Juros compostos: Conceitos e calculadora

Eis um assunto que está atrelado diretamente ao “mundo dos investimentos” – aliás, segundo algumas fontes: “Albert Einstein dizia que os juros compostos são a força mais poderosa do universo e a maior invenção da humanidade, porque permite uma confiável e sistemática acumulação de riqueza“. Já escrevi sobre o assunto diversas vezes, mas não tratei o assunto pontualmente (deixando de expor os principais conceitos envolvidos). Neste semana, recebi um link interessante e, pela didática envolvida, resolvi compartilhar.

O artigo é de Ramiro Gomes, que, além de tratar sobre os conceitos envolvidos, disponibiliza também uma calculadora online de juros compostos bastante intuitiva:
http://clubedovalor.com.br/juros-compostos/

Fundos multimercados

Já faz algum tempo que publiquei um artigo sobre fundos de investimentos, e acabei deixando de lado os fundos multimercados. No entanto, pretendo corrigir este pequeno deslize (risos). O mês de Abril foi mais “interessante” e será detalhado na apuração do “resultado mensal”. Como houve maior disponibilidade de recursos, pude contar com um leque de possibilidades maior: “realizei algumas pesquisas sobre fundos multimercados e, após refletir bastante, resolvi iniciar uma pequena posição em um fundo do Banco Bradesco“.

Antes de prosseguir, é importante compreender as características peculiares deste tipo de fundo.

Por trabalhar com diferentes mercados (como renda fixa, câmbio, derivativos, ações e etc) e permitir alavancagem (opcional), o risco tende ser maior e difícil de mensurar. É evidente que, se comparado com investimentos de renda fixa e em função do risco assumido (dependerá do fundo escolhido), é esperado um prêmio naturalmente maior (ou seja, oferecendo uma rentabilidade superior). Não faz sentido aceitar riscos mais elevados sem que o prêmio seja compatível.

Para melhor compreensão, recomendo assistir os seguintes vídeos:

Vale ressaltar que não sou cliente da London Capital (primeiro vídeo); apenas compartilhei o vídeo porque achei bastante instrutivo e didático“.

Devemos avaliar cada fundo individualmente, pois o risco dependerá da composição da carteira, grau de alavancagem, gestor e regulamentos do fundo. Apesar de ser um tanto questionável, a avaliação do histórico de rentabilidade é interessante também – rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, mas diz muito sobre a habilidade do gestor. Em minha opinião, este tipo de fundo é mais complexo que os demais tratados até então.

Outro vídeo interessante, produzido por André Bona, trata muito bem os riscos envolvidos:

Neste mês, pude sacar o FGTS e pensei em direcionar uma pequena parcela para um fundo multimercado, mas…

Lembrei que havia uma pequena quantia disponível para resgatar de um Título de Capitalização (TC), pendente no Banco Bradesco – sim, cometi esta tolice (risos) e já manifestei minha visão. Inicialmente, adquiri o título pelo HSBC, mas o vencimento coincidiu com o período em que o Bradesco havia comprado o HSBC, gerando uma pequena inconsistência na identificação e resgate automático. Resolvi o problema rapidamente após contactar o setor responsável. O retorno do TC foi modesto, e não compensa realmente. Aproveitei para reinvesti em um fundo multimercado, sem utilizar o dinheiro do FGTS.

Para conhecer as opções disponíveis, acessei o seguinte link:
https://wwwss.shopinvest.com.br/infofundos/fundos/TabelaRentabilidade.do?cdSgmtoProdt=1

Após analisar alguns fundos do Bradesco, resolvi iniciar uma pequena posição no fundo Macro Multimercado LP. Gostei da composição da carteira, da proposta do fundo e do resultado apresentado nos últimos anos. Mas, não posso negar que o limite de alavancagem assusta um pouco (até 1000%).

Confiram a composição da carteira do fundo Macro Multimercado LP:

Ativos  Distribuição (% do patrimônio líquido)
Operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais  66,8520%
Títulos públicos federais  25,4822%
Investimento no exterior  6,6503%
Ações  2,1294%

De acordo com a lâmina do fundo, é necessário um investimento inicial mínimo de R$ 10.000. No entanto, o Banco permite aportar o valor previsto como investimento adicional mínimo (R$ 500) caso o somatório dos demais investimentos seja igual ou superior ao inicial mínimo (valendo-se do Volume Global). Logo, o meu aporte inicial foi expressivamente menor. A minha intenção é, a partir de uma pequena exposição, conhecer e avaliar melhor a eficiência do fundo.

Vale lembrar que estou apenas demonstrando uma alternativa de investimento, compartilhando uma escolha pessoal e o resultado ao longo do tempo (podendo ser positivo ou NEGATIVO). Portanto, isto não é uma recomendação de investimento. A escolha é pessoal.

Buscando patrocinadores para seus projetos!

Hoje, abordaremos um assunto bastante interessante para inventores ou projetistas que necessitam de um incentivo financeiro para viabilizar grandes ideias (tirando do papel). Porém, prefiro abordar o assunto de uma forma mais realista, sem criar ilusões, distorções ou falsas esperanças. O mundo continua se desenvolvendo, mas, neste quesito, a principal mudança está nas alternativas para atrair investidores para seus projetos. A essência não mudou tanto assim.

Em minha opinião, a afirmação atual de que o sucesso depende de grandes ideias e capacidade criativa é muito abstrata e não é tão atual como costumam afirmar. Digo isto, porque estes requisitos são antigos e a base continua complexa. Não é qualquer ideia que serve. Vejo este assunto sendo vendido como se houvesse uma receita de bolo para seguir – não há.  E, infelizmente, tende gerar bastante frustração. Acho interessante os vídeos motivacionais que circulam na Internet. São bonitos de ver, mas se você analisar, por amostragem, vai perceber que é possível contar nos dedos os casos de sucesso.

Sonhe mantendo os pés no chão:

Inventores e projetistas existem desde que o mundo é mundo, e hoje ficou realmente mais fácil angariar recursos para viabilizar grandes ideias. É sobre isto que resolvi escrever…

Existem, basicamente, duas formas poderosas para captação de recursos financeiros: atraindo um investidor anjo ou participando de financiamentos coletivos (também conhecidos como crowdfunding).

Confiram uma entrevista, feita pela blogueira Nath, com a investidora anjo Camila Farani:

Há pouco tempo, um amigo me apresentou um crowdfunding conhecido como kickstarter. De acordo com o site tecmundo, “Em troca do investimento, as pessoas que auxiliarem financeiramente o projeto vão receber recompensas de acordo com o valor fornecido. Em muitos casos, a gratificação é uma cópia do produto anunciado, por exemplo“.

No Brasil, o crowdfunding mais conhecido é o Kickante.

Achei a proposta do Kickante interessante e aproveitei para fazer um “teste”, avaliando funcionalidades e facilidade operacional. Criei rapidamente um anúncio com nome “O retrato da vida de investidores“. No momento, é impossível tentar avaliar o alcance ou capacidade de remuneração de um anúncio como este. Encontrei projetos admiráveis e bem sucedidos. Fico feliz em saber que existe algo assim no Brasil. No meu caso, como experimento, qualquer resultado será bem vindo. Fiz para efeito de testes, mas é evidente que aceitarei doações – afinal, o esforço para produção de conteúdo e clipping de relevância é, muitas vezes, árduo e consome bastante tempo.

Para conhecer outros sistemas disponíveis, acesse o link:
http://crowdfundingnobrasil.com.br/

Guia do investidor para declaração de IR

Já conclui e transmiti minha declaração. A meu ver, não houve mudanças muito significativas – a sequência lógica se mantém. Na realidade, foram aplicadas algumas melhorias, como: “um único software para preencher e transmitir a declaração (não requer o receitanet) e alguns formulários ficaram mais intuitivos (na declaração de Rendimentos Isentos ou sujeitos a Tributação Exclusiva, por exemplo)”.

Resolvi compartilhar algumas dicas para auxiliar no processo de preenchimento. Não é algo tão complicado quanto parece e evitará que o investidor exponha seu patrimônio (detalhadamente) a contadores.

Vale lembrar que não sou especialista em IR e existem especificidades que variam de acordo com a realidade de cada contribuinte. Como não invisto fora do país (por exemplo), ignoro as opções referentes à moeda estrangeira.

Antes de prosseguir, recomendo a leitura dos seguintes links:
http://www.adctec.com.br/blog/imposto-de-renda-pessoa-fisica-2017
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2017/declaracao/preenchimento
http://dinheirama.com/blog/2015/02/27/7-erros-comuns-imposto-de-renda-acoes-como-evita-los/

Link para download do programa:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2017/download

Para saber como funciona a tributação sobre investimentos imobiliários:
http://www.fundoimobiliario.com.br/leis.htm

Guarde todos os documentos por 5 anos (pelo menos) – Em caso de problemas (malha fina), a Receita Federal pode solicitar a apresentação dos comprovantes.

1. Se esta for sua primeira declaração, comece pela “Identificação do contribuinte” em “Fichas de declaração”.

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Não há mistério algum.

Mas, preste atenção para não cometer erros de digitação no preenchimento de informações que são imutáveis ao longo da vida. Apesar de pouco provável, pequenas inconsistências, como data de nascimento errada, podem fazer com que o contribuinte caia na malha fina. Já presenciei alguns relatos sobre isto.

Se o titular for casado, basta selecionar “sim” em “Possui cônjuge ou companheiro(a)?” e informar o CPF em questão. E, na ficha seguinte (dependentes), se for o caso, é possível cadastrar o(a) cônjuge como dependente (código 11).

2. Em seguida, ainda em “Fichas de Declaração”, identifique sua fonte(s) pagadora(s) em “Rend. Trib. Receb. De Pessoa Jurídica”.

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Esta ficha é obrigatória para trabalhadores assalariados ou prestadores de serviço.

O processo de preenchimento é simples. Utilize como referência o informe de rendimentos fornecido pela(s) empresa(s) em que trabalha ou prestou serviços. Atenção, nesta etapa é fácil para a Receita detectar qualquer tipo de inconsistência, pois ela cruzará seus dados com os informados pela fonte pagadora. O contribuinte cairá na malha fina caso uma das partes cause divergência de informações.

Diante do cenário econômico atual (de elevado grau de desemprego), muitas pessoas tem se posicionado, no mercado, como “Microempreendedor Individual (MEI)”. Não é o meu caso, mas para esclarecer as dúvidas mais comuns, separei alguns links interessantes:
http://www.adctec.com.br/meideclaracao.html
http://www.adctec.com.br/blog/como-o-mei-declara-o-imposto-de-renda-pessoa-fisica-2016
http://economia.terra.com.br/vida-de-empresario/mei-saiba-se-sua-empresa-deve-ou-nao-declarar-o-irpf-2015,d1cfaeadeb09c410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

3. A ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” é muito comum para quem lida com investimentos com rendimento livre de IR (com isenção).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos livre de IR, como Caderneta de Poupança, LCI, LCA, Fundos Imobiliários e dividendos de ações.

A partir de agora, o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
09 – Lucros e dividendos recebidos
10 – Parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada …
12 – Rendimentos de cadernetas de poupança …
20 – Ganhos líquidos em operações à vista de ações … até R$ 20.000 …
26 – Outros

A maioria dos bancos fornece o extrato detalhado pelo home-banking.

O cadastro é simples: “informe o código adequado ao tipo de investimento, CNPJ  e nome da “Fonte Pagadora” e o rendimento líquido”. Para isto, utilize como referência os informes de rendimentos enviados pelos Correios.

Vale lembrar que, no mercado de ações, o pagamento de “Juros sobre Capital Próprio” não é isento de IR, portanto é declarado na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/ Definitiva”. Mas, é simples. No próprio extrato, para facilitar o preenchimento, os valores já estão separados “por ficha”.

Caso algum extrato indique a existência de “Rendimento não pago”, como foi o caso do fundo XPGA11 (em 2016), o rendimento será cadastrado normalmente, mas será necessário informar o valor líquido, na ficha “Bens e direitos”: código 99 (Outros) e descrição “Créditos em transito” ou “Crédito devido pela pessoa jurídica”, seguido da identificação da fonte pagadora (com CNPJ).

Em 2016 encerrei algumas operações com lucro, sem exceder o limite de isenção (até R$ 20.000 por mês). Neste caso, é preciso informar o valor através do código 20.

O vídeo, a seguir, demonstra claramente o passo a passo da leitura do informe de rendimentos.

Mantive a declaração dos dividendos dos FIIs  sob “código 09” (lucros e dividendos recebidos), mas existem orientações, na Internet, indicando que este registro seja feito sob “código 26” (Outros), com descrição de “Ganhos em Fundos Imobiliários”. Entrei em contato com a ouvidoria da Receita Federal (resposta no link ao lado) para saber qual é o melhor procedimento em relação aos Fundos Imobiliários.

Vejam, a seguir, a orientação do sitebussoladoinvestidor” para declaração de FII:
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/imposto-de-renda-em-fundos-imobiliarios/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/amortizacao-de-fundos-imobiliarios-ir/

Outro link interessante:
http://www.blogdoinvestidor.com.br/investimentos/como-declarar-os-fundos-imobiliarios-no-imposto-de-renda/

4. Em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, devemos informar os rendimentos de aplicações que sofrem tributação (incide IR).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos de aplicações financeiras como Fundos DI ou pagamento de JCP, por exemplo. Nela, são declarados os rendimentos que tiveram imposto retido na fonte e não são passíveis de restituição.

A partir de agora o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
06 – Rendimentos de aplicações financeiras
10 – Juros sobre capital próprio
12 – Outros

Não há mistério. O processo é o mesmo descrito na ficha anterior. A diferença é que faremos o cadastro de aplicações que sofrem tributação.

Para declarar rendimentos não pagos o processo é o mesmo descrito em rendimentos isentos.

Confiram a legislação referente à tributação de “Juros sobre Capital Próprio”:
http://contadores.cnt.br/noticias/artigos/2016/05/03/juros-sobre-capital-proprio-2.html
http://artigoscheckpoint.thomsonreuters.com.br/a/5v7w/ponderacoes-sobre-os-juros-sobre-capital-proprio-e-seus-contornos-fiscais-e-juridicos-marcos-ricardo-cruz-da-silva

5. Em “Bens e Direitos”, declare o patrimônio adquirido (ou a “evolução” anual).

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Nesta ficha cadastre seu patrimônio: casa, carro e investimentos, por exemplo.

Para “imóveis” ou “carro” declare o valor de aquisição, não o valor de mercado. Neste caso, ao longo dos anos, o contribuinte deverá apenas clicar em “repetir”, pois o preço de aquisição não mudará. A casa deve ser cadastrada com “código 12” e o carro com “21”.

Caso o contribuinte não dispunha do bem no ano anterior (na “primeira situação”), o primeiro valor informado será 0 e o segundo será o custo de aquisição (ano de apuração).

Os códigos mais comuns para lançamento:
12 – Casa
21 – Carro

31 – Ações
41 – Poupança
45 – Aplicação em renda fixa ou CDB

61 – Conta corrente
71 – Fundo de curto prazo
72 – Fundo de longo prazo
73 – Fundo de investimento imobiliário
74 – Fundo de ações ou ETF

97 – VGBL

A declaração de “ações” também é baseada no custo de aquisição (até o último dia do ano). Mas, se o investidor adquirir mais ações, a diferentes preços, o custo total será definido pela multiplicação entre o preço médio e o número de ações. Declare, por empresa, através do “código 31”. Na descrição, informe o nome da empresa, código de negociação, corretora (com CNPJ) e número de “papéis”.

Os fundos de investimentos imobiliários seguem o mesmo padrão, mas com “código 73”. Na descrição, informe o ticker (código de negociação), corretora (com CNPJ) e número de cotas. Alguns investidores informam o CNPJ da empresa ou fundo também, mas, particularmente, não tenho feito isto.

No informe de rendimentos da “XP Investimentos”, consta, como rendimento isento, um “valor não pago”. Neste caso, é necessário lançar este valor em “Bens e Direitos”, com “código 99” (outros) e descrição “CREDITO DEVIDO PELA PESSOA JURIDICA – XP INVESTIMENTOS (FII XPGA11), CNPJ 02.332.886/0001.04”.

O número de operações em bolsa dificilmente será pequeno. Portanto, para evitar erros e desgastes desnecessários, recomendo utilizar alguma ferramenta auxiliar, como o IrpfBolsa ou Calculadora de IR (do site Bússola do Investidor), principalmente se o investidor costuma fazer trades ou negocia cotas de FIIs.

Testei as duas ferramentas citadas acima e farei um breve comentário sobre cada uma.

Antes de tratar das ferramentas, em questão, é interessante compreender como funciona o recolhimento de IR sobre operações em bolsa.

É responsabilidade do investidor o recolhimento de imposto sobre operações em bolsa, com alíquota de 15% sobre os lucros aferidos em operações comuns e 20% em day-trade (operação de compra e venda no mesmo dia). Vale lembrar que, no mercado de ações, há isenção quando o somatório das vendas não exceder “R$ 20.000,00” (no mês), exceto para day-trade.

Não há isenção para negociação de cotas de fundos imobiliários ou operações de day-trade.

No caso de lucro, o pagamento deve ser feito com a emissão de uma DARF (código 6015), até o último dia útil do mês subsequente ao da apuração do lucro. É um procedimento válido no decorrer do ano”, sempre que o investidor encerrar sua posição com ganho de capital.

Tanto os lucros como os prejuízos serão declarados (no sistema da Receita), em “Operações comuns / Day-Trade” no menu “Renda Variável”. O prejuízo será compensado futuramente, permitindo abater sobre ganhos posteriores. Esta é outra etapa que a utilização do IRPFBolsa pode ajudar bastante.

Confiram um exemplo completo envolvendo ETFs:
https://verios.com.br/blog/como-declarar-no-ir-seus-investimentos-em-etfs/

É evidente que a emissão da DARF dificilmente acontecerá para adeptos de B&H, pois será raro exceder o limite de isenção (R$ 20.000 em vendas) ou realizar operações de day-trade. Ou seja, acontecerá em menor proporção porque, nesta estratégia, as operações de compra costumam ser mais frequentes e as “posições” não são “fechadas” com frequência.

Acredito que, por mais simples que pareça, é inviável tentar gerenciar todas as operações ou carteira de ações manualmente. No mínimo, o investidor terá que lançar suas operações em uma planilha e definir fórmulas para o cálculo de preço médio, lucro e prejuízo, por exemplo. Pessoalmente, acredito que além de ser muito trabalhoso, amplia a margem de erros.

Com a utilização de ferramentas específicas para o cálculo de IR e gerenciamento de carteira, o investidor contará com inúmeros benefícios: “maior precisão e facilidade para lançar as ações ou cotas em ‘Bens e Direitos’, geração automática da DARF, apuração automática de lucros ou prejuízos e acompanhamento detalhado da evolução de sua carteira de investimentos”.

O IrpfBolsa foi a primeira solução que testei e utilizei para auxiliar no recolhimento de IR e declaração – excelente relação custo x benefício. A licença para dois anos custa R$ 90,00 (pagamento único). Para quem lida com renda variável, e diante dos benefícios, este preço é simbólico. Há uma explicação do objetivo disto no próprio site – achei inteligente.

Na opção “Imposto de Renda”, é possível acompanhar o resultado anual da carteira, bem como a apuração de lucro ou prejuízo a compensar.

O trabalho do investidor se resumirá em alimentar o sistema com as notas de corretagem.

Para preencher a ficha de “Bens e Direitos”, podemos utilizar as informações fornecidas pelo IrpfBolsa, levando em consideração os campos “papel” (código), “quantidade” e “custo total”:

– Através do menuMeus resultados”, selecione a aba “carteira atual” e clique em “exportar” (no canto superior direito). Os dados serão “copiados” em memória e, desde que não existam lançamentos após dezembro (no ano de apuração), basta abrir uma planilha (como o Excel) e aplicar o recurso de edição “colar”.

– Porém, caso existam lançamentos após o ano de apuração, o ideal é fazer o levantamento através da aba “Variação da carteira”, selecionando o ano adequado e percorrendo cada mês de forma decrescente (a partir de DEZEMBRO). Feito isto, declare o primeiro resultado que encontrar para o ativo (será o mais atual).

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A partir dos dados acima, pude declarar as cotas do fundo SAAG11:

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Em “situação”, informe o “custo de aquisição”, não o valor de mercado.

Em 2016, testei, gratuitamente, pelo período de 7 dias, a “Calculadora de IR” do site “Bussola do Investidor”. Gostei. Tecnicamente, não deixou nada a desejar. Mas, em minha opinião, o custo mensal de R$ 49,90 (ou anual de R$ 538,92) da versão PRO, o coloca em desvantagem em relação ao IrpfBolsa.

Previdência pública: dilema mundial

A proposta de reforma da Previdência, apresentada pelo atual governo, tem causado bastante discussão e existem diferentes informações circulando na Internet. Aliás, algumas com toques de desinformação bastante expressivos, como é o caso de uma tabela que demonstra a idade mínima de aposentadoria em diferentes países. Sinceramente, não sei a quem interessa criar tais distorções ou mentiras. No final, “a conta” chegará para todos. O objetivo deste post é compartilhar informações de fontes confiáveis para permitir melhor instrução e “proteção”.

Primeiro, esqueça os aspectos políticos envolvidos, foque nos elementos econômicos (é matemático)! 😉

Para compreender melhor o funcionamento e os custos das Previdências Públicas, sugiro a leitura do artigo:
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/07/02/Previd%C3%AAncias-p%C3%BAblicas-como-funcionam-a-quem-beneficiam-e-quanto-custam

Infelizmente, ao contrário do que algumas frentes procuram demonstrar, o sistema de Previdência Brasileiro é nitidamente deficitário. Já compartilhei outras pesquisas que reforçam a criticidade do rombo. Tentar iludir afirmando o contrário, não muda a realidade. Por incrível que pareça, o maior desafio ainda está por vir, devido uma mudança demográfica mais acentuada (inevitável) – a população está envelhecendo e vivendo mais tempo, gerando um desequilíbrio entre profissionais na ativa, período de contribuição e benefício.

Aliás, a mudança demográfica tem sido um desafio mundial, inclusive para países de primeiro mundo. O problema é que o Brasil não está fazendo seu “dever de casa” corretamente – estamos muito atrasados.

Para complicar um pouco mais, existe um excelente trabalho de desinformação.

Confiram a seguinte tabela (por exemplo):
Ninguém, em sã consciência, concorda com a perda de benefícios. Então, é preferível acreditar que existe uma distorção em relação a outros países e desprezar qualquer tentativa de mudança. Pois é, mas a tabela é claramente enganosa (para compreender melhor o que está em “jogo”, leiam a explicação no link ao lado).

O problema é delicado para países de primeiro mundo, quem dirá para os demais.

Vejam como funciona a aposentadoria em outros países (extraído do portal agenciabrasil.ebc.com.br):

Dinamarca: O sistema de aposentadoria da Dinamarca, considerado por especialistas como um dos melhores do mundo, combina benefícios pagos pelo Estado com sistemas de previdência obrigatórios entre empresas e funcionários no setor privado, e ainda planos individuais voluntários. No país, não há tempo mínimo de contribuição, mas o valor do benefício leva em conta os anos de pagamento no mercado de trabalho. Lá, a idade mínima da aposentadoria básica de caráter universal crescerá do atual patamar de 65 anos para 67 anos entre 2024 e 2027 ao ritmo de seis meses por ano. Depois disso, vai se basear nos índices de longevidade da população.

Estados Unidos: Segundo dados da Administração de Seguridade Social do país, até 2014, a idade para aposentadoria para quem nasceu após 1955 era de 66 anos, para homens e mulheres. A partir de 2015, sobe em dois meses ao ano até alcançar 67 anos. Nos EUA, é possível antecipar a aposentadoria para os 62 anos, mas com desconto do valor a ser recebido. Ou, ainda, adiar até os 70 anos, nesse caso com acréscimo no benefício.

Canadá: Assim como no Brasil, o Canadá adota um teto para o benefício pago na aposentadoria. No país, o plano de previdência do governo exige contribuição durante 35 anos e o trabalhador tem direito ao valor máximo do benefício a partir dos 65 anos de idade. Quem se aposenta antes, com no mínimo 60 anos de idade, recebe menos. Já quem se aposenta mais tarde, com idade avançada, recebe um abono de permanência, o chamado Old Age Security.

Japão: O Japão é o campeão mundial da longevidade com uma expectativa de vida de 84 anos. A idade mínima para a aposentadoria de homens e mulheres é de 65 anos. Para receber o valor integral da previdência é necessário ter contribuído por 40 anos.

Vejam também um artigo, publicado em 2010, que demonstra a preocupação da Europa com o envelhecimento da população:
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,europa-envelhece-e-reforma-previdencia-imp-,628961

Acredito que a proposta atual possa ser melhor discutida e ajustada (como tem acontecido). Mas, não se iluda. A reforma é, sem sombra de dúvidas, indispensável e fundamental. Do contrário, “alguém” terá que pagar a conta! 😉

Se você almeja um futuro melhor e tranquilo, monte você mesmo um plano de aposentadoria:
http://dinheirama.com/blog/2016/10/13/plano-aposentadoria-tranquilo/

INVISTA!