Mercado de Capitais: Conceitos fundamentais

Separei alguns vídeos interessantes que tratam os principais conceitos por trás do Mercado de Capitais. Por mais que você conheça ou domine o assunto, recomendo assistir os vídeos – sempre existe um detalhe que desconhecemos ou não recordamos mais. Para quem está começando, o conteúdo é rico em informações, bastante didático e, certamente, vale a apena separar alguns minutinhos.

Os conceitos que serão apresentados, a seguir, são fundamentais para que o investidor compreenda realmente este mercado, conhecendo as regras e ferramentas disponíveis, sem criar a ilusão de lucro rápido e fácil. Infelizmente, boa parte dos investidores (já fiz parte) entram na Bolsa de Valores, pela primeira vez, sem saber de fato como funciona o Mercado de Capitais.

Errar é humano. Mas, pode ser mais inteligente aprender com o erro dos outros! 😉
Antes de entrar na Bolsa de Valores, entenda o que de fato ela é e para que serve!

O primeiro vídeo trata sobre o Mercado de Capitais como um todo e explica detalhadamente o que são ações, tipos disponíveis (ordinárias ou preferenciais), para que servem e as diferenças de mercado (mercado primário, secundário e balcão).

A primeira videoaula é bastante completa. Porém, caso a diferença entre o Mercado Primário e Secundário não tenha ficado claro ainda, sugiro assistir os próximos vídeos:

Perceberam que, diferente da crença predominante, a Bolsa de Valores não é um cassino?
Cada um de nós escolherá como se posicionar: “como JOGADOR (especulador) ou SÓCIO (investidor)“.

Resultado do mês de novembro (2017)

Desta vez, atrasei um pouco na publicação do resultado porque “precisei” viajar no último final de semana do mês. Em linhas gerais, não há grandes novidades no cenário político-econômico brasileiro. A economia permanece estável, mas o número elevado de incertezas continua gerando turbulências no mercado. Neste mês, fiz pequenos ajustes em minha carteira de investimentos e aproveitei as férias para reforçar algumas posições e também investir em minha saúde. Portanto, vamos aos resultados.

Inúmeras reformas estão em pauta, mas estão cercadas de incertezas e muita pressão. Até agora o Governo conseguiu, sob protestos, aprovar a reforma trabalhista, que já sofreu novas alterações. A Caixa também anunciou a liberação do FGTS e Previdência adaptados as novas regras. Particularmente, considero a proposta interessante, porém, ao contrário do que muitos acreditam, considero pouco impactante. O Governo vem se articulando para tentar apoio para aprovar a reforma da Previdência e Ministerial – acredito que a reforma da Previdência seja a mais importante, impactante e também a mais difícil. Toda esta incerteza tem causado certo estresse no mercado (sem confirmar a expectativa), fazendo com que o índice IBovespa apresente um resultado negativo nos últimos dias.

Algumas pesquisas de intenção de voto, para as eleições de 2018, estão apontando a liderança do ex-presidente Lula. Estranhamente, inúmeras manifestações, compartilhadas na Internet, demonstram o contrário. Aliás, a situação do Lula não é das melhores – há poucas semanas, por exemplo, o MP pediu o bloqueio de R$ 24 milhões dele e de seu filho. Aproveitando o assunto, recentemente, o Luciano Huck anunciou sua desistência. Particularmente, acredito que seria uma disputa interessante. Mas, para nossa surpresa, o nome que surgiu foi do Dr Rey. Vamos aguardar. Provavelmente, veremos turbulências ainda mais fortes no próximo ano. Apertem os cintos, pois 2018 promete (risos).

Felizmente, apesar de tantas turbulências, os indicadores econômicos continuam melhorando, apresentando redução da Inflação para 4,03%, crescimento do PIB em 2,51% e aumento na produção industrial em 2,96%. Com isto, naturalmente a taxa Selic cai e investimentos de Renda Fixa apresentam uma performance “menos atrativa”. Por outro lado, cresce o interesse por investimentos em Fundos Imobiliários ou renda variável em geral.

Novamente, inúmeros acontecimentos sacudiram o país e o mundo, principalmente nesta última semana:

Para “variar um pouco”, o movimento de euforia do Bitcoin (BTC) continua chamando a atenção e, durante a semana, a cotação ultrapassou U$ 10.000. É preciso ter cautela, pois a volatilidade permanece extremamente elevada – nos últimos dias conferimos flutuações de aproximadamente R$ 10.000. Não aposte uma parte muito significativa de seu patrimônio. Já compartilhei minha visão sobre o assunto: “acredito no futuro do Blockchain, porém vejo muitas limitações para o futuro do BTC“. Na forma como a “moeda” é apresentada hoje, não me interessa.

Por sorte (e com a ajuda das férias – risos), não precisei lidar com imprevistos, reforcei algumas posições e aproveitei as promoções da Black Friday para presentear minha mãe e comprar alguns itens essenciais para mim (algo que já vinha me planejando antecipadamente).

Quanto aos investimentos…

Houve pequenas alterações na carteira. Repensei minha posição no ETF IVVB11 e decidi encerrar. Apesar do resultado positivo, no meu entendimento, para formação de patrimônio, existem opções mais interessantes e também não pretendo reforçar posições em ETFs (logo, perdeu o sentido). Preferi reforçar algumas posições e optei por uma nova (pequena) em CARREFOUR BR (CRFB3). Por fim, fiz um novo position trade em opções de compra (com vencimento em janeiro) da Petrobras, mas não detalharei neste momento.

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, GRND3, BRCR11 (0,416%), FCFL11 (0,511%), PQDP11 (0,389%), KNRI11 (0,543%), RNGO11 (0,560%), SAAG11 (0,605%), GGRC11 (0,680%), MXRF11 (0,624%), KNCR11 (0,660%), HGRE11 (0,592%) e FIGS11 (0,926%). O desempenho dos FIIs permanece estável. A princípio, o “pior” resultado continua sendo do fundo PQDP11, mas isto se deve a expressiva valorização de suas cotas. O fundo GGRC11 distribuiu, aos cotistas (na proporção de 127%), o direito/preferência de subscrição. O rendimento mensal da carteira continua muito bom, reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3 e GRND3 (em torno de R$ 295).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ITUB3, ITSA3, HYPE3, GRND3, EZTC3, CRFB3, BRCR11, HGRE11, MXRF11 e GGRC11. O aporte mais expressivo foi para o fundo GGRC11 e o menor para EZTC3. Nos demais, a distribuição foi equilibrada. Como entrei em férias, “não fiz nenhuma viagem programada” (apenas visitamos os pais de minha namorada) e encerrei a posição no fundo Multimercado, a capacidade de aporte foi expressivamente maior. Aproveitei para reforçar diferentes posições.

Encerrei a posição no fundo Macro Multimercado LP porque, conforme minha suspeita anterior, as regras mudaram realmente, limitando o aporte seguinte em R$ 1.000.000,00). Sinceramente, fiquei um tanto desapontado com a atitude do Banco Bradesco, pois o Banco mudou as regras no meio do caminho – não me parece muito correto, pois eu já estava posicionado (sob regras diferentes). Redistribuí o valor do resgate entre os FIIs.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Diante do que foi exposto, não é de espantar que o índice Ibovespa continue volátil. Ainda assim, a composição da carteira tem oferecido resultados espetaculares. Felizmente, apesar de tantas turbulências e impopularidade do atual governo, continua prevalecendo uma expectativa positiva para recuperação e crescimento econômico. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Combatendo a ansiedade: Invista primeiro em você!

Como diria o personagem da Escolinha do Professor Raimundo, “Paulo Cintura“: “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa!

Costumo escrever sobre educação financeira e compartilho dicas ou experiências que demonstram como podemos extrair o melhor de cada momento e de nós mesmos. De maneira geral, o objetivo do blog é este. Tenho conquistado quase tudo que desejo, seja profissional, financeira ou pessoalmente. Mas, também não posso negar que vinha falhando, por muito tempo, no combate de uma fraqueza limitante: “a ansiedade“.

Nestas férias, resolvi dar uma atenção especial a isto! 😉

Como as doenças da alma já são consideradas o mal do século, acho justo tratar o assunto com a seriedade que merece, demonstrando a importância de aceitar o problema e buscar uma solução realmente efetiva. Parece inacreditável, mas até o ator Robert Downey Jr. (do filme Homem de Ferro) já revelou que sofre de ansiedade e tem dificuldade para controlar. Aliás, se você assistiu o terceiro filme, talvez tenha notado que eles abordaram o assunto rapidamente no filme (curioso):

Existem diferentes formas e graus de ansiedade, algo que pode confundir e dificultar na aceitação do problema.

No meu caso, a ansiedade sempre esteve presente (desde criança), mas a intensidade era menor e eu acreditava que, com o avanço da idade (amadurecendo), teria maior facilidade para lidar com ela. Ledo engano. Foi justamente o inverso. Não só não diminuiu, como também ampliou tanto a resposta física como os gatilhos para *crises de ansiedade* (situações de expectativa). Para muitas pessoas, pode parecer besteira ou falta de uma ocupação de verdade (trabalho) – principalmente porque, diferente de outras doenças, não é visível. Existe um certo preconceito, até mesmo por parte de quem passa por isto. Em um primeiro momento, não faz sentido e a tendência é negar. Adiar, não resolve.

No ano passado, comentei sobre minhas férias em Gramado. Aliás, foi uma experiência incrível e bastante prazerosa (pretendo retornar). Ainda assim, a minha ansiedade pegou carona (não ficou de fora). As pessoas normalmente associam a ansiedade a um medo racional, mas, muitas vezes, não é. Nas poucas vezes em que viajei de avião, sempre considerei uma experiência agradável e também prazerosa – nunca entendi porque algumas pessoas tem medo da decolagem e aterrissagem. Não tenho, e nunca tive, medo de viajar de avião e nem medo de altura. Para o meu azar, bastou processar “esta informação”, enquanto aguardava a decolagem, e bingo: “as mãos começaram suar, o batimento cardíaco subiu rapidamente, senti rigidez imediata de vários músculos (suficiente para ficar cansado) e tive um mal estar enorme”. São sinais claros de quem sofre com crises de ansiedade. Pronto, “mais um gatilho registrado”. Depois deste dia, tive a certeza de que precisava de uma atitude mais firme e consistente. Pois é, mesmo tendo clareza do que acontece, é difícil aceitar. Posterguei bastante. Até porque minha ansiedade sempre dependeu de “gatilhos muito específicos” – parece que não limita tanto.

Poucas semanas depois (quando retornei de Gramado), consultei com o Dr. Google (risos) e, buscando uma alternativa natural, resolvi praticar alguns exercícios físicos e experimentar os Florais Bach. Pelo menos o meu condicionamento físico está cada vez melhor (um benefício imediato e será preservado). Talvez, no estágio inicial ou diante de crises de menor intensidade, o uso contínuo dos florais surta um efeito mais “visível” ou “preventivo”. A minha namorada também experimentou e gostou, mas a intensidade da ansiedade dela é menor e perfeitamente controlável. Sinceramente, achei o preço bastante salgado e não vi o resultado que esperava. No meu caso, serviu apenas para adiar o inevitável e óbvio.

Mesmo assim, o mais interessante é que investimentos em renda variável podem mexer muito com a ansiedade das pessoas, mas, no meu caso, não interfere em absolutamente nada – é como se não existisse. Ainda bem (risos)!

É difícil descrever a sensação provocada durante as crises, não desejo para “quase ninguém” – só para quem acha que é frescura (risos). Brincadeiras à parte, apenas quem já sentiu na pele é capaz de mensurar a intensidade e dificuldade existente. Felizmente, o meu caso não é dos piores porque não acontece aleatoriamente – depende dos malditos gatilhos, que estão aumentando.

Decidi romper a inércia e mudar de atitude, pois “não podemos esperar por resultados diferentes, se fizermos tudo sempre igual“. Eu precisava resolver esta pendência. No segundo dia de férias, marquei uma consulta com um psiquiatra. A consulta costuma ser cara, mas não faz sentido poupar em algo que é básico, essencial, afeta diretamente na qualidade de vida e permite evoluir como pessoa. Logo, é um investimento pessoal de grande valor.

Achei interessante compartilhar esta experiência para demonstrar a importância e o impacto que pequenas (ou simples) atitudes são capazes de proporcionar. Se você se identificou, de alguma forma com o que foi dito, meu único conselho é: “não espere demais, procure uma ajuda especializada“. Na fase inicial, quando a ansiedade ainda não se manifestou em forma de crise (ou seja, com baixíssima intensidade física), o acompanhamento por um psicólogo pode ser suficiente e com menor duração.

Reforma trabalhista: o trabalhador será realmente massacrado?

Este é outro assunto extremamente polêmico e, muitas vezes, discutido com certa ingenuidade e desinformação. Existe uma crença de que a reforma trabalhista diminuirá os direitos do trabalhador, beneficiando apenas o “empregador explorador e malvadão“. Tudo isto pode ser bastante questionável, não aceite tão rapidamente tais conclusões.

Fiquem atentos, muitas mentiras estão circulando na Internet:


Antes de qualquer coisa, lembre-se de que a disponibilidade de emprego para qualquer cidadão depende diretamente da capacidade de contratação de empregadores. Seja qual for a razão, não precisa ser um gênio para concluir o que acontece quando empresários são penalizados injustamente ou sacrificados. É um tanto irônico ver questionamentos deste tipo em um país com índice de desemprego na casa de 12% – discutir direitos trabalhistas diante de uma massa gigantesca desempregada é complicado (algo parece errado, talvez os envolvidos não estejam articulando em nossa defesa). Já lhe ocorreu que, com maior flexibilidade nas relações trabalhistas, as empresas ficariam muito mais á vontade para contratar? É evidente que sim.

Tente empreender, e constatará na pele o peso que terá que carregar – precisa visar lucro mesmo, do contrário não será capaz de contratar e nem mesmo sobreviver por muito tempo.

Ahhh, mas a reforma “permite que o trabalhador seja facilmente explorado”. Será mesmo? Este é outro pensamento limitado. Com maior flexibilidade para o empregador, a oferta de emprego também tende ser maior. Logo, com maior oferta de emprego, se você não concordar com as condições colocadas pela empresa, simplesmente recuse. Ao contrário do que muitos imaginam ou pregam, existe uma dependência mútua. Qual empresa sobrevive sem funcionários qualificados? Nem preciso responder.

Confiram os 10 pontos mais polêmicos:

Se analisarmos friamente, será que podemos concluir que as mudanças são tão grandes? Provavelmente, NÃO!

O Raphael, do canal Ideias Radicais, fez uma análise interessante sobre o assunto, apesar da pitada anarcocapitalista que ele costuma colocar (risos) – há pouco tempo, ele mesmo respondeu porque não é possível mexer no INSS.. Há de se convir que ele está correto quando diz que muitas regras já estavam em prática, mesmo que ilegalmente (não estamos falando apenas de casos isolados).

Ninguém é dono da verdade, mas entendo que a situação atual do país diz muito sobre o que desejam que acreditemos frente a realidade dos fatos. Nem sempre quem diz o que queremos ouvir está do “nosso lado”!  😉