É seguro investir na Alcateia Investimentos?

Hoje, durante algumas pesquisas, acabei conhecendo uma empresa (grupo de investimentos), conhecida como Alcateia Investimentos, que promete uma taxa de retorno mensal entre 8 e 10%. Trata-se de mais uma proposta extremamente tentadora e bastante duvidosa.

No Youtube, encontrei depoimentos típicos de quem ficou cego e apaixonado por qualquer outro sistema MMN milagroso. Não adianta questionar ou alertar, pois, na maioria das vezes, quem apoia publicamente já está participando do “negócio” e, neste caso, está interessado em conquistar novos membros (risos). É difícil, para quem está participando, aceitar a possibilidade de ter entrado em um barco furado.

É sempre a mesma coisa…

Da forma como vendem, faz parecer que a rentabilidade é “garantida”, para todos os participantes, baseando-se em operações (trades) de altíssimo risco. Então, a equipe por trás dos trades deve ser, além de ninja, a melhor do mundo. Não conheço nenhum fundo capaz de alcançar uma rentabilidade próxima da prometida.

Mesmo que opcional, outro ponto bastante curioso é a adoção do modelo MMN. A arquitetura do negócio encoraja cada “investidor” buscar novos membros. A estrutura pode até formar um desenho um pouco diferente do “tradicional”, mas o sistema se alimenta de um modelo de pirâmide também.

Investimento é coisa séria pessoal! 😉

Sejam investidores, não apostadores. O fato da empresa pagar no início do negócio não lhe assegura a continuidade no futuro. Ao longo do tempo, sua convicção tende lhe cegar e causar um prejuízo imensurável até então. NÃO EXISTE DINHEIRO FÁCIL!

Checar o CNPJ da empresa não quer dizer absolutamente nada. Vejam só (consulta na Receita Federal):

Percebi que muitos se contentaram apenas com este resultado, mantendo uma falsa sensação de segurança.

E se eu mostrar um alerta da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)… Você ignoraria?
http://www.cvm.gov.br/noticias/arquivos/2017/20170419-1.html

A CVM lançou um alerta sobre a atuação irregular e, mesmo assim, algumas pessoas ignoram e tentam justificar. Não terminará bem para grande maioria. Só pelo alerta, encerrei qualquer avaliação adicional.

Não se iludam. Não vale a pena!

Cashback: Sistema que devolve parte do dinheiro aos consumidores

O Cashback (ou dinheiro de volta, em português) é um sistema que vem ganhando força e chamando bastante atenção no e-commerce brasileiro, mas será que vale a pena? Quase tudo que influencia nas relações de consumo e finanças é difícil de ser mensurado, pois varia de pessoa para pessoa. Ou seja, quanto maior o seu ímpeto consumista, melhor para o sistema e pior para você (risos).

Através dele, você recebe um percentual do valor da compra de volta. Inicialmente, faz pensar que existe algo de errado (como um possível golpe), mas é completamente legal e “funciona mesmo”. Na prática, segue uma lógica semelhante de um sistema de afiliados, porém com um poder de persuasão infinitamente maior.

Não se iluda, nem tudo são flores!

Entendam que ninguém, neste mercado, está interessado em fazer caridade (isto não existe). Neste modelo de negócio, o objetivo do empreendedor é fazer uma parceria com grandes lojas (como Walmart e Netshoes, por exemplo) ou postos de gasolina e, a partir de um forte esquema de publicidade, ganhar um percentual sobre as vendas efetuadas a partir de seus anúncios. Tudo bem, mas qual a relação com o cashback? Algumas empresas, como BeBlue e Méliuz (por exemplo), fazem este papel e compartilham parte do lucro com seus clientes. É desta maneira que o sistema funciona e se mantém.

Não é um sistema muito novo, porém nunca dei muita atenção. Procuro evitar sistemas que estimulam o consumo, principalmente quando envolve “recompensa”. Neste caso, o efeito psicológico costuma ser forte. Você acaba entendendo que existe um consumo regular necessário e poderá ser recompensado pelo sistema de cashback naturalmente, visto que alguns gastos são inevitáveis. De certa forma, isto é verdade. Porém, estabelecer limites pode não ser tão simples. O problema é que também receberemos “excelentes ofertas” que não acompanharíamos no dia a dia. Se ganhamos com o consumo, as empresas de cashback ganham muito mais. Perceberam o que alimenta este mercado? É como se você autorizasse spam diretamente nos apps de seu dispositivo móvel (em tempo integral) – e, muitas vezes, a partir de múltiplos aplicativos. Imagine agora quando as ofertas são direcionadas, de acordo com seu perfil de pesquisa. Haja controle.

A partir de um convite de um amigo, resolvi testar o Méliuz. Estímulo não falta. Você ganha até com indicação, mas o seu ganho será real após a primeira compra efetuada pela pessoa indicada. Pois é, o efeito psicológico é tão forte, que, logo após fazer o cadastro, também enviei um convite para minha namorada. Existe apenas um “probleminha” (risos): “estou trabalhando o lado consumista dela (era forte, e esqueci deste PEQUENO detalhe)“. Não demorou muito e comecei receber bastante oferta tentadora (aleatoriamente). São tão prestativos… Como se não bastasse, isto acontece diariamente. Uma hora depois de enviar o convite, percebi a enrascada que me meti. Agora meu trabalho de conscientização será dobrado. Quem mandou agir no impulso (risos).

Vejam como é tão lindo… 😉

O Cashback é um sistema tentador e oferece vantagens reais, mas deve ser utilizado com inteligência.

Recomendo apenas para quem for capaz de impedir que o sistema influencie nas decisões de consumo.

Como qualquer outro sistema de recompensa baseado em consumo, induz ampliar os gastos para tornar a “vantagem visível” – natural, pois é disto que estas empresas sobrevivem (quanto maior o consumo, “melhor”). No meu entendimento, para atingir um padrão de vida mais tranquilo, devemos fazer o inverso. Ou seja, diminuir o consumo e investir cada vez mais. Com o passar do tempo, os investimentos geram uma renda passiva real e sistemas de recompensa deixam de fazer diferença. Só assim você pode dizer que ganhou dinheiro de verdade.

A dica é: O Cashback pode ser vantajoso, apenas não gaste desenfreadamente na busca de alguns trocados. Compare os preços sempre.

É fácil ganhar dinheiro na Internet?

Quase todos os dias, através das redes sociais, recebemos anúncios envolventes sobre este tema. Em função do nicho de minha fanpage e conteúdo de interesse, acabo recebendo este tipo de anúncio regularmente. Quanto mais o tempo passa, mais reforço minha opinião e, conforme vão surgindo oportunidades, compartilho algumas notícias ou experiências para ajudar na compreensão de alguns pontos que costumo questionar. É possível ganhar dinheiro na Internet, porém não existe fórmula mágica ou receita de bolo para obter sucesso e ser recompensado por isto (retorno financeiro). Vende-se muita ilusão. É extremamente fácil perder tempo e dinheiro, principalmente quando as pessoas se deixam iludir ou são movidas pela ganância.

Repetidamente, afirmam que nada vem sem esforço, mas demonstrando sempre retornos tentadores:
http://www.criarblogs.net/como-ganhar-100-dolares-dia-adsense/

Pode acreditar… é significativamente mais difícil do que costumam pintar! 😉

Muitas vezes, os anúncios demonstram “certa facilidade”, afinal “querer é poder”. Certo? Têm sido frequente a combinação de marketing digital com estratégias motivacionais. A teoria é linda e envolvente – para despertar maior interesse, claro. Afinal, são vendedores em ação. Não gosto e nem fico comovido com textos ou vídeos motivacionais. Acredito que quando você é reconhecido pelo valor que representa e é remunerado na mesma proporção, a motivação é espontânea e constante. É praticamente impossível motivar um profissional mal remunerado. Do contrário, servirá apenas como um anestésico temporário (se funcionar).

Seja como for, independente dos resultados conferidos no curto prazo, dê o melhor de si em tudo que fizer. Mas, procure tomar cuidado com os seus objetivos também. O retorno financeiro é consequência de um trabalho ou projeto bem sucedido (pouco previsível) e não deve ser tratado como objetivo principal ou final.

A palavra inovação está na moda, mas os maiores desafios ainda são velhos conhecidos. É preciso oferecer um produto diferenciado, capaz de despertar grande interesse. Muitas vezes, requer uma posição de vendedor ou prestador de serviço. Dificilmente, bastará revender treinamentos ou produtos amplamente difundidos, a não ser que o seu apresente diferencial competitivo. Existem vídeos, no youtube (não incluirei links), demonstrando como criar uma máquina “poderosa” de vendas. Pois é, para “atingir o que é prometido”, é preciso superar o produtor original, lançando outro produto ainda mais tentador. Fique atento para não ser manobrado por outros produtores (trabalhando quase de graça).

Não vejo muita vantagem na produção de sites de nicho em massa. De acordo com algumas pesquisas, o melhor momento ficou para trás. E, se assim fizesse, provavelmente, precisaria contratar algum serviço de redação para manter os sites ativos (faço malabarismos com apenas dois). Neste caso, adivinhem quem lucraria mais? A única certeza é que eu estaria alimentando outro mercado.

No mês de abril, por exemplo, compartilhei um artigo demonstrando como buscar patrocinadores para seus projetos. São alternativas realmente viáveis. No entanto, requer um produto diferenciado e “argumento de venda” convincente. Não é tão simples quanto parece. Fiz um pequeno experimento, em um crowdfunding famoso. A seguir, vocês perceberão que não deu certo (risos). Também não me dediquei o suficiente – no momento, minhas prioridades são outras.

O primeiro desafio, desta campanha, seria convencer outras pessoas a contribuir com um investidor (mesmo que amador). Pode não fazer muito sentido para alguns. Ainda assim, é complicado. A administração de tempo livre tem sido um grande desafio. Preciso administrar tudo isto, sem comprometer minha atividade principal. Até a produção de conteúdo, “simples” como este, custa tempo e dinheiro. Por enquanto, estou pagando para produzir e disponibilizar conteúdo. Para aumentar o alcance, tenho impulsionado as publicações de minha fanpage.

Para se ter ideia, o retorno do Google AdSense não paga, sequer, os anúncios que tenho impulsionado.

– Vejam quanto custou (total de R$ 1.168,00), no intervalo de quase 2 anos, para impulsionar algumas publicações pelo facebook:

– Agora, confiram qual foi o lucro que obtive através do Google AdSense:

Ainda tem um detalhe: o saque fica disponível a partir de US$ 100,00. Falta um bocado!  😉

Se eu colocasse o retorno financeiro como objetivo principal, não faria sentido manter o blog e, provavelmente, perderia a oportunidade de continuar me aperfeiçoando ou mesmo permitir que o blog cresça realmente (leva tempo). É preciso ser persistente e resiliente. Particularmente, eu entendo que o nosso esforço nunca é em vão. O aprendizado engrandece e pode ser aproveitado em outros projetos. Apenas não fique parado, aproveite seu tempo da melhor forma possível.

O meu objetivo foi demonstrar que a dificuldade envolvida é expressivamente maior do que costuma ser vendido, mas tenho consciência que ainda não me dediquei o suficiente. Vale lembrar que, na tentativa de ampliar o alcance, tenho impulsionado algumas publicações de minha fanpage. Mesmo assim, o resultado ainda é relativamente lento (com mais de 4000 seguidores).  Em relação ao aprendizfinanceiro, não pretendo mudar nada, pois tem servido como fonte de consulta pessoal. Porém, estou estudando a possibilidade de oferecer alguns serviços através do linuxfirewall.

Por hora, prefiro manter o foco no meu trabalho principal e investimentos, pois sei que não me deixam na mão! 😉

E prudência, nunca é demais.

Um ótimo final de semana a todos!

Buscando patrocinadores para seus projetos!

Hoje, abordaremos um assunto bastante interessante para inventores ou projetistas que necessitam de um incentivo financeiro para viabilizar grandes ideias (tirando do papel). Porém, prefiro abordar o assunto de uma forma mais realista, sem criar ilusões, distorções ou falsas esperanças. O mundo continua se desenvolvendo, mas, neste quesito, a principal mudança está nas alternativas para atrair investidores para seus projetos. A essência não mudou tanto assim.

Em minha opinião, a afirmação atual de que o sucesso depende de grandes ideias e capacidade criativa é muito abstrata e não é tão atual como costumam afirmar. Digo isto, porque estes requisitos são antigos e a base continua complexa. Não é qualquer ideia que serve. Vejo este assunto sendo vendido como se houvesse uma receita de bolo para seguir – não há.  E, infelizmente, tende gerar bastante frustração. Acho interessante os vídeos motivacionais que circulam na Internet. São bonitos de ver, mas se você analisar, por amostragem, vai perceber que é possível contar nos dedos os casos de sucesso.

Sonhe mantendo os pés no chão:

Inventores e projetistas existem desde que o mundo é mundo, e hoje ficou realmente mais fácil angariar recursos para viabilizar grandes ideias. É sobre isto que resolvi escrever…

Existem, basicamente, duas formas poderosas para captação de recursos financeiros: atraindo um investidor anjo ou participando de financiamentos coletivos (também conhecidos como crowdfunding).

Confiram uma entrevista, feita pela blogueira Nath, com a investidora anjo Camila Farani:

Há pouco tempo, um amigo me apresentou um crowdfunding conhecido como kickstarter. De acordo com o site tecmundo, “Em troca do investimento, as pessoas que auxiliarem financeiramente o projeto vão receber recompensas de acordo com o valor fornecido. Em muitos casos, a gratificação é uma cópia do produto anunciado, por exemplo“.

No Brasil, o crowdfunding mais conhecido é o Kickante.

Achei a proposta do Kickante interessante e aproveitei para fazer um “teste”, avaliando funcionalidades e facilidade operacional. Criei rapidamente um anúncio com nome “O retrato da vida de investidores“. No momento, é impossível tentar avaliar o alcance ou capacidade de remuneração de um anúncio como este. Encontrei projetos admiráveis e bem sucedidos. Fico feliz em saber que existe algo assim no Brasil. No meu caso, como experimento, qualquer resultado será bem vindo. Fiz para efeito de testes, mas é evidente que aceitarei doações – afinal, o esforço para produção de conteúdo e clipping de relevância é, muitas vezes, árduo e consome bastante tempo.

Para conhecer outros sistemas disponíveis, acesse o link:
http://crowdfundingnobrasil.com.br/

Felipe Neto diz que ganhos no YouTube caíram 90%

Já escrevi sobre este assunto antes, alertando sobre os riscos envolvidos em concentrar todos os esforços em apenas uma fonte de remuneração, como produção de sites de nicho ou a possibilidade de viver como youtuber. Volto a afirmar que, a nossa independência financeira real depende da capacidade de investir e conquistar uma renda passiva (fruto de uma diversificação em bons ativos).

É ingenuidade acreditar que é possível confiar plenamente apenas em fontes de remuneração de terceiros, como é o caso do Google Adsense, sem vínculo empregatício algum. Não há garantias, e seus resultados não dependem exclusivamente do seu esforço. Não estou afirmando que nada disto funcione, apenas saiba como lidar com as oportunidades que surgirem e utilize todas as ferramentas disponíveis para acelerar o potencial de seus investimentos.

Confiram os relatos do Felipe Neto sobre algumas mudanças propostas pelo Youtube: