Resultado do mês de Julho (2017)

Como já estamos a poucos dias para entrar no mês de agosto (a partir de terça-feira) e por se tratar do último final de semana do mês, conforme prometido, vamos aos resultados…

Por aqui, o cenário político-econômico continua bastante incerto e turbulento, com o atual governo (Temer) apresentando recorde de impopularidade, condenação do ex-presidente Lula por corrupção e lavagem (no caso tríplex), definição da tarifa de energia sob bandeira vermelha para o próximo mês, aumento de tributos sobre combustíveis e o ultimo mês para saques de contas inativas do FGTS (com prorrogação para casos especiais). Felizmente, a taxa básica de juros apresentou a 7a. queda consecutiva (recuando para 9,25% ao ano) e o índice de desemprego também recuou. São bons sinais para a economia. Já no cenário internacional, a Venezuela continua chamando a atenção, respondendo contra manifestantes com extrema violência. E, para entusiastas de cripto moeda, o bitcoin gerou bastante estresse ao apresentar mudanças no projeto previstas para agosto, levando a uma volatilidade ainda maior. Financeiramente, não precisei lidar com grandes imprevistos e considero que o resultado dos investimentos continua excelente. Mas, profissionalmente, fomos surpreendidos ao receber a informação de que alguns contratos, da empresa em que trabalhamos, não seriam renovados e, por consequência, alguns cortes seriam feitos. Por sorte, para nós (funcionários), o impacto foi menor do que imaginávamos e a equipe que faço parte não foi afetada. Que mês foi este? (risos). Ufa!

Vejam como a queda da taxa de juros afeta no orçamento:

Fiquem atentos, pois o prazo para o saque de contas inativas do FGTS termina na próxima segunda-feira. Questionar se o governo está fazendo bondade ou não, não vem ao caso. O fato é que esta é uma oportunidade rara. Não abram mão. Vale lembrar que a prorrogação do prazo será válida apenas para casos especiais.

Confiram a reportagem do Jornal Nacional sobre o prazo final para os saques:

Não precisei lidar com grandes imprevistos, mas dei um apoio financeiro para minha namorada fazer a revisão do carro, já prevendo arrumar o ar condicionado do veículo. A minha sorte foi poder contar com uma renda extra de alguns serviços que prestei. Pois é, pequenos luxos podem custar caro – só o serviço de ar condicionado ficou em R$ 200,00.

Neste mês, concluí a transferência de custódia da corretora Rico para a Modalmais. Porém, antes de enviar o formulário STVM, fiz contato com a Rico para confirmar os procedimentos. Basicamente, o processo é o mesmo seja qual for a corretora. A diferença, desta vez, seria a possibilidade de reconhecer firma apenas na primeira folha. No meu caso, que são quatro folhas, preferi não arriscar e reconheci firma em todas. Desde o recebimento do documento (por SEDEX com AR) até a conclusão da transferência, demorou aproximadamente uma semana.

Antes de transferir a custódia, encerrei minha posição em AGRO3 e acabei fazendo uma pequena confusão para negociar a venda da parte fracionária. Acabei cancelando uma ordem e refazendo outra. Em seguida, no mesmo dia, comprei uma cota de HGRE11. O custo operacional desta “brincadeira” ficou em R$ 59,10. Depois deste episódio, tive a certeza de que não compensava mais operar pela Rico, mesmo após a corretora anunciar isenção da taxa de custódia. Piada… É muito fácil isentar a taxa de custódia praticando um custo operacional estratosférico.

Já as operações com opções, que comentei no mês passado, foram feitas na corretora Modalmais.

Como fiz o lançamento das opções de compra do Banco do Brasil e Petrobras no programa IRPFBolsa, o gráfico gerado exibirá a posição dos ativos na composição da carteira. Sendo assim, adiantarei alguns detalhes da operação.

Não procuro identificar assimetrias no mercado, mas, na minha opinião, surgiu uma com o Banco do Brasil. Por se tratar de um ativo de meu interesse, decidi montar uma “estratégia simples” que permitisse explorar parte desta volatilidade e ainda buscar “alternativas de médio prazo” para reforçar a posição. Expliquei as razões no resultado do mês anterior. As opções que escolhi foram: BBASH58 e PETRH42. Percebam que o vencimento está próximo (agosto) – o risco de novos posicionamentos é maior.

Após uma valorização superior a 100%, vendi metade das opções BBASH58. O meu objetivo, desde o início, é exercer metade das opções e, ao mesmo tempo, especular a volatilidade do período. Parte do meu objetivo foi concluído. Agora estou em uma condição muito mais confortável e não precisei gerar DARF porque pude abater o lucro de prejuízos passados – tudo calculado automaticamente pelo IRPFBolsa. Em relação a PETRH42, mantenho a posição inalterada. Vale ressaltar que assumi um risco controlado e já estou posicionado há mais de um mês. Não é algo que costumo fazer e NÃO ENCARE COMO RECOMENDAÇÃO (NÃO É)!

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ABEV3, ITUB3, ITSA3, BRCR11 (0,422%), FCFL11 (0,565%), PQDP11 (0,555%), KNRI11 (0,616%), RNGO11 (0,604%), SAAG11 (0,674%), FVBI11 (0,403%), MXRF11(0,741%), KNCR11 (0,680%), EDGA11 (0,219%), HGRE11 (0,648%) e FIGS11 (1,091%). O rendimento dos FIIs deixou um pouco a desejar. Nada que justifique rever a distribuição da carteira. O maior impacto se deu pela baixa performance de grandes fundos como BRCR11 e MXRF11. O resultado do fundo BRCR11 tem sido prejudicado em função do aumento da taxa de vacância, influenciando, inclusive, no preço da cota. Por se tratar de um excelente fundo, não vejo motivo para alarde. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo do fundo MXRF11 – sofreu com a redução do IGP-M e prejuízo com a venda de todas as cotas do fundo SDI Logística Rio (por entender que o dividend yield não apresentava atratividade), por exemplo. O fundo EDGA11 continua apresentando o pior resultado. Ainda assim, o rendimento mensal da carteira foi bom, reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ABEV3, ITUB3 e ITSA3.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de BBSE3, KNRI11, BRCR11 e MXRF11. O aporte mais expressivo foi para o fundo KNRI11 e o menor para MXRF11. Nos demais, a distribuição foi equilibrada.

Conforme exposto anteriormente, visando reduzir o risco da operação com as opções (CALLs), vendi metade das opções BBASH58 (com lucro). Mas, ainda estou avaliando como proceder com PETRH42. No próximo mês, revelarei o desfecho final (risos)“.

Continuo avaliando o desempenho do fundo Macro Multimercado LP. Fiz um pequeno aporte durante a semana, porém manterei baixa prioridade para novos aportes. A volatilidade permanece alta e, comparando com os demais ativos, ainda não estou certo de que a relação risco x retorno seja realmente recompensadora!”

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI ou Multimercado):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Diante de tantas incertezas, não faz muito sentido dissertar sobre a trajetória do mercado. Se, em “situações comuns”, a previsibilidade é relativamente limitada, quem dirá nas atuais circunstâncias. Continuo satisfeito com a composição da carteira e a performance final continua excelente. Estou um pouco apreensivo com os fundos imobiliários EDGA11 e MXRF11. Mas, ainda é cedo para tirar conclusões sobre o MXRF11. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de Junho (2017)

Mais um mês se passou e muitas dúvidas permanecem no ar. No Brasil, o cenário político-econômico continua bastante turbulento, mantendo a situação do atual presidente cada vez mais delicada. Ainda assim, as reformas propostas seguem adiante, como é o caso da reforma trabalhista (irá para votação no plenário do Senado). No mês, também foi sancionada a lei que permite descontos para compras feitas em dinheiro. Novamente, houve turbulências no cenário internacional. Há poucos dias, na Venezuela, militares rebelados atacaram o Palácio da Justiça. Aliás, diante do estado de calamidade em que se encontram, é surpreendente como isto não aconteceu antes. Outro acontecimento importante foi a decisão do presidente norte-americano em recuar na aproximação com Cuba. Se antes, por diferentes razões, o investimento no Porto de Mariel já era questionável, agora ficou ainda mais. Diante do aumento do desmatamento, a Noruega resolveu cortar pela metade a verba para o Fundo da Amazônia. Não é de espantar que o mercado continue reagindo com grande volatilidade. Felizmente, não fui surpreendido com grandes imprevistos, contei com recurso disponível do mês anterior e ainda optei por uma pequena operação com opções.

Durante a semana, surgiram protestos contra a reforma trabalhista. A meu ver, a maior preocupação dos sindicatos é com o fim da contribuição sindical obrigatória – que, em 2016, recolheu “modestos” R$ 3,9 bilhões (comentei no resultado do mês de abril). De uma maneira geral, a proposta apresentada demonstra flexibilizar a negociação entre funcionários e empregador. Esta flexibilidade coloca os empresários em posição mais confortável para futuras contratações – o que é bom para ambas as partes.

Mas, há inúmeros acontecimentos impactantes. A Câmara, por exemplo, recebeu a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Temer. Segundo a publicação do site UOL, “Sem a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o diretor-geral do STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Silva Toledo, protocolou na manhã desta quinta-feira (29), na Casa a denúncia por corrupção passiva, feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República), contra o presidente Michel Temer (PMDB). O processo foi recebido pelo secretário-geral da Mesa Diretora da Casa, Wagner Padilha“.

Diante de tantas incertezas, nos resta apenas agir com cautela e aguardar pelo desfecho dos acontecimentos.

Não fui surpreendido com grandes imprevistos, mas precisei renovar o contrato com o serviço de hospedagem YCorn (R$ 94,80 por 1 ano) e registro de DNS aprendizfinanceiro.com.br (pagamento único de R$ 112, por 3 anos). Também costumo investir em torno de R$ 95 (por mês) para impulsionar algumas publicações de nossa fanpage – o gasto total, até agora, foi compartilhado na postagem “É fácil ganhar dinheiro na Internet?“. Como o mês foi dos namorados, não poderia deixar de presentear minha namorada também. Em suma, foram gastos controlados.

Comecei operar pela Modalmais, onde fiz os principais aportes do mês. Conforme exposto em outras oportunidades, o HB adotado pela corretora é o mesmo disponibilizado pela Gradual, tornando a transição ainda mais tranquila. Fiquei bastante satisfeito com o serviço oferecido e custos envolvidos. A página principal, com o resumo das aplicações, ainda é fraca (a atualização dos valores é lenta), nada que desqualifique a corretora. Até o início do ano, antes dos novos custos operacionais, a Rico atendia perfeitamente. Infelizmente, os custos operacionais da Rico estão quase impeditivos para o pequeno investidor. Por esta razão, vou preparar outro formulário de transferência de custódia, migrando para a corretora Modalmais, na semana que vem.

Também aproveitei o momento para montar uma “estratégia” bastante simples com opções. Não é exatamente um trade. Depois de quedas tão expressivas do índice Ibovespa, vejo que o “momento atual” é propício, raro e abre uma janela de “oportunidade” interessante. Desejo, por exemplo, aumentar minha posição no Banco do Brasil. Porém, eu gostaria de explorar parte desta volatilidade e ainda buscar “alternativas de médio prazo” para reforçar a posição. Estratégias com opções se encaixam perfeitamente neste quesito. Tenho consciência de que o risco é alto. Sendo assim, selecionei opções de compra (fora do dinheiro), prevendo uma quantidade que eu possa exercer (se assim desejar) e com prazo de 2 meses. Não farei trades neste período. Por enquanto, não entrarei em maiores detalhes. Até o presente momento, a estratégia está se mostrando eficiente. Caso dê certo, o retorno será alto. Do contrário, a perda será pequena. É um risco controlado e não pretendo repetir em curto espaço de tempo. No resultado de agosto apresentarei o desfecho (risos). Para quem está começando, NÃO recomendo.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBAS3, ITUB3, BRCR11 (0,551%), FCFL11 (0,561%), PQDP11 (0,493%), KNRI11 (0,609%), RNGO11 (0,600%), SAAG11 (0,676%), FVBI11 (0,414%), MXRF11(1,027%), KNCR11 (0,789%), EDGA11 (0,192%), HGRE11 (0,633%) e FIGS11 (1,233%). Devido a incorporação, ocorrida no mês passado, o fundo XPGA11 foi substituído pelo MXRF11 (pagou também as frações restantes, não convertidas no processo de incorporação). O rendimento dos FIIs foi “bom”, muito semelhante ao resultado do mês anterior. Mas, para variar um pouco, o pior resultado continua com o fundo EDGA11 (está quebrando recordes de péssimo desempenho). O rendimento foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3 e ITUB3.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ITUB3, KNRI11, MXRF11, RNGO11 e SAAG11. O aporte mais expressivo foi para o fundo KNRI11 e o “menor” para MXRF11. Neste momento, de tantas incertezas, continuo achando mais prudente priorizar os FIIs. Nos demais, a distribuição foi equilibrada.

Conforme exposto no início, comprei algumas opções de compra do Banco do Brasil e Petrobras. Como operações com opções envolvem um risco elevado, apresentarei os detalhes apenas no encerramento da operação (seja com lucro ou prejuízo) – provavelmente na publicação do resultado do mês agosto“.

“Continuo avaliando o rendimento do fundo Macro Multimercado LP, sem realizar novos aportes. A volatilidade permanece alta. Comparando com minha carteira de renda variável, não estou certo se compensa reforçar a posição neste fundo. Sigo observando!

 Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI ou Multimercado):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Diante de tantas flutuações e incertezas, não faz muito sentido dissertar sobre a trajetória do mercado. Se, em “situações comuns”, a previsibilidade é relativamente limitada, quem dirá nas atuais circunstâncias (é praticamente nula). Ainda assim, continuo satisfeito com a composição da carteira e a performance final continua excelente – estou incomodado apenas com o desempenho do fundo EDGA11. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Em determinados casos – se você souber o que está fazendo e for cauteloso -, estratégias com opções podem ser bem vindas:
https://www.facebook.com/notes/empiricus-research/o-paradoxo-do-maior-retorno-com-menor-risco/1102316853210396/

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Corretoras: Escolhendo a próxima corretora

Na segunda feira (dia 01/05), desta semana, comentei sobre experiências e critérios para a escolha de uma corretora, demonstrando minha experiência pessoal e insatisfação com o reajuste (exagerado) dos custos operacionais da Rico. Durante a semana, contactei a Rico para sondar uma alternativa mais justa para o meu perfil, evitando assim uma nova transferência de custódia. Conforme imaginei, foi inútil.

Antes de prosseguir, gostaria de fazer uma pequena reflexão! 😉

Atualmente, inúmeras empresas vem seguindo um fluxo operacional bastante amarrado, robotizado e – desculpem a expressão – extremamente burro. A teoria por trás deste processo é linda, mas a realidade nem tanto. Digo isto porque existe um roteiro, pouco flexível, baseado em níveis de atendimento extremamente burocrático e amarrado. Os atendentes costumam ser instruídos para jamais romper isto (a culpa não é deles). É aí que mora o problema.

Quando levantamos uma questão NÃO prevista no roteiro de atendimento, dificilmente conseguimos uma solução simples e rápida, pois o atendente não dispõe de instrumentos ou flexibilidade suficiente para buscar soluções ou alternativas mais adequadas. Para complicar, com o passar do tempo, percebem que seguir o roteiro é mais confortável. Muitos destes fluxos são definidos com intuito de tornar o atendimento mais ágil, levando à uma eficiência muito mais quantitativa do que qualitativa. Apesar de questionável, é relativamente fácil mensurar o “fluxo do atendimento”, mas a qualidade não. Consequentemente, estas características acabam distorcendo a avaliação da eficiência real.

Aliás, foi algo que ficou bastante evidente quando precisei recorrer ao atendimento do pagseguro da UOL, por exemplo.

É evidente que, no caso das corretoras de valores, as barreiras são maiores e mais complexas. Mas, quando entrei em contato com a Rico, “o assunto também encerrou no atendimento“. As corretoras só percebem as consequências de uma grande insatisfação na medida em que vão perdendo clientes. Futuramente, estes números aparecerão negativamente no resultado financeiro e, com isto, qualquer reação da corretora será tardia e com o prejuízo já consolidado! Foi por esta razão que aproveitei para fazer uma reflexão sobre o assunto.

O poder está em nossas mãos! 😉

Quanto a escolha da corretora…
Conforme exposto anteriormente, selecionei três para avaliar: Socopa, Easynvest e Modalmais.

Para evitar uma nova transferência de custódia, resolvi contactar a Rico primeiro. Ao questionar os valores, os atendentes simplesmente responderam que os custos operacionais já haviam mudado e o menor plano disponível custa R$ 91,70 (prevendo 10 operações a R$ 9,17 cada). No meu caso, o plano é inviável, pois faço, em média, 4 operações no mês – não posso assumir um compromisso mensal de R$ 91,70. Tentei questionar os valores, imaginando que a corretora poderia manifestar alguma intenção ou proposta de mudança nos planos de corretagem para preservar seus clientes atuais, mas ouvi apenas um “lamento muito” e fim de conversa. Ou seja, para variar, o assunto morreu no atendimento.

Nesta semana, fiz o cadastro na Socopa, Modalmais e Clear. Acabei descartando a Easynvest porque os custos de corretagem são pouco atrativos e fiquei mais interessado pela Socopa e Modalmais. Eu não avalio os demais produtos oferecidos porque invisto apenas em renda variável, atuando como holder. Desejo apenas uma plataforma estável a um preço justo. Meus investimentos em renda fixa são feitos em grandes Bancos e não pretendo mudar.

Inicialmente, como já encontrei dificuldade com a Gradual (em função do cadastro expirado, impedindo operar por um dia inteiro), resolvi dar maior peso para corretoras que disponibilizem todo o processo de cadastro digitalmente, sem a necessidade de enviar uma cópia dos documentos de identidade e comprovante de residência. Ironicamente, no meu caso, a única corretora que permitiu isto foi a Rico. Não que isto seja um impedimento, apenas um critério de preferência.

Comecei o cadastro pela Socopa, mas achei que interface deles deixa muito a desejar. Durante a criação da conta até fiquei surpreso ao constatar que a interface havia carregado quase todas as minhas informações pessoais. Pouco tempo depois, quando o sistema solicitou o upload da cópia dos documentos, desanimei. Fiz contato por e-mail, perguntando as razões deste processo manual, visto que o sistema foi inteligente o suficiente para trazer todos os meus dados pessoais. Foi aí que descobri que os dados já estavam disponíveis porque comecei o cadastro no ano passado e não concluí (risos). Ou seja, não havia nada de tão inteligente no sistema.

Na dúvida, parti para a segunda corretora.

Um colega de trabalho comentou que havia criado uma conta na Clear e sua experiência estava sendo positiva. Os preços e a proposta da corretora são interessantes, apesar de pertencer ao grupo XP Investimentos. Fiquei confuso. Na minha opinião, o reajuste da Rico ocorreu para não deixar a XP em desvantagem competitiva (a diferença seria grande). Acredito que a XP não tenha interesse em mexer nos custos da Clear, pois o perfil predominante é de traders – se encarecer demais, desanda. Porém, tenho receio que criem planos de corretagem por número de ordens ou algo que diferencie. Ainda assim, fiz o cadastro e, com outra pendência de documentos, não concluí.

Por curiosidade, acessei o site da Gradual novamente e vi que os custos de corretagem passaram para R$ 1,99 (por ordem executada). Não posso negar que passou por minha cabeça a possibilidade de voltar (risos). Apesar do pequeno estresse no passado, conheço a plataforma e sei que é uma boa corretora. Eu migrei porque fiquei incomodado com o ocorrido e por acreditar que a proposta da Rico era melhor – em dezembro de 2016, julguei que estaria unindo o útil ao agradável (minha felicidade durou pouquíssimo tempo).

Apesar de tudo, entre a Gradual e a Clear, eu ficaria com a Gradual. Portanto, descartei a Clear também.

Ontem, recebi uma mensagem informando que a Modalmais, a partir de segunda-feira, trabalhará com isenção da taxa de TED para todos os planos disponíveis (demorou) e, na compra de FIIs, corretagem fixa de R$ 0,99 por ordem executada e isenção da taxa de custódia. Porém, o preço de corretagem para compra de ações é de R$ 8,99 para operações de posição e R$ 5,99 no fracionário. É um preço justo.

Também encontrei muitos relatos positivos quanto a estabilidade e recursos oferecidos pela plataforma.

Gostei. Fiz o cadastro nesta quinta-feira. E, para concluir o cadastro, enviei os documentos hoje mesmo.
Não teve jeito, nenhuma das corretoras citadas concluiu o cadastro sem o upload dos documentos!

Farei um experimento com a Modalmais até o mês que vem… Se o resultado for satisfatório, transfiro a custódia.

Para maiores informações sobre os custos da Modalmais:
https://www.modalmais.com.br/planos-e-promocoes/tabela-de-precos-modalmais

Corretoras: Experiências e critérios de escolha

Resolvi escrever sobre este assunto para responder o questionamento do Tiago S e por estar diante de um novo dilema envolvendo uma possível transferência de custódia novamente, pois os custos de corretagem da Rico se tornaram bastante questionáveis – não foi sob estas condições que optei pela transferência.

Começarei respondendo o questionamento…

Os FIIs são fundos fechados e suas cotas são negociadas diretamente na Bolsa. No caso do Tiago, é possível comprar as cotas pelo Banco do Brasil (BB) mesmo, mas, se assim fizer, o custo de corretagem será de R$ 20 por ordem executada. Por incrível que pareça, além da corretagem salgada, o gerente de sua conta corrente dificilmente terá domínio sobre os trâmites envolvidos com operações em Bolsa (são serviços com administração totalmente separada). Por esta razão, deixa de ser interessante operar pela corretora do Banco.

Para demonstrar o quão complicado pode ser, compartilharei a experiência de um amigo que também é correntista do BB. Ele solicitou a transferência de custódia do BB para a corretora Rico (apenas FIIs), porém o gerente fez uma confusão enorme. Ao que tudo indica, ao invés de prosseguir com a transferência via formulário STVM, acabou gerando uma OTA para o Itaú. Levou aproximadamente 4 meses para corrigir e concluir a migração – pensem no estresse (risos).

Também sou correntista do BB e acredito que seria mais cômodo operar pelo Home Broker (HB) deles. Mas, por diferentes razões (como as que demonstrei), neste caso, o ideal é abrir conta em uma corretora independente para operar com maior flexibilidade (incluindo também produtos de outros Bancos) e ainda contar com um atendimento especializado e melhor direcionado.

Vejam como isto funciona (do Blog de Valor):

A primeira conta que abri foi na corretora Gradual. O custo de corretagem era interessante, gostei do HB e havia um escritório na cidade onde moro (algo que facilitaria no contato rápido e direto). Infelizmente, durou pouco tempo, pois o escritório onde moro fechou (risos).

Conforme descrito anteriormente, mais tarde abri uma nova conta na corretora MyCAP visando definir uma carteira menor e com capital alocado a risco. O meu objetivo era trabalhar com carteiras separadas para diferenciar claramente as estratégias.

Na minha opinião, o HB da Gradual é melhor e mais estável.

Passado um determinado tempo, resolvi encerrar a conta na MyCAP. Eu a considero uma boa corretora e me atendeu relativamente bem, porém achei a proposta do produto Imposto de Renda Fácil quase enganosa e fiquei incomodado. Quando questionei o funcionamento, recebi inúmeras desculpas estapafúrdias. Como a minha carteira principal estava na Gradual e eu já havia decidido focar em uma estratégia essencialmente Buy & Hold, decidi solicitar a transferência de custódia e encerrar a conta na MyCAP. O motivo principal foi este.

Mas, antes de solicitar a transferência de custódia, a Gradual simplesmente bloqueou minha conta – por um dia inteiro – porque meu cadastrado havia expirado e, neste dia, acabei impedido de operar (por diferentes razões). Aproveitei para analisar todos os acontecimentos e rever minha posição em ambas as corretoras. Apesar de tudo, as duas corretoras são boas, “não necessariamente as melhores”.

Antes de abrir uma conta na MyCAP, eu já havia avaliado a Rico.  A relação custo benefício era bastante atrativa. Por esta razão, migrei tudo. E comecei a migração para a Rico no início deste ano.

Pouco tempo depois, eu soube que a XP havia comprado a Rico. Fiquei um pouco preocupado porque a XP, sob o pretexto de oferecer serviços diferenciados, já trabalhava com taxas mais elevadas. Logo, como isto seria balanceado? Em média, as principais corretoras trabalham na faixa de R$ 10,00 no mercado à vista. Se não me engano, eles também compraram a Clear (focada em trades), e não fizeram nenhum reajuste muito radical. O jeito foi aguardar. A Rico cobrava R$ 9,80 em operações de posição e R$ 4,40 no fracionário. Existia um diferencial competitivo interessante. Em fevereiro, fomos avisados que os custos de corretagem seriam atualizados a partir de abril, passando para R$ 16,20 em operações de posição e R$ 8,90 no fracionário. Praticamente dobrou. Vale lembrar que grandes Bancos, como o Banco do Brasil, cobram uma taxa muito próxima (não faz sentido).

Como costumo fazer, em média, 4 operações por mês (compra), este valor acaba fazendo uma diferença significativa. Não preciso e nem quero um “suporte especializado”. Desejo apenas uma plataforma estável e taxa de corretagem justa. Por esta razão, estou novamente avaliando a possibilidade de abrir uma conta em outra corretora e solicitar transferência de custódia.

Escrevi sobre estes detalhes para que vocês percebam que a escolha não é tão simples quanto gostaríamos.

Para consultar o ranking e as diferenças das principais corretoras, costumo recorrer ao bussoladoinvestidor.

Ironicamente, vejam quais são as 7 primeiras corretoras com a melhor posição no ranking (risos). Eu gosto da Rico, mas o preço que ela está cobrando é desproporcional a minha demanda – não acho justo e prejudicará o meu resultado mensal. É evidente que, antes de migrar, ainda tentarei negociar durante duas semanas.

Para avaliar cada corretora individualmente, clique na imagem que a representa e depois acesse o site oficial para confirmar as informações fornecidas, pois algumas estão desatualizadas. Se julgar necessário, abra conta em mais de uma corretora para testar sem compromisso.

No momento, estou avaliando seguindo a sequência de preferência: Socopa, Easynvest e Modalmais.

Confiram a entrevista, no canal Jornada do Dinheiro, com o gerente de HB Fabricio Tota (da Socopa):

Espero que ajude outros investidores também!

Guia do investidor para declaração de IR

Já conclui e transmiti minha declaração. A meu ver, não houve mudanças muito significativas – a sequência lógica se mantém. Na realidade, foram aplicadas algumas melhorias, como: “um único software para preencher e transmitir a declaração (não requer o receitanet) e alguns formulários ficaram mais intuitivos (na declaração de Rendimentos Isentos ou sujeitos a Tributação Exclusiva, por exemplo)”.

Resolvi compartilhar algumas dicas para auxiliar no processo de preenchimento. Não é algo tão complicado quanto parece e evitará que o investidor exponha seu patrimônio (detalhadamente) a contadores.

Vale lembrar que não sou especialista em IR e existem especificidades que variam de acordo com a realidade de cada contribuinte. Como não invisto fora do país (por exemplo), ignoro as opções referentes à moeda estrangeira.

Antes de prosseguir, recomendo a leitura dos seguintes links:
http://www.adctec.com.br/blog/imposto-de-renda-pessoa-fisica-2017
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2017/declaracao/preenchimento
http://dinheirama.com/blog/2015/02/27/7-erros-comuns-imposto-de-renda-acoes-como-evita-los/

Link para download do programa:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2017/download

Para saber como funciona a tributação sobre investimentos imobiliários:
http://www.fundoimobiliario.com.br/leis.htm

Guarde todos os documentos por 5 anos (pelo menos) – Em caso de problemas (malha fina), a Receita Federal pode solicitar a apresentação dos comprovantes.

1. Se esta for sua primeira declaração, comece pela “Identificação do contribuinte” em “Fichas de declaração”.

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Não há mistério algum.

Mas, preste atenção para não cometer erros de digitação no preenchimento de informações que são imutáveis ao longo da vida. Apesar de pouco provável, pequenas inconsistências, como data de nascimento errada, podem fazer com que o contribuinte caia na malha fina. Já presenciei alguns relatos sobre isto.

Se o titular for casado, basta selecionar “sim” em “Possui cônjuge ou companheiro(a)?” e informar o CPF em questão. E, na ficha seguinte (dependentes), se for o caso, é possível cadastrar o(a) cônjuge como dependente (código 11).

2. Em seguida, ainda em “Fichas de Declaração”, identifique sua fonte(s) pagadora(s) em “Rend. Trib. Receb. De Pessoa Jurídica”.

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Esta ficha é obrigatória para trabalhadores assalariados ou prestadores de serviço.

O processo de preenchimento é simples. Utilize como referência o informe de rendimentos fornecido pela(s) empresa(s) em que trabalha ou prestou serviços. Atenção, nesta etapa é fácil para a Receita detectar qualquer tipo de inconsistência, pois ela cruzará seus dados com os informados pela fonte pagadora. O contribuinte cairá na malha fina caso uma das partes cause divergência de informações.

Diante do cenário econômico atual (de elevado grau de desemprego), muitas pessoas tem se posicionado, no mercado, como “Microempreendedor Individual (MEI)”. Não é o meu caso, mas para esclarecer as dúvidas mais comuns, separei alguns links interessantes:
http://www.adctec.com.br/meideclaracao.html
http://www.adctec.com.br/blog/como-o-mei-declara-o-imposto-de-renda-pessoa-fisica-2016
http://economia.terra.com.br/vida-de-empresario/mei-saiba-se-sua-empresa-deve-ou-nao-declarar-o-irpf-2015,d1cfaeadeb09c410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

3. A ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” é muito comum para quem lida com investimentos com rendimento livre de IR (com isenção).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos livre de IR, como Caderneta de Poupança, LCI, LCA, Fundos Imobiliários e dividendos de ações.

A partir de agora, o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
09 – Lucros e dividendos recebidos
10 – Parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada …
12 – Rendimentos de cadernetas de poupança …
20 – Ganhos líquidos em operações à vista de ações … até R$ 20.000 …
26 – Outros

A maioria dos bancos fornece o extrato detalhado pelo home-banking.

O cadastro é simples: “informe o código adequado ao tipo de investimento, CNPJ  e nome da “Fonte Pagadora” e o rendimento líquido”. Para isto, utilize como referência os informes de rendimentos enviados pelos Correios.

Vale lembrar que, no mercado de ações, o pagamento de “Juros sobre Capital Próprio” não é isento de IR, portanto é declarado na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/ Definitiva”. Mas, é simples. No próprio extrato, para facilitar o preenchimento, os valores já estão separados “por ficha”.

Caso algum extrato indique a existência de “Rendimento não pago”, como foi o caso do fundo XPGA11 (em 2016), o rendimento será cadastrado normalmente, mas será necessário informar o valor líquido, na ficha “Bens e direitos”: código 99 (Outros) e descrição “Créditos em transito” ou “Crédito devido pela pessoa jurídica”, seguido da identificação da fonte pagadora (com CNPJ).

Em 2016 encerrei algumas operações com lucro, sem exceder o limite de isenção (até R$ 20.000 por mês). Neste caso, é preciso informar o valor através do código 20.

O vídeo, a seguir, demonstra claramente o passo a passo da leitura do informe de rendimentos.

Mantive a declaração dos dividendos dos FIIs  sob “código 09” (lucros e dividendos recebidos), mas existem orientações, na Internet, indicando que este registro seja feito sob “código 26” (Outros), com descrição de “Ganhos em Fundos Imobiliários”. Entrei em contato com a ouvidoria da Receita Federal (resposta no link ao lado) para saber qual é o melhor procedimento em relação aos Fundos Imobiliários.

Vejam, a seguir, a orientação do sitebussoladoinvestidor” para declaração de FII:
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/imposto-de-renda-em-fundos-imobiliarios/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/amortizacao-de-fundos-imobiliarios-ir/

Outro link interessante:
http://www.blogdoinvestidor.com.br/investimentos/como-declarar-os-fundos-imobiliarios-no-imposto-de-renda/

4. Em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, devemos informar os rendimentos de aplicações que sofrem tributação (incide IR).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos de aplicações financeiras como Fundos DI ou pagamento de JCP, por exemplo. Nela, são declarados os rendimentos que tiveram imposto retido na fonte e não são passíveis de restituição.

A partir de agora o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
06 – Rendimentos de aplicações financeiras
10 – Juros sobre capital próprio
12 – Outros

Não há mistério. O processo é o mesmo descrito na ficha anterior. A diferença é que faremos o cadastro de aplicações que sofrem tributação.

Para declarar rendimentos não pagos o processo é o mesmo descrito em rendimentos isentos.

Confiram a legislação referente à tributação de “Juros sobre Capital Próprio”:
http://contadores.cnt.br/noticias/artigos/2016/05/03/juros-sobre-capital-proprio-2.html
http://artigoscheckpoint.thomsonreuters.com.br/a/5v7w/ponderacoes-sobre-os-juros-sobre-capital-proprio-e-seus-contornos-fiscais-e-juridicos-marcos-ricardo-cruz-da-silva

5. Em “Bens e Direitos”, declare o patrimônio adquirido (ou a “evolução” anual).

irpf5

Nesta ficha cadastre seu patrimônio: casa, carro e investimentos, por exemplo.

Para “imóveis” ou “carro” declare o valor de aquisição, não o valor de mercado. Neste caso, ao longo dos anos, o contribuinte deverá apenas clicar em “repetir”, pois o preço de aquisição não mudará. A casa deve ser cadastrada com “código 12” e o carro com “21”.

Caso o contribuinte não dispunha do bem no ano anterior (na “primeira situação”), o primeiro valor informado será 0 e o segundo será o custo de aquisição (ano de apuração).

Os códigos mais comuns para lançamento:
12 – Casa
21 – Carro

31 – Ações
41 – Poupança
45 – Aplicação em renda fixa ou CDB

61 – Conta corrente
71 – Fundo de curto prazo
72 – Fundo de longo prazo
73 – Fundo de investimento imobiliário
74 – Fundo de ações ou ETF

97 – VGBL

A declaração de “ações” também é baseada no custo de aquisição (até o último dia do ano). Mas, se o investidor adquirir mais ações, a diferentes preços, o custo total será definido pela multiplicação entre o preço médio e o número de ações. Declare, por empresa, através do “código 31”. Na descrição, informe o nome da empresa, código de negociação, corretora (com CNPJ) e número de “papéis”.

Os fundos de investimentos imobiliários seguem o mesmo padrão, mas com “código 73”. Na descrição, informe o ticker (código de negociação), corretora (com CNPJ) e número de cotas. Alguns investidores informam o CNPJ da empresa ou fundo também, mas, particularmente, não tenho feito isto.

No informe de rendimentos da “XP Investimentos”, consta, como rendimento isento, um “valor não pago”. Neste caso, é necessário lançar este valor em “Bens e Direitos”, com “código 99” (outros) e descrição “CREDITO DEVIDO PELA PESSOA JURIDICA – XP INVESTIMENTOS (FII XPGA11), CNPJ 02.332.886/0001.04”.

O número de operações em bolsa dificilmente será pequeno. Portanto, para evitar erros e desgastes desnecessários, recomendo utilizar alguma ferramenta auxiliar, como o IrpfBolsa ou Calculadora de IR (do site Bússola do Investidor), principalmente se o investidor costuma fazer trades ou negocia cotas de FIIs.

Testei as duas ferramentas citadas acima e farei um breve comentário sobre cada uma.

Antes de tratar das ferramentas, em questão, é interessante compreender como funciona o recolhimento de IR sobre operações em bolsa.

É responsabilidade do investidor o recolhimento de imposto sobre operações em bolsa, com alíquota de 15% sobre os lucros aferidos em operações comuns e 20% em day-trade (operação de compra e venda no mesmo dia). Vale lembrar que, no mercado de ações, há isenção quando o somatório das vendas não exceder “R$ 20.000,00” (no mês), exceto para day-trade.

Não há isenção para negociação de cotas de fundos imobiliários ou operações de day-trade.

No caso de lucro, o pagamento deve ser feito com a emissão de uma DARF (código 6015), até o último dia útil do mês subsequente ao da apuração do lucro. É um procedimento válido no decorrer do ano”, sempre que o investidor encerrar sua posição com ganho de capital.

Tanto os lucros como os prejuízos serão declarados (no sistema da Receita), em “Operações comuns / Day-Trade” no menu “Renda Variável”. O prejuízo será compensado futuramente, permitindo abater sobre ganhos posteriores. Esta é outra etapa que a utilização do IRPFBolsa pode ajudar bastante.

Confiram um exemplo completo envolvendo ETFs:
https://verios.com.br/blog/como-declarar-no-ir-seus-investimentos-em-etfs/

É evidente que a emissão da DARF dificilmente acontecerá para adeptos de B&H, pois será raro exceder o limite de isenção (R$ 20.000 em vendas) ou realizar operações de day-trade. Ou seja, acontecerá em menor proporção porque, nesta estratégia, as operações de compra costumam ser mais frequentes e as “posições” não são “fechadas” com frequência.

Acredito que, por mais simples que pareça, é inviável tentar gerenciar todas as operações ou carteira de ações manualmente. No mínimo, o investidor terá que lançar suas operações em uma planilha e definir fórmulas para o cálculo de preço médio, lucro e prejuízo, por exemplo. Pessoalmente, acredito que além de ser muito trabalhoso, amplia a margem de erros.

Com a utilização de ferramentas específicas para o cálculo de IR e gerenciamento de carteira, o investidor contará com inúmeros benefícios: “maior precisão e facilidade para lançar as ações ou cotas em ‘Bens e Direitos’, geração automática da DARF, apuração automática de lucros ou prejuízos e acompanhamento detalhado da evolução de sua carteira de investimentos”.

O IrpfBolsa foi a primeira solução que testei e utilizei para auxiliar no recolhimento de IR e declaração – excelente relação custo x benefício. A licença para dois anos custa R$ 90,00 (pagamento único). Para quem lida com renda variável, e diante dos benefícios, este preço é simbólico. Há uma explicação do objetivo disto no próprio site – achei inteligente.

Na opção “Imposto de Renda”, é possível acompanhar o resultado anual da carteira, bem como a apuração de lucro ou prejuízo a compensar.

O trabalho do investidor se resumirá em alimentar o sistema com as notas de corretagem.

Para preencher a ficha de “Bens e Direitos”, podemos utilizar as informações fornecidas pelo IrpfBolsa, levando em consideração os campos “papel” (código), “quantidade” e “custo total”:

– Através do menuMeus resultados”, selecione a aba “carteira atual” e clique em “exportar” (no canto superior direito). Os dados serão “copiados” em memória e, desde que não existam lançamentos após dezembro (no ano de apuração), basta abrir uma planilha (como o Excel) e aplicar o recurso de edição “colar”.

– Porém, caso existam lançamentos após o ano de apuração, o ideal é fazer o levantamento através da aba “Variação da carteira”, selecionando o ano adequado e percorrendo cada mês de forma decrescente (a partir de DEZEMBRO). Feito isto, declare o primeiro resultado que encontrar para o ativo (será o mais atual).

irpfbolsa

A partir dos dados acima, pude declarar as cotas do fundo SAAG11:

irpfbens

Em “situação”, informe o “custo de aquisição”, não o valor de mercado.

Em 2016, testei, gratuitamente, pelo período de 7 dias, a “Calculadora de IR” do site “Bussola do Investidor”. Gostei. Tecnicamente, não deixou nada a desejar. Mas, em minha opinião, o custo mensal de R$ 49,90 (ou anual de R$ 538,92) da versão PRO, o coloca em desvantagem em relação ao IrpfBolsa.