Resultado do mês de Maio (2017)

O mês de maio está encerrando mantendo investidores bastante apreensivos (depois dos escândalos envolvendo o atual presidente), com um cenário político-econômico extremamente turbulento. O momento pede cautela. Infelizmente, este evento aconteceu logo após a divulgação dos primeiros sinais de recuperação econômica, quando o país apresentou crescimento de 1,12% no primeiro trimestre. Já o cenário internacional também vem apresentando incertezas que podem respingar por aqui, envolvendo a denúncia de que o presidente norte-americano teria repassado informações sigilosas à Rússia, uma possível tentativa de obstrução de investigações do FBI e por causar mal-estar com autoridades britânicas com um possível vazamento de informações sigilosas sobre o atentado de Manchester. A palavra impeachment nunca foi tão pronunciada. Com tantas turbulências e incertezas, é evidente que o resultado deste mês foi prejudicado substancialmente, apesar de continuar positivo (quebrou o movimento de euforia). Felizmente, nenhum imprevisto afetou minha capacidade de aportes e deixei um pequeno valor adicional para o mês de junho (que também promete).

A economia vinha demonstrando sinais claros de recuperação e maior confiança, favorecendo na apuração do balanço positivo de inúmeras empresas e despertando maior interesse de investidores. Logo, o excelente desempenho da Bolsa de Valores, nos últimos meses (por exemplo), foi reflexo desta retomada. Não se via isto há vários anos. Até o índice de desemprego começou recuar. É desanimador assistir a possibilidade deste ciclo de crescimento ser rompido. Reformas importantíssimas para o país estão em pauta (como a reforma política), porém, houve um grande desvio de atenção (infelizmente).

Não estou defendendo o presidente Temer. Acho, no mínimo, “irônico” ver os eleitores da Dilma chamando o atual governo de golpista, sendo que o elegeram também (era vice). E acho espantosa a cara de pau do PT ao tentar eximir sua responsabilidade sobre a crise atual, procurando inverter as responsabilidades. As distorções não acabam. O Lula, por exemplo, discursa como se fosse o salvador da pátria. Mas, não esqueçam que o país não está nas mesmas condições quando ele foi eleito pela primeira vez.

Não é uma questão de ideologia política… Aliás, compartilho da visão de Caio Coppolla:

Até então, minha expectativa era claramente otimista. As decisões tomadas pelo governo, apesar de impopulares, demonstraram eficiência (escrevi e compartilhei inúmeros artigos sobre o assunto). Não foi à toa que o país apresentou crescimento de 1,12% no primeiro trimestre. Porém, as acusações contra o atual presidente são gravíssimas e, diante disto, será muito difícil manter a mesma expressão política para levar adiante as propostas do governo. A situação ficou complicada e imprevisível. Tendo em vista tantas incertezas, nos resta apenas aguardar pelos desdobramentos das investigações e mudanças no cenário político-econômico.

Os pedidos de impeachment já estão enfileirando:

Diante da nova crise política, forte o suficiente para mudar a expectativa dos investidores, os ativos de renda variável tendem responder com intensa volatilidade. Logo após a denuncia, envolvendo o presidente, o índice IBovespa fechou em queda de 8% – foi muita coisa para um único dia. Para o investidor amador, a recomendação que prevalece é “não fazer nada”. Nos últimos dias, o mercado apresentou uma volatilidade contida; uma “provável trégua” até o dia 6 de junho, quando será retomado o julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer.

Neste mês, minha carteira de renda variável sofreu pequenas modificações.

– Após avaliar a performance e os últimos fatos relevantes do fundo TRXL11, resolvi encerrar minha posição. Além do péssimo desempenho (frequente), faz algum tempo que o gestor do fundo tem tomado decisões contrárias aos interesses dos cotistas.

– O fundo XPGA11 surpreendeu de diferentes maneiras: apresentando um fantástico rendimento de 4% e, no dia 19, passando por um processo de desdobramento (na proporção 1:10) e incorporação (pelo fundo Maxi Renda). Devido à incorporação, após o desdobramento, cada cota XPGA11 resultou em 0,936743608 de MXRF11. Para o investidor, o processo foi transparente – a conversão foi automática (n XPGA11 x 0,936743608), apenas confirme a quantidade em carteira.

O lançamento no IRPFBolsa foi muito simples. Escolhi a opção “Desdobramentos (splits) e agrupamentos” e fiz um cadastro para o desdobramento de cotas XPGA11 (1 : 10) e outro de XPGA11 para MXRF11 (1 : 0,936743608). Não precisei fazer nada além. O número de cotas MXRF11 ficou correto e preço médio foi ajustado automaticamente (PM = custo total de cotas XPGA11 / número de cotas MXRF11). Mais um pontinho para a aplicação (risos)!

A assinatura do relatório Fundos Imobiliários da Empiricus venceu, mas decidi renovar (gosto do material).

Minha conta na corretora Modalmais está ativa e as primeiras impressões foram positivas. Eu já conhecia o Home Broker, é o mesmo da Gradual (particularmente, me agrada). No mês de junho farei algumas operações (ainda não fiz) e, possivelmente, solicitarei a transferência de custódia.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, GRND3, BRCR11 (0,645%), FCFL11B (0,626%), PQDP11 (0,479%), KNRI11 (0,628%), RNGO11 (0,554%), SAAG11 (0,657%), FVBI11B (0,533%), XPGA11 (4,192%), KNCR11 (0,742%), EDGA11B (0,219%), HGRE11 (0,691%) e FIGS11 (1,251%). Felizmente, o rendimento dos FIIs melhorou, com exceção do fundo EDGA11, que continua com o pior resultado (o código do fundo foi atualizado, removendo o final B – de mercado balcão). O rendimento foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e GRND3.

Estou avaliando o rendimento do fundo Macro Multimercado LP, sem realizar novos aportes. O desempenho foi bom, mas a volatilidade do período foi grande“.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ITUB3, EZTC3, GRND3, SAAG11 e KNRI11. O aporte mais expressivo foi para o fundo SAAG11 e o “menor” para ITUB3. Neste momento, de tantas incertezas, achei mais prudente priorizar os FIIs. Porém, como recebi excelentes proventos de GRND3 e EZTC3, nada mais justo que reinvestir nas empresas. Nos demais, a distribuição foi equilibrada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI ou Multimercado):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):
Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Desta vez, não posso dizer que o mercado continua seguindo uma trajetória otimista. O clima de euforia foi interrompido momentaneamente. Diante de tantas incertezas, não fiquei tão surpreso com o resultado levemente negativo. Ainda assim, continuo satisfeito com a composição da carteira e a performance final continua excelente. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Ainda não decidi como farei os próximos aportes. A princípio, na visão de um holder, estes acontecimentos não deveriam influenciar em nossas decisões. Porém, não considero prudente ignorar um momento tão delicado como o atual. Antes do dia 6 de junho não farei nenhum posicionamento novo. Cautela nunca é demais.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Petrobras: otimismo e excelente resultado

Eis uma empresa que, após atingir a maior dívida do mundo, vem conseguindo fazer milagres!

Felizmente, no primeiro trimestre deste ano, a empresa conseguiu reverter grandes perdas, registrando lucro líquido de R$ 4,44 bi e ainda o ganho de 5,8 bi na justiça.

De acordo com a ADVFN:

A receita líquida da companhia totalizou R$ 68,36 bilhões no período, queda de 2,8% na comparação anual. Segundo a companhia, menores gastos com importações de petróleo e gás natural, além da redução nas despesas gerais e financeiras auxiliaram na composição do resultado“.

Também foi notificada de decisão definitiva e favorável do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF). O processo administrativo fiscal abordava o momento da dedutibilidade dos gastos incorridos pela Petrobras com o desenvolvimento da produção de petróleo e gás, para fins de apuração impostos, referente ao exercício de 2009. Segundo a companhia, o valor atualizado da causa é de R$ 5,8 bilhões“.

Sigo como sócio! 😉

Corretoras: Escolhendo a próxima corretora

Na segunda feira (dia 01/05), desta semana, comentei sobre experiências e critérios para a escolha de uma corretora, demonstrando minha experiência pessoal e insatisfação com o reajuste (exagerado) dos custos operacionais da Rico. Durante a semana, contactei a Rico para sondar uma alternativa mais justa para o meu perfil, evitando assim uma nova transferência de custódia. Conforme imaginei, foi inútil.

Antes de prosseguir, gostaria de fazer uma pequena reflexão! 😉

Atualmente, inúmeras empresas vem seguindo um fluxo operacional bastante amarrado, robotizado e – desculpem a expressão – extremamente burro. A teoria por trás deste processo é linda, mas a realidade nem tanto. Digo isto porque existe um roteiro, pouco flexível, baseado em níveis de atendimento extremamente burocrático e amarrado. Os atendentes costumam ser instruídos para jamais romper isto (a culpa não é deles). É aí que mora o problema.

Quando levantamos uma questão NÃO prevista no roteiro de atendimento, dificilmente conseguimos uma solução simples e rápida, pois o atendente não dispõe de instrumentos ou flexibilidade suficiente para buscar soluções ou alternativas mais adequadas. Para complicar, com o passar do tempo, percebem que seguir o roteiro é mais confortável. Muitos destes fluxos são definidos com intuito de tornar o atendimento mais ágil, levando à uma eficiência muito mais quantitativa do que qualitativa. Apesar de questionável, é relativamente fácil mensurar o “fluxo do atendimento”, mas a qualidade não. Consequentemente, estas características acabam distorcendo a avaliação da eficiência real.

Aliás, foi algo que ficou bastante evidente quando precisei recorrer ao atendimento do pagseguro da UOL, por exemplo.

É evidente que, no caso das corretoras de valores, as barreiras são maiores e mais complexas. Mas, quando entrei em contato com a Rico, “o assunto também encerrou no atendimento“. As corretoras só percebem as consequências de uma grande insatisfação na medida em que vão perdendo clientes. Futuramente, estes números aparecerão negativamente no resultado financeiro e, com isto, qualquer reação da corretora será tardia e com o prejuízo já consolidado! Foi por esta razão que aproveitei para fazer uma reflexão sobre o assunto.

O poder está em nossas mãos! 😉

Quanto a escolha da corretora…
Conforme exposto anteriormente, selecionei três para avaliar: Socopa, Easynvest e Modalmais.

Para evitar uma nova transferência de custódia, resolvi contactar a Rico primeiro. Ao questionar os valores, os atendentes simplesmente responderam que os custos operacionais já haviam mudado e o menor plano disponível custa R$ 91,70 (prevendo 10 operações a R$ 9,17 cada). No meu caso, o plano é inviável, pois faço, em média, 4 operações no mês – não posso assumir um compromisso mensal de R$ 91,70. Tentei questionar os valores, imaginando que a corretora poderia manifestar alguma intenção ou proposta de mudança nos planos de corretagem para preservar seus clientes atuais, mas ouvi apenas um “lamento muito” e fim de conversa. Ou seja, para variar, o assunto morreu no atendimento.

Nesta semana, fiz o cadastro na Socopa, Modalmais e Clear. Acabei descartando a Easynvest porque os custos de corretagem são pouco atrativos e fiquei mais interessado pela Socopa e Modalmais. Eu não avalio os demais produtos oferecidos porque invisto apenas em renda variável, atuando como holder. Desejo apenas uma plataforma estável a um preço justo. Meus investimentos em renda fixa são feitos em grandes Bancos e não pretendo mudar.

Inicialmente, como já encontrei dificuldade com a Gradual (em função do cadastro expirado, impedindo operar por um dia inteiro), resolvi dar maior peso para corretoras que disponibilizem todo o processo de cadastro digitalmente, sem a necessidade de enviar uma cópia dos documentos de identidade e comprovante de residência. Ironicamente, no meu caso, a única corretora que permitiu isto foi a Rico. Não que isto seja um impedimento, apenas um critério de preferência.

Comecei o cadastro pela Socopa, mas achei que interface deles deixa muito a desejar. Durante a criação da conta até fiquei surpreso ao constatar que a interface havia carregado quase todas as minhas informações pessoais. Pouco tempo depois, quando o sistema solicitou o upload da cópia dos documentos, desanimei. Fiz contato por e-mail, perguntando as razões deste processo manual, visto que o sistema foi inteligente o suficiente para trazer todos os meus dados pessoais. Foi aí que descobri que os dados já estavam disponíveis porque comecei o cadastro no ano passado e não concluí (risos). Ou seja, não havia nada de tão inteligente no sistema.

Na dúvida, parti para a segunda corretora.

Um colega de trabalho comentou que havia criado uma conta na Clear e sua experiência estava sendo positiva. Os preços e a proposta da corretora são interessantes, apesar de pertencer ao grupo XP Investimentos. Fiquei confuso. Na minha opinião, o reajuste da Rico ocorreu para não deixar a XP em desvantagem competitiva (a diferença seria grande). Acredito que a XP não tenha interesse em mexer nos custos da Clear, pois o perfil predominante é de traders – se encarecer demais, desanda. Porém, tenho receio que criem planos de corretagem por número de ordens ou algo que diferencie. Ainda assim, fiz o cadastro e, com outra pendência de documentos, não concluí.

Por curiosidade, acessei o site da Gradual novamente e vi que os custos de corretagem passaram para R$ 1,99 (por ordem executada). Não posso negar que passou por minha cabeça a possibilidade de voltar (risos). Apesar do pequeno estresse no passado, conheço a plataforma e sei que é uma boa corretora. Eu migrei porque fiquei incomodado com o ocorrido e por acreditar que a proposta da Rico era melhor – em dezembro de 2016, julguei que estaria unindo o útil ao agradável (minha felicidade durou pouquíssimo tempo).

Apesar de tudo, entre a Gradual e a Clear, eu ficaria com a Gradual. Portanto, descartei a Clear também.

Ontem, recebi uma mensagem informando que a Modalmais, a partir de segunda-feira, trabalhará com isenção da taxa de TED para todos os planos disponíveis (demorou) e, na compra de FIIs, corretagem fixa de R$ 0,99 por ordem executada e isenção da taxa de custódia. Porém, o preço de corretagem para compra de ações é de R$ 8,99 para operações de posição e R$ 5,99 no fracionário. É um preço justo.

Também encontrei muitos relatos positivos quanto a estabilidade e recursos oferecidos pela plataforma.

Gostei. Fiz o cadastro nesta quinta-feira. E, para concluir o cadastro, enviei os documentos hoje mesmo.
Não teve jeito, nenhuma das corretoras citadas concluiu o cadastro sem o upload dos documentos!

Farei um experimento com a Modalmais até o mês que vem… Se o resultado for satisfatório, transfiro a custódia.

Para maiores informações sobre os custos da Modalmais:
https://www.modalmais.com.br/planos-e-promocoes/tabela-de-precos-modalmais

Itaú cresce e tem lucro bilionário

Uma excelente notícia para os sócios do Banco Itaú!

Segundo a ADVFN, “O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,17 bilhões no primeiro trimestre de 2017, crescimento de 19,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o relatório do banco, as reduções de despesas não decorrentes de juros em 7,8%, impairment (baixa contábil) em 64,5% e despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa em 7,4%, principalmente no segmento de varejo, contribuíram para o crescimento do lucro“.

Ironicamente, apesar do resultado impressionante, as ações do banco negociaram, hoje (03/05), em queda de 1,25%. Aproveitei para reforçar minha posição.

Confiram, na íntegra, o artigo disponível no site Valor Econômico:
http://www.valor.com.br/financas/4955586/itau-fecha-trimestre-com-lucro-acima-de-r-6-bilhoes

Corretoras: Experiências e critérios de escolha

Resolvi escrever sobre este assunto para responder o questionamento do Tiago S e por estar diante de um novo dilema envolvendo uma possível transferência de custódia novamente, pois os custos de corretagem da Rico se tornaram bastante questionáveis – não foi sob estas condições que optei pela transferência.

Começarei respondendo o questionamento…

Os FIIs são fundos fechados e suas cotas são negociadas diretamente na Bolsa. No caso do Tiago, é possível comprar as cotas pelo Banco do Brasil (BB) mesmo, mas, se assim fizer, o custo de corretagem será de R$ 20 por ordem executada. Por incrível que pareça, além da corretagem salgada, o gerente de sua conta corrente dificilmente terá domínio sobre os trâmites envolvidos com operações em Bolsa (são serviços com administração totalmente separada). Por esta razão, deixa de ser interessante operar pela corretora do Banco.

Para demonstrar o quão complicado pode ser, compartilharei a experiência de um amigo que também é correntista do BB. Ele solicitou a transferência de custódia do BB para a corretora Rico (apenas FIIs), porém o gerente fez uma confusão enorme. Ao que tudo indica, ao invés de prosseguir com a transferência via formulário STVM, acabou gerando uma OTA para o Itaú. Levou aproximadamente 4 meses para corrigir e concluir a migração – pensem no estresse (risos).

Também sou correntista do BB e acredito que seria mais cômodo operar pelo Home Broker (HB) deles. Mas, por diferentes razões (como as que demonstrei), neste caso, o ideal é abrir conta em uma corretora independente para operar com maior flexibilidade (incluindo também produtos de outros Bancos) e ainda contar com um atendimento especializado e melhor direcionado.

Vejam como isto funciona (do Blog de Valor):

A primeira conta que abri foi na corretora Gradual. O custo de corretagem era interessante, gostei do HB e havia um escritório na cidade onde moro (algo que facilitaria no contato rápido e direto). Infelizmente, durou pouco tempo, pois o escritório onde moro fechou (risos).

Conforme descrito anteriormente, mais tarde abri uma nova conta na corretora MyCAP visando definir uma carteira menor e com capital alocado a risco. O meu objetivo era trabalhar com carteiras separadas para diferenciar claramente as estratégias.

Na minha opinião, o HB da Gradual é melhor e mais estável.

Passado um determinado tempo, resolvi encerrar a conta na MyCAP. Eu a considero uma boa corretora e me atendeu relativamente bem, porém achei a proposta do produto Imposto de Renda Fácil quase enganosa e fiquei incomodado. Quando questionei o funcionamento, recebi inúmeras desculpas estapafúrdias. Como a minha carteira principal estava na Gradual e eu já havia decidido focar em uma estratégia essencialmente Buy & Hold, decidi solicitar a transferência de custódia e encerrar a conta na MyCAP. O motivo principal foi este.

Mas, antes de solicitar a transferência de custódia, a Gradual simplesmente bloqueou minha conta – por um dia inteiro – porque meu cadastrado havia expirado e, neste dia, acabei impedido de operar (por diferentes razões). Aproveitei para analisar todos os acontecimentos e rever minha posição em ambas as corretoras. Apesar de tudo, as duas corretoras são boas, “não necessariamente as melhores”.

Antes de abrir uma conta na MyCAP, eu já havia avaliado a Rico.  A relação custo benefício era bastante atrativa. Por esta razão, migrei tudo. E comecei a migração para a Rico no início deste ano.

Pouco tempo depois, eu soube que a XP havia comprado a Rico. Fiquei um pouco preocupado porque a XP, sob o pretexto de oferecer serviços diferenciados, já trabalhava com taxas mais elevadas. Logo, como isto seria balanceado? Em média, as principais corretoras trabalham na faixa de R$ 10,00 no mercado à vista. Se não me engano, eles também compraram a Clear (focada em trades), e não fizeram nenhum reajuste muito radical. O jeito foi aguardar. A Rico cobrava R$ 9,80 em operações de posição e R$ 4,40 no fracionário. Existia um diferencial competitivo interessante. Em fevereiro, fomos avisados que os custos de corretagem seriam atualizados a partir de abril, passando para R$ 16,20 em operações de posição e R$ 8,90 no fracionário. Praticamente dobrou. Vale lembrar que grandes Bancos, como o Banco do Brasil, cobram uma taxa muito próxima (não faz sentido).

Como costumo fazer, em média, 4 operações por mês (compra), este valor acaba fazendo uma diferença significativa. Não preciso e nem quero um “suporte especializado”. Desejo apenas uma plataforma estável e taxa de corretagem justa. Por esta razão, estou novamente avaliando a possibilidade de abrir uma conta em outra corretora e solicitar transferência de custódia.

Escrevi sobre estes detalhes para que vocês percebam que a escolha não é tão simples quanto gostaríamos.

Para consultar o ranking e as diferenças das principais corretoras, costumo recorrer ao bussoladoinvestidor.

Ironicamente, vejam quais são as 7 primeiras corretoras com a melhor posição no ranking (risos). Eu gosto da Rico, mas o preço que ela está cobrando é desproporcional a minha demanda – não acho justo e prejudicará o meu resultado mensal. É evidente que, antes de migrar, ainda tentarei negociar durante duas semanas.

Para avaliar cada corretora individualmente, clique na imagem que a representa e depois acesse o site oficial para confirmar as informações fornecidas, pois algumas estão desatualizadas. Se julgar necessário, abra conta em mais de uma corretora para testar sem compromisso.

No momento, estou avaliando seguindo a sequência de preferência: Socopa, Easynvest e Modalmais.

Confiram a entrevista, no canal Jornada do Dinheiro, com o gerente de HB Fabricio Tota (da Socopa):

Espero que ajude outros investidores também!