Resultado do mês de março (2020)

O mês de março chega ao fim, deixando muitas dúvidas, expectativas e preocupações no ar. Aliás, quem seria capaz de imaginar o tamanho do estrago causado pelo COVID-19? Infelizmente, diferente do que imaginei no início, não vejo mais uma solução realmente eficaz no curto prazo. O momento pede união e muita cautela. Estamos de frente à um impasse jamais visto no mundo, com repercussões sociais, de saúde pública (vidas serão perdidas) e de grande impacto financeiro. O momento é delicado, requer medidas alinhadas tecnicamente (não há espaço para “politicagem”), rápidas e com a maior coesão possível entre as autoridades de cada país. É evidente que, diante do momento caótico, imprevistos assolam as vidas de TODOS cidadãos. Não podemos surtar, mas devemos ter “respeito” pela crise que já estamos diante – ou seja, não subestimem. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Compartilhei diferentes artigos, informações e vídeos sobre o assunto (em nossa fanpage, blog e canal do Youtube).

Não acho que o presidente Bolsonaro esteja “completamente equivocado” quando defende a economia; o problema é que, na minha opinião (não sou dono da verdade), ele tem feito pronunciamentos irresponsáveis quando diminui a criticidade do momento ao comparar com uma simples gripezinha ou quando faz uma avaliação rasteira da letalidade da doença ou até mesmo das consequências econômicas. Sendo assim, não posso concordar.

Vale lembrar que a letalidade é maior entre os idosos, mas, conforme relatos de inúmeros médicos, NÃO é tão assintomática quanto se imaginava entre os mais jovens – que também entrarão na ‘disputa’ por UTIs e respiradores – , diminuindo ainda mais a expectativa de sobrevivência dos idosos ou demais casos de internação. Esta é uma das razões para alguns países, como Itália e Espanha, priorizar os respiradores por idade (visto que a expectativa de vida entre os mais jovens é maior). Não podemos ser egoístas, a vida de muitos idosos pode(ria) ser preservada. Existe alguma previsibilidade para o que está acontecendo!

O grande problema é que não existe uma vacina ou tratamento com eficácia comprovada (existem estudos), basta ver o número de mortes diárias (infelizmente, não presenciamos desaceleração ainda):
https://www.worldometers.info/coronavirus

Por se encontrar na fase inicial da contaminação e diante do alto potencial de propagação, para ganhar tempo (permitindo melhor planejamento e reestruturação dos sistemas de saúde), o mundo inteiro defende o modelo de quarentena horizontal (liberando apenas serviços essenciais), antes de reavaliar o avanço e efeitos da doença. Vale lembrar que, apesar de inúmeras teorias de conspiração (não ajudam em nada), esta tem sido a recomendação da OMS. É um desafio mundial.

Entendo que só assim será possível reavaliar friamente as medidas tomadas, permitindo revisar e estudar alternativas – seria possível, por exemplo, estudar os efeitos ou a possibilidade da aplicação da quarentena vertical (separando por grupos de risco) por região; ou avaliar a possibilidade de abrandar a quarentena e aplicar controles sanitários mais severos nas divisas dos Estados conforme a contaminação for contida em cada região.

Na fase inicial, diante do risco envolvido, entendo que NÃO seria prudente começar pela quarentena vertical – até pela dificuldade de aplicação no Brasil (nem sabemos se será viável na prática).

Percebam que não existe solução fácil…

É evidente que a implantação da quarentena implica, necessariamente, em uma crise financeira profunda no mundo todo. Logo, não é apenas uma questão interna.

Infelizmente, não acredito que uma crise financeira de grandes proporções possa ser evitada. Existem medidas conjuntas (Estado e iniciativa privada – grandes empresas) que podem amenizar os efeitos. O mercado financeiro foi dando sinais claros de que a expectativa futura mudaria de direção drasticamente. No final de janeiro, o IBov atingiu quase 120 mil pontos. Porém, a partir de fevereiro, encerramos o movimento de euforia e o mercado simplesmente chaveou abruptamente para pânico. Não foi apenas a expectativa do rompimento de uma possível bolha (antes fosse) ou pânico momentâneo por causa de uma gripezinha.

Não faz muito tempo que o Brasil saiu de uma recessão técnica e seguia uma trajetória otimista de crescimento econômico; é muito difícil aceitar perder tantas conquistas. Daí a preocupação do presidente.

Infelizmente, o momento é único e não há como fugir. Estamos lidando com números de guerra. Lamento que muitos ainda não tenham entendido a criticidade do momento. A única certeza que temos, até então, é que muitas vidas serão perdidas.

Insisto em dizer que não existe solução fácil. Implicações econômicas podem ser ainda mais devastadoras com a contaminação em descontrole, atingindo diferentes setores do mercado ao mesmo tempo e colapsando o sistema de saúde simultaneamente. É possível observar os efeitos disto em países que foram “forçados” a retomar a quarentena de forma mais severa e com prazo prolongado, impondo controles mais rígidos com ação da polícia e multas por descumprimento.

Em relação ao mercado de capitais, o momento pode ser “oportuno”. No entanto, caso você não conte uma com reserva de oportunidade, não acho prudente consumir todas as reservas de emergência, neste momento, destinando em aplicações financeiras. Não sabemos qual será a duração da quarentena e nem o impacto final sobre a economia. Ou seja, espero que não, mas a finalidade real da reserva de emergência pode se impor durante o ano. Não sejamos imprudentes!

Acabei prolongando um pouco o assunto, mas julgo que foi necessário. Meu objetivo não é criar pânico, apenas alertar e permitir melhor planejamento e proteção. Cuidem-se!

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=4t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, BBAS3, WEGE3, BRCR11 (0,52%), FCFL11 (0,55%), PQDP11 (0,58%), KNRI11 (0,43%), RNGO11 (0,48%), SAAG11 (0,72%), GGRC11 (0,53%), MXRF11 (0,80%), KNCR11 (0,39%), HGRE11 (0,42%), VISC11 (0,50%), HFOF11 (0,60%) e HGBS11 (0,50%). O momento tem sido bastante antagônico e delicado de avaliar. Os índices IBov e IFIX foram MUITO castigados no decorrer do mês – passamos por 6 circuit breaker no intervalo de uma semana. Ainda assim, por mais incrível que possa parecer, com descontos tão significativos, o momento é vantajoso para investidores de longo prazo. O rendimento da carteira surpreendeu positivamente e os dividendos dos principais fundos (quase todos) aumentou em função da forte desvalorização das cotas – início do pânico no mercado de capitais. Ao mesmo tempo que o momento preocupa, abre uma janela de oportunidade rara, permitindo aumentar as posições mais expressivamente e com grande desconto. É evidente que, no curto prazo e com os efeitos da quarentena horizontal, a cotação e o rendimento dos FIIs de shoppings (PQDP11, VISC11 e HGBS11) serão castigados. O fundo VISC11, por exemplo, estuda trabalhar com sua reserva financeira para oferecer algum rendimento aos cotistas no próximo mês. Vale lembrar que, com alguns shoppings fechados, determinados fundos não distribuirão rendimentos temporariamente. Conforme exposto, de maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, BBAS3 e WEGE3 (desta vez os rendimentos foram expressivos em ambos os ativos – nenhum deixou a desejar).

Até como investidor é difícil descrever a sensação do momento. Chega ser estranho avaliar. O rendimento da carteira foi excelente, mas a queda do valor de mercado da carteira impressionou (não foi pouco).”

Também não assustem com atrasos na distribuição de dividendos de alguns FIIs – os Fundos devem distribuir 95% do resultado semestral, porém não há obrigatoriedade na distribuição mensal! Então, é esperado que alguns fundos aguardem por um período maior para planejar sua distribuição corretamente.

Desta vez, não faz muito sentido comentar sobre os aportes mensais, pois aproveitei o pânico do mercado para rebalancear a carteira de renda variável. Fiz inúmeros aportes e em maior proporção. Tirando OIBR3 e PQDP11, aportei em praticamente todos os ativos que compõem a carteira.

Compreendo que poderia explorar a volatilidade de OIBR3, mas com tantos ativos de Blue Chips em “promoção” e dividendos generosos (oportunidade rara), preferi direcionar melhor os recursos disponíveis. É uma questão de avaliar preço e valor.

Aproveitei para reforçar posições em PETR3 e BBAS3. Até o mês de janeiro, não via como comprar um ou mais lotes naquela euforia do mercado. Estava apenas aguardando uma oportunidade para reforçar as posições contando com um preço mais justo.

Com a desvalorização dos principais ativos, estou avaliando também a possibilidade de reforçar posições no fundo PQDP11 – voltou a ficar atrativo.

Diante de tantas incertezas e forte volatilidade, também decidi não realizar operações de trade!

Saibam que não trabalho com reserva de oportunidade (não com este foco) e também não comprometi minha reserva de emergência. Apenas aproveitei o momento “caótico” para diminuir minha posição em um fundo DI que me desagradava faz algum tempo (performance e custos) para redistribuir em ativos mais promissores – aproveitando o momento de irracionalidade do mercado. Foi uma avaliação pessoal.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

Com o “início” da crise, a carteira de ações foi castigada de forma mais expressiva, mas aproveitei para rebalancear também.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

No início do ano, por estar atento ao movimento eufórico do mercado de capitais (comentei no resultado de dezembro), pensei em trabalhar com alguma proteção de carteira. Basicamente, isto poderia ser feito aportando ou migrando parte do dinheiro para opções mais seguras (como dólar, ouro e prata, por exemplo) ou realizando operações de hedge.

MAS, a verdade é que nenhuma destas alternativas é tão simples quanto parece ou vendem por aí!

Mover recursos para opções mais seguras só faz sentido para grandes fortunas ou caso façamos com muita antecedência. Agora seria o pior momento, pois teríamos que realizar prejuízo de um lado para comprar outros ativos mais seguros e supervalorizados naturalmente no outro lado – prejuízo certo. Aliás, aproveitando o assunto, também se iludiu quem apostou que as criptomoedas poderiam ser utilizadas como reserva de valor.

– Outra alternativa seria realizar operações de hedge, comprando PUTs (opções de venda) mesmo sem ter o interesse em exercer o direito; ou fazendo swing trade com contrato futuro de índice da bolsa brasileira – ou seja, vendendo WIN. A compra de uma opção PUT seria o equivalente a fazer um seguro dos ativos que compõem a carteira, mas, assim como qualquer outro seguro, teria um custo periódico, comprometendo a capacidade de aporte mensal. Já a venda do contrato futuro WIN poderia ser uma proteção interessante, porém pediria uma “garantia” alta e a volatilidade do índice vem se mostrando gigantesca (com GAPs de assustar) e impõe um nível risco que para muitos investidores seria inaceitável (caso mantiver a operação aberta por dias consecutivos).

Pois é, eu sei que agora, com o “caos” já estabelecido, fica fácil enxergar as possibilidades e oportunidades perdidas. Mas, sem uma bola de cristal, é MUITO difícil acertar estes momentos e as “manobras financeiras” disponiveis. Então, na maioria das vezes, para evitar prejuízos maiores, o melhor é manter os aportes regulares.

É evidente que o momento é oportuno e *QUEM PUDER* reforçar os aportes de forma mais expressiva, será beneficiado mais adiante. É o que tenho feito. Como holders, não estamos com prejuízo, basta não desesperar e manter nossas posições.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento da carteira foi excelente.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de fevereiro (2020)

Mais um mês se encerra (atrasei para publicar o resultado), testando as convicções de alguns “aspirantes a Holder“. Depois de muito tempo de euforia, o mercado decidiu nos testar – definitivamente, não foi um mês fácil. No cenário político-econômico interno não há muita novidade; para variar continuamos com a imprensa tradicional concentrada em avaliar cada fala do atual presidente e ignora a “farra dos anteriores”. De forma geral, o mês foi marcado pelas incertezas geradas ao redor do mundo com a propagação do vírus Covid 19 (ou Coronavírus). Felizmente, não precisei lidar com imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

É impressionante o posicionamento da imprensa brasileira, diante do atual governo, analisando e questionando cada fala do presidente Bolsonaro como acontece em alguns sites de fofoca. Em termos macro, o desempenho do atual governo vem se mostrando eficiente, mas não significa que todas as medidas sejam as mais adequadas ou corretas. Há de se convir que existem pontos mais importantes e questionáveis, muitas vezes ignorados pela imprensa tradicional.

Nossa imprensa demonstra um viés ideológico muito forte. Não sei se a motivação real é ideológica ou econômica – não podemos esquecer que o atual governo cortou diferentes incentivos econômicos para este grupo. Percebam que pouco foi dito sobre a viagem dos ex-presidentes Lula e Dilma, com seus assessores, para a Europa. Inicialmente, pode parecer insignificante, mas são despesas descabidas e com dinheiro do contribuinte (é ainda mais absurdo quando lembramos que Lula foi condenado, em diferentes instâncias, pela justiça brasileira).

No entanto, os holofotes do mundo todo ficaram voltados para o Covid 19 (ou Coronavírus):

Incertezas na relação comercial entre a China (que já apresenta desaceleração econômica) e o resto do mundo deram início à um processo de pânico no mercado de capitais. Neste momento, é comum que investidores busquem proteção em ativos mais seguros (gerando fuga de capital), como é o caso do dólar, ouro e prata.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Desde o início do ano, inúmeras empresas divulgaram os balanços referentes ao 4T19.

A Itaúsa (ITSA3), por exemplo, anunciou um aumento do lucro líquido de 37,6% em comparação com o 4T18 e também sua distribuição de dividendos e JCP. O lucro líquido do grupo Fleury (FLRY3) apresentou crescimento de 12% em relação ao mesmo período no ano passado, anunciando a distribuição de dividendos (expressiva) no valor de R$ 0,62428363855 por ação. Aliás, aproveitando o assunto, contaremos com distribuição de rendimentos generosos para o mês de março de empresas como Itaúsa (ITSA3), Banco Itaú (ITUB3) e Banco do Brasil (BBAS3).

Das empresas que selecionei para compor minha carteira, também fui surpreendido positivamente pelos grupos Carrefour (CRFB3comprou 30 lojas da rede Makro) e Hypera (HYPE3 – que, no início março, fez a maior aquisição de sua história). Só lamento por não ter reforçado mais expressivamente minha posição em HYPE3 ao longo de 2019 – minha bola de cristal falhou (risos).

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=4t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBSE3, EZTC3, PETR3, BRCR11 (0,52%), FCFL11 (0,43%), PQDP11 (0,21%), KNRI11 (0,41%), RNGO11 (0,45%), SAAG11 (0,68%), GGRC11 (0,75%), MXRF11 (0,68%), KNCR11 (0,48%), HGRE11 (0,37%), VISC11 (0,46%), HFOF11 (0,54%) e HGBS11 (0,48%). Levando em consideração meu preço médio, o rendimento da carteira continua excelente. Em função do pânico no mercado de capitais, a projeção do rendimento para os próximos meses tende aumentar. E, conforme exposto no mês anterior, abri posição no fundo HFOF11. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBSE3, EZTC3 e PETR3 (os rendimentos mais expressivos foram de Petrobras-PETR3 e BB SeguridadeBBSE3).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3 e HFOF11. O maior aporte foi para HFOF11 – como gostei do fundo, preferi reforçar a posição nele.

No final do mês, a Receita Federal liberou o software para preenchimento e entrega da Declaração de IR. Fiquem atentos com alguns fundos. Recebi, por e-mail, o informe de rendimentos do fundo GGRC1 (escriturador VORTX). O mesmo ocorreu com o fundo VISC11 (escriturador BRL Trust) – ponto positivo para BRL Trust que protegeu o acesso ao pdf com senha (os 4 primeiros números do CPF). Finalmente, está surgindo uma iniciativa para facilitar o acesso aos informes. Tanto o Itaú quanto a BTG Pactual também ofereceram opções de acesso eletrônico aos informes.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 104 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto aos trades…

Como iniciei o ano levando uma “surra” do mercado (operando mini índice), resolvi puxar o freio de mão e rever alguns procedimentos!

Faz algum tempo que não compartilho muita informação sobre o assunto e nem atualizações do robô APFTrend porque decidi focar na otimização do projeto visando maior segurança nas operações, bem como resultados mais consistentes. Portanto, sejam pacientes… Em breve compartilharei mais detalhes sobre esta empreitada.

Por outro lado, como holder, o resultado permanece surpreendente! 😉

No final do mês de fevereiro, os principais ativos do mercado de capitais foram castigados pelo movimento de pânico atual. Logo, o índice Ibov apresentou uma queda bastante expressiva – queda de 7%, na quarta feira, após o feriado de Carnaval.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira. O rendimento da carteira, no mês de fevereiro, foi excelente e, de acordo com os valores provisionados pelo portal do CEI, o mês de março promete surpreender muito mais (esta é uma das vantagens do posicionamento como Holder).

Resumindo: momentos de pânico abrem uma janela de oportunidade rara para reforçar as posições comprando ativos DE QUALIDADE em promoção.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de janeiro (2020)

E chegou 2020… Pois é, já comecei o ano com fortes emoções e pequenos imprevistos. De maneira geral, acredito que o mês foi marcado pelo surgimento do vírus coronavírus na China, refletindo negativamente em quase todos os ativos do mercado de renda variável. Com isto, os principais índices, como Ibov e IFIX, apresentaram uma queda expressiva. Como se não bastasse, comecei o mês com resultado negativo nos trades e precisei lidar com gastos imprevistos como manutenção do carro e impostos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Este foi um mês recheado de imprevistos pessoais (alguns bons, outros nem tanto) e, com isto, atrasei um pouco na publicação do resultado mensal.

No cenário político-econômico interno não há acontecimentos de grande relevância. Porém, algumas noticias chamaram a atenção…

Após a exoneração do secretário nacional da cultura, Roberto Rego Pinheiro, devido à um discurso remetendo ao período nazista, a atriz Regina Duarte aceitou a indicação para comandar a Secretaria Especial da Cultura. É evidente que a nomeação causou indignação entre artistas com ideologia de esquerda, como foi o caso do ator José de Abreu que partiu para ofensas e ameaças – de tão irracional, não vale à pena comentar.

O jornalista Glenn Greenwald também foi notícia. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra o jornalista pelo envolvimento direto com os hackers responsáveis pelo esquema de invasão de celulares de autoridades brasileiras. Apesar de alguns questionamentos quanto a liberdade de imprensa, não podemos ignorar que a atitude foi claramente ilegal/ilícita, incluindo a troca de informações para blindar da justiça todos os envolvidos. O jornalismo deve ser livre sim, mas por vias legais.

Imaginem se o mesmo fosse feito por representantes do governo atual, fazendo investigações ilegais sob o pretexto do jornalismo livre.

Outra notícia que teve destaque foi a intenção do atual governo na contratação de 7 mil militares para o INSS. Por incrível que pareça, “desagradou alguns”. Logo em seguida, o MP pediu a suspensão da contratação, alegando injustiça competitiva por não incluir civis. Para acalmar os ânimos, o vice presidente Hamilton Mourão sugeriu a convocação de militares (ao invés da contratação).

Particularmente, acredito que a convocação de militares é muita mais vantajosa para o cidadão que depende do serviço, visto que desafoga a demanda de atendimento, não amplia o quadro de funcionários públicos e flexibiliza o remanejamento de pessoal.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Em relação ao mercado de capitais, o ano começou com algumas mudanças nas taxas de nossa Bolsa de Valores (B3) que começará cobrar 0,12% sobre os proventos recebidos (dividendos e JCP) para investidores com mais de R$ 20.000 investido e também anunciou custo zero na manutenção da conta de custódia. Confiram alguns detalhes:

No final do mês, saiu o calendário para divulgação do balanço de 4T19 de mais de 100 empresas. Para acompanhar o resultado, sugiro acessar o segundo link indicado logo abaixo.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19 ou https://financenews.com.br/?s=4t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, HYPE3, FLRY3, ODPV3, EGIE3, BRCR11 (0,46%), FCFL11 (0,21%), PQDP11 (0,41%), KNRI11 (0,37%), RNGO11 (0,48%), SAAG11 (0,65%), GGRC11 (0,44%), MXRF11 (0,92%), KNCR11 (0,48%), HGRE11 (0,55%), VISC11 (0,55%) e HGBS11 (0,47%). O rendimento da carteira continua excelente, mas, conforme exposto no resultado anterior (DEZ 2019), uma correção no valor dos ativos era esperada e foi intensificada o surgimento do vírus coronavírus – em um único mês, o índice IFIX recuou de 3253 para 3077 pts e o índice Ibov de 118.573 para 113.760 pts. É um momento de grande tensão e expectativa, mas não há motivo para pânico. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, HYPE3, FLRY3, ODPV3 e EGIE3 (os rendimentos mais expressivos foram de Engie e Hipermarcas).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de EGIE3, FCFL11 e abri posição no fundo HFOF11. O maior aporte foi para HFOF11 e, nos demais, a distribuição foi bastante equilibrada.

Aproveitei o rendimento mais expressivo de EGIE3 para reforçar minha posição na empresa (acredito que empresa atua em um mercado muito promissor). E abri posição em HFOF11 (fundo de fundosFOF) por entender que se trata de um fundo bastante diversificado, vem apresentando um excelente resultado, é gerido pela Hedge Investiments (gestão ativa) e apresenta uma boa liquidez diária (acima de R$ 3 milhões).

Confiram a análise do fundo HFOF11, feita pelo Nod do ClubeFii:

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 113 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

O que aconteceu com os trades em janeiro (2020)?

Iniciei o ano/mês exercitando algumas operações manuais e terminei arcando com um prejuízo um tanto desagradável. Sendo assim, resolvi não operar mais no mês e preferi focar apenas no projeto APFTrend-Plus.

Como estou concentrado no APFTrend-Plus, decidi encerrar o desenvolvimento do APFTrend-v2.0 (em breve, disponibilizarei os binários desta versão para download sem restrições).

Obtive sucesso em algumas operações manuais, porém tenho dificuldade para encerrar operações mal sucedidas. Todas vez que operei com o robô, o lucro era modesto e os prejuízos controlados! Logo, esta foi uma das razões que me levou abortar as operações manuais e voltar a concentrar no robô.

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira. Comparado com o mês de dezembro, o ganho da capital da carteira foi negativo, no entanto continua superando minhas expectativas. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de dezembro (2019)

Mais um ano se encerra, abrindo espaço para novas expectativas, projetos e realizações; deixando para trás angustias ou frustrações que por ventura tenham surgido. Apesar do barulho exagerado no cenário político-econômico, acredito que 2019 foi um ano positivo para o país. Agora, no quesito pessoal, passei por todo tipo de situação, mas não posso reclamar de nada. Sem muitas delongas vamos aos resultados.

Em relação ao governo, não há muita novidade.

Sinceramente, no balanço final, considero que o governo se saiu bem. Particularmente, em nossa fanpage, fiz críticas que julguei válidas (e mantenho), mas é uma questão de opinião (“algumas nem tanto”).

Para a economia, o clima de otimismo prevaleceu. A Bolsa de Valores quebrou recordes históricos e o índice de inflação também recuou MUITO, resultando em uma queda vertiginosa na taxa de juros.

Vale ressaltar que os preços para o consumidor final não recuaram porque a inflação não foi negativa! 😉

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (“Adeus ano velho” do redator chefe da Modal):

O ano de 2019 foi bastante positivo para diferentes mercados.

Desta vez, os entusiastas do mercado de criptomoedas podem comemorar a recuperação do BTC (bitcoin) que, em 2018, havia encerrado na casa de R$ 15.300 (muito abaixo da máxima de R$ 70.000). Se comparado com o ano passado, a valorização foi de aproximadamente R$ 13.901 (fechou na casa de R$ 29.201) – coloquei como aproximadamente porque a volatilidade do BTC, em curto espaço de tempo, é muito alta.

Fonte: Mercadobitcoin

É claro que nem tudo são flores. O facebook, por exemplo, vem se esforçando para impulsionar sua criptomoeda Libra, mas precisa romper algumas barreiras. O ministro suíço Ueli Maurer já se manifestou publicamente afirmando que a moeda digital Libra fracassou em sua forma atual.

Alguns traders afirmam que a análise técnica sobre o BTC aponta uma possibilidade valorização de U$ 300.000. Particularmente, não acredito que aconteça (posso estar errado). A análise técnica aponta possibilidades (probabilidades), mas, no longo prazo, o mercado precisa de fatos sólidos e confiança.

Pois é, o mercado de capitais impressionou tanto quanto…

O índice Ibov surpreendeu quebrando recordes seguidos, provavelmente com uma ajudinha da queda da taxa básica de juros (agora em 4,5% ao ano). O clima de euforia na Bolsa prevalece, mas é preciso manter cautela e os pés no chão.

Encerrou em 115 mil pontos, porém atingiu a máxima de 117 mil

Vale lembrar que antes do impeachment da ex-presidente Dilma, o índice estava abaixo de 40 mil pontos. Perceberam que o índice está prestes a triplicar? Será que é um movimento realmente racional?

Não se enganem, os principais ativos estão sobrevalorizados – principalmente os FIIs (fundos imobiliários) – logo, uma correção nos preços é saudável, esperada e tende acontecer. Não vou nem entrar no mérito das discussões sobre uma possível crise mundial – faz algum tempo que traders profissionais discutem o posicionamento em ETFs de metais preciosos, como ouro e prata. Sinceramente, ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Existem muitas teses, inclusive de mais valorização (risos)!

Apesar da Empiricus falar em valorização de até 300k (Ibov), evitem posicionamentos mais expressivos neste momento (de uma só vez), pois é evidente que o nível de risco será alto – sejam cautelosos!

Confiram também a evolução do IFIX em 2019 (índice de desempenho dos Fundos Imobiliários:

Para melhor compreensão dos riscos envolvidos, convido assistir o seguinte vídeo do prof. Arthur Vieira:

Em relação aos ganhos com o Google Adsense, continuo “lutando” para melhorar os resultados.

Por incrível que pareça, não consegui remuneração suficiente no Google Adsense para liberar outro saque. No final de 2018, o desempenho vinha melhorando bem, mas a Google fez inúmeras alterações no algoritmo e regras internas para anúncios e isto me prejudicou MUITO. Como esta não é, nem de longe, minha fonte de receita principal, por enquanto não posso dedicar muito tempo ou esforço nisto. “Não é minha prioridade, no entanto pretendo rever ao longo do tempo.”

Os principais balanços foram liberados no mês passado.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, ABEV3, ODPV3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,49%), PQDP11 (0,51%), KNRI11 (0,42%), RNGO11 (0,51%), SAAG11 (0,70%), GGRC11 (0,48%), MXRF11 (0,78%), KNCR11 (0,42%), HGRE11 (0,44%), VISC11 (0,46%) e HGBS11 (0,49%). Para variar, a forte valorização dos FIIs continua gerando uma “queda aparente” nos rendimentos – aliás, evitarei novos aportes em fundos com ágio próximo de 50%. Para o ano que vem, precisarei ficar atento com o fundo SAAG11, pois em 2020 a Rio Bravo apresentará uma proposta para incorporar o fundo ao RBVA11 (FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RIO BRAVO RENDA VAREJO) – não estou certo de que seja vantajoso para o pequeno investidor. Felizmente, em função do preço médio dos fundos que mantenho em carteira, o rendimento da carteira continua excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3, ABEV3 e ODPV3 (o rendimento mais expressivo foi da Ambev – presentão de ano novo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3, CRFB3, KNCR11 e VISC11. O maior aporte foi para VISC11 e o menor para CRFB3. De maneira geral, o aporte foi bastante equilibrado.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 115 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Para demonstrar mais detalhadamente a “evolução” da carteira (pela valorização), compartilharei o resultado do ganho por ativo (em relação ao preço médio):

PapelP. médioP. mercado%Setor
ABEV318.3819.164.26Consumo nâo Cíclico
BBAS319.252.97175.82Financeiro
BBSE327.7837.8436.21Financeiro
BRCR1199.42117.6918.37Financeiro e Outros
CRFB317.4523.333.53Consumo não Cíclico
EGIE340.0650.8126.82Utilidade Publica
EZTC315.5950.97226.99Consumo Cíclico
FCFL1183.8133.5459.35Financeiro e Outros
FLRY320.3930.449.11Saúde
GGRC11121.99149.922.87Financeiro e Outros
GRND36.9412.3577.97Consumo Cíclico
HGBS11200.86296.3747.55Financeiro e Outros
HGRE11137.42198.744.59Financeiro e Outros
HYPE333.2135.56.88Saúde
ITSA38.9614.157.39Financeiro
ITUB320.3932.1657.72Financeiro
KNCR11109.34104.6-4.33Financeiro e Outros
KNRI11146.27191.8431.15Financeiro e Outros
MXRF1110.0513.8737.97Financeiro e Outros
ODPV314.1717.221.41Saúde
OIBR30.820.864.91Comunicações
PETR39.3532.17243.89Petroleo, Gás e Biocombustíveis
PQDP111334.223990199.05Financeiro e Outros
RNGO1183.7410019.41Financeiro e Outros
SAAG11121.39142.2917.21Financeiro e Outros
VISC11117.12137.4517.35Financeiro e Outros
WEGE319.2335.3483.8Bens Industriais

Alterações da carteira:
– Posições abertas: VISC11 e OIBR3 (apenas para fins especulativos)
– Posições encerradas: FLMA11 e FIGS11

Decidi encerrar as posições em FLMA11 por entender que o fundo passou a negociar com um ágio irracional (efeito manada). Fiz o mesmo com o fundo FIGS11 para direcionar os próximos aportes para o fundo VISC11 (também de shoppings) que é mais diversificado e menos concentrado (por região).

Percebam também que o pior resultado (e único negativo) foi do fundo de papel KNCR11. A razão é simples. Os primeiros aportes foram feitos na corretora Rico. Naquela época, a Rico permitia aportar no fundo mesmo não sendo investidor qualificado (para quem tem mais de R$ 1 milhão em investimentos). Porém, não pude mais aportar quando transferi a custódia para a corretora Modal – na realidade, a Modal é quem estava correta.

Logo, por não poder aportar depois, o KNCR11 foi o único ativo que ficou para trás. Percebem agora a importância dos aportes regulares? Felizmente, a última AGO (Assembleia Geral Ordinária) deliberou pela liberação do fundo para todos investidores. Sendo assim, voltei aportar apenas nos últimos meses.

Conforme exposto anteriormente, os principais ativos apresentaram uma valorização MUITO expressiva. Para efeito de comparação, vejam como foi a performance no fim de 2018 – a diferença é grande.

Quanto ao meu projeto APFTrend (robô trades)…

Não há novidades em relação ao último resultado mensal. Decidi começar um novo projeto, chamado APFTrend-Plus, onde estou organizando melhor o código para futuras manutenções (melhorando a estrutura de código) e incluí suporte para mini índice.

A versão demo disponibilizada anteriormente não funcionará em 2020, porém peço que aguardem pela liberação da versão demo do APFTrend-Plus.

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. O desempenho da carteira foi fora do padrão em 2019 (muito acima de minha expectativa). Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Desejo a todos um FELIZ 2020!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de novembro (2019)

O mês de novembro terminou e, em breve, minhas férias também. Aproveitei para rever algumas estratégias de trade (especulação). Como de costume, presenciamos uma agitação política com pouco efeito contundente. Por aqui, o que chamou mais atenção foi a reavaliação do entendimento da prisão de segunda instância. Já no cenário externo, foi a queda do até então presidente da Bolívia Evo Morales. Não precisei lidar com imprevistos, porém as diferentes avaliações dos trades na conta real, resultaram em grandes emoções e prejuízo. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Finalmente, no início do mês, a Câmara aprovou o projeto que define os procedimentos para o registro de armas e obtenção do certificado de capacidade técnica. Foi mais uma vitória para a legítima defesa – proposta defendida pelo atual governo desde o início da campanha eleitoral.

Também tivemos a notícia de que Brasil entregou para a Rússia a presidência do Brics (formado por aliados como África do Sul, Índia, China e Rússia), destacando o trabalho em inovação.

Outro acontecimento que marcou o mês foi a revisão do entendimento da prisão em segunda instância

Há poucos anos, existia praticamente um consenso, no próprio STF, de que nenhum país, minimamente sério, seria capaz de permitir que condenados em segunda instância respondessem em liberdade. Por coincidência, este entendimento foi revisto no momento em que crimes do colarinho branco estão sendo combatidos com rigor nunca visto – algo fundamental para que o pais trilhe um caminho de retidão e crescimento.

No meu entendimento, a fala de alguns ministros deixou transparecer que a preocupação é com o alcance ou possíveis “abusos” da operação Lava Jato. Particularmente, acho lamentável a possibilidade de presenciarmos freios na operação que já devolveu alguns bilhões aos cofres públicos.

Confiram o tamanho da contradição:

Vejam também o atrito entre os ministros Gilmar Mendes e Roberto Barroso no mês passado. Na minha opinião, em relação ao combate a crimes do colarinho branco, o ministro Barroso tem demonstrado bastante coerência:

Aproveitando o ensejo, o ex-presidente Lula, apesar de ser beneficiado (com a soltura), está respondendo pela acusação de vários crimes do colarinho branco. E, recentemente, no caso do sítio de Atibaia, teve sua condenação mantida e pena aumentada (para 17 anos) pelo TRF-4.

Já no cenário internacional, fomos surpreendidos positivamente com a renúncia do presidente Evo Morales, “que recebeu asilo político do México“.

Aliás, o que aconteceu é algo que reforça, cada vez mais, a ideia de que a esquerda latino-americana é realmente uma esquerda caviar (risos) – os principais aliados da Bolívia (por exemplo) seriam Venezuela e Cuba, porém quando a corda rompe ou quando desejam aproveitar o melhor que vida tem a oferecer, buscam países com ideologias e políticas econômicas completamente distintas. Ou seja: Bobo é quem acredita nestas ideologias de ‘butiquim’!

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Conforme já esperado, mais algumas empresas divulgaram o balanço trimestral.

O Banco Itaú (ITUB3), por exemplo, divulgou lucro líquido de aproximadamente R$ 7.2 bilhões (crescimento de 10,9%). Outra empresa, do mesmo setor, que surpreendeu foi o Banco do Brasil (BBAS3), com lucro de R$ 4,5 bilhões. Fico feliz por estar posicionado em ambas.

Por outro lado, quem está apostando no turnaround de Via Varejo, conferiu um resultado desanimador, pois o grupo divulgou prejuízo de R$ 244 milhões no 3T19.

Aproveitando o assunto anterior (turnaround), o agrupamento das ações da Oi (OIBR3) está cada vez mais próximo, caso a ação permaneça sendo negociada abaixo de R$ 1 por 30 leilões consecutivos. Historicamente, o agrupamento de empresas em recuperação judicial não é um bom sinal – pode ser que freie um pouco as especulações (o que não acredito) ou dê ainda mais margem para derrubar a cotação. Conforme exposto inúmeras vezes, tenham consciência clara dos riscos.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, GRND3, CRFB3, BRCR11 (0,59%), FCFL11 (0,51%), PQDP11 (0,40%), KNRI11 (0,44%), RNGO11 (0,56%), SAAG11 (0,69%), GGRC11 (0,46%), MXRF11 (0,80%), KNCR11 (0,50%), HGRE11 (0,43%), VISC11 (0,48%) e HGBS11 (0,50%). A performance da carteira continua excelente e a cotação dos FIIs se mantém crescente, justificando a “queda aparente” nos rendimentos. Não exerci o direito de subscrição que recebi do fundo MXRF11, pois tenho interesse em reforçar outras posições. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3, GRND3 e CRFB3 (o rendimento mais expressivo foi da Grendene).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ABEV3 e KNCR11. Aproveitei que o mercado castigou as ações da Ambev, após divulgar um balanço fraco, para reforçar minha posição. O maior aporte foi para ABEV3, no entanto o valor do aporte no fundo KNCR11 não ficou muito distante. De maneira geral, a distribuição foi equilibrada.

A Infomoney disponibilizou um vídeo interessante com a visão da Rio Bravo quanto as perspectivas para o mercado imobiliário:

Decidi separar parte do capital avaliar outras técnicas de trade aumentando o ‘tamanho da mão’ (ampliando o número de contratos). É evidente que obtive lucros excelentes e, algumas vezes, prejuízos indigestos. Neste caso (com mão maior), percebi que é mais seguro e fácil explorar o mini índice. Como os testes ainda não foram conclusivos, detalharei apenas em dezembro.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 108 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

O projeto está na revisão 28. Como entrei em férias neste mês, decidi aproveitar os dias para descansar e comecei uma nova versão do robô, apelidada de APFTrend-Plus – além do mini dólar, pretendo incluir o suporte para operações como mini índice. Também realizei algumas operações manuais para validar diferentes estratégias.

Continuo fazendo ajustes e revisões de código para encontrar padrões de “falso-positivo” (sinais errados) e melhorar a parametrização do EA. O resultado vem melhorando, mas ainda há bastante trabalho a ser feito.

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

Em relação aos trades (manual ou automatizado) ainda não consegui um resultado consistente ou confiável o suficiente. No mês, realizei operações bastante lucrativas, porém cada erro seguinte custou muito caro e, infelizmente, reverteu o lucro para prejuízo – é evidente que o risco é calculado.

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e, por mais estranho que possa parecer, também com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!