Resultado do mês de setembro (2020)

Pois é, parece que o tempo voou e estamos prestes a concluir um “ano praticamente perdido”. A pandemia paralisou o mundo e o novo temor de uma segunda onda de contaminação gerou bastante turbulência nas últimas semanas. Algumas questões internas também ampliaram o clima de tensão por aqui. Particularmente, entendo que este clima de incertezas e intensa volatilidade já era esperado. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

O mês foi relativamente desafiador para o país em diferentes sentidos!

No cenário interno, duas notícias causaram fortes turbulências na Bolsa brasileira: a possibilidade da volta da “CPMF digital” e, mais recentemente, as incertezas quanto a forma do financiamento do programa “Renda Cidadã“.

Para não prolongar o assunto, sugiro assistir o seguinte vídeo:

Também fomos surpreendidos com o aumento do índice de inflação que refletiu diretamente sobre os preços de alimentos básicos do Brasil, como foi o caso do arroz.

Alguns associaram o problema à pandemia. No entanto, segundo o portal InfoMoney, foi a moeda desvalorizada e importação em larga escala de alimentos por parte da China que provocou uma explosão nos preços ao consumidor. Sem sombra de dúvidas, o maior beneficiado foi o Agronegócio (e faz sentido, foi uma oportunidade rara), mas a forma como os negócios foram conduzidos não foi favorável para população, principalmente pelo momento em que vivemos.

É evidente que os efeitos da pandemia serão sentidos mais adiante. O país está oficialmente em recessão técnica novamente. Seja como for, este é um desafio que será encarado por praticamente todos os países. O PIB do G20, por exemplo, registra tombo recorde de 6,9% no segundo trimestre – a China foi o único país que registrou crescimento de 11,5% (teorias de conspiração não levam a nada).

Na MINHA OPINIÃO, outro fator que influenciou no aumento do índice de inflação foi o controle da taxa de juros estabelecido nos últimos anos – em aproximadamente dois anos, conferimos uma redução de 14.5% para 1.90% (é a taxa DI atual). Milagre? Entendo que a economia interna vem melhorando, porém a redução aplicada parece ser artificial demais e muito antecipada. Não acredito que a recuperação econômica tenha sido tão forte e em curtíssimo espaço de tempo. Vale frisar que é uma visão pessoal.

Aliás, a redução acentuada na taxa de juros costuma refletir diretamente na disponibilidade de capital estrangeiro. Levando em conta o histórico econômico do país, o Real é uma moeda estável, porém está longe de ser uma moeda muito segura. Sejamos realistas, o critério de 99% dos investidores (pequeno ou grande) no mundo é a relação risco / retorno. Logo, com as taxas atuais tão baixas e aversão ao risco, o país perdeu a atratividade. A fuga de capital estrangeiro era algo esperado também! Não acredito que o discurso de “crise ambiental” influencie tanto na fuga de capital estrangeiro do Brasil. Podemos usar o discurso politicamente correto que quiser, mas o que realmente dita o interesse por determinado investimento é a relação risco / retorno. Investimento não é caridade.

Se avaliarmos tudo isto friamente, mesmo após a liberação das BDRs (Brazilian Depositary Receipt) para investidores não qualificados, investir fora do Brasil diretamente tem despertado o interesse de muitos brasileiros também. Não é tão raro encontrar dicas e recomendações de aportes mensais fora do país – você provavelmente já até ouviu falar sobre a Corretora Avenue. Ainda não é o meu caso, porém penso no assunto.

Felizmente, o mês encerrou com a notícia positiva para a economia brasileira de que “em meio a queda nas importações e exportações, a balança comercial brasileira tem US$ 6,1 bi de superávit em setembro“.

No mundo, o receio de uma segunda onda de contaminação do Covid-19 tem gerado bastante estresse.

Apesar de tantos questionamentos quanto a apuração (principalmente por viés político), o número de vítimas fatais do Covid-19 já supera a marca de 1 milhão ao redor do mundo. E, ao que tudo indica, a Índia terá um grande desafio para conter a propagação do vírus (está acelerando) – infelizmente, é difícil acreditar que estejam preparados. De maneira geral, o número de casos tem se mostrado crescente na Europa e vem causando uma preocupação generalizada com o surgimento de uma segunda onda, algo que resultou na queda das principais Bolsas de Valores – o Ibov, por exemplo, está cada vez mais distante dos 100.000 pts registrados no mês passado.

Felizmente, podemos apontar alguns avanços. A OMS anunciou a distribuição de 120 milhões de testes rápidos para países de baixa renda (incluindo o Brasil). Outra informação animadora foi o excelente resultado conferido nos testes realizados com a vacina Coronavac – segundo o portal Exame, “Um estudo divulgado pelo governo de São Paulo em relação à vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan contra o novo coronavírus apontou que, dos 50 mil voluntários testados na China, 94,7% não apresentaram efeitos colaterais graves – aqueles que apresentaram algum sintoma (5,36%) tiveram dor no local da aplicação, fadiga e febre.”

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Aliás, vou aproveitar o momento para tecer alguns comentários quanto a Corretora Modalmais

Conforme exposto em resultados anteriores, minha insatisfação diante da grande dificuldade de comunicação com a Corretora levou à solicitação da transferência de custódia da Corretora/Banco Modalmais para outro Banco. Confesso que o processo foi mais simples que imaginei. Ainda assim, resolvi dar mais uma chance para a Corretora mantendo uma pequena parcela das operações de trade. Pois é, este foi meu segundo arrependimento.

Recentemente, a Modalmais disponibilizou um serviço chamado “Meu Stop” para gerenciar limites para perdas patrimoniais. Em um primeiro momento, talvez você até entenda que é um recurso interessante para a proteção dos clientes, mas nem tudo é o que parece (principalmente se direcionarmos pequenos volumes financeiros).

O controle “Meu Stop” é feito automaticamente e pode ser ajustado pelos clientes. O problema é que, ao fechar a posição, este serviço tem um custo adicional de R$ 12.00 por contrato (e, segundo a atendente, R$ 25 por ação). Então, ao atingir o gatilho de saída você consolida o prejuízo da operação somado aos custos do serviço e custos operacionais da Bolsa. Neste caso, a propaganda de corretagem zero já não impressiona mais.

Na apuração de IR que faço com o programa IRPFBolsa, conferi um prejuízo bastante significativo onde mais da metade do valor foi referente aos custos operacionais. Acredite, este recurso de zeragem automática não é tão vantajoso para o pequeno investidor, mas será extremamente lucrativo para Corretora. Particularmente, acho até válido oferecer o serviço, desde que forneça ao cliente a possibilidade de aderir ou não. A garantia de segurança para a Corretora poderia ser atingida usando um controle de margem de garantia fixa (em dinheiro). Então, não tem desculpa: EU não acredito que o serviço foi disponibilizado visando o melhorias para os clientes.

Contactei a Corretora, porém não ofereceram nenhuma alternativa

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=1t20
https://financenews.com.br/?s=2t20

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBAS3, ITUB3, CRFB3, BRCR11 (0,51%), FCFL11 (0,50%), PQDP11 (0,0%), KNRI11 (0,40%), RNGO11 (0,58%), RBVA11 (0,73%), GGRC11 (0,47%), MXRF11 (0,66%), KNCR11 (0,30%), HGRE11 (0,44%), VISC11 (0,14%), HFOF11 (0,44%) e HGBS11 (0,12%). Não há muita novidade, porém, conforme exposto inicialmente, o mês apresentou algumas turbulências e a variação do Ibov assustou um pouco – não foi um período muito confortável para muitos investidores. Ainda assim, posso dizer que continuo satisfeito com a performance da carteira que permanece estável e tem apresentado um excelente resultado. O fundo PQDP11, “para variar”, não distribuiu dividendos, mas já provisionou pagamento para o mês de agosto. De maneira geral, o retorno financeiro final continua excelente e contou com um pequeno reforço com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3, ITUB3 e CRFB3 (o rendimento mais expressivo foi de BBSE3 e CRFB3).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de HYPE3 e ITUB3. De maneira geral, a distribuição foi bastante equilibrada. Mais uma vez, minha capacidade de aporte foi reduzida em função dos trades malsucedidos.

Durante o ano realizei algumas “posições especulativas”, algumas de risco controlado (position trade em OIBR3) e outras de extremo risco (day trade com mini contratos).

Apesar da forte turbulência atual, o resultado da posição em OIBR3 (pequena) continua lucrativo com *ganho atual* equivalente à duas vezes o valor investido. Por entender (opinião pessoal) que a empresa está demonstrando bastante eficiência em seu processo de recuperação e por estar pouco exposto ao ativo, decidi manter a posição aberta – particularmente, no patamar atual de preços, não me sinto a vontade para reforçar a posição.

Vale ressaltar que o retorno (lucro) atual em OIBR3, apesar de ser o dobro, não cobre os prejuízos das operações de day trade com mini contratos malsucedidas!

Para quem tem interesse na Oi, recomendo o seguinte vídeo:

E, para quem tem interesse em Itaúsa (ou é sócio), recomendo assistir:

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A disposição dos ativos permanece equilibrada porque, em meses anteriores, reforcei e priorizei as posições nos fundos imobiliários.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado (não se iluda com algumas semanas de otimismo), continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento excelente.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de julho (2020)

Eis que metade do ano se foi e o COVID-19 continua sendo o centro das atenções. Por sorte, o combate ao vírus está evoluindo e surgiram diferentes propostas de vacina (o Brasil participa de algumas) – aliás, já estuda-se a possibilidade de vacinação até o final do ano, mas não há confirmação oficial. De maneira geral, não há muita novidade no cenário interno, apesar do atual presidente testar positivo para o COVID-19 (já recuperado) e o ministro da economia apresentar uma proposta para tributação digital. No cenário internacional, a divulgação negativa do Produto Interno Bruto (PIB) norte americano, referente ao segundo trimestre deste ano, casou bastante estresse no mercado. Apesar de tantas turbulências, não fui surpreendido com imprevistos no mês. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Quanto ao COVID-19, há muitos questionamentos em relação a contagem de contaminados e óbitos no Brasil (na maioria das vezes com intuito de desacreditar). Neste exato momento, estima-se um total de aproximadamente 94.130 mortos no país. Saberemos se os números estão “superestimados” ou não no final do ano, comparando a diferença do total de óbitos entre 2020 e 2019. Sei que não devemos tratar vidas como meros números, no entanto esta avaliação será importante para “mensurar” se a avaliação feita pelos Estados foi real e se as medidas tomadas para o combate à pandemia foram desproporcionais ou não.

Felizmente, o Brasil conta com parcerias internacionais que permitiram obter uma reserva elevada de doses experimentais de algumas vacinas. Segundo o portal UOL, “já são 120 milhões de doses da Chinesa Sinovac (desenvolvida com o Instituto Butantan) e mais 100 milhões da universidade de Oxford. Aliás, há relatos de que alguns profissionais de saúde participam(ram), de forma experimental, no primeiro processo de vacinação no país. A ciência continua lutando contra o tempo e existem outras frentes de pesquisas também. Em paralelo, por exemplo, existe um estudo apontando para uma diminuição significativa no contágio e número de óbitos com a aplicação da vacina BCG.

Em relação ao impacto econômico, é provável que ainda presenciaremos muitas turbulências. A conta final ainda não foi apresentada. O isolamento social tem se mostrado fundamental, mas, ao mesmo tempo, bastante negativo para a economia e tende ser ainda pior onde o lockdown se fez necessário.

Com fluxo menor e controlado de pessoas nas ruas, inúmeras empresas simplesmente perderam quase todo o seu faturamento. Pequenos negócios podem simplesmente fechar definitivamente; o que, infelizmente, leva à um índice de desemprego crescente. Os governos, no mundo inteiro, tentaram intervir oferecendo auxílios emergenciais – imprescindível para grande parte da população, porém provocará um endividamento interno bastante expressivo e certamente será cobrado no futuro.

Por consequência, a tendência é que venhamos conferir uma desaceleração acentuada na capacidade produtiva de diversos países. Ou seja, o otimismo do mercado “tende” mudar de direção. Após a divulgação da queda de 32% do PIB norte americano, no segundo trimestre deste ano, as principais Bolsas fecharam a semana “no vermelho”. Ainda assim, pela pontuação atual do IBov, percebe-se que o mercado “mantém o clima de otimismo”. Seja com for, mantenha a cautela, pois, com a desaceleração econômica global, dificilmente o resultado do PIB brasileiro será favorável.

Com o isolamento social, as transações digitais foram beneficiadas e chamaram a atenção. O governo brasileiro, preocupado com o endividamento interno (tanto pelos encargos de programas sociais como folha de pagamento), enxergou uma nova alternativa de tributação. Muitas pessoas associaram ao CPMF, mas Paulo Guedes enfatiza se tratar de uma tributação digital (comércio eletrônico). Particularmente, preferia não ter que arcar com mais impostos, no entanto considero plausível se for temporário (avaliando as particularidades do momento atual).

Infelizmente, a pandemia impôs esta situação toda!

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

No final de julho algumas empresas divulgaram seus balanços e, em função de um cenário tão desafiador, o resultado positivo surpreende e corrobora com a manutenção do clima de otimismo atual.

A Weg, por exemplo, surpreendeu com crescimento de 32% do lucro líquido no 2T20 – a valorização da ação também impressionou: no intervalo de 1 ano, WEGE3 apresentou uma variação de R$ 22 para R$ 66 (por ação). De forma semelhante, outra empresa que surpreendeu bastante foi a Engie, apresentando salto de 98% de lucro no 2T20. Por outro lado, o mesmo não pode ser dito de BB Seguridade (queda de 9% no lucro líquido), Fleury (prejuízo de R$ 73 milhões), Petrobras (prejuízo de R$ 2.7 bilhões) e Bradesco (queda de 40% no lucro líquido), por exemplo.

Assusta um pouco ver um grande Banco como o Bradesco apresentar uma queda expressiva no lucro líquido, porém é preciso aguardar o resultado dos demais Bancos para que possamos concluir se foi um caso isolado e específico.

Quanto a Oi, ainda é cedo e complicado tecer qualquer conclusão. A situação da empresa continua delicada (ainda em recuperação judicial), porém trata-se de um possível turnaround bastante interessante (e arriscado, risos). Atualmente, a empresa recebeu uma proposta, pela operação móvel, da gestora norte americana Digital Colony e outra proposta de R$ 16,5 bilhões de Tim, Claro e Vivo.

Conforme exposto em meses anteriores, minha aposta em OIBR3 está feita e não pretendo mudar (PM de R$ 0,80) – seja qual for o desfecho, trata-se de uma alocação que não afetará minha tranquilidade. Aliás, não é o meu caso, mas, para quem arriscou um swing trade (operação de médio prazo), o ativo já performou muito bem. Vale ressaltar que não é uma recomendação, até porque o posicionamento neste momento (euforia) é extremamente arriscado!

Também aproveitei o momento para abrir uma pequena posição em CIEL3. O aporte foi pequeno e acompanharei a evolução da empresa antes de reforçar a posição. Acredito na experiência de mercado construída ao longo dos anos e achei positiva a iniciativa de buscar aval do Banco Central (que já concedeu) para emissão de moeda eletrônica.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=1t20
https://financenews.com.br/?s=2t20

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, EGIE3, ODPV3, BRCR11 (0,47%), FCFL11 (0,54%), PQDP11 (0,0%), KNRI11 (0,38%), RNGO11 (0,66%), RBVA11 (0,57%), GGRC11 (0,46%), MXRF11 (0,64%), KNCR11 (0,32%), HGRE11 (0,38%), VISC11 (0,18%), HFOF11 (0,94%) e HGBS11 (0,16%). Apesar do momento desafiador, a performance da carteira permanece bastante estável; não há mudanças significativas. Mesmo depois do relaxamento do isolamento social em algumas cidades, a performance dos FIIs de shopping continua sendo castigada. Particularmente, considero que não há muito o que esperar para 2020 (“o ano foi perdido”). A meta agora é preservar capital. O melhor rendimento continua com o fundo HFOF11, embora a previsão para o mês de agosto seja preocupante – fatalmente seria afetado. O retorno financeiro final continua excelente e contou com um pequeno reforço com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, EGIE3 e ODPV3 (em ambos ativos o rendimento foi pouco expressivo, porém o rendimento de EGIE3 foi o mais alto).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de FLRY3, CIEL3 e GGRC11. Conforme exposto anteriormente, após avaliar os riscos envolvidos e por entender que a precificação está injusta, decidi abrir uma pequena posição em CIEL3, onde foi direcionado o menor aporte. Nos demais a distribuição foi bastante equilibrada.

Para melhor compreensão dos riscos e vantagens, confiram uma análise interessante sobre a Cielo:

Após passar sufoco no mercado futuro por instabilidade na corretora/Banco (duas horas seguidas), solicitei transferência de custódia (formulário SVTM) do Banco Modal para outro Banco. Para quem me acompanha a mais tempo, não é novidade minha insatisfação com o Banco Modal (em grande parte pela dificuldade de comunicação). Ao contrário do que imaginei inicialmente, o processo foi rápido e totalmente online. Não foi preciso reconhecer firma. E, por não ter interesse em reforçar posições, aproveitei para solicitar o resgate dos fundos Alaska Black II e Fator Sinergia FIA – ambos D+30. Por incrível que pareça, o pior resultado foi do fundo Alaska Black II (com rendimento negativo) – preço pago por entrar com “grande atraso”.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A disposição dos ativos ficou mais equilibrada porque, desde o mês passado, reforcei e priorizei as posições nos fundos imobiliários.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Em relação aos trades…

Novamente, alternei entre operações manuais e automatizadas com o robô no Metatrader5. Desta vez, o resultado foi ruim. Pois é, conforme comentei na postagem anterior (mês de junho), inúmeros fatores podem influenciar no resultado e, querendo ou não, existe uma pitada de sorte neste processo. Não abuse, o manejo de risco é tão importante quanto uma operação bem sucedida.

É fundamental ter um controle (limite) eficiente sobre as perdas! 😉

Discursos sobre psicologia positiva e mindset são comuns na Internet e podem até animar um pouco no início, mas não garantirão a consistência operacional – dependerá de habilidade e experiência (poucos conseguem) ou um processo automatizado muito eficiente; o resto é historinha para boi dormir (vender sonho é MUITO mais fácil que colocar em prática)!

A grande questão está em nosso comportamento diante de uma operação mal sucedida. Ou seja, como reagimos diante do prejuízo. Sempre alternaremos entre erros e acertos, não há como evitar. É importante e fundamental limitar as perdas (aceite dias negativos) e maximizar os acertos – é evidente que não será fácil colocar em prática.

O emocional costuma ser testado quando o dia começa negativo, pois sua meta ficará mais distante logo de saída (podendo aumentar a cada erro). Também é complicado identificar até que ponto faz sentido procurar reverter um prejuízo. Em alguns casos vale à pena tentar reverter, mas nem sempre será possível. E acredite, em um dia negativo (vai acontecer), o primeiro prejuízo será sempre o menor.

Em outras palavras: “a tentativa manual de corrigir os erros do robô funcionou MUITO BEM durante um período, mas não durou muito tempo e fez com que eu devolvesse todo lucro das operações do mês anterior e mais um pouco. Como o índice de acerto no mês anterior foi alto, operei com excesso de confiança em julho e encontrei dificuldade para aceitar o momento para encerrar as operações no dia.”

Aparentemente, seguindo a risca os sinais do robô (APFTrendPlus), o resultado tem sido positivo, mas não se mostrou tão eficiente. Porém, desta forma, consigo respeitar o controle de risco e o erro não custa tão caro (muitas vezes por teimosia). Por esta razão, vou rever minha conduta para o mês de agosto. Posso interferir na operação desde que não contrarie o sinal do robô (errando ou não).

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado (não se iluda com algumas semanas de otimismo), continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento continua performando muito bem.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de junho (2020)

O tempo está passando rápido e “pouca coisa realmente pertinente” tem mudado. Ao que tudo indica, em decorrência da pandemia, estamos “passando por um ano perdido”. É difícil mensurar o preço que será cobrado por isto. Aliás, o aumento no número de casos confirmados e óbitos tem causado bastante instabilidade nos mercados em todo mundo. No cenário interno, para variar um pouco, a cada mês que passa, a equipe do Governo sofre alterações – o conflito tem sido constante. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Com o aumento no número de casos e óbitos (recordes), em função do avanço do Coronavírus, o clima de tensão nos mercados mundiais continua turbulento. Mas, é preciso manter a cautela; ainda é cedo para avaliar ou estimar as consequências que serão sentidas nos próximos meses ou anos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), por exemplo, estima uma retração de 6% do PIB brasileiro neste ano.

De maneira geral, apesar de tantas incertezas e desvalorização na semana, os mercados responderam com otimismo no mês. Sinceramente, fiquei até surpreso. No início do mês, por exemplo, o índice Ibov registrava 87.946 pontos aproximadamente – vale lembrar que, em abril (deste ano), atingimos a mínima de aproximadamente 63.500 pontos. E, no momento em que escrevo (dia 30/06/2020), o índice registra 95.681 pontos.

Como prevalece o clima de grandes incertezas (pelo impacto humano, social e econômico), toda cautela é pouco. Conforme exposto anteriormente, as estimativas futuras não dão sustentação para o clima de otimismo atual!

Quanto ao cenário interno, não há muita novidade. Acredito que, talvez por necessidade (resultado de tantos atritos internos), o Governo continua fazendo acordos com o Centrão. Também tivemos alterações na Secretaria de Cultura (saída de Regina Duarte) e Ministério da Educação (saída de Abraham Weintraub). Pouco tempo depois, o Governo nomeou Abraham Weintraub como diretor executivo do Banco Mundial, mas sua nomeação não foi bem vista entre funcionários do Banco – que, sem sucesso, tentaram barrar sua nomeação.

Fiquei um pouco desapontado com a resposta do Governo Federal diante deste momento tão difícil e delicado, mas também não concordo com a forma desproporcional como a mídia tradicional vem atacando o Governo.

Aliás, independente de qualquer Governo e diferente do que a esquerda brasileira sempre induziu acreditar, neste momento o papel da iniciativa privada tem sido muito mais atuante e positivo para o país do que da iniciativa pública. Por exemplo: “O Banco Itaú, fez doação de R$ 1 bilhão para o combate ao COVID-19; e a Weg produziu e entregou respiradores (assinou em março um contrato para obter a licença para produzir o ventiladores pulmonares com base técnica no aparelho de ventilação mecânica pulmonar Luft-3 da LEISTUNG) – dentre tantos outros, estes foram apenas alguns exemplos“.

Na contra mão de tantos esforços solidários, nossos “representantes” se negaram utilizar os recursos do fundão eleitoral em um momento tão crítico para o país. São nestes momentos que vemos de onde vem os maiores sacrifícios e esforços.

Portanto, na próxima vez que alguém lhe disser que os empresários só olham para o próprio umbigo, lembrem-se de quem está fazendo a diferença no momento mais grave e delicado do país! 😉

Vejam o exemplo da Weg:

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=1t20

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, CRFB3, BRCR11 (0,45%), FCFL11 (0,48%), PQDP11 (0,0%), KNRI11 (0,38%), RNGO11 (0,58%), RBVA11 (0,66%), GGRC11 (0,59%), MXRF11 (0,65%), KNCR11 (0,32%), HGRE11 (0,39%), VISC11 (0,23%), HFOF11 (0,82%) e HGBS11 (0,17%). Novamente, apesar do momento desafiador, a performance da carteira permanece bastante estável. Os fundos que apresentaram melhor “recuperação” no rendimento foram: GGRC11 e HFOF11 – aliás, preciso agradecer ao meu amigo Tanaka por chamar minha atenção para o fundo HFOF11. De maneira geral o retorno financeiro final da carteira continua excelente e contou com um pequeno reforço com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e CRFB3 (em ambos ativos o rendimento foi pouco expressivo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de GRND3 e KNCR11. Como, no mês passado, a Grendene pagou rendimentos “generosos”, decidi direcionar parte do aporte para a empresa e também por interesse em ampliar a posição no ativo. No entanto, o aporte mais significativo foi para o fundo KNCR11 que, apesar do rendimento inferior (se comparado com outros ativos da carteira), considero estar negociando com um preço bastante atrativo e, particularmente, vejo um potencial interessante de valorização (tanto da cota como dos rendimentos). São decisões pessoais.

O aporte mensal foi estrategicamente menor. Mantive parte dos recursos em poupança (para casos emergenciais), direcionei outra parte para trades na corretora Clear, reforcei as posições por meio do rendimento da própria carteira e mantive aproximadamente R$ 1.500 líquido na conta da Modalmais para concentrar nas operações de trade com mini contratos de índice.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A disposição dos ativos ficou mais equilibrada porque, desde o mês passado, reforcei e priorizei as posições nos fundos imobiliários.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Em relação aos trades…

Dentre erros e acertos, operando manualmente ou com o robô, “fechei o mês” com lucro líquido de aproximadamente R$ 1.550 (somente com as operações).

É interessante ver como coincidências e sorte podem fazer parte do processo, não é apenas habilidade. É claro que a experiência, o controle emocional e o manejo de risco são fundamentais. Seja como for, mostrar resultados isolados não diz absolutamente NADA sobre uma estratégia ou consistência operacional. Você *sempre* encontrará um caso isolado para demonstrar. Alguém sempre ganhará em determinado momento! Portanto, não fique muito animado com os resultados divulgados em determinados cursos de trade (não provam NADA).

No primeiro dia (da primeira semana), o robô já começou com prejuízo de R$ 300. Para treinar e tentar reverter o resultado negativo, fiz 20 trades curtos no mesmo dia. Dos 20 trades, errei apenas dois. Porém, o custo operacional foi tão alto que terminei o dia no 0 a 0 – resumindo: “o custo operacional foi o prejuízo do dia (nada que me incomodasse)“. Confesso que, mesmo assim, fiquei surpreso e contente com o número de acertos. Acreditem, foi uma combinação de sorte (não conseguiria reproduzir isto todos os dias – risos) com manejo de risco! Uma coisa ficou clara: “operar desta forma seria inviável, mas foi uma experiência válida“.

Nos dias seguintes, alternei entre operações com o robô e manuais. Consegui atingir um ponto de equilíbrio que me permitiu fazer aproximadamente R$ 150 por dia no período da manhã (estabeleci como meta inicial). Muitas vezes o robô acertou as principais operações logo no início do dia. E, ao perceber um movimento forte, dentro de uma tendência bem definida, deixei o robô controlar a operação até o final. Desta forma, também obtive lucros acima da média. Por outro lado, em alguns casos mais arriscados, precisei interromper a operação antes do robô. O mais interessante foi manter este resultado em praticamente duas semanas seguidas, sem precisar ficar grudado na tela do computador – pude exercer outras atividades.

Tudo estava perfeito, até eu colocar na cabeça que tinha a “obrigação” de reverter todo e qualquer prejuízo do robô em lucro – ganhando todos os dias e fechando a meta. Pois é, parecia funcionar bem. Nos dias seguintes, eu “sempre” acertava movimentos mais longos também; e bastava operar no período da manhã. A segunda lição foi aceitar que é impossível fechar a meta perfeitamente todos os dias. Em alguns dias, a sorte não estará do nosso lado e, caso não aceite, o prejuízo tende aumentar no decorrer do dia.

Se você não admite que a sorte também faz parte do processo, então aceite que, em alguns dias, seu estado de espírito não ajudará! 😉

Aliás, em alguns dias (mais raros), pode ser que sua corretora lhe deixe em estado de pânico também. Hoje mesmo (dia 30), a Modalmais travou por mais de duas horas seguidas – haja sangue frio. A corretora alegou que a falha foi na B3, mas, estranhamente, a Clear não apresentou a mesma instabilidade. Por sorte, operei com o robô na Modalmais com apenas 3 mini contratos. O ambiente da corretora travou e vi um lucro de R$ 150 oscilar para prejuízo de quase R$ 700 (sem poder fazer nada e sem saber até onde iria – já estava rindo de nervosismo quando passou pelo meu stop loss à todo vapor). Quando o sistema normalizou, zerei minha posição com prejuízo de R$ 300. Como já havia realizado lucro de R$ 150 na Clear, decidi encerrar as operações no dia. Como eu disse, a sorte faz parte do processo e a ânsia por reverter um pequeno prejuízo pode resultar em um grande prejuízo.

E assim encerrei o mês positivo… são tantas emoções! (risos)

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado (não se iluda com algumas semanas de otimismo), continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento continua performando muito bem.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de dezembro (2019)

Mais um ano se encerra, abrindo espaço para novas expectativas, projetos e realizações; deixando para trás angustias ou frustrações que por ventura tenham surgido. Apesar do barulho exagerado no cenário político-econômico, acredito que 2019 foi um ano positivo para o país. Agora, no quesito pessoal, passei por todo tipo de situação, mas não posso reclamar de nada. Sem muitas delongas vamos aos resultados.

Em relação ao governo, não há muita novidade.

Sinceramente, no balanço final, considero que o governo se saiu bem. Particularmente, em nossa fanpage, fiz críticas que julguei válidas (e mantenho), mas é uma questão de opinião (“algumas nem tanto”).

Para a economia, o clima de otimismo prevaleceu. A Bolsa de Valores quebrou recordes históricos e o índice de inflação também recuou MUITO, resultando em uma queda vertiginosa na taxa de juros.

Vale ressaltar que os preços para o consumidor final não recuaram porque a inflação não foi negativa! 😉

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (“Adeus ano velho” do redator chefe da Modal):

O ano de 2019 foi bastante positivo para diferentes mercados.

Desta vez, os entusiastas do mercado de criptomoedas podem comemorar a recuperação do BTC (bitcoin) que, em 2018, havia encerrado na casa de R$ 15.300 (muito abaixo da máxima de R$ 70.000). Se comparado com o ano passado, a valorização foi de aproximadamente R$ 13.901 (fechou na casa de R$ 29.201) – coloquei como aproximadamente porque a volatilidade do BTC, em curto espaço de tempo, é muito alta.

Fonte: Mercadobitcoin

É claro que nem tudo são flores. O facebook, por exemplo, vem se esforçando para impulsionar sua criptomoeda Libra, mas precisa romper algumas barreiras. O ministro suíço Ueli Maurer já se manifestou publicamente afirmando que a moeda digital Libra fracassou em sua forma atual.

Alguns traders afirmam que a análise técnica sobre o BTC aponta uma possibilidade valorização de U$ 300.000. Particularmente, não acredito que aconteça (posso estar errado). A análise técnica aponta possibilidades (probabilidades), mas, no longo prazo, o mercado precisa de fatos sólidos e confiança.

Pois é, o mercado de capitais impressionou tanto quanto…

O índice Ibov surpreendeu quebrando recordes seguidos, provavelmente com uma ajudinha da queda da taxa básica de juros (agora em 4,5% ao ano). O clima de euforia na Bolsa prevalece, mas é preciso manter cautela e os pés no chão.

Encerrou em 115 mil pontos, porém atingiu a máxima de 117 mil

Vale lembrar que antes do impeachment da ex-presidente Dilma, o índice estava abaixo de 40 mil pontos. Perceberam que o índice está prestes a triplicar? Será que é um movimento realmente racional?

Não se enganem, os principais ativos estão sobrevalorizados – principalmente os FIIs (fundos imobiliários) – logo, uma correção nos preços é saudável, esperada e tende acontecer. Não vou nem entrar no mérito das discussões sobre uma possível crise mundial – faz algum tempo que traders profissionais discutem o posicionamento em ETFs de metais preciosos, como ouro e prata. Sinceramente, ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Existem muitas teses, inclusive de mais valorização (risos)!

Apesar da Empiricus falar em valorização de até 300k (Ibov), evitem posicionamentos mais expressivos neste momento (de uma só vez), pois é evidente que o nível de risco será alto – sejam cautelosos!

Confiram também a evolução do IFIX em 2019 (índice de desempenho dos Fundos Imobiliários:

Para melhor compreensão dos riscos envolvidos, convido assistir o seguinte vídeo do prof. Arthur Vieira:

Em relação aos ganhos com o Google Adsense, continuo “lutando” para melhorar os resultados.

Por incrível que pareça, não consegui remuneração suficiente no Google Adsense para liberar outro saque. No final de 2018, o desempenho vinha melhorando bem, mas a Google fez inúmeras alterações no algoritmo e regras internas para anúncios e isto me prejudicou MUITO. Como esta não é, nem de longe, minha fonte de receita principal, por enquanto não posso dedicar muito tempo ou esforço nisto. “Não é minha prioridade, no entanto pretendo rever ao longo do tempo.”

Os principais balanços foram liberados no mês passado.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, ABEV3, ODPV3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,49%), PQDP11 (0,51%), KNRI11 (0,42%), RNGO11 (0,51%), SAAG11 (0,70%), GGRC11 (0,48%), MXRF11 (0,78%), KNCR11 (0,42%), HGRE11 (0,44%), VISC11 (0,46%) e HGBS11 (0,49%). Para variar, a forte valorização dos FIIs continua gerando uma “queda aparente” nos rendimentos – aliás, evitarei novos aportes em fundos com ágio próximo de 50%. Para o ano que vem, precisarei ficar atento com o fundo SAAG11, pois em 2020 a Rio Bravo apresentará uma proposta para incorporar o fundo ao RBVA11 (FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RIO BRAVO RENDA VAREJO) – não estou certo de que seja vantajoso para o pequeno investidor. Felizmente, em função do preço médio dos fundos que mantenho em carteira, o rendimento da carteira continua excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3, ABEV3 e ODPV3 (o rendimento mais expressivo foi da Ambev – presentão de ano novo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3, CRFB3, KNCR11 e VISC11. O maior aporte foi para VISC11 e o menor para CRFB3. De maneira geral, o aporte foi bastante equilibrado.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 115 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Para demonstrar mais detalhadamente a “evolução” da carteira (pela valorização), compartilharei o resultado do ganho por ativo (em relação ao preço médio):

PapelP. médioP. mercado%Setor
ABEV318.3819.164.26Consumo nâo Cíclico
BBAS319.252.97175.82Financeiro
BBSE327.7837.8436.21Financeiro
BRCR1199.42117.6918.37Financeiro e Outros
CRFB317.4523.333.53Consumo não Cíclico
EGIE340.0650.8126.82Utilidade Publica
EZTC315.5950.97226.99Consumo Cíclico
FCFL1183.8133.5459.35Financeiro e Outros
FLRY320.3930.449.11Saúde
GGRC11121.99149.922.87Financeiro e Outros
GRND36.9412.3577.97Consumo Cíclico
HGBS11200.86296.3747.55Financeiro e Outros
HGRE11137.42198.744.59Financeiro e Outros
HYPE333.2135.56.88Saúde
ITSA38.9614.157.39Financeiro
ITUB320.3932.1657.72Financeiro
KNCR11109.34104.6-4.33Financeiro e Outros
KNRI11146.27191.8431.15Financeiro e Outros
MXRF1110.0513.8737.97Financeiro e Outros
ODPV314.1717.221.41Saúde
OIBR30.820.864.91Comunicações
PETR39.3532.17243.89Petroleo, Gás e Biocombustíveis
PQDP111334.223990199.05Financeiro e Outros
RNGO1183.7410019.41Financeiro e Outros
SAAG11121.39142.2917.21Financeiro e Outros
VISC11117.12137.4517.35Financeiro e Outros
WEGE319.2335.3483.8Bens Industriais

Alterações da carteira:
– Posições abertas: VISC11 e OIBR3 (apenas para fins especulativos)
– Posições encerradas: FLMA11 e FIGS11

Decidi encerrar as posições em FLMA11 por entender que o fundo passou a negociar com um ágio irracional (efeito manada). Fiz o mesmo com o fundo FIGS11 para direcionar os próximos aportes para o fundo VISC11 (também de shoppings) que é mais diversificado e menos concentrado (por região).

Percebam também que o pior resultado (e único negativo) foi do fundo de papel KNCR11. A razão é simples. Os primeiros aportes foram feitos na corretora Rico. Naquela época, a Rico permitia aportar no fundo mesmo não sendo investidor qualificado (para quem tem mais de R$ 1 milhão em investimentos). Porém, não pude mais aportar quando transferi a custódia para a corretora Modal – na realidade, a Modal é quem estava correta.

Logo, por não poder aportar depois, o KNCR11 foi o único ativo que ficou para trás. Percebem agora a importância dos aportes regulares? Felizmente, a última AGO (Assembleia Geral Ordinária) deliberou pela liberação do fundo para todos investidores. Sendo assim, voltei aportar apenas nos últimos meses.

Conforme exposto anteriormente, os principais ativos apresentaram uma valorização MUITO expressiva. Para efeito de comparação, vejam como foi a performance no fim de 2018 – a diferença é grande.

Quanto ao meu projeto APFTrend (robô trades)…

Não há novidades em relação ao último resultado mensal. Decidi começar um novo projeto, chamado APFTrend-Plus, onde estou organizando melhor o código para futuras manutenções (melhorando a estrutura de código) e incluí suporte para mini índice.

A versão demo disponibilizada anteriormente não funcionará em 2020, porém peço que aguardem pela liberação da versão demo do APFTrend-Plus.

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. O desempenho da carteira foi fora do padrão em 2019 (muito acima de minha expectativa). Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Desejo a todos um FELIZ 2020!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Guia do investidor para declaração de IR

Já fiz minha declaração, mas revisarei antes de transmitir. A meu ver, não houve mudanças muito significativas – a sequência lógica se mantém. Desde 2017, o software para preenchimento e transmissão é o mesmo. A maior dificuldade, neste ano (2018), está nos campos adicionais para declaração de “bens e direitos“, como o renavam para automóveis, inscrição municipal e registro em cartório para imóveis e CNPJ para ativos financeiros.

Resolvi compartilhar algumas dicas para auxiliar no processo de preenchimento. Não é algo tão complicado quanto parece e evitará que o investidor exponha seu patrimônio (detalhadamente) a contadores.

Vale lembrar que não sou especialista em IR e existem especificidades que variam de acordo com a realidade de cada contribuinte. Como não invisto fora do país (por exemplo), ignoro as opções referentes à moeda estrangeira.

Antes de prosseguir, recomendo a leitura dos seguintes links:
http://www.adctec.com.br/blog/imposto-de-renda-pessoa-fisica-2017
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2018/declaracao/preenchimento
http://dinheirama.com/blog/2015/02/27/7-erros-comuns-imposto-de-renda-acoes-como-evita-los/

Link para download do programa:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2018/download

Para saber como funciona a tributação sobre investimentos imobiliários:
http://www.fundoimobiliario.com.br/leis.htm

Guarde todos os documentos por 5 anos (pelo menos) – Em caso de problemas (malha fina), a Receita Federal pode solicitar a apresentação dos comprovantes.

1. Se esta for sua primeira declaração, comece pela “Identificação do contribuinte” em “Fichas de declaração”.

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Não há mistério algum.

Mas, preste atenção para não cometer erros de digitação no preenchimento de informações que são imutáveis ao longo da vida. Apesar de pouco provável, pequenas inconsistências, como data de nascimento errada, podem fazer com que o contribuinte caia na malha fina. Já presenciei alguns relatos sobre isto.

Se o titular for casado, basta selecionar “sim” em “Possui cônjuge ou companheiro(a)?” e informar o CPF em questão. E, na ficha seguinte (dependentes), se for o caso, é possível cadastrar o(a) cônjuge como dependente (código 11).

2. Em seguida, ainda em “Fichas de Declaração”, identifique sua fonte(s) pagadora(s) em “Rend. Trib. Receb. De Pessoa Jurídica”.

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Esta ficha é obrigatória para trabalhadores assalariados ou prestadores de serviço.

O processo de preenchimento é simples. Utilize como referência o informe de rendimentos fornecido pela(s) empresa(s) em que trabalha ou prestou serviços. Atenção, nesta etapa é fácil para a Receita detectar qualquer tipo de inconsistência, pois ela cruzará seus dados com os informados pela fonte pagadora. O contribuinte cairá na malha fina caso uma das partes cause divergência de informações.

Diante do cenário econômico atual (de elevado grau de desemprego), muitas pessoas tem se posicionado, no mercado, como “Microempreendedor Individual (MEI)”. Não é o meu caso, mas para esclarecer as dúvidas mais comuns, separei alguns links interessantes:MEI também entrega DIRFcomo fazer a declaração anual do MEI (Sebrae)  e  como o MEI declara o IRPF (2016) .

3. A ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” é muito comum para quem lida com investimentos com rendimento livre de IR (com isenção).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos livre de IR, como Caderneta de Poupança, LCI, LCA, Fundos Imobiliários e dividendos de ações.

Desde o ano passado, o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
09 – Lucros e dividendos recebidos
10 – Parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada …
12 – Rendimentos de cadernetas de poupança …
18 – Incorporação de reservas ao capital / Bonificações em ações
20 – Ganhos líquidos em operações à vista de ações … até R$ 20.000 …
26 – Outros

A maioria dos bancos fornece o extrato detalhado pelo home-banking.

O cadastro é simples: “informe o código adequado ao tipo de investimento, CNPJ  e nome da “Fonte Pagadora” e o rendimento líquido”. Para isto, utilize como referência os informes de rendimentos enviados pelos Correios.

Vale lembrar que, no mercado de ações, o pagamento de “Juros sobre Capital Próprio” não é isento de IR, portanto é declarado na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/ Definitiva”. Mas, é simples. No próprio extrato, para facilitar o preenchimento, os valores já estão separados “por ficha”.

Caso algum extrato indique a existência de “Rendimento não pago”, como foi o caso do fundo XPGA11 (em 2016), o rendimento será cadastrado normalmente, mas será necessário informar o valor líquido, na ficha “Bens e direitos”: código 99 (Outros) e descrição “Créditos em transito” ou “Crédito devido pela pessoa jurídica”, seguido da identificação da fonte pagadora (com CNPJ).

Em 2016 encerrei algumas operações com lucro, sem exceder o limite de isenção (até R$ 20.000 por mês). Neste caso, é preciso informar o valor através do código 20.

O vídeo, a seguir, demonstra claramente o passo a passo da leitura do informe de rendimentos.

Mantive a declaração dos dividendos dos FIIs  sob “código 09” (lucros e dividendos recebidos), mas existem orientações, na Internet, indicando que este registro seja feito sob “código 26” (Outros), com descrição de “Ganhos em Fundos Imobiliários”. Entrei em contato com a ouvidoria da Receita Federal (resposta no link ao lado) para saber qual é o melhor procedimento em relação aos Fundos Imobiliários.

Vale lembrar que, no caso da bonificação em ações, deveremos informar o valor através do “código 18” (algumas corretoras fornecem o valor).

Confiram algumas orientações para declaração de FIIs:
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-fiis/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/imposto-de-renda-em-fundos-imobiliarios/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/amortizacao-de-fundos-imobiliarios-ir/

Outro link interessante:
http://www.blogdoinvestidor.com.br/investimentos/como-declarar-os-fundos-imobiliarios-no-imposto-de-renda/

4. Em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, devemos informar os rendimentos de aplicações que sofrem tributação (incide IR).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos de aplicações financeiras como Fundos DI ou pagamento de JCP, por exemplo. Nela, são declarados os rendimentos que tiveram imposto retido na fonte e não são passíveis de restituição.

A partir de agora o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
06 – Rendimentos de aplicações financeiras
10 – Juros sobre capital próprio
12 – Outros

Não há mistério. O processo é o mesmo descrito na ficha anterior. A diferença é que faremos o cadastro de aplicações que sofrem tributação.

Para declarar rendimentos não pagos o processo é o mesmo descrito em rendimentos isentos.

Confiram a legislação referente à tributação de “Juros sobre Capital Próprio”:
http://contadores.cnt.br/noticias/artigos/2016/05/03/juros-sobre-capital-proprio-2.html
http://artigoscheckpoint.thomsonreuters.com.br/a/5v7w/ponderacoes-sobre-os-juros-sobre-capital-proprio-e-seus-contornos-fiscais-e-juridicos-marcos-ricardo-cruz-da-silva

5. Em “Bens e Direitos”, declare o patrimônio adquirido (ou a “evolução” anual).

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Nesta ficha cadastre seu patrimônio: casa, carro e investimentos, por exemplo.

Para “imóveis” ou “carro” declare o valor de aquisição, não o valor de mercado. Neste caso, ao longo dos anos, o contribuinte deverá apenas clicar em “repetir”, pois o preço de aquisição não mudará. A casa deve ser cadastrada com “código 12” e o carro com “21”.

Caso o contribuinte não dispunha do bem no ano anterior (na “primeira situação”), o primeiro valor informado será 0 e o segundo será o custo de aquisição (ano de apuração).

Os códigos mais comuns para lançamento:
12 – Casa
21 – Carro

31 – Ações
41 – Poupança
45 – Aplicação em renda fixa ou CDB

61 – Conta corrente
71 – Fundo de curto prazo
72 – Fundo de longo prazo
73 – Fundo de investimento imobiliário
74 – Fundo de ações ou ETF

97 – VGBL

A declaração de “ações” também é baseada no custo de aquisição (até o último dia do ano). Mas, se o investidor adquirir mais ações, a diferentes preços, o custo total será definido pela multiplicação entre o preço médio e o número de ações. Declare, por empresa, através do “código 31”. Na descrição, informe o nome da empresa, código de negociação, corretora (com CNPJ) e número de “papéis”. Foi incluído ao formulário um campo para CNPJ da empresa em questão (seu ativo), mas a identificação da corretora é opcional.

Os fundos de investimentos imobiliários seguem o mesmo padrão, mas com “código 73”. Na descrição, informe o ticker (código de negociação), corretora (com CNPJ) e número de cotas. Da mesma forma como ocorre nas ações, surgirá um campo CNPJ para identificação do fundo em questão.

Caso apareça “valor não pago” em algum informe de rendimento recebido, será necessário lançar o valor em “Bens e Direitos”, com “código 99” (outros) e descrição “CREDITO DEVIDO PELA PESSOA JURIDICA” – no ano passado, foi o caso do fundo XPGA11: “XP INVESTIMENTOS (FII XPGA11), CNPJ 02.332.886/0001.04”.

É possível conferir um passo a passo através dos links:
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-acoes/
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-fiis/

O número de operações em bolsa dificilmente será pequeno. Portanto, para evitar erros e desgastes desnecessários, recomendo utilizar alguma ferramenta auxiliar, como o IrpfBolsa ou Calculadora de IR (do site Bússola do Investidor), principalmente se o investidor costuma fazer trades ou negocia cotas de FIIs.

Testei as duas ferramentas citadas acima e farei um breve comentário sobre cada uma.

Antes de tratar das ferramentas, em questão, é interessante compreender como funciona o recolhimento de IR sobre operações em bolsa.

É responsabilidade do investidor o recolhimento de imposto sobre operações em bolsa, com alíquota de 15% sobre os lucros aferidos em operações comuns e 20% em day-trade (operação de compra e venda no mesmo dia). Vale lembrar que, no mercado de ações, há isenção quando o somatório das vendas não exceder “R$ 20.000,00” (no mês), exceto para day-trade.

Não há isenção para negociação de cotas de fundos imobiliários (venda com lucro) ou operações de day-trade.

No caso de lucro, o pagamento deve ser feito com a emissão de uma DARF (código 6015), até o último dia útil do mês subsequente ao da apuração do lucro. É um procedimento válido no decorrer do ano”, sempre que o investidor encerrar sua posição com ganho de capital.

Tanto os lucros como os prejuízos serão declarados (no sistema da Receita), em “Operações comuns / Day-Trade” no menu “Renda Variável”. O prejuízo será compensado futuramente, permitindo abater sobre ganhos posteriores. Esta é outra etapa que a utilização do IRPFBolsa pode ajudar bastante.

Confiram um exemplo completo envolvendo ETFs:
https://verios.com.br/blog/como-declarar-no-ir-seus-investimentos-em-etfs/

É evidente que a emissão da DARF dificilmente acontecerá para adeptos de B&H, pois será raro exceder o limite de isenção (R$ 20.000 em vendas) ou realizar operações de day-trade. Ou seja, acontecerá em menor proporção porque, nesta estratégia, as operações de compra costumam ser mais frequentes e as “posições” não são “fechadas” com frequência.

Acredito que, por mais simples que pareça, é inviável tentar gerenciar todas as operações ou carteira de ações manualmente. No mínimo, o investidor terá que lançar suas operações em uma planilha e definir fórmulas para o cálculo de preço médio, lucro e prejuízo, por exemplo. Pessoalmente, acredito que além de ser muito trabalhoso, amplia a margem de erros.

Com a utilização de ferramentas específicas para o cálculo de IR e gerenciamento de carteira, o investidor contará com inúmeros benefícios: “maior precisão e facilidade para lançar as ações ou cotas em ‘Bens e Direitos’, geração automática da DARF, apuração automática de lucros ou prejuízos e acompanhamento detalhado da evolução de sua carteira de investimentos”.

O IrpfBolsa foi a primeira solução que testei e utilizei para auxiliar no recolhimento de IR e declaração – excelente relação custo x benefício. A licença para dois anos custa R$ 90,00 (pagamento único). Para quem lida com renda variável, e diante dos benefícios, este preço é simbólico. Há uma explicação do objetivo disto no próprio site – achei inteligente.

Na opção “Imposto de Renda”, é possível acompanhar o resultado anual da carteira, bem como a apuração de lucro ou prejuízo a compensar.

O trabalho do investidor se resumirá em alimentar o sistema com as notas de corretagem.

Para preencher a ficha de “Bens e Direitos”, podemos utilizar as informações fornecidas pelo IrpfBolsa, levando em consideração os campos “papel” (código), “quantidade” e “custo total”:

– Através do menuMeus resultados”, selecione a aba “carteira atual” e clique em “exportar” (no canto superior direito). Os dados serão “copiados” em memória e, desde que não existam lançamentos após dezembro (no ano de apuração), basta abrir uma planilha (como o Excel) e aplicar o recurso de edição “colar”.

– Porém, caso existam lançamentos após o ano de apuração, o ideal é fazer o levantamento através da aba “Variação da carteira”, selecionando o ano adequado e percorrendo cada mês de forma decrescente (a partir de DEZEMBRO). Feito isto, declare o primeiro resultado que encontrar para o ativo (será o mais atual).

irpfbolsa

A partir dos dados acima, pude declarar as cotas do fundo SAAG11:

irpfbens

Em “situação”, informe o “custo de aquisição”, não o valor de mercado.

Em 2016, testei, gratuitamente, pelo período de 7 dias, a “Calculadora de IR” do site “Bussola do Investidor”. Gostei. Tecnicamente, não deixou nada a desejar. Mas, em minha opinião, o custo mensal de R$ 49,90 (ou anual de R$ 538,92) da versão PRO, o coloca em desvantagem em relação ao IrpfBolsa.