Economia x política: Câmara rejeita denúncia contra Temer

O resultado da votação desta quarta-feira causou bastante discussão e indignação. Mas, antes de compartilhar minha opinião, gostaria de fazer uma breve reflexão sobre a relação existente entre economia e cenário político. Pessoalmente, fico receoso com a crescente linha de pensamento de que todos os partidos ou políticos são iguais, não importando quem está no poder. Não é bem assim. Aliás, é um pensamento perigoso. Também não desejo a absolvição gratuita do atual presidente – ele deve responder por seus atos. No entanto, prefiro que o processo ocorra da forma menos traumática para o país.

Vale lembrar que, até pouco tempo, estávamos em recessão técnica.

Por apresentar inúmeras medidas impopulares e por ser citado recentemente na operação Lava Jato, o índice de rejeição do atual presidente (Temer) tem sido crescente. Não é para menos. Mas, será que afastá-lo agora é a melhor alternativa? Particularmente, entendo que não. Qualquer tumulto neste momento não trás benefícios (pelo contrário), visto que estão surgindo os primeiros sinais de recuperação econômica, resta pouco mais de um ano para as eleições presidenciais e existem outras investigações “emperradas”. Nesta semana, por exemplo, o ex-presidente Lula (já condenado) fez discurso sobre a legitimidade do atual governo e índice de desemprego. Complicado!

Não é novidade que as reformas propostas castigam grande parte da população.
Infelizmente, elas são necessárias!

Normalmente, para evitar uma visibilidade negativa acentuada (característica populista), é comum fugir de medidas que exijam “sacrifício coletivo”. Trata-se de uma forma de ganhar alguns pontinhos com a população, mesmo que sejamos sacrificados no futuro. Sempre que possível, é preferível fingir que o problema não existe, esconder a sujeira debaixo do tapete e torcer para que apareça apenas na administração seguinte. Cedo ou tarde, perde-se o controle.

Para refrescar a memória:

A questão não está na disputa presidencial ou no debate em si, mas na conduta populista do partido e da ex-presidente Dilma. O meu objetivo, com o vídeo anterior, foi demonstrar o preço que pagamos por desprezar deficiências conhecidas, permitindo potencializar a evolução do problema. Medidas impopulares se tornam praticamente imperativas quando a evolução de uma crise (como a que passamos) entra em descontrole.

Apesar da trajetória clara de estagflação, a ex-presidente, além de negar o problema, conseguiu apresentar números “comprovando o contrário“. Assumir o problema representaria mais munição para os adversários na disputa presidencial. Pois é, mas a matemática é uma ciência exata e impiedosa. Se as despesas superam as receitas frequentemente, cedo ou tarde a fonte seca. A conta chega de um jeito ou de outro. Ironicamente, na semana seguinte, depois de reeleita, o governo anunciou a revisão da taxa Selic para controlar a inflação.

O governo do PT alegava que a inflação e o índice de desemprego estavam sob controle! Ops… 😉

Cenário político econômico

Você pode pensar: “Ahhh, mas todos os partidos ou governantes são iguais“.
Será mesmo?

O ex-presidente FHC, por defender privatizações e evitar a falência de inúmeros Bancos, costuma ser questionado frequentemente. Tentam fazer parecer que não governou para o “povo”. Mas, goste ou não, foi no governo dele que a economia entrou nos eixos. Tanto é verdade que seus sucessores (Lula e Dilma) puderam ampliar os programas sociais e cometer atrocidades financeiras por tantos anos seguidos. Como teriam feito tudo isto sem recurso disponível (sobrando)? E porque (ou como) os recursos se esvaíram? No próximo vídeo, é possível conferir algumas razões.

É fácil prometer a manutenção de benefícios sociais para garantir votos, porém a disponibilidade dos recursos financeiros – que financiam estes programas – não se sustenta na base de promessas“.

Gastou-se como se não houvesse amanhã… Confiram alguns números:

Dentre várias razões, tudo isto permitiu certo grau de previsibilidade da crise que estava por vir.

Alguns indicadores econômicos deram sinais de alerta ao apresentar o aumento dos índices de desemprego, inflação, dívida interna e retração do PIB. No entanto, além de não demonstrar propostas efetivas para combater o resultado negativo, a conduta do governo se manteve inalterada – gastando mais do que arrecadava e destinando o dinheiro do contribuinte inadequadamente. Ao negar os indicadores, o governo não se mostrou propenso em atacar o problema.

Levantar a bandeira anti-privatização pode até soar bonito inicialmente, mas vejam como pode ser incoerente…

Diante de uma sucessão de “erros”, depenaram a Petrobras sem dó. Em 2010, a dívida líquida da empresa estava em 60 bilhões e lucro líquido de R$ 35 bilhões. Bastou apenas 5 anos para a dívida pular para R$ 391 bilhões, com lucro líquido negativo em R$ 35 bilhões. Mesmo com dívida crescente, a empresa continuou patrocinando a produção de filmes e ainda sofreu controle de preços quando os preços do petróleo internacional dispararam – apenas com este controle, as perdas acumuladas atingiram o incrível patamar de 56,5 bilhões de dólares em outubro de 2014. Na iniciativa privada, quem em sã consciência faria isto? Ninguém, claro!

Em relação ao controle de preços, o mesmo aconteceu com a tarifa de energia:
https://oglobo.globo.com/opiniao/a-ilusao-do-controle-de-precos-16241142

Com os Correios não foi muito diferente também. Segundo o site Extra da Globo, “A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fechou 2016, pelo segundo ano consecutivo, com prejuízo em torno de R$ 2 bilhões. Para remediar a mais grave crise de sua história, o Correios apostou, entre outras medidas, num Programa de Demissões Voluntárias (PDV)”. O quadro de pessoal, naquela data, chegou a 117 mil funcionários, e cálculos da empresa mostravam que até 14 mil se enquadram nos critérios exigidos pelo plano.

Como se não bastasse, o mais irônico é ver indivíduos da classe média contrários a privatização, mas não percebem que pagam dobrado por serviços essenciais. Basta ver que é considerado insano não contratar um plano de saúde particular (mesmo “contando” com o SUS), plano de previdência privada (apesar da contribuição obrigatória do INSS), seguro de carro (mesmo pagando o DPVAT) e ainda se sentem extremamente felizes em pagar pedágio para contar com estradas de qualidade. Nem Freud explica (risos)“.

Exemplos não faltam. E vejam que nem falei sobre os fundos de pensão! 😉

Resumindo, o impeachment da presidentA Dilma foi importante para o país. Apesar de tantas incertezas, a troca de governo representava a quebra de um ciclo extremamente danoso. O atual presidentO (risos) formou uma equipe econômica eficiente e tomou medidas duras (ainda que insuficientes) para combater a crise, propondo reformas importantes. Os “primeiros sinais” de recuperação estão surgindo neste semestre. A situação do país ainda é delicada, basta ver a escassez de recursos de alguns Estados como RJ e RS.

Sendo assim, acredito que o afastamento do presidente Temer causaria ainda mais tumulto, abalando na continuidade do trabalho executado até então e prejudicando no combate à crise. Não se engane, a situação do país ainda é delicada e está apenas sob controle. Isto não significa abandonar as investigações. Ninguém deseja isto. As responsabilidades devem ser apuradas e, se condenado, que seja enquadrado dentro dos critérios da lei.

Governo estuda dobrar isenção de IRPF e tributar os dividendos

A tributação de dividendos é um assunto que está sempre em pauta, procurando compensar os deslizes de diferentes governos. “Atualmente”, por exemplo, o governo Temer estuda dobrar a isenção de IRPF para neutralizar o impacto negativo da aprovação das reformas da Previdência Social e trabalhista. É evidente que se trata de mais uma manobra política e, com a taxação sobre os dividendos, compensar a forte perda de arrecadação com a elevação agressiva da faixa de isenção do imposto de renda da pessoa física. Não é prudente dobrar a isenção de IRPF. De acordo com o artigo do site Valor Econômico, “Para compensar o impacto fiscal bilionário, a contrapartida seria tributar dividendos, que são isentos de imposto“.

Quanto a tributação, em novembro de 2016, o discurso foi outro:

Lembre-se de que empresas e instituições também dependem de captação de recursos para se desenvolver. Investimento não é caridade. O retorno é proporcional ao capital investido e condições acordadas. A isenção dos dividendos serve como incentivo para futuros investimentos, visto que a renda fixa, no Brasil, oferece um excelente retorno com baixíssimo risco. E, como as empresas já pagam imposto sobre o lucro, por meio do IRPJ e da CSLL, taxar o investidor seria uma bitributação. A comparação com países da OCDE chega a ser piada – comparem então a carga tributária final em relação ao retorno para a população.

Alguns especialistas afirmam que, em comparação com outros países, o imposto sobre a pessoa física no Brasil é muito baixo. Mas, ao fazer isto, ignoram as diferentes modalidades de tributação, retorno e nível de desenvolvimento social. A carga tributária atual é absurdamente alta – o impostômetro, nesta sexta-feira, atingiu R$ 1,2 trilhão.

Para melhor compreensão, recomendo assistir o vídeo a seguir:

Nesta semana, por exemplo, sofremos um forte reajuste no preço da gasolina após novo aumento de impostos:
http://g1.globo.com/economia/noticia/combustivel-com-aumento-de-imposto-ja-chegou-aos-postos-diz-sindicato.ghtml

Também encontrei estudos justificando que uma alíquota de 15% sobre lucros e dividendos somaria R$ 35 bilhões anuais à Receita (artigo Taxação de Dividendos). Infelizmente, continua sendo uma avaliação muito simplista. Nós sabemos que o pais precisa atrair mais investimentos para continuar crescendo. A partir do momento que o governo dá sinais de que interferirá na economia, visando prioritariamente a sua própria sobrevivência, investidores começam entender que o risco x retorno esperado deixa de ser interessante. Sendo assim, basta direcionar os próximos aportes para outros países para desestabilizar ainda mais a economia. Mas, diante de um cenário desfavorável, é evidente que ocorrerá também a saída de capital. É complicado mensurar todas estas variáveis.

Resultado do mês de Junho (2017)

Mais um mês se passou e muitas dúvidas permanecem no ar. No Brasil, o cenário político-econômico continua bastante turbulento, mantendo a situação do atual presidente cada vez mais delicada. Ainda assim, as reformas propostas seguem adiante, como é o caso da reforma trabalhista (irá para votação no plenário do Senado). No mês, também foi sancionada a lei que permite descontos para compras feitas em dinheiro. Novamente, houve turbulências no cenário internacional. Há poucos dias, na Venezuela, militares rebelados atacaram o Palácio da Justiça. Aliás, diante do estado de calamidade em que se encontram, é surpreendente como isto não aconteceu antes. Outro acontecimento importante foi a decisão do presidente norte-americano em recuar na aproximação com Cuba. Se antes, por diferentes razões, o investimento no Porto de Mariel já era questionável, agora ficou ainda mais. Diante do aumento do desmatamento, a Noruega resolveu cortar pela metade a verba para o Fundo da Amazônia. Não é de espantar que o mercado continue reagindo com grande volatilidade. Felizmente, não fui surpreendido com grandes imprevistos, contei com recurso disponível do mês anterior e ainda optei por uma pequena operação com opções.

Durante a semana, surgiram protestos contra a reforma trabalhista. A meu ver, a maior preocupação dos sindicatos é com o fim da contribuição sindical obrigatória – que, em 2016, recolheu “modestos” R$ 3,9 bilhões (comentei no resultado do mês de abril). De uma maneira geral, a proposta apresentada demonstra flexibilizar a negociação entre funcionários e empregador. Esta flexibilidade coloca os empresários em posição mais confortável para futuras contratações – o que é bom para ambas as partes.

Mas, há inúmeros acontecimentos impactantes. A Câmara, por exemplo, recebeu a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Temer. Segundo a publicação do site UOL, “Sem a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o diretor-geral do STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Silva Toledo, protocolou na manhã desta quinta-feira (29), na Casa a denúncia por corrupção passiva, feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República), contra o presidente Michel Temer (PMDB). O processo foi recebido pelo secretário-geral da Mesa Diretora da Casa, Wagner Padilha“.

Diante de tantas incertezas, nos resta apenas agir com cautela e aguardar pelo desfecho dos acontecimentos.

Não fui surpreendido com grandes imprevistos, mas precisei renovar o contrato com o serviço de hospedagem YCorn (R$ 94,80 por 1 ano) e registro de DNS aprendizfinanceiro.com.br (pagamento único de R$ 112, por 3 anos). Também costumo investir em torno de R$ 95 (por mês) para impulsionar algumas publicações de nossa fanpage – o gasto total, até agora, foi compartilhado na postagem “É fácil ganhar dinheiro na Internet?“. Como o mês foi dos namorados, não poderia deixar de presentear minha namorada também. Em suma, foram gastos controlados.

Comecei operar pela Modalmais, onde fiz os principais aportes do mês. Conforme exposto em outras oportunidades, o HB adotado pela corretora é o mesmo disponibilizado pela Gradual, tornando a transição ainda mais tranquila. Fiquei bastante satisfeito com o serviço oferecido e custos envolvidos. A página principal, com o resumo das aplicações, ainda é fraca (a atualização dos valores é lenta), nada que desqualifique a corretora. Até o início do ano, antes dos novos custos operacionais, a Rico atendia perfeitamente. Infelizmente, os custos operacionais da Rico estão quase impeditivos para o pequeno investidor. Por esta razão, vou preparar outro formulário de transferência de custódia, migrando para a corretora Modalmais, na semana que vem.

Também aproveitei o momento para montar uma “estratégia” bastante simples com opções. Não é exatamente um trade. Depois de quedas tão expressivas do índice Ibovespa, vejo que o “momento atual” é propício, raro e abre uma janela de “oportunidade” interessante. Desejo, por exemplo, aumentar minha posição no Banco do Brasil. Porém, eu gostaria de explorar parte desta volatilidade e ainda buscar “alternativas de médio prazo” para reforçar a posição. Estratégias com opções se encaixam perfeitamente neste quesito. Tenho consciência de que o risco é alto. Sendo assim, selecionei opções de compra (fora do dinheiro), prevendo uma quantidade que eu possa exercer (se assim desejar) e com prazo de 2 meses. Não farei trades neste período. Por enquanto, não entrarei em maiores detalhes. Até o presente momento, a estratégia está se mostrando eficiente. Caso dê certo, o retorno será alto. Do contrário, a perda será pequena. É um risco controlado e não pretendo repetir em curto espaço de tempo. No resultado de agosto apresentarei o desfecho (risos). Para quem está começando, NÃO recomendo.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBAS3, ITUB3, BRCR11 (0,551%), FCFL11 (0,561%), PQDP11 (0,493%), KNRI11 (0,609%), RNGO11 (0,600%), SAAG11 (0,676%), FVBI11 (0,414%), MXRF11(1,027%), KNCR11 (0,789%), EDGA11 (0,192%), HGRE11 (0,633%) e FIGS11 (1,233%). Devido a incorporação, ocorrida no mês passado, o fundo XPGA11 foi substituído pelo MXRF11 (pagou também as frações restantes, não convertidas no processo de incorporação). O rendimento dos FIIs foi “bom”, muito semelhante ao resultado do mês anterior. Mas, para variar um pouco, o pior resultado continua com o fundo EDGA11 (está quebrando recordes de péssimo desempenho). O rendimento foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3 e ITUB3.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ITUB3, KNRI11, MXRF11, RNGO11 e SAAG11. O aporte mais expressivo foi para o fundo KNRI11 e o “menor” para MXRF11. Neste momento, de tantas incertezas, continuo achando mais prudente priorizar os FIIs. Nos demais, a distribuição foi equilibrada.

Conforme exposto no início, comprei algumas opções de compra do Banco do Brasil e Petrobras. Como operações com opções envolvem um risco elevado, apresentarei os detalhes apenas no encerramento da operação (seja com lucro ou prejuízo) – provavelmente na publicação do resultado do mês agosto“.

“Continuo avaliando o rendimento do fundo Macro Multimercado LP, sem realizar novos aportes. A volatilidade permanece alta. Comparando com minha carteira de renda variável, não estou certo se compensa reforçar a posição neste fundo. Sigo observando!

 Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI ou Multimercado):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Diante de tantas flutuações e incertezas, não faz muito sentido dissertar sobre a trajetória do mercado. Se, em “situações comuns”, a previsibilidade é relativamente limitada, quem dirá nas atuais circunstâncias (é praticamente nula). Ainda assim, continuo satisfeito com a composição da carteira e a performance final continua excelente – estou incomodado apenas com o desempenho do fundo EDGA11. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Em determinados casos – se você souber o que está fazendo e for cauteloso -, estratégias com opções podem ser bem vindas:
https://www.facebook.com/notes/empiricus-research/o-paradoxo-do-maior-retorno-com-menor-risco/1102316853210396/

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Juros compostos: Conceitos e calculadora

Eis um assunto que está atrelado diretamente ao “mundo dos investimentos” – aliás, segundo algumas fontes: “Albert Einstein dizia que os juros compostos são a força mais poderosa do universo e a maior invenção da humanidade, porque permite uma confiável e sistemática acumulação de riqueza“. Já escrevi sobre o assunto diversas vezes, mas não tratei o assunto pontualmente (deixando de expor os principais conceitos envolvidos). Neste semana, recebi um link interessante e, pela didática envolvida, resolvi compartilhar.

O artigo é de Ramiro Gomes, que, além de tratar sobre os conceitos envolvidos, disponibiliza também uma calculadora online de juros compostos bastante intuitiva:
http://clubedovalor.com.br/juros-compostos/

Fundos multimercados

Já faz algum tempo que publiquei um artigo sobre fundos de investimentos, e acabei deixando de lado os fundos multimercados. No entanto, pretendo corrigir este pequeno deslize (risos). O mês de Abril foi mais “interessante” e será detalhado na apuração do “resultado mensal”. Como houve maior disponibilidade de recursos, pude contar com um leque de possibilidades maior: “realizei algumas pesquisas sobre fundos multimercados e, após refletir bastante, resolvi iniciar uma pequena posição em um fundo do Banco Bradesco“.

Antes de prosseguir, é importante compreender as características peculiares deste tipo de fundo.

Por trabalhar com diferentes mercados (como renda fixa, câmbio, derivativos, ações e etc) e permitir alavancagem (opcional), o risco tende ser maior e difícil de mensurar. É evidente que, se comparado com investimentos de renda fixa e em função do risco assumido (dependerá do fundo escolhido), é esperado um prêmio naturalmente maior (ou seja, oferecendo uma rentabilidade superior). Não faz sentido aceitar riscos mais elevados sem que o prêmio seja compatível.

Para melhor compreensão, recomendo assistir os seguintes vídeos:

Vale ressaltar que não sou cliente da London Capital (primeiro vídeo); apenas compartilhei o vídeo porque achei bastante instrutivo e didático“.

Devemos avaliar cada fundo individualmente, pois o risco dependerá da composição da carteira, grau de alavancagem, gestor e regulamentos do fundo. Apesar de ser um tanto questionável, a avaliação do histórico de rentabilidade é interessante também – rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, mas diz muito sobre a habilidade do gestor. Em minha opinião, este tipo de fundo é mais complexo que os demais tratados até então.

Outro vídeo interessante, produzido por André Bona, trata muito bem os riscos envolvidos:

Neste mês, pude sacar o FGTS e pensei em direcionar uma pequena parcela para um fundo multimercado, mas…

Lembrei que havia uma pequena quantia disponível para resgatar de um Título de Capitalização (TC), pendente no Banco Bradesco – sim, cometi esta tolice (risos) e já manifestei minha visão. Inicialmente, adquiri o título pelo HSBC, mas o vencimento coincidiu com o período em que o Bradesco havia comprado o HSBC, gerando uma pequena inconsistência na identificação e resgate automático. Resolvi o problema rapidamente após contactar o setor responsável. O retorno do TC foi modesto, e não compensa realmente. Aproveitei para reinvesti em um fundo multimercado, sem utilizar o dinheiro do FGTS.

Para conhecer as opções disponíveis, acessei o seguinte link:
https://wwwss.shopinvest.com.br/infofundos/fundos/TabelaRentabilidade.do?cdSgmtoProdt=1

Após analisar alguns fundos do Bradesco, resolvi iniciar uma pequena posição no fundo Macro Multimercado LP. Gostei da composição da carteira, da proposta do fundo e do resultado apresentado nos últimos anos. Mas, não posso negar que o limite de alavancagem assusta um pouco (até 1000%).

Confiram a composição da carteira do fundo Macro Multimercado LP:

Ativos  Distribuição (% do patrimônio líquido)
Operações compromissadas lastreadas em títulos públicos federais  66,8520%
Títulos públicos federais  25,4822%
Investimento no exterior  6,6503%
Ações  2,1294%

De acordo com a lâmina do fundo, é necessário um investimento inicial mínimo de R$ 10.000. No entanto, o Banco permite aportar o valor previsto como investimento adicional mínimo (R$ 500) caso o somatório dos demais investimentos seja igual ou superior ao inicial mínimo (valendo-se do Volume Global). Logo, o meu aporte inicial foi expressivamente menor. A minha intenção é, a partir de uma pequena exposição, conhecer e avaliar melhor a eficiência do fundo.

Vale lembrar que estou apenas demonstrando uma alternativa de investimento, compartilhando uma escolha pessoal e o resultado ao longo do tempo (podendo ser positivo ou NEGATIVO). Portanto, isto não é uma recomendação de investimento. A escolha é pessoal.