Guia do investidor para declaração de IR

Já fiz minha declaração, mas revisarei antes de transmitir. A meu ver, não houve mudanças muito significativas – a sequência lógica se mantém. Desde 2017, o software para preenchimento e transmissão é o mesmo. A maior dificuldade, neste ano (2018), está nos campos adicionais para declaração de “bens e direitos“, como o renavam para automóveis, inscrição municipal e registro em cartório para imóveis e CNPJ para ativos financeiros.

Resolvi compartilhar algumas dicas para auxiliar no processo de preenchimento. Não é algo tão complicado quanto parece e evitará que o investidor exponha seu patrimônio (detalhadamente) a contadores.

Vale lembrar que não sou especialista em IR e existem especificidades que variam de acordo com a realidade de cada contribuinte. Como não invisto fora do país (por exemplo), ignoro as opções referentes à moeda estrangeira.

Antes de prosseguir, recomendo a leitura dos seguintes links:
http://www.adctec.com.br/blog/imposto-de-renda-pessoa-fisica-2017
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2018/declaracao/preenchimento
http://dinheirama.com/blog/2015/02/27/7-erros-comuns-imposto-de-renda-acoes-como-evita-los/

Link para download do programa:
http://idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf/2018/download

Para saber como funciona a tributação sobre investimentos imobiliários:
http://www.fundoimobiliario.com.br/leis.htm

Guarde todos os documentos por 5 anos (pelo menos) – Em caso de problemas (malha fina), a Receita Federal pode solicitar a apresentação dos comprovantes.

1. Se esta for sua primeira declaração, comece pela “Identificação do contribuinte” em “Fichas de declaração”.

irpf1

Não há mistério algum.

Mas, preste atenção para não cometer erros de digitação no preenchimento de informações que são imutáveis ao longo da vida. Apesar de pouco provável, pequenas inconsistências, como data de nascimento errada, podem fazer com que o contribuinte caia na malha fina. Já presenciei alguns relatos sobre isto.

Se o titular for casado, basta selecionar “sim” em “Possui cônjuge ou companheiro(a)?” e informar o CPF em questão. E, na ficha seguinte (dependentes), se for o caso, é possível cadastrar o(a) cônjuge como dependente (código 11).

2. Em seguida, ainda em “Fichas de Declaração”, identifique sua fonte(s) pagadora(s) em “Rend. Trib. Receb. De Pessoa Jurídica”.

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Esta ficha é obrigatória para trabalhadores assalariados ou prestadores de serviço.

O processo de preenchimento é simples. Utilize como referência o informe de rendimentos fornecido pela(s) empresa(s) em que trabalha ou prestou serviços. Atenção, nesta etapa é fácil para a Receita detectar qualquer tipo de inconsistência, pois ela cruzará seus dados com os informados pela fonte pagadora. O contribuinte cairá na malha fina caso uma das partes cause divergência de informações.

Diante do cenário econômico atual (de elevado grau de desemprego), muitas pessoas tem se posicionado, no mercado, como “Microempreendedor Individual (MEI)”. Não é o meu caso, mas para esclarecer as dúvidas mais comuns, separei alguns links interessantes:MEI também entrega DIRFcomo fazer a declaração anual do MEI (Sebrae)  e  como o MEI declara o IRPF (2016) .

3. A ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” é muito comum para quem lida com investimentos com rendimento livre de IR (com isenção).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos livre de IR, como Caderneta de Poupança, LCI, LCA, Fundos Imobiliários e dividendos de ações.

Desde o ano passado, o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
09 – Lucros e dividendos recebidos
10 – Parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada …
12 – Rendimentos de cadernetas de poupança …
18 – Incorporação de reservas ao capital / Bonificações em ações
20 – Ganhos líquidos em operações à vista de ações … até R$ 20.000 …
26 – Outros

A maioria dos bancos fornece o extrato detalhado pelo home-banking.

O cadastro é simples: “informe o código adequado ao tipo de investimento, CNPJ  e nome da “Fonte Pagadora” e o rendimento líquido”. Para isto, utilize como referência os informes de rendimentos enviados pelos Correios.

Vale lembrar que, no mercado de ações, o pagamento de “Juros sobre Capital Próprio” não é isento de IR, portanto é declarado na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/ Definitiva”. Mas, é simples. No próprio extrato, para facilitar o preenchimento, os valores já estão separados “por ficha”.

Caso algum extrato indique a existência de “Rendimento não pago”, como foi o caso do fundo XPGA11 (em 2016), o rendimento será cadastrado normalmente, mas será necessário informar o valor líquido, na ficha “Bens e direitos”: código 99 (Outros) e descrição “Créditos em transito” ou “Crédito devido pela pessoa jurídica”, seguido da identificação da fonte pagadora (com CNPJ).

Em 2016 encerrei algumas operações com lucro, sem exceder o limite de isenção (até R$ 20.000 por mês). Neste caso, é preciso informar o valor através do código 20.

O vídeo, a seguir, demonstra claramente o passo a passo da leitura do informe de rendimentos.

Mantive a declaração dos dividendos dos FIIs  sob “código 09” (lucros e dividendos recebidos), mas existem orientações, na Internet, indicando que este registro seja feito sob “código 26” (Outros), com descrição de “Ganhos em Fundos Imobiliários”. Entrei em contato com a ouvidoria da Receita Federal (resposta no link ao lado) para saber qual é o melhor procedimento em relação aos Fundos Imobiliários.

Vale lembrar que, no caso da bonificação em ações, deveremos informar o valor através do “código 18” (algumas corretoras fornecem o valor).

Confiram algumas orientações para declaração de FIIs:
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-fiis/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/imposto-de-renda-em-fundos-imobiliarios/
http://blog.bussoladoinvestidor.com.br/amortizacao-de-fundos-imobiliarios-ir/

Outro link interessante:
http://www.blogdoinvestidor.com.br/investimentos/como-declarar-os-fundos-imobiliarios-no-imposto-de-renda/

4. Em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”, devemos informar os rendimentos de aplicações que sofrem tributação (incide IR).

Esta ficha é utilizada para informar rendimentos de aplicações financeiras como Fundos DI ou pagamento de JCP, por exemplo. Nela, são declarados os rendimentos que tiveram imposto retido na fonte e não são passíveis de restituição.

A partir de agora o contribuinte não precisa mais identificar o item adequado para cada “tipo de rendimento”. Esta ficha foi separada em duas abas, uma para informar cada rendimento individualmente e outra para informações gerais (totais). A aba padrão (primeira) já permite lançar os rendimentos, basta identificar o código corretamente.

Os códigos mais comuns para lançamento:
06 – Rendimentos de aplicações financeiras
10 – Juros sobre capital próprio
12 – Outros

Não há mistério. O processo é o mesmo descrito na ficha anterior. A diferença é que faremos o cadastro de aplicações que sofrem tributação.

Para declarar rendimentos não pagos o processo é o mesmo descrito em rendimentos isentos.

Confiram a legislação referente à tributação de “Juros sobre Capital Próprio”:
http://contadores.cnt.br/noticias/artigos/2016/05/03/juros-sobre-capital-proprio-2.html
http://artigoscheckpoint.thomsonreuters.com.br/a/5v7w/ponderacoes-sobre-os-juros-sobre-capital-proprio-e-seus-contornos-fiscais-e-juridicos-marcos-ricardo-cruz-da-silva

5. Em “Bens e Direitos”, declare o patrimônio adquirido (ou a “evolução” anual).

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Nesta ficha cadastre seu patrimônio: casa, carro e investimentos, por exemplo.

Para “imóveis” ou “carro” declare o valor de aquisição, não o valor de mercado. Neste caso, ao longo dos anos, o contribuinte deverá apenas clicar em “repetir”, pois o preço de aquisição não mudará. A casa deve ser cadastrada com “código 12” e o carro com “21”.

Caso o contribuinte não dispunha do bem no ano anterior (na “primeira situação”), o primeiro valor informado será 0 e o segundo será o custo de aquisição (ano de apuração).

Os códigos mais comuns para lançamento:
12 – Casa
21 – Carro

31 – Ações
41 – Poupança
45 – Aplicação em renda fixa ou CDB

61 – Conta corrente
71 – Fundo de curto prazo
72 – Fundo de longo prazo
73 – Fundo de investimento imobiliário
74 – Fundo de ações ou ETF

97 – VGBL

A declaração de “ações” também é baseada no custo de aquisição (até o último dia do ano). Mas, se o investidor adquirir mais ações, a diferentes preços, o custo total será definido pela multiplicação entre o preço médio e o número de ações. Declare, por empresa, através do “código 31”. Na descrição, informe o nome da empresa, código de negociação, corretora (com CNPJ) e número de “papéis”. Foi incluído ao formulário um campo para CNPJ da empresa em questão (seu ativo), mas a identificação da corretora é opcional.

Os fundos de investimentos imobiliários seguem o mesmo padrão, mas com “código 73”. Na descrição, informe o ticker (código de negociação), corretora (com CNPJ) e número de cotas. Da mesma forma como ocorre nas ações, surgirá um campo CNPJ para identificação do fundo em questão.

Caso apareça “valor não pago” em algum informe de rendimento recebido, será necessário lançar o valor em “Bens e Direitos”, com “código 99” (outros) e descrição “CREDITO DEVIDO PELA PESSOA JURIDICA” – no ano passado, foi o caso do fundo XPGA11: “XP INVESTIMENTOS (FII XPGA11), CNPJ 02.332.886/0001.04”.

É possível conferir um passo a passo através dos links:
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-acoes/
http://abacusliquid.com/irpf/como-declarar-fiis/

O número de operações em bolsa dificilmente será pequeno. Portanto, para evitar erros e desgastes desnecessários, recomendo utilizar alguma ferramenta auxiliar, como o IrpfBolsa ou Calculadora de IR (do site Bússola do Investidor), principalmente se o investidor costuma fazer trades ou negocia cotas de FIIs.

Testei as duas ferramentas citadas acima e farei um breve comentário sobre cada uma.

Antes de tratar das ferramentas, em questão, é interessante compreender como funciona o recolhimento de IR sobre operações em bolsa.

É responsabilidade do investidor o recolhimento de imposto sobre operações em bolsa, com alíquota de 15% sobre os lucros aferidos em operações comuns e 20% em day-trade (operação de compra e venda no mesmo dia). Vale lembrar que, no mercado de ações, há isenção quando o somatório das vendas não exceder “R$ 20.000,00” (no mês), exceto para day-trade.

Não há isenção para negociação de cotas de fundos imobiliários (venda com lucro) ou operações de day-trade.

No caso de lucro, o pagamento deve ser feito com a emissão de uma DARF (código 6015), até o último dia útil do mês subsequente ao da apuração do lucro. É um procedimento válido no decorrer do ano”, sempre que o investidor encerrar sua posição com ganho de capital.

Tanto os lucros como os prejuízos serão declarados (no sistema da Receita), em “Operações comuns / Day-Trade” no menu “Renda Variável”. O prejuízo será compensado futuramente, permitindo abater sobre ganhos posteriores. Esta é outra etapa que a utilização do IRPFBolsa pode ajudar bastante.

Confiram um exemplo completo envolvendo ETFs:
https://verios.com.br/blog/como-declarar-no-ir-seus-investimentos-em-etfs/

É evidente que a emissão da DARF dificilmente acontecerá para adeptos de B&H, pois será raro exceder o limite de isenção (R$ 20.000 em vendas) ou realizar operações de day-trade. Ou seja, acontecerá em menor proporção porque, nesta estratégia, as operações de compra costumam ser mais frequentes e as “posições” não são “fechadas” com frequência.

Acredito que, por mais simples que pareça, é inviável tentar gerenciar todas as operações ou carteira de ações manualmente. No mínimo, o investidor terá que lançar suas operações em uma planilha e definir fórmulas para o cálculo de preço médio, lucro e prejuízo, por exemplo. Pessoalmente, acredito que além de ser muito trabalhoso, amplia a margem de erros.

Com a utilização de ferramentas específicas para o cálculo de IR e gerenciamento de carteira, o investidor contará com inúmeros benefícios: “maior precisão e facilidade para lançar as ações ou cotas em ‘Bens e Direitos’, geração automática da DARF, apuração automática de lucros ou prejuízos e acompanhamento detalhado da evolução de sua carteira de investimentos”.

O IrpfBolsa foi a primeira solução que testei e utilizei para auxiliar no recolhimento de IR e declaração – excelente relação custo x benefício. A licença para dois anos custa R$ 90,00 (pagamento único). Para quem lida com renda variável, e diante dos benefícios, este preço é simbólico. Há uma explicação do objetivo disto no próprio site – achei inteligente.

Na opção “Imposto de Renda”, é possível acompanhar o resultado anual da carteira, bem como a apuração de lucro ou prejuízo a compensar.

O trabalho do investidor se resumirá em alimentar o sistema com as notas de corretagem.

Para preencher a ficha de “Bens e Direitos”, podemos utilizar as informações fornecidas pelo IrpfBolsa, levando em consideração os campos “papel” (código), “quantidade” e “custo total”:

– Através do menuMeus resultados”, selecione a aba “carteira atual” e clique em “exportar” (no canto superior direito). Os dados serão “copiados” em memória e, desde que não existam lançamentos após dezembro (no ano de apuração), basta abrir uma planilha (como o Excel) e aplicar o recurso de edição “colar”.

– Porém, caso existam lançamentos após o ano de apuração, o ideal é fazer o levantamento através da aba “Variação da carteira”, selecionando o ano adequado e percorrendo cada mês de forma decrescente (a partir de DEZEMBRO). Feito isto, declare o primeiro resultado que encontrar para o ativo (será o mais atual).

irpfbolsa

A partir dos dados acima, pude declarar as cotas do fundo SAAG11:

irpfbens

Em “situação”, informe o “custo de aquisição”, não o valor de mercado.

Em 2016, testei, gratuitamente, pelo período de 7 dias, a “Calculadora de IR” do site “Bussola do Investidor”. Gostei. Tecnicamente, não deixou nada a desejar. Mas, em minha opinião, o custo mensal de R$ 49,90 (ou anual de R$ 538,92) da versão PRO, o coloca em desvantagem em relação ao IrpfBolsa.

FCL: Analisando Fluxo de Caixa Livre

Analisar o balanço para identificar boas empresas é uma etapa mandatória para selecionar mais adequadamente a empresa em que desejamos nos tornar sócios (visão de Holders).

https://media.treasy.com.br/media/2018/08/Fluxo-de-Caixa-livre.jpg

De acordo com o portal Treasy, “a definição mais simples para entender o que é Fluxo de Caixa Livre é dizer que se trata da quantidade de dinheiro restante em uma empresa. Em outras palavras, é o montante de caixa (fluxo de caixa operacional) que permanece em um negócio após todos os gastos (dívidas, despesas com aluguel, salários etc.) terem sido pagos.”

Confiram uma leitura praticamente obrigatória para Holders:
https://www.treasy.com.br/blog/fluxo-de-caixa-livre/

Resumindo: “Se encontramos uma empresa com lucro líquido consistente, dívida saudável (ou descrescente, de preferência), margem bruta estável e FCL consistente e crescente, estamos diante de uma empresa com características sólidas para investimento“.

Para a análise descrita anteriormente, recomendo o site:
https://www.oceans14.com.br/acoes/

Aliás, foi usando estes critérios que decidi manter uma pequena posição em CRFB3 (Carrefour).

Algoritmos: Programação de robôs de trade (videoaula)

Sei que o intervalo de tempo entre um vídeo e outro está longo, mas não estou com muita disponibilidade de tempo livre e, infelizmente, no final de semana passado o HD (disco rígido) principal do meu computador danificou definitivamente. Logo, precisei refazer a instalação do sistema operacional e recuperar o backup de minhas aplicações e projetos. Isto sem falar que ainda estou codificando e otimizando meu robô de trade.

Antes de tratar sobre a codificação de indicadores ou robôs propriamente, começaremos falando sobre lógica de programação (algoritmos). Para quem pretende criar seu próprio indicador ou EA no Metatrader, este conhecimento é fundamental.

Para melhor compreensão, é importante entender primeiro o conceito de entrada (INPUT) e saída (OUTPUT).

Entrada: Recebimento de dados para processamento (associação direta, leitura de um arquivo ou dados fornecidos pelo teclado)

Saída: Resultado final do processamento (escrita em disco ou exibição em tela).

Com este entendimento, fica mais simples compreender o que é um algoritmo e como escrever o nosso próprio código.

Um algoritmo nada mais é que uma sequência lógica de instruções (código) que determinam como dados recebidos (entrada) serão tratados pelo computador.

Resumindo, o algoritmo é uma sequência lógica de instruções que utilizaremos para solucionar determinado problema. A sequência lógica pode ser apresentado em diagrama (fluxograma) ou por um bloco de código (prévia para codificação).

https://www.lucidchart.com/pages/pt/modelos-e-exemplos-de-fluxogram

Como o nosso objetivo principal é a codificação de indicadores ou assistentes especializados (robôs), o foco deste artigo será voltado aos blocos de código. A figura anterior (fluxograma), foi utilizada como reforço para demonstrar como funciona a lógica de programação.

Porém, é através do algoritmo que aprendemos a programar… 😉

http://aprendizfinanceiro.com.br/awrp/wp-content/uploads/2019/03/Algoritmo-videoaula.doc

O primeiro passo, será identificar as “variáveis” necessárias para nosso programa.

As variáveis representam áreas de memória que identificam um dado específico (onde guardaremos o dado recebido para posterior referência – seja por arquivo, teclado ou associação direta).

Por exemplo (associação direta – atribuindo valores):

candle_maior=10
candle_abertura=5
candle_fechamento=8
candle_menor=3

Foram utilizadas 4 variáveis para guardar o valor do “último negócio” realizado no MT5, onde candle_abertura representa o preço de abertura da barra e candle_maior a máxima da barra. As demais variáveis são autoexplicativas.

“Aliás, sempre utilize nomes sugestivos para associar rapidamente a finalidade da variável

O exemplo anterior foi de variáveis simples, mas podemos trabalhar com vetores (array) para armazenar múltiplos valores na mesma variável – permite ter acesso a informações passadas a qualquer momento (histórico).

Caso precisássemos armazenar os preços negociados nas últimas 100 barras, por exemplo:

candle_maior[0]=10
candle_abertura[0]=5
candle_fechamento[0]=8
candle_menor[0]=3

candle_maior[n]=…
candle_abertura[n]=…
candle_fechamento[n]=…
candle_menor[n]=…

candle_maior[99]=6
candle_abertura[99]=5
candle_fechamento[99]=3
candle_menor[99]=2

O valor que aparece entre colchetes (“n”) é um índice que identificará cada barra. Como, no MQL5, o primeiro índice começa em 0, o último (em 100 barras) será 99.

Também precisamos identificar o tipo de dado:
1. lógico: boleano (verdadeiro ou falso)
2. data_hora: formato data e hora
3. numérico: inteiro ou flutuante
4. textual: caractere ou string

Por exemplo:

inteiro i = 0
boleano candle_alta = verdadeiro
flutuante maior_preco = 0.0
flutuante candle_fechamento[]

Neste artigo, para receber dados por teclado, convencionaremos que a instrução será “leia“. E, para exibir os dados, convencionaremos “exiba“.

Entendida a declaração das variáveis, podemos começar a definir a lógica de processamento – “99% do sucesso de todo código (instruções) depende desta definição (onde as comparações serão feitas)”.

Estruturas condicionais:

São blocos de código onde validaremos se o conteúdo das variáveis atendem nossas necessidades: “se condição_verdadeira; faça

– Qual seria o algoritmo necessário para descobrir se um candle é de alta ou baixa?

flutuante candle_abertura=0.0, candle_fechamento=0.0
boleano candle_alta = falso
leia candle_abertura
leia candle_fechamento

se candle_abertura < candle_fechamento; então
candle_alta = verdadeiro
exiba “fechamento”+candle_fechamento+“ alta”
senão
candle_alta = falso
exiba “fechamento”+candle_fechamento+“ baixa”
fim-se

Na realidade, defini candle_fechamento como boleano de propósito, pois no MQL5 poderia ter feito a comparação pela própria variável.

flutuante candle_abertura=0.0, candle_fechamento=0.0
leia candle_abertura
leia candle_fechamento

boleano candle_alta = (candle_abertura < candle_fechamento)

se candle_alta == verdadeiro; então
exiba “fechamento ”+candle_fechamento+“ de alta”
senao
exiba “fechamento ”+candle_fechamento+“ de baixa”
fim-se

Caso pareça muito confuso, respire fundo e leia novamente!

Não é obrigatório dominar tudo que foi demonstrado, mas saiba que é o básico para que possamos otimizar o código para as nossas necessidades. Do contrário, a contratação de um programador será a única alternativa.

Em relação a programação, o que fiz, no exemplo anterior, pode gerar alertas de compilação ou resultado inesperado em algumas linguagens de programação. Percebam que, na exibição, fiz uma soma entre strings com um valor flutuante (são tipos diferentes).

Logo, o ideal é realizar a conversão para um tipo comum. Neste caso, o mais lógico, no momento da soma, seria converter candle_fechamento para string.

Este processo de conversão é conhecido como casting:

exiba “fechamento ”+(string) candle_fechamento+“ de alta”

A partir deste momento, a instrução exiba entenderá que está somando (concatenando) strings. Em algumas linguagens (não é o caso da MQL), ‘a+1’ é igual ‘b’!

Vale lembrar que tenho colocado verdadeiro ou falso em negrito porque representa um valor reservado para identificar o resultado lógico da variável boleana. Não se preocupe muito com isto agora, mas é fundamental que você saiba interpretar os exemplos dados (como está sendo processado).

É evidente que muitas vezes faremos mais de uma comparação na mesma expressão, obrigando que duas ou mais condições sejam atendidas (AND) ou apenas uma (OR).

-É aqui que entra a interpretação da tabela verdade:

se (a > b AND b > c): será processado quando ambas forem verdadeiras
se (a>b OR b>c): será processado se qualquer uma das condições for verdadeira.

Confiram uma videoaula específica sobre estruturas condicionais:

Estruturas de repetição (loop):

Uma estrutura de repetição é basicamente um bloco de instrução em que uma determinada operação deverá ser executada repetidas vezes até atingir o resultado esperado.

Poderíamos utilizar um loop para descobrir qual é o maior preço de fechamento das últimas 100 barras, por exemplo.

inteiro i=0
flutuante maior_preco=0.0
flutuante candle_fechamento[]
...
para (de i=0 até 99); faça
leia candle_fechamento[i]
se (candle_fechamento[i] > maior_preco); então
maior_preco = candle_fechamento[i]
fim-se
fim-para

exiba maior_preco

A variável maior_preco foi inicializada em 0 (menor preço possível) e será substituída no primeiro preço acima de 0. Nas comparações seguintes, ela será atualizada cada vez que o valor de candle_fechamento[i] for maior que o conteúdo de maior_preco.

Se não utilizássemos uma estrutura de repetição (loop) teríamos que escrever cada comparação individualmente – em muitos casos, seria inviável.

se (candle_fechamento[0] > maior_preco); então
maior_preco = candle_fechamento[0]
fim-se

se (candle_fechamento[1] > maior_preco); então

se (candle_fechamento[99] > maior_preco); então
maior_preco = candle_fechamento[99]
fim-se

Mais uma videoaula específica sobre estruturas de repetição (bastante didático):

Cuidado para não tornar os laços infinitos (no exemplo anterior, o limite foi fixado em 99 – repetição de 100x), pois, caso fique infinito, o processamento não terminará e causará o travamento da aplicação.”

Para finalizar, também podemos trabalhar com reaproveitamento de código e melhor organização estrutural disponibilizando funções.

Chamadas de funções:

Quando precisarmos executar uma mesma operação várias vezes em diferentes partes do código, ao invés de repetir o mesmo bloco de código várias vezes, podemos separar o código responsável por este processamento e chamá-lo sempre que for necessário (com uma única chamada, informando os dados necessários).

flutuante função calc_media (flutuante maxima, flutuante minima); início
flutuante resultado = (maxima + minima)/2
retorne resultado
fim-função

flutuante maxima=0.0, minima=0.0, media=0.0
leia maxima
leia minima
media=calc_media(maxima,minima)

exiba media

Percebam que cada função representa um bloco de código separado. Caso o processamento da função, ao final do seu processamento, ofereça algum retorno (resultado final), deveremos configurar o tipo de dado que será retornado (no exemplo foi flutuante).

Confiram uma videoaula específica sobre funções (bastante didático):

No MQL5, a posição da função, em relação a sua chamada, não importará. Não é algo muito comum porque a interpretação do código é sequencial e o compilador, teoricamente, precisa conhecer a função antes de uma chamada no bloco de código principal.

Espero que o conteúdo lhe auxilie no aprendizado!

– Quem não se familiarizar com lógica de programação, precisa contratar um programador para MQL5 – sua curva de aprendizado pode ser longa.

– Outra opção é buscar soluções comerciais onde você apenas alimenta as opções do robô de acordo com o tipo de lógica já programada – aqui Brasil, a Smartbot oferece este serviço.

Resultado do mês de fevereiro (2019)

Atrasei um pouco para compartilhar o resultado mensal, mas decidi aproveitar o feriado de carnaval para escrever (alguns contratempos me atrasaram mais). O mês foi marcado por acidentes de grandes proporções e, no cenário político-econômico, o que mais chamou mais a atenção tem sido a proposta da reforma da previdência (provavelmente continuará). É evidente que, para “variar um pouco”, sem sucesso e quase vexatória, a mídia tradicional não cansa de “buscar” elementos negativos para criar alguma crise no governo Bolsonaro. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

O mês praticamente começou com grande expectativa em torno da votação no novo presidente do Senado. Acredita-se que, por um possível conflito de interesses, a permanência de Renan Calheiros não seria positiva para o atual governo. Felizmente, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi escolhido como novo presidente da Casa – foi escolhido por seus pares com 42 votos, entre 77 válidos. Sendo assim, o mercado reagiu com mais otimismo.

Em relação ao cenário político, o que mais espanta é ver o empenho da mídia tradicional em tentar desmoralizar, sem sucesso, o atual governo:

– No início do ano, tentaram desqualificar a Ministra Damares criando polêmicas infantis e difamatórias (como sequestro de crianças indígenas). Fizeram de tudo para provar atividade financeira irregular pela família do atual presidente. Os filhos tem sido alvo constante de ataques. Pois é, em todos os casos, não há confirmação.

– Neste mês, o desgaste foi com o secretário-geral (Gustavo Bebianno). Sua permanência no governo foi abalada após o vazamento de informações e possíveis mentiras quanto a reuniões com o presidente Bolsonaro. Se havia alguma suspeita, provavelmente foi reforçada com o vazamentos de uma conversa pessoal pelo WhatsApp. Aliás, em minha opinião, é complicado justificar ou confirmar pauta de reunião com conversas pessoais por WhatsApp.

– A última polêmica tem sido em torno da fala do Ministro da Educação em relação ao hino nacional. Particularmente, concordo que houve excesso apenas quando pontuou a gravação e o lema de campanha do atual presidente. Porém, vale lembrar, que a execução do hino nacional no sistema de ensino brasileiro já era prevista em lei desde 1971 (art 39 da lei 5.700). Entendo como um aspecto cultural que deveria ser resgatado, pois fortifica o espírito de patriotismo da nação.

O início do ano tem sido marcado com acidentes de grandes proporções. Após o rompimento da barragem de Brumadinho, o governo decidiu liberar o FGTS para as vítimas do acidente. Infelizmente, criminosos aproveitaram o momento para dar golpes na região, tentando receber indenização da Vale (na casa de R$ 100.000) – por sorte, na maioria dos casos, a polícia conseguiu identificar e prender os autores. Pouco tempo depois, em acidente de helicóptero, o país perdeu o jornalista Ricardo Boechat. Como se não bastasse, também fomos surpreendidos com o incêndio no alojamento do Flamengo, resultando na morte de 10 jogadores e alguns feridos. Passamos por um mês de muitas perdas.

Nem preciso dizer que a proposta da reforma da previdência causa e continuará causando bastante polêmica…

Particularmente, não vejo como agradar a todos. Ninguém quer perder direitos ou benefícios. É possível perceber que a proposta foi apresentada com uma certa gordurinha para ter abertura de negociações. Infelizmente, o que está em jogo é a sobrevivência do sistema atual e do próprio Estado. As pessoas não deveriam estar preocupadas apenas com a possibilidade de perder direitos, mas sim com a possibilidade não contar com uma remuneração minimamente digna na aposentadoria. Seja como for, não espere muito de governo algum, invista o quanto antes.

Alguns pontos da reforma certamente serão revistos, porém a questão da idade e tempo de contribuição não permite flexibilidade de negociação. Assim que o presidente sinalizou a possibilidade de baixar a idade mínima das mulheres para 60 anos, o mercado reagiu imediatamente. Vale lembrar que a nossa contribuição é destinada diretamente aos aposentados (não estamos contribuindo para a nossa aposentadoria) e o país está com índice de desemprego muito elevado, a população está envelhecendo rápido e o sistema atual é deficitário (crescente) – é, nitidamente, uma bomba relógio prestes a explodir.

Em relação a reforma, a boa notícia é que a proposta apresentada trabalha com uma alíquota de contribuição proporcional a renda e iguala o setor público – o máximo que receberão será o mesmo que trabalhadores da iniciativa privada. Pois é, não é de espantar que, de acordo com o MBL News, “a elite do funcionalismo público ameaçou ir ao STF contra a reforma da previdência” (risos).

Já no cenário internacional, provavelmente nenhum país chamou mais a atenção do que a Venezuela. Mesmo em situação caótica, o presidente Maduro ordenou o fechamento da fronteira e, em alguns casos, ordenou a queima de alimentos doados – negaram ajuda humanitária, alegando que não fazia sentido, pois não se tratavam de mendigos. Enquanto isto, o que vemos é uma triste realidade (bem diferente do discurso):

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

No mês passado comentei sobre a aliança entre Volksvagen e Ford, mas, desta vez, não tenho notícias boas. Neste mês, a Ford anunciou que fechará uma fábrica no ABC e encerrará a linha do Ford Fiesta ainda este ano – segundo a revista Quatro Rodas, “a marca anuncia de uma vez só que o Fiesta e os caminhões das linhas Cargo, F-4000 e F-350 deixarão de ser vendidos no Brasil“.

Conforme esperado, inúmeros balanços foram liberados…

A Ambev, por exemplo, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3.724,5 milhões no 4T18 – apesar do excelente resultado, foi 17,3% menor do que no 4T17 e, com isto, a cotação recuou consideravelmente na última semana. O Banco do Brasil continua impressionando, com lucro líquido ajustado de R$ 13,5 bilhões em 2018, crescimento de 22,2% em relação a 2017.

De maneira geral, o resultado das principais empresas que compõem minha carteira de renda variável, apresentaram excelente performance (lucro líquido no ano), como foi o caso de BBSE3 (+9,3%), EGIE3 (+15,5%), CRFB3 (+48,1%), FLRY3 (+32,5%, porém -10% no 4T), GRND3 (+11,4%), ITUB3 (+3,4% de lucro e +21% sobre o patrimônio líquido), ITSA3 (+15,9%), HYPE3 (+2,2%), PETR3 (lucro líquido de R$ 25 bilhões, o primeiro desde uma sequência de prejuízos anuais), ODPV3 (+16,4%) e WEGE3 (+17%), por exemplo.

Abri posição em FLRY3 (Fleury) neste mês
https://dicadehoje7.com/acoes/flry3

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://www.acionista.com.br/agenda/resultados-das-cias.html

Ainda assim, surgiram inúmeras informações positivas para as empresas que participo. A Weg (WEGE3) anunciou a compra de uma fabricante americana de baterias Northern Power Systems (NPS). A Itaúsa (ITSA3) também informou o início das negociações para incorporação das ações da Itautec. O Banco do Brasil (BBAS3) também surpreendeu novamente, com remuneração complementar de R$ 1,6 bilhão aos acionistas. O ano ainda promete. Mas, estejam preparados para algumas turbulências.

São informações como esta que mostram porque holders não devem olhar apenas para cotação!

Quanto aos investimentos…

Acabei atrasando mais do que esperava porque perdi o HD do computador no domingo e passei todo final de semana reinstalando o sistema e voltando backups (ninguém merece).

Pela primeira vez, após ativar o módulo de inteligência artificial (FANN2MQL), as operações de trade com mini contratos de dólar através do robô fecharam no positivo – o índice de acerto melhorou significativamente.

Recebi proventos de BBSE3, ITUB3, BRCR11 (0,395%), FCFL11 (0,571%), PQDP11 (0,417%), KNRI11 (0,493%), RNGO11 (0,583%), SAAG11 (0,694%), GGRC11 (0,668%), MXRF11 (0,553%), KNCR11 (0,530%), HGRE11 (0,510%), FLMA11 (0,455%), HGBS11 (0,587%) e FIGS11 (1,405%). A carteira continua apresentando uma excelente performance, com valorização expressiva dos principais ativos (algo que pode levar a uma interpretação “equivocada” do rendimento de vários ativos). De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBSE3 e ITUB3 (novamente, o dividendo pago por BBSE3 foi o mais expressivo).

Ao levantar os rendimentos creditados, fiquei surpreso com o montante provisionado para março – será superior ao do mês de janeiro.

Vale lembrar que logo mais deveremos alimentar o sistema da Receita Federal para a entrega da Declaração de IRPF. Para quem tiver alguma dúvida sobre o processo, recomendo assistir o seguinte vídeo:

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de EGIE3, FLRY3, FLMA11 e RNGO11. Esta distribuição foi bastante equilibrada, mas os maiores aportes aconteceram na subscrição de GGRC11 e HGBS11. Mesmo com a cotação um pouco esticada, decidi aumentar minhas posições em FLMA11 e, em seguida, abri posição em FLRY3.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

O resultado mensal foi menos expressivo que o anterior, mas continua muito bom. O meu robô de trade finalmente deu uma trégua (risos) e fechou no positivo – eu pretendia incluir o código para realização parcial de lucro, mas um problema técnico em meu computador acabou atrapalhando. De maneira geral, estou bastante satisfeito. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Desejo a todos um excelente feriado de carnaval!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Será que o país perde R$ 4,6 bi ao não tributar acionistas de Itaú, Bradesco e Santander?

Pois é, se o Leão é Manso, então a CONTRAF-CUT não é muito “inteligente”… na maioria das vezes, estes Bancos citados remuneram por JCP, onde há tributação de IR no ato do pagamento aos acionistas.

Confiram o artigo que recebi como sugestão de leitura:
http://spbancarios.com.br/02/2019/pais-perde-r-46-bi-ao-nao-tributar-acionistas-de-itau-bradesco-e-santander

Logo, no JCP, a distribuições dos lucros favorece as empresas diminuindo o IR, mas o encargo fica com o acionista que será taxado em uma alíquota de 15%. E, no caso dos dividendos, a distribuição acontece sobre o lucro líquido da empresa, após o pagamento de todos os seus tributos (como IR e outras contribuições).

Portanto, o governo já arrecada em ambos os casos – seria bitributação!

Além disso, faria com que inúmeros investidores percam o interesse pela relação risco x retorno do país, direcionando capital para países com menor volatilidade ou, como nossa taxa de juros é alta, direcionando para renda fixa.

Gostaria de saber de onde saem estes cálculos…

Não acreditem em qualquer coisa, questionem! 😉