Mercado em pânico: o que fazer?

Atualmente o mercado de capitais está tomado pelo sentimento de pânico, com forte saída de capital estrangeiro e turbulências fortes no cenário político-econômico – no decorrer de um mês, por exemplo, o Ibov já perdeu mais de 10.000 pontos.

Confiram o gráfico do Ibov pelo Google:

Já faz algum tempo que estou ensaiando produzir algum material sobre o assunto…

Infelizmente, uma forte gripe e algumas questões pessoais acabaram atrapalhando um pouco – fiquei sem voz por uma semana. E, pode não parecer, mas é trabalhoso manter um simples blog como este (risos). É claro que mantive a fanpage relativamente atualizada com os fatos mais recentes e relevantes (utilizo como referência na apuração mensal).

Apesar do momento de pânico, não se desesperem:

Confesso que presenciar uma forte desvalorização como esta mexe um pouco com nossa cabeça, mas o tempo nos ensina como o mercado funciona e percebemos que, ao selecionar boas empresas, é possível transformar o momento de pânico para alguns em oportunidade. Vale lembrar que, com o passar do tempo, o próprio rendimento da carteira permite reforçar ainda mais nossas posições. Logo, para Holders, o mais importante são os fundamentos, não o preço de mercado. Aceitem: “Renda variável, varia (risos)“.

Confiram também um vídeo do canal No Radar do Dinheiro:

É evidente que nada impede que traders experientes também tirem proveito do momento. Boa parte dos investidores tem uma atração incontrolável por operações de trade (já fui um), porém é importante lembrar que apenas uma minoria desenvolve habilidade suficiente e conseguem extrair vantagens reais.

Resumindo: MANTENHAM A CALMA E SIGAM FIRMES COM A ESTRATÉGIA!

Resultado do mês de maio (2018)

O mês de maio encerrou quebrando recordes de “agitação” (rompeu qualquer expectativa), principalmente nas últimas semanas (com a greve dos caminhoneiros). Confesso que estava preparado para lidar com fortes turbulências, no entanto não imaginava que seriam tão agressivas. A situação do país é delicada e, no curto prazo, não vejo uma solução efetiva ou eficaz – o sentimento de incerteza prevalece (algo prejudicial para a economia). Apesar da agitação, não precisei lidar com grandes imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

O cenário político-econômico continua extremamente turbulento, sendo agravado com a greve dos caminhoneiros. É evidente que a forte mobilização popular se deu pelo desgaste com as altas cargas tributárias (uma das maiores do mundo), corrupção e ineficiência do Estado. Há razão para tanto descontentamento, porém…

Todos nós almejamos um país melhor e mais justo para viver, mas a vitória será tangível apenas com a conquista de um Estado menor e com a redução tanto dos gastos públicos como dos benefícios adicionais de inúmeros cargos do funcionalismo público – algo que, infelizmente, não acontecerá no curto prazo. Sem mudar este cenário, qualquer prejuízo causado aos cofres públicos será repassado diretamente a população.

Deixo, portanto, uma reflexão: “a greve, além de causar diferentes prejuízos ao país, mudou o cenário descrito?” Pode ser difícil aceitar, mas a resposta é NÃO.

Confiram um estudo do salário básico do parlamentares em proporção da renda média de cada país:

Não é sabotando o setor produtivo ou massacrando outros brasileiros que conquistaremos nossos objetivos. Se analisarmos friamente, o pequeno produtor pode não resistir aos prejuízos causados e o grande, que é mais resiliente, simplesmente repassará a diferença ao consumidor. Isto sem falar nos movimentos oportunistas que surgiram (pró-esquerda/pró-Lula, fora Temer e intervenção militar). No balanço final, conferimos grandes prejuízos e inúmeros brasileiros sendo lesados ou castigados de alguma forma.

Particularmente, entendo que ampliamos a crise político-econômica.

Como se não bastasse, parte da população clamou – e ainda clama – por Intervenção Militar, mesmo desconhecendo a diferença em relação a Intervenção Federal (como ocorreu no RJ). Novamente, entendo não ser a melhor opção. Desejar isto, neste momento, pode “decepcionar” inúmeros brasileiros: “a primeira ação das forças armadas é fazer valer a lei e a ordem, conforme observamos no caso das escoltas de caminhões tanque (foi correto) – neste caso, não existe espaço para o jeitinho brasileiro“. Por servir como defesa nacional, as forças armadas não costumam ser muito flexíveis em suas negociações. Uma vez que assumam o poder, reverter o quadro não será uma tarefa simples.

A grande insatisfação é compreensível, mas é preciso agir racionalmente e com inteligência. Apesar do tom irônico do vídeo a seguir, julgo que a abordagem foi bastante coerente:

Como prevalece o clima de incertezas, a expectativa sobre a economia brasileira torna-se mais instável. É evidente que o efeito sobre o mercado de capitais foi imediato. As principais estatais simplesmente “derreteram”, principalmente a Petrobras – aliás, para aumentar a tensão, o mês de junho começou com o pedido de demissão de Pedro Parente (até então presidente da estatal). O índice IBov apresenta o pior resultado de 2018.

Como se não bastasse, tudo isto ocorreu pouco tempo após o anúncio da manutenção da taxa básica de juros brasileira, em função da dificuldade de manter a inflação sob controle. Achou pouco? Some agora o aumento da taxa de juros americana. Juntos, tais acontecimentos foram suficientes para que investidores reduzissem sua exposição em ativos de maior risco. E, com isto, o país também perdeu capital estrangeiro. Pois é, a questão é mais complexa que aparenta.

Acabei prolongando o assunto… Entendo que o momento, além de delicado, pede maior atenção e reflexão. Vale lembrar que estamos há poucos meses das eleições presidenciais. Sejamos conscientes e racionais! 😉

Confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo:

O mẽs também surpreendeu com a agitação de dois “grandes” Bancos Digitais:

– O Banco Inter, poucos dias após seu IPO (abertura de capital – Oferta Pública Inicial), foi alertado do vazamento de informações cadastrais de seus clientes. O Banco negou o incidente, mas o portal TecMundo alega que, após receber parte da lista, pôde confirmar a veracidade das informações ao contactar alguns clientes. Ainda assim, os mais entusiastas resistem em acreditar. Complicado.

– Incrivelmente, na mesma semana, após a liquidação extrajudicial do Banco Neon, muita gente ficou desesperada, principalmente quem tinha dinheiro investido no CDB do Neon (o jeito foi aguardar a ação do FGC – Fundo Garantidor de Crédito). Abriu um sinal vermelho (ou, pelo menos, alerta) para os Bancos Digitais.

O mercado de criptomoedas continua tenso, apresentando forte volatilidade (nada muito diferente do esperado). O grande problema é que muitos brasileiros foram movidos pelo momento de euforia, quando atingiu a máxima histórica no fim de 2017, e agora estão inseguros em relação ao valor real. Sinceramente, já desisti de comentar – cada cabeça, uma sentença.

O mês terminou um pouco apertado; nada que tirasse meu sossego. Felizmente, posso afirmar que foi tranquilo, sem grandes imprevistos. Como solicitei o MEI (Microempreendedor Individual) no final de abril, em maio precisei pagar a primeira mensalidade do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Ainda não gerei nenhuma NFse (nota fiscal de serviços) porque tentei concluir toda formalização com a Prefeitura Municipal eletronicamente. Realmente, confirmou o que escrevi em artigos anteriores: “na maioria das vezes, é preciso dirigir-se até a Prefeitura de seu município“. Além disto, também dei uma apoio para a revisão do carro de minha namorada.

Quanto aos investimentos…

Mantenho em aberto a operação com opções (CALL) do Banco do Brasil (BBAS3). Estou aguardando o melhor momento – se é que ainda existe – para fechar a posição. O resultado só não foi pior porque aproveitei a queda brusca das ações da Petrobras para fazer um daytrade. O momento foi oportuno e consegui o ganho de R$ 1 por ação. No final, um esforço acabou anulando o outro. Em função do elevado grau de incerteza, encerro por aqui qualquer tentativa de especulação direta

Recebi proventos de ITUB3, ODPV3, GRND3, CRFB3, PETR3, BBAS3, BRCR11 (0,261%), FCFL11 (0,528%), PQDP11 (0,401%), KNRI11 (0,491%), RNGO11 (0,594%), SAAG11 (0,634%), GGRC11 (0,599%), MXRF11 (0,551%), KNCR11 (0,553%), HGRE11 (0,528%) e FIGS11 (0,860%). O desempenho dos FIIs permanece estável, com uma leve melhora. A situação do fundo BRCR11 permanece uma incógnita, mantendo o pior resultado da carteira. Infelizmente, algumas mudanças no cenário político-econômico provocaram insegurança e, por consequência, queda de preços dos principais ativos negociados na Bolsa de Valores. O rendimento mensal da carteira foi excelente, superior ao mês anterior. Aliás, contei com reforço do pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ODPV3, GRND3, CRFB3, PETR3 e BBAS3.

“A Petrobras surpreendeu com pagamento de JCP, pois há muito tempo não se via em condições. Até o momento da apuração, minha posição em ODPV3 era muito pequena (ainda estou reforçando), portanto o dividendo recebido praticamente não altera em nada o resultado da carteira. Os melhores retornos foram do Bando do Brasil e da Grendene. Infelizmente, acredito que a Petrobras será mais cautelosa nas próximas distribuições (caso faça).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ODPV3, EZTC3, BBASF388 (CALL de BBAS3), BRCR11 e KNRI11. O maior aporte foi para ODPV3 – conforme exposto anteriormente, pretendo reforçar minha posição (não significa que farei de uma vez). Para os demais ativos, a distribuição foi equilibrada. O menor aporte foi em BBASF388, mas não teria feito caso “suspeitasse” dos acontecimentos recentes. Consegui reverter a perda das opções com uma operação de daytrade em PETR3. Francamente, pelo esforço e risco, seria melhor não ter especulado desta forma. Mesmo sem entrar em maiores detalhes, se você acha que é fácil fazer trade, fica a dica (risos) – fácil seria compartilhar apenas os acertos!

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):
A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):
Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Talvez vocẽs tenham percebido que, nos últimos resultados, a conclusão vinha sendo bastante semelhante. Desta vez, sinto informar que as mudanças no cenário político-econômico brasileiro tornaram a expectativa menos otimista e sob um ambiente cada vez mais nebuloso.

Não preciso dizer que o valor de mercado da carteira caiu bastante. Cada um pode buscar inúmeras justificativas para queda de preços no mercado de renda variável, mas o que está acontecendo é uma mudança natural de interesse e, em função de tantas incertezas (cenário macro), é compreensível a busca por opções de investimentos mais seguros. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Ainda assim, o momento pede cautela e controle emocional. Não aja por impulso.

Em relação a greve dos caminhoneiros há diferentes opiniões. O jeito é aguardar e analisar o resultado – contra fatos não há argumentos. No meu entendimento, o tiro saiu pela culatra. Tentei justificar o meu pensamento logo no início. Apesar da grande insatisfação com o Governo atual (prestes a terminar), a crise estava sob controle. A grande expectativa era quanto ao próximo Governo. Com os últimos acontecimentos, sejam eles internos ou externos, a visão já não é a mesma. É provável que encontremos mais dificuldade para manter a inflação sob controle – que, caso se confirme, aumentará o interesse por aplicações indexadas a Selic. Particularmente, preferia ver a economia crescendo, com redução do índice de desemprego e crescimento gradativo das empresas – assim, o resultado da carteira de renda variável seria MUITO superior e o país ofereceria condições melhores a todos.

Seja um holder de verdade…
Agora seremos testados, estejam preparados! 😉

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Economia: Qual será o fundo do poço?

Quando estudei no colégio militar, recebíamos punição como forma de correção e aprendizado (para não insistir no erro). Existia um ditado interessante: “quando a cabeça não funciona, o corpo padece“.

O Governo Brasileiro já cedeu a pressão dos caminhoneiros e, mesmo assim, o problema persiste.

Vejam como o mercado reagiu (mais de 4% de queda em um único dia):
As principais estatais simplesmente derreteram. Talvez você possa não se importar por não investir em renda variável, mas saiba que: “se expectativa negativa se confirmar“, estes números servirão como termômetro para dias difíceis que estão por vir. Como disse no artigo anterior… no final, a conta será nossa.

Não é de espantar que o preço de mercado da Petrobras está afundando dia após dia:
Na semana passada, a ação custava aproximadamente R$ 30. Este não é um sinal de que o mercado está contra a população, mas sim uma antecipação da expectativa futura. Ou seja, está difícil ser otimista. O país está prestes a quebrar a “estabilidade econômica” que vinha “tentando manter”. Sei que não está fácil para grande parte da população, mas, dependendo dos próximos acontecimentos, é possível piorar.

Conversei com algumas pessoas para entender como pode haver ainda algum otimismo. Ouvi argumentos de que, ao menos, os interesses dos caminhoneiros foram atendidos. Pois é, mas tudo indica que não honrarão o acordo. E boa parte dos brasileiros abraçou a causa como “forma de protesto” (falava-se até em intervenção militar). A pergunta que me faço é: “o que ganhamos?”

Vejam alguns prejuízos que estão prestes a concretizar:
https://g1.globo.com/economia/noticia/greve-coloca-em-risco-vida-de-1-bilhao-de-aves-e-de-20-milhoes-de-suinos-diz-associacao.ghtml

É aceitável perder 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos por falta de ração? Você acredita que existe alguma chance do consumidor não arcar com este prejuízo? Praticamente impossível.

Particularmente, entendo que o período de negociação encerrou!

Infelizmente o estrago está feito e não adianta chorar pelo leite derramado. Confesso que estava preparado para lidar com fortes turbulências neste ano, mas não esperava tanto. Procurem seguir sua estratégia de investimentos. Não há muito o que fazer. Não saiam comprando ou vendendo ativos no desespero. Agora seremos testados… mantenham a calma

SOMOSTODOSCAMINHONEIROS… De que lado você está?

Não restam dúvidas de que o assunto mais discutido durante a semana foi a greve dos caminhoneiros. O motivo para tanta revolta é legítimo, mas será que a população entende realmente o que está em jogo e por quais interesses estão realmente lutando? Tenho algumas dúvidas.

Antes de mais nada, gostaria de lembrar que, financeiramente falando, o Governo somos nós. Por mais que o movimento seja legítimo é preciso tomar cuidado para não cair em autossabotagem.

Então, quando falamos que o Governo que se vire para pagar algo – estamos falando de nós mesmos. O Governo JAMAIS perde. Não cabe aqui discutir se é justo ou não. O que podemos fazer é escolher melhor nossos representantes e cobrar mais eficiência nos serviços prestados e promessas de campanha. Felizmente, o trabalho da Polícia Federal também tem sido de grande valor. Existe uma luz no fim do túnel.

É uma questão complexa. No ambiente privado (por exemplo), as empresas visam lucro, até porque dele depende também sua sobrevivência. Isto não acontece e nunca acontecerá com estatais. Quando uma estatal vai mal, “não tem problema” – nós pagaremos a conta de um jeito ou de outro. De que forma uma estatal conseguiria sobreviver à uma dívida de R$ 500B? Parece inacreditável, mas estou falando da Petrobras. Por isto a ideia de privatizar algumas empresas não é algo tão ruim como muitos imaginam (até por questões de concorrência).

Em 2010, por exemplo, a dívida líquida da Petrobras estava em 60 bilhões e lucro líquido de R$ 35 bilhões. Bastou apenas 5 anos para a dívida pular para R$ 391 bilhões, com lucro líquido negativo em R$ 35 bilhões. Mesmo com dívida crescente, a empresa continuou patrocinando a produção de filmes e ainda sofreu controle de preços quando os preços do petróleo internacional dispararam – apenas com este controle, as perdas acumuladas atingiram o incrível patamar de 56,5 bilhões de dólares em outubro de 2014.

Todos nós estamos cansados de pagar pela falha de governos corruptos e ineficientes. No entanto, não podemos fugir da realidade. Assim como no exemplo das estatais, se tentarmos sabotar financeiramente o Governo, não sairemos vitoriosos – ele simplesmente repassará a conta. Vale lembrar que nem sempre quando o Governo cede é para o nosso bem – na maioria das vezes é para ganhar apoio popular e votos no futuro. A população, por exemplo, gostou e apoiou quando a Dilma optou pelo controle de preços dos combustíveis, mas pagamos por isto até hoje.

Quanto ao combustível, sugiro que assistam o vídeo:

Esqueçam as crenças ideológicas ou políticas, atenham-se aos fatos.

Por outro lado, é possível encontrar questionamentos referentes a capacidade de produção das refinarias nacionais, alegando que o país é “forçado a importar”. Para quem tem interesse no assunto, sugiro a leitura do seguinte artigo:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/06/1893968-importacao-de-combustivel-afeta-refinarias.shtml

É muito fácil escrever ou falar o que uma grande massa quer ouvir. Dizem por aí que nem tudo que reluz é ouro (risos).

Para obter melhores resultados no blog, seria mais eficiente e vantajoso escrever sobre criptomoedas e opções de investimentos muito mais arriscadas. Poderia compartilhar vídeos e estratégias que não sigo e nem acredito, mas sei que desperta grande interesse em função da frequente ganância por lucro rápido. Mesmo sabendo que a maioria perde, poderia selecionar facilmente apenas os casos de sucesso.

Cuidado quando a sua decisão é baseada em algo que você deseja ouvir.

Se comparado com o vídeo anterior, tenho certeza que o próximo agrada muito mais (óbvio):

Se identificou, não é mesmo? Retrata o que estamos passando e reforça a razão para tanta revolta. Ele não está mentindo. Também não estou afirmando que não exista motivo, mas quero mostrar como é possível direcionar os argumentos conforme o “interesse”.

Sem sombra de dúvidas, o discurso anterior é mais envolvente e agradável (vai ao encontro do pensamento da grande massa). Tente identificar se existe outra razão por trás. Não é fácil identificar, porém existe sim. Tudo isto faz parte do negócio dele nos Estados Unidos.

E, segundo alguns depoimentos, não sei se ele tem moral para tais questionamentos:

No Youtube há uma infinidade de depoimentos similares!

Voltando ao tema…
Ainda há rumores de que existem empresas do setor com interesse no movimento (locaute):
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/05/25/O-que-%C3%A9-locaute.-E-o-que-caminhoneiros-e-empres%C3%A1rios-dizem-sobre-isso

Não acredito que a greve gere o impacto “esperado”, e temo que possa ampliar o tamanho do problema – gerando prejuízos ainda maiores. Adivinhem quem vai pagar novamente? Vai uma dica: é quem SEMPRE paga.

Também não se pode observar cada elemento isoladamente. É preciso enxergar a nação como um todo. Sem os caminhões não há transporte. Verdade. Mas, sem produção não há o que transportar.

Vi diferentes comentários, e muitos eram hipócritas. Existe razão – de sobra – para o descontentamento com o governo, porém algumas pessoas estão apenas defendendo seus próprios interesses ou por um falso “sentimento de patriotismo e união”. Digo isto porque pacientes estão sendo prejudicados no tratamento de hemodiálise (com risco de vida), medicamentos estão em falta e até a segurança pública está mais vulnerável (afetando as rondas). Estamos aceitando até desperdício de alimentos. É óbvio que quem depende destes serviços não está satisfeito. Logo, para quem não depende ou não está sendo lesado, é fácil dizer: “dane-se, não me afeta!”. Basta a água bater na bunda, que o argumento mudará.

Ainda não concorda?

Só há uma forma de ignorar isto… desde que não atinja alguém de sua família.

É possível que demore alguns anos para que possamos descobrir de que lado realmente estamos e o preço desta escolha. Não estou contente com o que está acontecendo, apenas tenho receio de consequências ainda piores.

Existem vários fatores que, muitas vezes desconhecidos, influenciam na condição atual:

Lembrem-se: para qualquer governo é muito mais vantajoso e conveniente adotar medidas populistas para ganhar votos e apoio popular, empurrando o problema para o próximo – até que se torne insustentável, se manifestando como outra grande crise. Precisamos exigir serviços de melhor qualidade, com impostos “compatíveis e justos” (fácil na teoria). Quanto a isto, todos concordam. Infelizmente, quando “conseguimos” penalizar (ou sabotar) o Governo financeiramente, estamos nos autossabotando – no final, como sempre, a conta será nossa!

Confiram uma análise interessante em relação ao impacto sobre as ações da Petrobras:

Apesar de um longo dia de trabalho, dedico algumas horas para pesquisar, selecionar e produzir conteúdo que possa acrescentar de alguma forma. Não sou dono da verdade, apenas compartilho informações. Cada um que tire suas próprias conclusões. Só estou compartilhando fatos que estão acontecendo. Quem quiser ignorar que ignore.

Boa sorte a todos (vamos precisar).

Disparada do dólar… Comprar ou não?

Com a disparada do dólar, muitas pessoas estão se perguntando se, neste exato momento, “investir” na moeda é uma boa opção. Infelizmente, não há uma resposta única e direta – a decisão, como sempre, é bastante pessoal. Mas, nada impede que façamos algumas avaliações para compreender melhor o que está em jogo e riscos envolvidos.

Para quem ficou interessado na valorização do dólar e pretende especular, é importante lembrar que a cotação atual (na casa de R$ 3,70) está muito próxima da máxima histórica dos últimos 10 anos. Portanto, o ideal seria ter especulado bem antes. O risco agora será maior.

Fonte ADVFN

Particularmente, não é uma “manobra” (trade) que desperte meu interesse. Hoje cedo, em 20/05/18, compartilhei um vídeo expondo minha visão sobre o assunto.

Ao especular, precisamos avaliar friamente a relação risco x retorno. Ou seja, procuramos nos expor ao risco de uma perda pequena e limitada, frente a possibilidade de um lucro maior. No patamar atual, para que a operação faça sentido, o volume financeiro precisaria ser *expressivo*. Como a volatilidade do dólar é moderada, não vejo que a relação risco x retorno seja interessante.