Resultado do mês de Maio (2017)

O mês de maio está encerrando mantendo investidores bastante apreensivos (depois dos escândalos envolvendo o atual presidente), com um cenário político-econômico extremamente turbulento. O momento pede cautela. Infelizmente, este evento aconteceu logo após a divulgação dos primeiros sinais de recuperação econômica, quando o país apresentou crescimento de 1,12% no primeiro trimestre. Já o cenário internacional também vem apresentando incertezas que podem respingar por aqui, envolvendo a denúncia de que o presidente norte-americano teria repassado informações sigilosas à Rússia, uma possível tentativa de obstrução de investigações do FBI e por causar mal-estar com autoridades britânicas com um possível vazamento de informações sigilosas sobre o atentado de Manchester. A palavra impeachment nunca foi tão pronunciada. Com tantas turbulências e incertezas, é evidente que o resultado deste mês foi prejudicado substancialmente, apesar de continuar positivo (quebrou o movimento de euforia). Felizmente, nenhum imprevisto afetou minha capacidade de aportes e deixei um pequeno valor adicional para o mês de junho (que também promete).

A economia vinha demonstrando sinais claros de recuperação e maior confiança, favorecendo na apuração do balanço positivo de inúmeras empresas e despertando maior interesse de investidores. Logo, o excelente desempenho da Bolsa de Valores, nos últimos meses (por exemplo), foi reflexo desta retomada. Não se via isto há vários anos. Até o índice de desemprego começou recuar. É desanimador assistir a possibilidade deste ciclo de crescimento ser rompido. Reformas importantíssimas para o país estão em pauta (como a reforma política), porém, houve um grande desvio de atenção (infelizmente).

Não estou defendendo o presidente Temer. Acho, no mínimo, “irônico” ver os eleitores da Dilma chamando o atual governo de golpista, sendo que o elegeram também (era vice). E acho espantosa a cara de pau do PT ao tentar eximir sua responsabilidade sobre a crise atual, procurando inverter as responsabilidades. As distorções não acabam. O Lula, por exemplo, discursa como se fosse o salvador da pátria. Mas, não esqueçam que o país não está nas mesmas condições quando ele foi eleito pela primeira vez.

Não é uma questão de ideologia política… Aliás, compartilho da visão de Caio Coppolla:

Até então, minha expectativa era claramente otimista. As decisões tomadas pelo governo, apesar de impopulares, demonstraram eficiência (escrevi e compartilhei inúmeros artigos sobre o assunto). Não foi à toa que o país apresentou crescimento de 1,12% no primeiro trimestre. Porém, as acusações contra o atual presidente são gravíssimas e, diante disto, será muito difícil manter a mesma expressão política para levar adiante as propostas do governo. A situação ficou complicada e imprevisível. Tendo em vista tantas incertezas, nos resta apenas aguardar pelos desdobramentos das investigações e mudanças no cenário político-econômico.

Os pedidos de impeachment já estão enfileirando:

Diante da nova crise política, forte o suficiente para mudar a expectativa dos investidores, os ativos de renda variável tendem responder com intensa volatilidade. Logo após a denuncia, envolvendo o presidente, o índice IBovespa fechou em queda de 8% – foi muita coisa para um único dia. Para o investidor amador, a recomendação que prevalece é “não fazer nada”. Nos últimos dias, o mercado apresentou uma volatilidade contida; uma “provável trégua” até o dia 6 de junho, quando será retomado o julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer.

Neste mês, minha carteira de renda variável sofreu pequenas modificações.

– Após avaliar a performance e os últimos fatos relevantes do fundo TRXL11, resolvi encerrar minha posição. Além do péssimo desempenho (frequente), faz algum tempo que o gestor do fundo tem tomado decisões contrárias aos interesses dos cotistas.

– O fundo XPGA11 surpreendeu de diferentes maneiras: apresentando um fantástico rendimento de 4% e, no dia 19, passando por um processo de desdobramento (na proporção 1:10) e incorporação (pelo fundo Maxi Renda). Devido à incorporação, após o desdobramento, cada cota XPGA11 resultou em 0,936743608 de MXRF11. Para o investidor, o processo foi transparente – a conversão foi automática (n XPGA11 x 0,936743608), apenas confirme a quantidade em carteira.

O lançamento no IRPFBolsa foi muito simples. Escolhi a opção “Desdobramentos (splits) e agrupamentos” e fiz um cadastro para o desdobramento de cotas XPGA11 (1 : 10) e outro de XPGA11 para MXRF11 (1 : 0,936743608). Não precisei fazer nada além. O número de cotas MXRF11 ficou correto e preço médio foi ajustado automaticamente (PM = custo total de cotas XPGA11 / número de cotas MXRF11). Mais um pontinho para a aplicação (risos)!

A assinatura do relatório Fundos Imobiliários da Empiricus venceu, mas decidi renovar (gosto do material).

Minha conta na corretora Modalmais está ativa e as primeiras impressões foram positivas. Eu já conhecia o Home Broker, é o mesmo da Gradual (particularmente, me agrada). No mês de junho farei algumas operações (ainda não fiz) e, possivelmente, solicitarei a transferência de custódia.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, GRND3, BRCR11 (0,645%), FCFL11B (0,626%), PQDP11 (0,479%), KNRI11 (0,628%), RNGO11 (0,554%), SAAG11 (0,657%), FVBI11B (0,533%), XPGA11 (4,192%), KNCR11 (0,742%), EDGA11B (0,219%), HGRE11 (0,691%) e FIGS11 (1,251%). Felizmente, o rendimento dos FIIs melhorou, com exceção do fundo EDGA11, que continua com o pior resultado (o código do fundo foi atualizado, removendo o final B – de mercado balcão). O rendimento foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e GRND3.

Estou avaliando o rendimento do fundo Macro Multimercado LP, sem realizar novos aportes. O desempenho foi bom, mas a volatilidade do período foi grande“.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ITUB3, EZTC3, GRND3, SAAG11 e KNRI11. O aporte mais expressivo foi para o fundo SAAG11 e o “menor” para ITUB3. Neste momento, de tantas incertezas, achei mais prudente priorizar os FIIs. Porém, como recebi excelentes proventos de GRND3 e EZTC3, nada mais justo que reinvestir nas empresas. Nos demais, a distribuição foi equilibrada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI ou Multimercado):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):
Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Desta vez, não posso dizer que o mercado continua seguindo uma trajetória otimista. O clima de euforia foi interrompido momentaneamente. Diante de tantas incertezas, não fiquei tão surpreso com o resultado levemente negativo. Ainda assim, continuo satisfeito com a composição da carteira e a performance final continua excelente. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Ainda não decidi como farei os próximos aportes. A princípio, na visão de um holder, estes acontecimentos não deveriam influenciar em nossas decisões. Porém, não considero prudente ignorar um momento tão delicado como o atual. Antes do dia 6 de junho não farei nenhum posicionamento novo. Cautela nunca é demais.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Bitcoins: Porque optei ficar de fora!

Nas últimas semanas, o barulho estrondoso causado pelo Ransomware WannaCry colocou o Bitcoin sob os holofotes do mundo inteiro. Foi um evento que acabou favorecendo a moeda, que apresentou uma valorização muito agressiva e fora do “padrão”. É evidente que isto abriu um espaço ainda maior para especulação. A forma como cada um escolhe para se posicionar no mercado financeiro é algo muito pessoal, e nós somos os únicos responsáveis pelos resultados de nossas escolhas (seja no sucesso ou fracasso). Sendo assim, compartilharei a razão pelo qual EU resolvi ficar de fora. Não posso e nem vou afirmar qual escolha deve ser tomada, porém gostaria de alertar e mostrar os riscos reais, para que futuros investidores não hajam como torcedores.

Hoje, participei de uma discussão bastante acalorada sobre o assunto, mas, por ser um tema muito polêmico, a discussão se tornou improdutiva (bastante inútil, para dizer a verdade). Nunca consigo desenvolver um raciocínio lógico até o final (risos). Por se tratar de um assunto em grande evidência, resolvi compartilhar a minha visão pessoal e as razões que me fizeram ficar de fora.

Significa que a minha escolha é a melhor? De forma alguma, apenas não preenche meus critérios de investimentos e não desperta meu interesse. No momento, minhas prioridades são outras. Caso você se sinta confortável, a decisão é sua. Algumas pessoas lucraram muito.

A discussão começou quando, em tom de brincadeira, fui questionado se estaria interessado em operar com opções binárias. No mercado “convencional”, o sucesso das operações de trade depende de uma dedicação quase exclusiva e não tenho esta disponibilidade. Existe muita fantasia em torno do assunto. É você quem escolherá de que forma aprenderá isto (risos). No meu caso, sendo um profissional de TI, esta possibilidade está fora de cogitação, pois minha margem de erros seria maior e ainda colocaria minha atividade principal em risco. E, nas opções binárias, nossa resposta precisa ser muito mais rápida. Logo, não condiz com o meu perfil de investidor e também entendo que é uma forma de treinar o lado jogador. O assunto encerrou e, logo em seguida, comentei estar bastante surpreso com a valorização do bitcoin.

Foi aí que tudo começou…

Independente das escolhas ou opiniões (que são pessoais), é imprescindível identificar o nosso perfil de investidor, objetivos e o tipo de patrimônio que almejamos conquistar e expandir ao longo da vida. No menu investimentos, compartilhei a estratégia (e filosofia de vida) que sigo e não me arrependo de absolutamente nada. A única vez que perdi dinheiro, foi quando ignorei a estratégia e segui teorias tortas (induz assumir riscos desnecessários e pode levar algum tempo até cair de verdade).

Quanto ao Bitcoin

Neste exato momento (da postagem), está sendo negociado no mercadobitcoin a R$ 10.020:
Só hoje, ao longo do dia, a moeda apresentou uma volatilidade superior a R$ 2.000  😉

Excelente para especuladores, mas…

Muitas vezes, a volatilidade é interessante e desejável – pode abrir uma excelente janela de “oportunidades” (palavrinha perigosa). Entretanto, a intensidade apresentada no bitcoin nos coloca em uma posição muito semelhante dos jogos de azar. Em função do meu perfil, prefiro manter distância (nem como diversificação). O meu objetivo é acumular patrimônio diversificado em valor, que seja capaz de apresentar a maior estabilidade possível e mantendo poder de valorização gradativo. A partir do momento que você investe em algo tão arriscado e tem a sensação de que o lucro é sempre certo, seu controle emocional será testado, tendendo priorizar onde não deveria. É deste mesmo jeito que muitos fracassam na Bolsa de Valores.

Perdi a chance de especular um grande lucro? Sim, mas prefiro uma noite de sono tranquila.

Se considerarmos a finalidade principal (que é moeda de troca), de que maneira um empresário pode precificar seus produtos de forma coerente? Queira ou não, o valor de referência ainda é baseado na moeda local. Não dá para desassociar. As principais transações não são feitas apenas em bitcoins, é preciso negociar em uma casa de câmbio antes. Então, não posso aceitar comprar um produto pagando o mesmo valor em BTC do mês passado, pois o valor de mercado que ele representa hoje é absurdamente diferente. Há um mês atrás, 1 BTC estava cotado em aproximadamente R$ 6.000. É muita coisa. Agora, considere novamente a volatilidade do dia… É fácil concluir se está fazendo um bom negócio? Duvido muito!

Na discussão que participei hoje, ouvi de tudo sobre o assunto, inclusive muita besteira!

Durante a discussão, afirmaram categoricamente que as transações com bitcoins são ilegais. NÃO SÃO. Aliás, Já compartilhei um vídeo do COAF (Conselho de Controle de atividades Financeiras) expondo sua posição. Em nenhum momento a legalidade da moeda em si foi questionada. A preocupação reside na facilidade de realizar operações ilegais, valendo-se das características de anonimato total. Quanto a isto, podem ficar tranquilos.

Por enquanto, não existe restrição direta em relação as operações. Do contrário, o mercadobitcoin não poderia sequer existir. A própria Receita já disponibilizou opção para declarar bitcoins (para você declarar algo que possui ilegalmente, certamente não é… risos). Apesar disto, não se iluda em acreditar que nenhum governo possa exercer controle sobre a moeda. Diretamente pode até ser. Mas, nenhuma ação contrária foi tomada porque os governos continuam neutros em relação aos efeitos sobre o mercado financeiro. Se, algum dia, decidirem que as transações com bitcoin estão lesando outras atividades financeiras essenciais, não queira ter uma carteira recheada de bitcoins. Não existirá circuit breaker ou qualquer intervenção para evitar que a cotação vire pó.

As garantias envolvidas também são aspectos de extrema relevância. Na maioria das vezes o argumento é repetitivo, indicando que ninguém lhe oferece garantias porque a Poupança já foi confiscada antes. Ainda assim, apesar do sistema falho, foram oferecidas alternativas para reaver o dinheiro corrigido. Comparar uma moeda com uma modalidade de investimento específica já é algo bastante questionável.

Os bancos, por exemplo, estornam operações erradas ou indevidas. Tente fazer isto com bitcoin. Existe uma infinidade de possibilidades que esse pessoal ignora. Se a sua “corretora de valores” (com selo CETIP) fizer qualquer operação não autorizada em seu nome, ela responderá por isto. Então, dizer que não existem garantias no sistema atual, é piada. Seja como for, Insisto em dizer, é ilusão achar que o governo não pode exercer nenhum controle. Em momentos de crise, a única medida de proteção é a diversificação (comece desde cedo).

Mesmo que você disponha de bitcoins, na esperança de nunca ser “lesado” pelo governo (outro confisco), será rastreado nas operações de câmbio – a não ser que os dados de cadastro sejam falsos (caracterizaria crime) ou grande parte do comércio aceite o pagamento em bitcoins (você acha que, se isto acontecer, o governo continuará neutro e ficará aguardando por caridade? Inocente, heim!).

Não estou defendendo governo algum… apenas prefiro não me apegar a conceitos exageradamente utópicos.

Pode ser interessante especular. Mas, vejo como um momento impróprio e de grande euforia (significa comprar no topo).

Se você não estiver preparado para lidar com isto, vai acabar comprando na euforia e vendendo no pânico. Toda vez que a sua ganância falar mais alto, pode esperar pelo pior! É questão de tempo. Vai errar quando é inaceitável. Já passei por isto. Tô fora!

Confiram também uma discussão, no grupo do Bastter (leiam a opinião dele), sobre a utilização como reserva de valor:
https://www.bastter.com/mercado/grupos/Forum.aspx?g=220&t=747845

Boa sorte a quem se aventurar!

Corretoras: Escolhendo a próxima corretora

Na segunda feira (dia 01/05), desta semana, comentei sobre experiências e critérios para a escolha de uma corretora, demonstrando minha experiência pessoal e insatisfação com o reajuste (exagerado) dos custos operacionais da Rico. Durante a semana, contactei a Rico para sondar uma alternativa mais justa para o meu perfil, evitando assim uma nova transferência de custódia. Conforme imaginei, foi inútil.

Antes de prosseguir, gostaria de fazer uma pequena reflexão! 😉

Atualmente, inúmeras empresas vem seguindo um fluxo operacional bastante amarrado, robotizado e – desculpem a expressão – extremamente burro. A teoria por trás deste processo é linda, mas a realidade nem tanto. Digo isto porque existe um roteiro, pouco flexível, baseado em níveis de atendimento extremamente burocrático e amarrado. Os atendentes costumam ser instruídos para jamais romper isto (a culpa não é deles). É aí que mora o problema.

Quando levantamos uma questão NÃO prevista no roteiro de atendimento, dificilmente conseguimos uma solução simples e rápida, pois o atendente não dispõe de instrumentos ou flexibilidade suficiente para buscar soluções ou alternativas mais adequadas. Para complicar, com o passar do tempo, percebem que seguir o roteiro é mais confortável. Muitos destes fluxos são definidos com intuito de tornar o atendimento mais ágil, levando à uma eficiência muito mais quantitativa do que qualitativa. Apesar de questionável, é relativamente fácil mensurar o “fluxo do atendimento”, mas a qualidade não. Consequentemente, estas características acabam distorcendo a avaliação da eficiência real.

Aliás, foi algo que ficou bastante evidente quando precisei recorrer ao atendimento do pagseguro da UOL, por exemplo.

É evidente que, no caso das corretoras de valores, as barreiras são maiores e mais complexas. Mas, quando entrei em contato com a Rico, “o assunto também encerrou no atendimento“. As corretoras só percebem as consequências de uma grande insatisfação na medida em que vão perdendo clientes. Futuramente, estes números aparecerão negativamente no resultado financeiro e, com isto, qualquer reação da corretora será tardia e com o prejuízo já consolidado! Foi por esta razão que aproveitei para fazer uma reflexão sobre o assunto.

O poder está em nossas mãos! 😉

Quanto a escolha da corretora…
Conforme exposto anteriormente, selecionei três para avaliar: Socopa, Easynvest e Modalmais.

Para evitar uma nova transferência de custódia, resolvi contactar a Rico primeiro. Ao questionar os valores, os atendentes simplesmente responderam que os custos operacionais já haviam mudado e o menor plano disponível custa R$ 91,70 (prevendo 10 operações a R$ 9,17 cada). No meu caso, o plano é inviável, pois faço, em média, 4 operações no mês – não posso assumir um compromisso mensal de R$ 91,70. Tentei questionar os valores, imaginando que a corretora poderia manifestar alguma intenção ou proposta de mudança nos planos de corretagem para preservar seus clientes atuais, mas ouvi apenas um “lamento muito” e fim de conversa. Ou seja, para variar, o assunto morreu no atendimento.

Nesta semana, fiz o cadastro na Socopa, Modalmais e Clear. Acabei descartando a Easynvest porque os custos de corretagem são pouco atrativos e fiquei mais interessado pela Socopa e Modalmais. Eu não avalio os demais produtos oferecidos porque invisto apenas em renda variável, atuando como holder. Desejo apenas uma plataforma estável a um preço justo. Meus investimentos em renda fixa são feitos em grandes Bancos e não pretendo mudar.

Inicialmente, como já encontrei dificuldade com a Gradual (em função do cadastro expirado, impedindo operar por um dia inteiro), resolvi dar maior peso para corretoras que disponibilizem todo o processo de cadastro digitalmente, sem a necessidade de enviar uma cópia dos documentos de identidade e comprovante de residência. Ironicamente, no meu caso, a única corretora que permitiu isto foi a Rico. Não que isto seja um impedimento, apenas um critério de preferência.

Comecei o cadastro pela Socopa, mas achei que interface deles deixa muito a desejar. Durante a criação da conta até fiquei surpreso ao constatar que a interface havia carregado quase todas as minhas informações pessoais. Pouco tempo depois, quando o sistema solicitou o upload da cópia dos documentos, desanimei. Fiz contato por e-mail, perguntando as razões deste processo manual, visto que o sistema foi inteligente o suficiente para trazer todos os meus dados pessoais. Foi aí que descobri que os dados já estavam disponíveis porque comecei o cadastro no ano passado e não concluí (risos). Ou seja, não havia nada de tão inteligente no sistema.

Na dúvida, parti para a segunda corretora.

Um colega de trabalho comentou que havia criado uma conta na Clear e sua experiência estava sendo positiva. Os preços e a proposta da corretora são interessantes, apesar de pertencer ao grupo XP Investimentos. Fiquei confuso. Na minha opinião, o reajuste da Rico ocorreu para não deixar a XP em desvantagem competitiva (a diferença seria grande). Acredito que a XP não tenha interesse em mexer nos custos da Clear, pois o perfil predominante é de traders – se encarecer demais, desanda. Porém, tenho receio que criem planos de corretagem por número de ordens ou algo que diferencie. Ainda assim, fiz o cadastro e, com outra pendência de documentos, não concluí.

Por curiosidade, acessei o site da Gradual novamente e vi que os custos de corretagem passaram para R$ 1,99 (por ordem executada). Não posso negar que passou por minha cabeça a possibilidade de voltar (risos). Apesar do pequeno estresse no passado, conheço a plataforma e sei que é uma boa corretora. Eu migrei porque fiquei incomodado com o ocorrido e por acreditar que a proposta da Rico era melhor – em dezembro de 2016, julguei que estaria unindo o útil ao agradável (minha felicidade durou pouquíssimo tempo).

Apesar de tudo, entre a Gradual e a Clear, eu ficaria com a Gradual. Portanto, descartei a Clear também.

Ontem, recebi uma mensagem informando que a Modalmais, a partir de segunda-feira, trabalhará com isenção da taxa de TED para todos os planos disponíveis (demorou) e, na compra de FIIs, corretagem fixa de R$ 0,99 por ordem executada e isenção da taxa de custódia. Porém, o preço de corretagem para compra de ações é de R$ 8,99 para operações de posição e R$ 5,99 no fracionário. É um preço justo.

Também encontrei muitos relatos positivos quanto a estabilidade e recursos oferecidos pela plataforma.

Gostei. Fiz o cadastro nesta quinta-feira. E, para concluir o cadastro, enviei os documentos hoje mesmo.
Não teve jeito, nenhuma das corretoras citadas concluiu o cadastro sem o upload dos documentos!

Farei um experimento com a Modalmais até o mês que vem… Se o resultado for satisfatório, transfiro a custódia.

Para maiores informações sobre os custos da Modalmais:
https://www.modalmais.com.br/planos-e-promocoes/tabela-de-precos-modalmais

Corretoras: Experiências e critérios de escolha

Resolvi escrever sobre este assunto para responder o questionamento do Tiago S e por estar diante de um novo dilema envolvendo uma possível transferência de custódia novamente, pois os custos de corretagem da Rico se tornaram bastante questionáveis – não foi sob estas condições que optei pela transferência.

Começarei respondendo o questionamento…

Os FIIs são fundos fechados e suas cotas são negociadas diretamente na Bolsa. No caso do Tiago, é possível comprar as cotas pelo Banco do Brasil (BB) mesmo, mas, se assim fizer, o custo de corretagem será de R$ 20 por ordem executada. Por incrível que pareça, além da corretagem salgada, o gerente de sua conta corrente dificilmente terá domínio sobre os trâmites envolvidos com operações em Bolsa (são serviços com administração totalmente separada). Por esta razão, deixa de ser interessante operar pela corretora do Banco.

Para demonstrar o quão complicado pode ser, compartilharei a experiência de um amigo que também é correntista do BB. Ele solicitou a transferência de custódia do BB para a corretora Rico (apenas FIIs), porém o gerente fez uma confusão enorme. Ao que tudo indica, ao invés de prosseguir com a transferência via formulário STVM, acabou gerando uma OTA para o Itaú. Levou aproximadamente 4 meses para corrigir e concluir a migração – pensem no estresse (risos).

Também sou correntista do BB e acredito que seria mais cômodo operar pelo Home Broker (HB) deles. Mas, por diferentes razões (como as que demonstrei), neste caso, o ideal é abrir conta em uma corretora independente para operar com maior flexibilidade (incluindo também produtos de outros Bancos) e ainda contar com um atendimento especializado e melhor direcionado.

Vejam como isto funciona (do Blog de Valor):

A primeira conta que abri foi na corretora Gradual. O custo de corretagem era interessante, gostei do HB e havia um escritório na cidade onde moro (algo que facilitaria no contato rápido e direto). Infelizmente, durou pouco tempo, pois o escritório onde moro fechou (risos).

Conforme descrito anteriormente, mais tarde abri uma nova conta na corretora MyCAP visando definir uma carteira menor e com capital alocado a risco. O meu objetivo era trabalhar com carteiras separadas para diferenciar claramente as estratégias.

Na minha opinião, o HB da Gradual é melhor e mais estável.

Passado um determinado tempo, resolvi encerrar a conta na MyCAP. Eu a considero uma boa corretora e me atendeu relativamente bem, porém achei a proposta do produto Imposto de Renda Fácil quase enganosa e fiquei incomodado. Quando questionei o funcionamento, recebi inúmeras desculpas estapafúrdias. Como a minha carteira principal estava na Gradual e eu já havia decidido focar em uma estratégia essencialmente Buy & Hold, decidi solicitar a transferência de custódia e encerrar a conta na MyCAP. O motivo principal foi este.

Mas, antes de solicitar a transferência de custódia, a Gradual simplesmente bloqueou minha conta – por um dia inteiro – porque meu cadastrado havia expirado e, neste dia, acabei impedido de operar (por diferentes razões). Aproveitei para analisar todos os acontecimentos e rever minha posição em ambas as corretoras. Apesar de tudo, as duas corretoras são boas, “não necessariamente as melhores”.

Antes de abrir uma conta na MyCAP, eu já havia avaliado a Rico.  A relação custo benefício era bastante atrativa. Por esta razão, migrei tudo. E comecei a migração para a Rico no início deste ano.

Pouco tempo depois, eu soube que a XP havia comprado a Rico. Fiquei um pouco preocupado porque a XP, sob o pretexto de oferecer serviços diferenciados, já trabalhava com taxas mais elevadas. Logo, como isto seria balanceado? Em média, as principais corretoras trabalham na faixa de R$ 10,00 no mercado à vista. Se não me engano, eles também compraram a Clear (focada em trades), e não fizeram nenhum reajuste muito radical. O jeito foi aguardar. A Rico cobrava R$ 9,80 em operações de posição e R$ 4,40 no fracionário. Existia um diferencial competitivo interessante. Em fevereiro, fomos avisados que os custos de corretagem seriam atualizados a partir de abril, passando para R$ 16,20 em operações de posição e R$ 8,90 no fracionário. Praticamente dobrou. Vale lembrar que grandes Bancos, como o Banco do Brasil, cobram uma taxa muito próxima (não faz sentido).

Como costumo fazer, em média, 4 operações por mês (compra), este valor acaba fazendo uma diferença significativa. Não preciso e nem quero um “suporte especializado”. Desejo apenas uma plataforma estável e taxa de corretagem justa. Por esta razão, estou novamente avaliando a possibilidade de abrir uma conta em outra corretora e solicitar transferência de custódia.

Escrevi sobre estes detalhes para que vocês percebam que a escolha não é tão simples quanto gostaríamos.

Para consultar o ranking e as diferenças das principais corretoras, costumo recorrer ao bussoladoinvestidor.

Ironicamente, vejam quais são as 7 primeiras corretoras com a melhor posição no ranking (risos). Eu gosto da Rico, mas o preço que ela está cobrando é desproporcional a minha demanda – não acho justo e prejudicará o meu resultado mensal. É evidente que, antes de migrar, ainda tentarei negociar durante duas semanas.

Para avaliar cada corretora individualmente, clique na imagem que a representa e depois acesse o site oficial para confirmar as informações fornecidas, pois algumas estão desatualizadas. Se julgar necessário, abra conta em mais de uma corretora para testar sem compromisso.

No momento, estou avaliando seguindo a sequência de preferência: Socopa, Easynvest e Modalmais.

Confiram a entrevista, no canal Jornada do Dinheiro, com o gerente de HB Fabricio Tota (da Socopa):

Espero que ajude outros investidores também!