declarar-no-ir-seus-investimentos-em-etfs/

É evidente que a emissão da DARF dificilmente acontecerá para adeptos de B&H, pois será raro exceder o limite de isenção (R$ 20.000 em vendas) ou realizar operações de day-trade. Ou seja, acontecerá em menor proporção porque, nesta estratégia, as operações de compra costumam ser mais frequentes e as “posições” não são “fechadas” com frequência.

Acredito que, por mais simples que pareça, é inviável tentar gerenciar todas as operações ou carteira de ações manualmente. No mínimo, o investidor terá que lançar suas operações em uma planilha e definir fórmulas para o cálculo de preço médio, lucro e prejuízo, por exemplo. Pessoalmente, acredito que além de ser muito trabalhoso, amplia a margem de erros.

Com a utilização de ferramentas específicas para o cálculo de IR e gerenciamento de carteira, o investidor contará com inúmeros benefícios: “maior precisão e facilidade para lançar as ações ou cotas em ‘Bens e Direitos’, geração automática da DARF, apuração automática de lucros ou prejuízos e acompanhamento detalhado da evolução de sua carteira de investimentos”.

O IrpfBolsa foi a primeira solução que testei e utilizei para auxiliar no recolhimento de IR e declaração – excelente relação custo x benefício. A licença para dois anos custa R$ 90,00 (pagamento único). Para quem lida com renda variável, e diante dos benefícios, este preço é simbólico. Há uma explicação do objetivo disto no próprio site – achei inteligente.

Na opção “Imposto de Renda”, é possível acompanhar o resultado anual da carteira, bem como a apuração de lucro ou prejuízo a compensar.

O trabalho do investidor se resumirá em alimentar o sistema com as notas de corretagem.

Para preencher a ficha de “Bens e Direitos”, podemos utilizar as informações fornecidas pelo IrpfBolsa, levando em consideração os campos “papel” (código), “quantidade” e “custo total”:

– Através do menuMeus resultados”, selecione a aba “carteira atual” e clique em “exportar” (no canto superior direito). Os dados serão “copiados” em memória e, desde que não existam lançamentos após dezembro (no ano de apuração), basta abrir uma planilha (como o Excel) e aplicar o recurso de edição “colar”.

– Porém, caso existam lançamentos após o ano de apuração, o ideal é fazer o levantamento através da aba “Variação da carteira”, selecionando o ano adequado e percorrendo cada mês de forma decrescente (a partir de DEZEMBRO). Feito isto, declare o primeiro resultado que encontrar para o ativo (será o mais atual).

irpfbolsa

A partir dos dados acima, pude declarar as cotas do fundo SAAG11:

irpfbens

Em “situação”, informe o “custo de aquisição”, não o valor de mercado.

Em 2016, testei, gratuitamente, pelo período de 7 dias, a “Calculadora de IR” do site “Bussola do Investidor”. Gostei. Tecnicamente, não deixou nada a desejar. Mas, em minha opinião, o custo mensal de R$ 49,90 (ou anual de R$ 538,92) da versão PRO, o coloca em desvantagem em relação ao IrpfBolsa.

Vale a pena fazer faculdade?

Ao acessar o Youtube, recebi uma sugestão de um vídeo insinuando que, nos dias atuais, NÃO é tão vantajoso fazer uma faculdade. Os argumentos (que discordo) chamaram minha atenção, e resolvi pesquisar o quão comum este pensamento pode ser observado. Pessoalmente, considero indispensável.

Informação e conhecimento são fundamentais, mas não servem de nada se você não souber usar com inteligência! 😉

Na parte de finanças, o Bastter costuma dizer que, independente da escolha, devemos nos programar para colocar as probabilidades de acerto a nosso favor. E como não podemos prever o futuro, não há como acertar sempre. Logo, devemos nos cercar de conhecimento e instrumentos que permitam diminuir a margem de erros, ampliando a probabilidade de acertos – através de um bom manejo de risco. Isto vale para qualquer coisa.

Você tem ideia de quantas portas serão fechadas, caso apresente um currículo com um nível formação limitado? Nível superior é o mínimo que esperam, pois já não é mais considerado diferencial – infelizmente, a falta dele, tende ser critério de exclusão.

Para melhor compreensão, já vi discriminação, em entrevistas de emprego, quando existem candidatos com formação em instituições particulares. Muitas empresas abrem vagas para estudantes de Universidades Federais e as demais nem ficam sabendo. Quando a BrasilTelecom (atual Oi), por exemplo, abriu vagas para estudantes de engenharia, na cidade de Campo Grande, a oferta de emprego (começando por estágio) foi direcionada apenas para alunos da UFMS – os alunos das demais universidades nem souberam. O mercado não se importa se você acha justo ou não.

Concurso público então… as vagas para nível superior não estarão disponíveis.
Caso você não se importe, tudo bem!

Ahhh, mas todo mundo diz que para ganhar dinheiro é “SÓ EMPREENDER”muito simples, não?

Fico admirado em ver a facilidade que vendem nestes discursos. A base, o conhecimento e a experiência de mercado serão adquiridos por osmose então? Não estou dizendo que seja impossível. É possível ter sucesso sem uma formação superior, exemplos não faltam (apesar de raros). Reconheço que varia de pessoa para pessoa. Mas, lembrem-se de que o “ideal” seria colocar as probabilidades de acerto a nosso favor. Não procurar um ensino superior ajuda? Não vejo como.

Em um dos vídeos, um engenheiro afirmou que nunca viu sentido no estudo de derivadas. Pois bem, compartilharei alguns exemplos de aplicação, extraído do blog engenheirocaicara:

Com a derivada é possível de se calcular a variação da velocidade instantânea de um corpo com relação ao tempo. Lembra no ensino médio, logo nas primeiras aulas de física, quando você aprendeu o conceito de velocidade? Sim, aquilo se trata de uma aplicação de derivada! Ainda utilizando a física como exemplo, se pegarmos a função da velocidade em função do tempo e derivarmos a mesma, teremos a aceleração do corpo em qualquer instante.

Outro exemplo prático de aplicação da derivada é a determinação da taxa de variação do volume de um recipiente qualquer com relação ao tempo que o mesmo é cheio. Ainda é possível determinar a taxa de variação do custo de um financiamento, em quanto tempo uma determinada doença se propaga em determinado número de habitantes de uma cidade, o tamanho ideal para a produção de certa embalagem, ou até mesmo o lucro ou prejuízo de uma indústria em função da quantidade de sua mão de obra.

Indo mais além, com os conceitos de derivação, é possível de se definir o que ocorre com as ondas estacionárias, determinando seus comportamentos, através da análise das condições do contorno de sua função. Esses só são alguns humildes exemplos da aplicação do conceito de derivadas, pois existem muitos outros.

Amplie a sua visão de mundo!

Em outro vídeo vi uma afirmação de que algumas empresas procuram profissionais “fodas” (sei.. risos).

Tá certo… Vai lá na Google e “diz” que você é “foda” (tenta a sorte). Pouquíssimas empresas darão a oportunidade de TENTAR provar isto com um currículo medíocre.

Acredito que o crescimento depende de etapas. Se você puder concentrar inúmeras provas de habilidade ou competência, seu caminho será menos tortuoso. A escolha é de cada um. Empreender será uma etapa ainda mais desafiadora, que demandará um esforço MUITO maior.