Resultado do mês de abril (2019)

Mais um mês que encerra e, se analisarmos friamente, não há muita novidade no cenário político-econômico, onde a imprensa tradicional continua “procurando cabelo em ovo” (como de costume). Desta vez, serei breve em relação aos acontecimentos políticos e focarei nos acontecimentos econômicos. Desta vez, precisei lidar com pequenos imprevistos, mas nada que afetasse minha tranquilidade. Sem muitas delongas vamos aos resultados.

No cenário interno, por incrível que pareça, a má conduta do filho do presidente Bolsonaro, nas redes sociais, tem depreciado a imagem de ambos e também expõe claramente a “rivalidade” entre Olavistas e simpatizantes dos militares. Seja como for, não acho saudável endeusar alguém. Como comentei sobre o assunto em minha fanpage, não pretendo prolongar o assunto aqui.

A reforma da previdência é o assunto que mais chama atenção internamente e vem sofrendo bastante “resistência” da oposição – particularmente, ao contrário do que alguns grupos fazem parecer, entendo que o maior obstáculo está justamente nas camadas mais privilegiadas que não querem perder seus benefícios. Infelizmente, existe um trabalho de desinformação muito forte e não acredito que os conflitos sejam em defesa dos mais pobres (que, como sempre, servem de escudo).

Por outro lado, no cenário externo, quem vem chamando a atenção é a Venezuela. Na última semana do mês, o conflito na Venezuela se intensificou, ficando à beira de uma guerra civil. O grupo aliado ao Governo Maduro grita por “democracia” (parece piada), mas se cala quando carros blindados avançam sobre os manifestantes (literalmente). Não é preciso dizer que esta crise amplia o conflito entre países como Estados Unidos e Rússia.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Neste mês, precisei lidar com um pequeno “imprevisto financeiro” (escrevi entre parênteses porque tive liberdade de escolha). Já estou com o mesmo computador por mais de 9 anos e, depois de perder um HD de 1 Tb, resolvi comprar outro desktop. Sendo assim, precisei me programar para fazer isto e minha capacidade de aporte foi menor.

O prazo para entrega da declaração de IR encerrou no último dia do mês. Precisei de aproximadamente duas semanas para preencher e revisar antes de transmitir – uma carteira diversificada torna o processo mais trabalhoso, porém mais seguro. Já verifiquei minha situação através do app Pessoa Física da Receita Federal – após dois dias, constava em fila de restituição (na opção “Consulta Restituição“).

Nas últimas semanas do mês, muitas empresas divulgaram seu balanço e alguns fatos relevantes pertinentes…

A Grendene (GRND3), por exemplo, divulgou um resultado negativo no 1T19, com queda de 51% no lucro líquido e queda em todas as margens – evidentemente, a cotação foi castigada logo em seguida. Não é motivo para alarde, mas é preciso ficar atento com os próximos balanços. De qualquer forma, reparem que, na avaliação anual, o desempenho da empresa continua excelente.

Fonte: https://www.oceans14.com.br/acoes/grendene/grnd3/balanco-dividendo

O Grupo Fleury (FLRY3) apresentou um resultado positivo, porém abaixo da expectativa do mercado. Ou seja, o lucro líquido cresceu apenas 0,5% (baixo) e apresentou ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) de 42,1%. Com o resultado abaixo da expectativa, era esperada uma queda expressiva na cotação. Por ter aberto posição recentemente, pretendo aproveitar o momento para reforçar os próximos aportes (acredito se tratar de um mercado promissor).

Dos ativos que mantenho em carteira, também foram divulgados os balanços de Hypera (HYPE3, lucro líquido +9,5% e ROIC de 19,3%), Banco Itaú (ITUB3, lucro líquido +6,2%), Odontoprev (ODPV3, lucro líquido +19% e ROIC de 22,3%) e Weg (WEGE3, lucro líquido +7,7% e ROIC de 18%). Vale destacar que o lucro líquido recorrente do Banco Itaú foi de R$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://www.acionista.com.br/agenda/resultados-das-cias.html

A Itaúsa divulgou fato relevante sobre o Direito de Retirada da Companhia após a incorporação de ações da Itautec S.A.. Confesso que, de imediato, não compreendi muito bem do que se tratava. Após buscar maiores informações, percebi que se trata de um evento que permite ao pequeno investidor (detentor de ações ordinárias ITEC3), caso não concorde com a incorporação, o Direito de Retirada no valor de R$ 6,52 por ação. Porém, levando em consideração que as ações de ITSA3 estão cotadas acima de R$ 13, não faz sentido o investidor exercer o direito.

Uma negociação que chamou bastante atenção foi a aquisição da Netshoes pela Magazine Luíza (MGLU3), no valor de U$ 62 milhões. Pois é, a Magazine Luíza não para de impressionar. Lamento não ter em carteira, mas é tarde para lamentações (risos).

O Banco do Brasil também chamou bastante atenção no mês:

– A primeira polêmica surgiu com a informação de que o presidente vetou uma propaganda do Banco destinada ao público jovem, com a suposta demissão do presidente de Marketing. Vale lembrar que o custo da propaganda foi de aproximadamente R$ 17 milhões (não, não é um filme). Obviamente, a CVM cobrou informações quanto a demissão do diretor e o Banco se pronunciou alegando que o diretor de Marketing foi apenas autorizado ausentar-se, por motivos pessoais, até 09/05/19. Resumindo: “não foi demitido“.

– Outra notícia que quase gerou desconforto no mercado financeiro foi o “pedido de redução da taxa de juros” feito pelo presidente Bolsonaro, no evento Agrishow 2019, ao Banco do Brasil. As mídias divulgaram a fala fora de contexto e as ações da estatal apresentaram uma volatilidade temporária (até a confirmação do contexto real).

Confiram o contexto real da fala do presidente (adiantem em 7 minutos):

Passamos por um mês relativamente agitado

Quanto aos investimentos…

Meu poder de aporte foi menor em função da troca de desktop que decidi fazer (é minha ferramenta de trabalho). Infelizmente, o meu “querido” robô de trade ainda não colaborou, excluindo R$ 200 da reserva para aportes.

Recebi proventos de ITSA3, ITUB3, BRCR11 (0,429%), FCFL11 (0,554%), PQDP11 (0,463%), KNRI11 (0,485%), RNGO11 (0,565%), SAAG11 (0,729%), GGRC11 (0,386%), MXRF11 (0,603%), KNCR11 (0,495%), HGRE11 (0,487%), FLMA11 (0,497%), HGBS11 (0,552%) e FIGS11 (1,244%). Este mês não impressionou tanto como os anteriores (algo esperado), mas o resultado da carteira continua excelente. Em relação aos FIIs, o pior rendimento foi do fundo GGRC11 – as razões não ficaram muito claras (como o fato de estar como muito dinheiro em caixa), dado uma queda tão expressiva. No mês passado, o fundo BRCR11 distribuiu um rendimento de 9,95% em função da conclusão da negociação com a Brookfield, portanto é evidente que não se trata de um rendimento recorrente e também vale lembrar que ainda resta R$ 4,00 para distribuir ao longo do ano (não sabemos como será feito). Outra novidade foi a eleição da Hedge como nova gestora e administradora do fundo FIGS11 – aliás, o fim da RMG traz algumas expectativas sobre a cotação atual. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e ITSA3 (pouco expressivo).

Para conhecer um pouco mais a Engie (EGIE3), segue uma análise completa do Canal do Holder:

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ODPV3, EGIE3, ITUB3 e MXRF11. O maior aporte foi para EGIE3 e o menor para MXRF11.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Apesar do resultado menos expressivo, a performance da carteira continua excelente. Minha capacidade de aporte foi a menor no ano porque troquei de computador – depois de 9 anos, já era hora de atualizar. Ainda assim, me programei para manter os aportes mensais em dia e um pequeno recurso para a avaliação do robô de trade.

Para conhecer um pouco mais sobre o processo de codificação do robô, não deixem de acessar o nosso canal do Youtube – infelizmente, o robô encerrou o mês com prejuízo de aproximadamente R$ 300

De maneira geral, continuo bastante satisfeito. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de março (2019)

Apesar das “pequenas turbulências” no cenário político-econômico (em torno da proposta para a reforma da previdência), o resultado do mês foi excelente – provavelmente o melhor do ano (contamos com rendimentos “generosos”). Pela primeira vez conferimos o índice IBov romper os 100.000 pts. O clima de tensão atual fez com que o índice recuasse, mas existe a influência do ímpeto de realização de lucros também. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Estamos entrando no último mês para a entrega para declaração anual do Imposto de Renda (IRPF), terei bastante trabalho para os próximos dias. Sendo assim, desta vez, serei mais direto. Para quem investe em renda variável, recomendo a contratação de alguma calculadora de IR, como o IRPFBolsa – lhe asseguro, quanto mais adiar, maior será seu arrependimento no futuro (é muito trabalhoso, risos).


Apesar de pequenas turbulências, o otimismo no mercado de capitais prevalece. Se avaliarmos o período de 6 meses, estamos com uma vantagem de 16.790,90 pts.

Fonte: Google

Um “pequeno atrito” entre o Presidente da Câmara e representantes do atual governo geraram incertezas momentâneas para o mercado. Seja como for, acredito que um movimento corretivo era esperado.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Para quem tem interesse em aperfeiçoar o conhecimento sobre o mercado financeiro, surgiu uma oportunidade bastante interessante: a BTG Pactual abriu inscrições (até 7 de abril) para um curso de graduação – será ministrado pelos sócios do Banco.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://www.acionista.com.br/agenda/resultados-das-cias.html

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBAS3, EGIE3, ITSA3, ITUB3, WEGE3, BRCR11 (9,95%), FCFL11 (0,555%), PQDP11 (0,495%), KNRI11 (0,484%), RNGO11 (0,585%), SAAG11 (0,740%), GGRC11 (0,634%), MXRF11 (0,629%), KNCR11 (0,515%), HGRE11 (0,493%), FLMA11 (0,374%), HGBS11 (0,560%) e FIGS11 (1,358%). O mês foi simplesmente impressionante (risos). Finalizada a negociação com a Brookfield, o fundo BRCR11 distribuiu o rendimento de 9,95% (R$ 10,57 por cota) – portanto, não foi um evento recorrente, mas a previsão é que o fundo apresente uma performance melhor no ano (até pela diminuição da vacância). De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado (e que reforço) com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3, EGIE, ITSA3, ITUB3 e WEGE3.

O rendimento da carteira quebrou qualquer expectativa para o ano. É óbvio que foi um resultado atípico e acho pouco provável que os próximos meses superem. E agora… Entendem porque a atuação como holder é praticamente obrigatória.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de BBAS3, ITSA3, ITUB3, WEGE3, FLRY3, BBSE3, HYPE3, EGIE3, ODPV3, BRCR11 e KNRI11. Os menores aportes foi para ODPV3, BBAS3 e BRCR11, e os maiores para ITUB3, WEGE3 e KNRI11 (de maneira geral, foram bem equilibrados). Como o rendimento foi bastante expressivo, decidi “distribuir melhor” os aportes.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações continua bastante expressiva em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

O resultado mensal foi MUITO surpreendente. Fiquei extremamente satisfeito, pois minha capacidade de aporte foi maior. É preciso saber aproveitar bem estes momentos, pois não são frequentes.

O robô de trade abriu o mês com vários gains, mas, infelizmente, finalizou com prejuízo de R$20. Já estou na 22 revisão do código e o índice de acerto está melhorando bastante – ainda não coloquei em produção a última revisão.

De maneira geral, estou bastante satisfeito. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de fevereiro (2019)

Atrasei um pouco para compartilhar o resultado mensal, mas decidi aproveitar o feriado de carnaval para escrever (alguns contratempos me atrasaram mais). O mês foi marcado por acidentes de grandes proporções e, no cenário político-econômico, o que mais chamou mais a atenção tem sido a proposta da reforma da previdência (provavelmente continuará). É evidente que, para “variar um pouco”, sem sucesso e quase vexatória, a mídia tradicional não cansa de “buscar” elementos negativos para criar alguma crise no governo Bolsonaro. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

O mês praticamente começou com grande expectativa em torno da votação no novo presidente do Senado. Acredita-se que, por um possível conflito de interesses, a permanência de Renan Calheiros não seria positiva para o atual governo. Felizmente, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi escolhido como novo presidente da Casa – foi escolhido por seus pares com 42 votos, entre 77 válidos. Sendo assim, o mercado reagiu com mais otimismo.

Em relação ao cenário político, o que mais espanta é ver o empenho da mídia tradicional em tentar desmoralizar, sem sucesso, o atual governo:

– No início do ano, tentaram desqualificar a Ministra Damares criando polêmicas infantis e difamatórias (como sequestro de crianças indígenas). Fizeram de tudo para provar atividade financeira irregular pela família do atual presidente. Os filhos tem sido alvo constante de ataques. Pois é, em todos os casos, não há confirmação.

– Neste mês, o desgaste foi com o secretário-geral (Gustavo Bebianno). Sua permanência no governo foi abalada após o vazamento de informações e possíveis mentiras quanto a reuniões com o presidente Bolsonaro. Se havia alguma suspeita, provavelmente foi reforçada com o vazamentos de uma conversa pessoal pelo WhatsApp. Aliás, em minha opinião, é complicado justificar ou confirmar pauta de reunião com conversas pessoais por WhatsApp.

– A última polêmica tem sido em torno da fala do Ministro da Educação em relação ao hino nacional. Particularmente, concordo que houve excesso apenas quando pontuou a gravação e o lema de campanha do atual presidente. Porém, vale lembrar, que a execução do hino nacional no sistema de ensino brasileiro já era prevista em lei desde 1971 (art 39 da lei 5.700). Entendo como um aspecto cultural que deveria ser resgatado, pois fortifica o espírito de patriotismo da nação.

O início do ano tem sido marcado com acidentes de grandes proporções. Após o rompimento da barragem de Brumadinho, o governo decidiu liberar o FGTS para as vítimas do acidente. Infelizmente, criminosos aproveitaram o momento para dar golpes na região, tentando receber indenização da Vale (na casa de R$ 100.000) – por sorte, na maioria dos casos, a polícia conseguiu identificar e prender os autores. Pouco tempo depois, em acidente de helicóptero, o país perdeu o jornalista Ricardo Boechat. Como se não bastasse, também fomos surpreendidos com o incêndio no alojamento do Flamengo, resultando na morte de 10 jogadores e alguns feridos. Passamos por um mês de muitas perdas.

Nem preciso dizer que a proposta da reforma da previdência causa e continuará causando bastante polêmica…

Particularmente, não vejo como agradar a todos. Ninguém quer perder direitos ou benefícios. É possível perceber que a proposta foi apresentada com uma certa gordurinha para ter abertura de negociações. Infelizmente, o que está em jogo é a sobrevivência do sistema atual e do próprio Estado. As pessoas não deveriam estar preocupadas apenas com a possibilidade de perder direitos, mas sim com a possibilidade não contar com uma remuneração minimamente digna na aposentadoria. Seja como for, não espere muito de governo algum, invista o quanto antes.

Alguns pontos da reforma certamente serão revistos, porém a questão da idade e tempo de contribuição não permite flexibilidade de negociação. Assim que o presidente sinalizou a possibilidade de baixar a idade mínima das mulheres para 60 anos, o mercado reagiu imediatamente. Vale lembrar que a nossa contribuição é destinada diretamente aos aposentados (não estamos contribuindo para a nossa aposentadoria) e o país está com índice de desemprego muito elevado, a população está envelhecendo rápido e o sistema atual é deficitário (crescente) – é, nitidamente, uma bomba relógio prestes a explodir.

Em relação a reforma, a boa notícia é que a proposta apresentada trabalha com uma alíquota de contribuição proporcional a renda e iguala o setor público – o máximo que receberão será o mesmo que trabalhadores da iniciativa privada. Pois é, não é de espantar que, de acordo com o MBL News, “a elite do funcionalismo público ameaçou ir ao STF contra a reforma da previdência” (risos).

Já no cenário internacional, provavelmente nenhum país chamou mais a atenção do que a Venezuela. Mesmo em situação caótica, o presidente Maduro ordenou o fechamento da fronteira e, em alguns casos, ordenou a queima de alimentos doados – negaram ajuda humanitária, alegando que não fazia sentido, pois não se tratavam de mendigos. Enquanto isto, o que vemos é uma triste realidade (bem diferente do discurso):

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

No mês passado comentei sobre a aliança entre Volksvagen e Ford, mas, desta vez, não tenho notícias boas. Neste mês, a Ford anunciou que fechará uma fábrica no ABC e encerrará a linha do Ford Fiesta ainda este ano – segundo a revista Quatro Rodas, “a marca anuncia de uma vez só que o Fiesta e os caminhões das linhas Cargo, F-4000 e F-350 deixarão de ser vendidos no Brasil“.

Conforme esperado, inúmeros balanços foram liberados…

A Ambev, por exemplo, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3.724,5 milhões no 4T18 – apesar do excelente resultado, foi 17,3% menor do que no 4T17 e, com isto, a cotação recuou consideravelmente na última semana. O Banco do Brasil continua impressionando, com lucro líquido ajustado de R$ 13,5 bilhões em 2018, crescimento de 22,2% em relação a 2017.

De maneira geral, o resultado das principais empresas que compõem minha carteira de renda variável, apresentaram excelente performance (lucro líquido no ano), como foi o caso de BBSE3 (+9,3%), EGIE3 (+15,5%), CRFB3 (+48,1%), FLRY3 (+32,5%, porém -10% no 4T), GRND3 (+11,4%), ITUB3 (+3,4% de lucro e +21% sobre o patrimônio líquido), ITSA3 (+15,9%), HYPE3 (+2,2%), PETR3 (lucro líquido de R$ 25 bilhões, o primeiro desde uma sequência de prejuízos anuais), ODPV3 (+16,4%) e WEGE3 (+17%), por exemplo.

Abri posição em FLRY3 (Fleury) neste mês
https://dicadehoje7.com/acoes/flry3

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://www.acionista.com.br/agenda/resultados-das-cias.html

Ainda assim, surgiram inúmeras informações positivas para as empresas que participo. A Weg (WEGE3) anunciou a compra de uma fabricante americana de baterias Northern Power Systems (NPS). A Itaúsa (ITSA3) também informou o início das negociações para incorporação das ações da Itautec. O Banco do Brasil (BBAS3) também surpreendeu novamente, com remuneração complementar de R$ 1,6 bilhão aos acionistas. O ano ainda promete. Mas, estejam preparados para algumas turbulências.

São informações como esta que mostram porque holders não devem olhar apenas para cotação!

Quanto aos investimentos…

Acabei atrasando mais do que esperava porque perdi o HD do computador no domingo e passei todo final de semana reinstalando o sistema e voltando backups (ninguém merece).

Pela primeira vez, após ativar o módulo de inteligência artificial (FANN2MQL), as operações de trade com mini contratos de dólar através do robô fecharam no positivo – o índice de acerto melhorou significativamente.

Recebi proventos de BBSE3, ITUB3, BRCR11 (0,395%), FCFL11 (0,571%), PQDP11 (0,417%), KNRI11 (0,493%), RNGO11 (0,583%), SAAG11 (0,694%), GGRC11 (0,668%), MXRF11 (0,553%), KNCR11 (0,530%), HGRE11 (0,510%), FLMA11 (0,455%), HGBS11 (0,587%) e FIGS11 (1,405%). A carteira continua apresentando uma excelente performance, com valorização expressiva dos principais ativos (algo que pode levar a uma interpretação “equivocada” do rendimento de vários ativos). De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBSE3 e ITUB3 (novamente, o dividendo pago por BBSE3 foi o mais expressivo).

Ao levantar os rendimentos creditados, fiquei surpreso com o montante provisionado para março – será superior ao do mês de janeiro.

Vale lembrar que logo mais deveremos alimentar o sistema da Receita Federal para a entrega da Declaração de IRPF. Para quem tiver alguma dúvida sobre o processo, recomendo assistir o seguinte vídeo:

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de EGIE3, FLRY3, FLMA11 e RNGO11. Esta distribuição foi bastante equilibrada, mas os maiores aportes aconteceram na subscrição de GGRC11 e HGBS11. Mesmo com a cotação um pouco esticada, decidi aumentar minhas posições em FLMA11 e, em seguida, abri posição em FLRY3.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

O resultado mensal foi menos expressivo que o anterior, mas continua muito bom. O meu robô de trade finalmente deu uma trégua (risos) e fechou no positivo – eu pretendia incluir o código para realização parcial de lucro, mas um problema técnico em meu computador acabou atrapalhando. De maneira geral, estou bastante satisfeito. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Desejo a todos um excelente feriado de carnaval!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de janeiro (2019)

E o ano começou predominando um clima de otimismo, com o índice IBov se aproximando dos 100 mil pontos. É claro que, para variar um pouco, o cenário político-econômico continua turbulento, com a mídia convencional tentando denegrir a imagem do atual Governo. Felizmente, a Internet tem sido uma grande aliada. De maneira geral, é possível observar inúmeros pontos positivos. Sem muitas delongas, vamos ao resultado.

Não sei se foi por muita falta do que fazer ou ausência de propostas, mas a oposição começou o ano criando uma enorme polêmica pela fala da Ministra Damares Alves de que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa” – qualquer indivíduo com o “tico e teco” trabalhando em paralelo (risos) percebeu que se tratava de um questionamento quanto a “ideologia de gênero” nas escolas. Na mesma semana, apesar de pouco noticiado, a Ministra determinou a suspensão de um contrato de R$ 44 milhões da Funai para UFF para patrocínio de uma criptomoeda. De maneira geral, mesmo com tanta polêmica ao seu redor, ao conhecer um pouco mais sua história, começo a entender que a escolha de Damares Alves como Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos foi muito feliz.

Separem alguns minutinhos e conheçam um pouco mais a história da Ministra:

Por mais incrível que possa parecer, a oposição também tem questionado a aliança com Israel, mesmo com benefícios tão evidentes, como o acesso a tecnologias caríssimas, de grande interesse para a nação e até então distantes do brasileiro. Enquanto alguns discutem se o país tem ou não tecnologia para dessalinização, o povo nordestino fica sofrendo ano após ano (pimenta nos olhos dos outros é refresco). Não parece contraditório? A política brasileira é digna de vergonha – questionaram até a ajuda oferecida espontaneamente por Israel para busca dos corpos desaparecidos no desastre envolvendo o rompimento da barragem de Brumadinho. Oposição é importante, desde que lutem pelo bem geral, não por interesses pessoais e meramente ideológicos.

Quanto mais o tempo passa, mais me convenço de que regimes de esquerda, em qualquer parte do mundo, só defendem interesses próprios. Enquanto a Venezuela vive uma situação caótica e sem nenhuma solução em vista, governos de esquerda defendem a “soberania nacional” – de longe fica fácil defender, agora tente convencer a população de que tudo isto é uma ilusão ou culpa do americano… Escapamos por muito pouco!

O ano começou bastante violento no Estado do Ceará e rapidamente o Ministro Sérgio Moro solicitou o envio de tropas da Força Nacional na busca de reestabelecer a lei e a ordem. Infelizmente, a situação permanece delicada.

Como eu disse, no início, o cenário político-econômico continua agitado.

Felizmente, tanto a equipe formada (perfil técnico) como algumas decisões do atual governo tem passado maior confiança para o mercado e, consequentemente, reflete positivamente na economia.

Nas últimas semanas, conferimos o corte de inúmeros gastos indevidos, como o corte de R$ 30 milhões ao ano com assessoria de imprensa internacional. E, não sei se conseguirão, mas o Ministro Paulo Guedes defende que servidores com mau desempenho sejam demitidos. É possível perceber sinais de um esforço maior para tornar o Estado mais eficiente. O grande desafio será aprovar a reforma de previdência.

Em função destes acontecimentos, o otimismo aumenta, a taxa de juros se mantém estável (sem projeção de alta) e o mercado de capitais tem demonstrado maior confiança, com elevação de índice IBov e queda do dólar no Mercado Futuro.

É evidente que, diante deste cenário, alguns oportunistas afirmam que nada disto beneficia o mais pobre. No entanto, gostaria de saber de que forma os mais pobres seriam beneficiados com a economia em colapso? O grande problema do país é a ignorância de grande parte da população e a falta de caráter de alguns representantes. Pois é, li comentários de “cientistas políticos” (difícil acreditar) de que a flutuação do dólar não afeta a vida do brasileiro – ignorância ou mau-caratismo?

Talvez seja por isto que estamos atrás da Etiópia no ranking da Educação:

Onde está a pátria educadora?

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

O otimismo no mercado de criptomoedas não é mais o mesmo e, com isto, a cotação continua sendo castigada…

Ao contrário do que muitos querem acreditar, o grande interesse nas criptomoedas tem sido, basicamente, especulação. No início, quando poucos conheciam, o potencial de valorização era maior, conforme despertava o interesse entre os novatos (pela possibilidade de valorização). Entendo que a tecnologia é interessante, mas não acredito que o modelo defendido atualmente seja sustentável. O mercado de futebol, que também movimenta muito dinheiro, tentou surfar nesta onda, mas as moedas do Corinthians, Atlético Paranaense e do Ronaldinho Gaúcho simplesmente fracassaram.

Resumindo: quem busca incessantemente ganhos rápidos (fora do padrão de mercado), acabará encontrando, rapidamente, grandes prejuízos!

Em janeiro também foi anunciada uma aliança entre Volksvagen e Ford, envolvendo uma cooperação vai além do segmento de veículos comerciais (novas Ranger e Amarok vão dividir plataforma)

Segundo o site oglobo, outra operação que chamou atenção foi a compra da refinaria de Pasadena da Petrobras pela Chevron (Texas) – unidade com espaço para lidar com o fluxo de “shale oil” (petróleo de xisto) de suas operações no Oeste do estado americano.

Já os principais balanços estão previstos para o mês fevereiro.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
http://www.acionista.com.br/agenda/agenda-e-resultados-das-cias.html

Tirando os gastos com pagamento de impostos (IPTU e IPVA), não fui surpreendido com “imprevistos” financeiros. Porém, novamente, foram os dividendos que salvaram o aporte mensal. Aliás, o mês foi excelente

Quanto aos investimentos…

Aproveitei o direito de subscrição para aumentar minha participação no fundo HBGS11 e pretendo fazer o mesmo com GGRC11. Continuo trabalhando em meu robô de trades no MT5 e, no momento, considero que as pequenas perdas refletem no custo de produção do robô – é um desafio pessoal, mas não estou convencido de que realmente compensará (vou pagar para ver – literalmente)

Recebi proventos de HYPE3, BBSE3, ITUB3, ITSA3, ODPV3, BRCR11 (0,332%), FCFL11 (0,570%), PQDP11 (0,495%), KNRI11 (0,506%), RNGO11 (0,567%), SAAG11 (0,676%), GGRC11 (0,791%), MXRF11 (0,586%), KNCR11 (0,481%), HGRE11 (0,495%), FLMA11 (0,483%), HGBS11 (0,639%) e FIGS11 (1,192%). Não há muita novidade em relação a performance da carteira. Os ativos continuam esticados e, com isto, a percepção do rendimento fica um pouco distorcida. O fundo FLMA11, por exemplo, vem oscilando próximo de R$ 3.00, desencorajando novos aportes (não me incomoda). O fundo BRCR11 continua gerando expectativa, mas, finalmente, soltou fato relevante referente a concretização da negociação dos imóveis. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente e, neste mês, contou com reforço substancial do pagamento de dividendos e JCP de HYPE3, BBSE3, ITUB3, ITSA3 e ODPV3 (o JCP pago por BBSE3 foi o mais expressivo).

Para quem está apreensivo com o FIGS11, principalmente após a renúncia do Administrador e Gestor do fundo, confiram o vídeo do canal Viva de Renda com Fundos Imobiliários:

Conforme comentei em resultados anteriores, a situação do fundo reduziu um pouco a minha tranquilidade e, por esta razão, diminui minha exposição pela metade.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de BBSE3, EGIE3, HGBS11, FLMA11 e RNGO11. Os menores aportes foram para FLMA11 e HGBS11, já para os demais a distribuição foi bastante equilibrada (fiquei até surpreso ao apurar… risos). No caso do HBGS11, ainda exerci metade do direito de subscrição que recebi. Foi parcial porque também pretendo exercer o direito de subscrição de GGRC11.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

O resultado mensal superou minhas expectativas e o ganho de capital foi superior ao do mês anterior. Ainda assim, precisei lidar com um pequeno prejuízo gerado pelas operações de trade com o robô no MT5 – além de considerar um desafio pessoal, encaro que trata-se do custo do robô (espero não estar me iludindo). Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Desejo a todos um excelente final de semana!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Renda variável: O preço de compra é importante?

Será que o preço é realmente fundamental no momento de uma compra ou abertura de operação? O tema é polêmico, não existe uma verdade única, mas estudos demonstram que varia de acordo com o tipo de operação, momento e volume financeiro.

Uma carteira só pode ser vencedora se os preços subirem!

É evidente que todo investidor visa retorno financeiro, visto que está cedendo seu tempo e dinheiro ao emprestar recursos para terceiros. Quanto maior o risco, maior a expectativa de lucro. Não estamos fazendo caridade. Mas, tudo isto é muito relativo.

A previsibilidade é maior quando estamos investindo em renda fixa – neste caso, é possível fazer um planejamento mais eficiente em relação ao volume aplicado, tempo e taxa de retorno. Não estou afirmando que não possa haver perdas, porém os riscos são menores e mais previsíveis.

O mesmo não é observado na renda variável. A base para investimento pode ser semelhante, mas as opções e riscos envolvidos são superiores e difícil de mensurar.

Você pode assumir uma posição de Holder, tornando-se sócio de boas empresas. Trata-se de uma visão e postura de investidor. O objetivo é fazer parte de um determinado negócio (empresa) e crescer junto. Por outro lado, é possível atuar como Trader, especulando a volatilidade do mercado. Não são excludentes, mas é preciso compreender claramente qual é o tipo de operação desejada. O trader também é importante, pois sua atuação aumenta a liquidez do mercado.

É fácil perceber que, como trader, o preço de entrada em cada operação é fundamental, pois o lucro depende da diferença de preço entre a abertura e fechamento de cada operação (comprar barato e vender mais caro).

Diferentemente, o holder acumula patrimônio diversificado em valor e não pretende fechar posição enquanto a sociedade se mostrar “lucrativa e vantajosa”. Quando a empresa apresenta lucros consistentes a cotação acompanha e, possivelmente, contaremos com juros sobre capital próprio, dividendos, bonificação e também podemos participar de subscrições. A flutuação de curto prazo, não interfere nestes benefícios e o preço médio será diluído ao longo do tempo.

Sendo assim, compartilharei a minha visão e de alguns analistas:

Confiram o posicionamento de alguns analistas e educadores financeiros:

Desejo um ótimo fim de semana para todos! 😉