Resultado do mês de março (2018)

Para “variar”, o cenário político-econômico continua turbulento e inúmeros acontecimentos (não só internos) influenciaram na volatilidade da economia. Ainda assim, em relação aos investimentos, o mês foi excelente; recebi um belo presente (dividendos e JCP) de algumas empresas (privilégio de Holders)”. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

A cada resultado mensal publicado, imagino que não sobrará espaço para muita agitação para o mês seguinte. Mas, quando chega o momento de escrever, fico ainda mais surpreso (risos). Estamos vivenciando um momento de grandes agitações e incertezas. Infelizmente, no curto prazo, não vejo solução realmente efetiva. Apesar da Intervenção Federal no RJ, que considero fundamental (por exemplo), o índice de criminalidade permanece alto e foi marcado com a execução da vereadora Marielle (figura política e defensora dos “direitos humanos”).

Em relação a criminalidade, sei que o assunto é delicado, mas assistam esta reflexão:

Inúmeros acontecimentos sacudiram o país…

Após condenação em segunda instância, o ex-presidente Lula está inelegível (a princípio, pois ainda cabe recurso) para a disputa presidencial de 2018. Aliás, o ex-presidente ganhou um fôlego maior com a decisão do STF em adiar a conclusão do julgamento para o dia 4 de abril – e, segundo o portal G1, “o Tribunal Regional Federal, que condenou Lula, não poderá determinar a execução da sentença antes do STF concluir o julgamento (impedindo sua prisão)“.

Como se não bastasse, a semana encerrou ainda mais tumultuada, com a operação da PF no setor de portos que levou à prisão temporária amigos do atual presidente (Temer), ex-ministro e empresários.

Parece coisa de cinema, não? Pois é, já virou série do Netflix (O Mecanismo) e com fatos reais!

Os Correios, que estão passando por uma crise financeira sem precedentes, causaram bastante estresse ao decidir reajustar a tabela de preços para encomendas por Sedex ou PAC, levando ao Mercado Livre (empresa) reajustar sua tabela de tarifas. Ainda alegando prejuízo, também estão tentando por fim ao frete barato para encomendas feitas na China. Um peso a mais para nós consumidores.

Falando em prejuízo… o Facebook arcou com prejuízo de U$ 50 bilhões, após o escândalo envolvendo o vazamento de informações de usuários para um possível benefício na campanha eleitoral do presidente norte-americano (Trump). E, aproveitando o ensejo, o presidente norte-americano também gerou uma forte tensão ao impor tarifas para importação de aço e alumínio, mas poucos dias depois revelou uma lista de países (incluindo o Brasil) que não sofreriam tais tarifas (foram dias de grandes turbulências).

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Em função dos indicadores econômicos positivos e baixa inflação, o Copom reduziu a taxa Selic para 6,50% ao ano (mínima histórica). É excelente para economia, mas preocupa ou incomoda um pouco investidores de renda fixa. Apesar da redução nos rendimentos, vale lembrar que continua sendo uma das maiores do mundo. O Senado apresentou uma proposta (está em revisão) que prevê aumentar o rendimento do FGTS – a notícia é boa, mas ainda é cedo para comemorar.

Desde o dia 26 de março, o código de negociação da B3 (BVMF3) foi alterado para B3SA3. Já em relação ao mercado de criptomoedas, não é de espantar que continue exigindo bastante estômago dos “investidores”, flutuando loucamente. “Para você que acredita piamente que todo investidor é necessariamente um especulador, em breve compartilharei um vídeo tratando sobre o assunto“.

Felizmente, não precisei lidar com imprevistos financeiros. Pelo contrário, contei com um excelente adicional financeiro de empresas como Banco do Brasil, BBSeguridade, Itaú e Itausa. É evidente que são eventos raros. Não sei se vocês perceberam (pela distribuição de ativos em carteira), mas no mês passado fiz uma pequena operação de Hedge com Banco do Brasil, comprando algumas PUTs para BBAS3 (opções de venda) – fechei a operação com pequeno lucro e “talvez” role para frente com uma nova operação.

Quanto aos investimentos…

Decidi fechar a operação de Hedge com BBASQ415 e aproveitei para iniciar uma posição em ODPV3 (Odontoprev SA). Conforme exposto no resultado anterior, não farei operações de venda coberta neste ano. Mas, pelo mesmo motivo que me fez ficar de fora por algum tempo (forte volatilidade), pretendo fazer algumas operações de Hedge para minimizar o impacto sobre a carteira (seguro).

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, BBAS3BBSE3, BRCR11 (0,333%), FCFL11 (0,479%), PQDP11 (0,351%), KNRI11 (0,489%), RNGO11 (0,578%), SAAG11 (0,635%), GGRC11 (0,573%), MXRF11 (0,731%), KNCR11 (0,521%), HGRE11 (0,533%) e FIGS11 (0,873%). O desempenho dos FIIs permanece estável e bastante interessante, principalmente se levarmos em consideração que estamos diante da mínima histórica das taxas de juros, o valor do aluguel é corrigido pela inflação e os rendimentos são isentos de IR. O pior resultado foi do fundo BRCR11, mas este cenário mudará nos próximos meses após concretizar, com a Brookfield, uma das maiores transações deste segmento (reduzindo a vacância de 37% para 26,3%). Ainda é cedo para tecer considerações sobre a negociação, pois cada lado ainda fará uma avaliação detalhada dos imóveis envolvidos e provavelmente terão um espaço maior para negociar os detalhes da proposta. O rendimento mensal da carteira permanece excelente, e foi BEM reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, BBAS3 e BBSE3 (foi um presentão… risos).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de BBAS3, BBSE3, ITUB3, ITSA3, HYPE3, ODPV3, HGRE11 e RNGO11. Aproveitei a rentabilidade maior para reforçar algumas posições e iniciar outra em ODPV3. Os menores aportes foram para ODPV3 e BBAS3 (com distribuição semelhante), e o maior para ITUB3. Para os demais ativos, a distribuição foi bastante equilibrada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

 A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

 “Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

O mês foi tumultuado e, naturalmente, apresentou uma volatilidade bastante significativa. Apesar de tudo, prevalece o movimento eufórico. Particularmente, devido a tantas incertezas, acredito que presenciaremos turbulências ainda mais fortes. Parece que a agitação está tomando conta do mundo inteiro. Pois é, o ano ainda promete (risos). Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Para quem ainda não fez a declaração de IR, sugiro começar o quanto antes. Para auxiliar no processo, atualizei o Guia do Investidor para a Declaração de Imposto de Renda, confiram:

Guia do investidor para declaração de IR

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Day Trade, Swing Trade ou Buy And Hold?

Agora pouco, recebi uma notificação, pelo Youtube, de um vídeo novo da Modalmais que trata sobre este assunto – uma conversa com a Nath (do canal Me Poupe e parceira da Modalmais). Para quem ainda não conhece o assunto, vale a pena assistir. Porém, o B&H (Buy And Hold) pode ser visto de uma maneira um pouco diferente (comentarei logo a seguir).

Confiram o vídeo:

No caso do B&H, procurem não encarar como uma “simples operação”, pois Holders atuam no mercado mantendo uma visão de sócio. Não se resume em “comprar e segurar” até o “momento ideal para venda”.

Como Holder, adotamos uma posição de sócio, acumulando patrimônio diversificado em valor. Não abrimos uma operação esperando o melhor momento para fechar. Neste caso, uma posição só é fechada quando a representação de valor deixa de existir, deixando de ser interessante para o investidor. O objetivo é aumentar o patrimônio e crescer junto com a empresa (daí a visão de sócio).

Perceberam a diferença? 😉

Vale a pena investir para pagar dívidas?

Mais um assunto um tanto controverso, já discutido em outras oportunidades. Após receber como sugestão do Youtube um vídeo da Mirna (canal EconoMirna) tratando deste assunto, resolvi compartilhar algumas ponderações.

A princípio, procure focar no problema (dívida). Ou seja, como diminuir ou impedir o avanço da dívida (até quitá-la). O efeito dos juros compostos está presente nos dois cenários, mas são forças opostas e com intensidades extremamente diferentes – você não encontrará opções de investimento com taxa de retorno suficiente para compensar. O tempo pode ser seu maior inimigo.

Na maioria das vezes, esta questão está presente quando a dívida é grande. A sua capacidade de aporte, neste caso, costuma ser limitada e seu rendimento será sobre um montante pouco expressivo. Por outro lado, a dívida apresentará uma correção muito maior e sobre um montante cada vez mais expressivo. O grande problema é como controlar a evolução desta dívida no decorrer do tempo. Conseguir este equilíbrio com o investimento é quase impossível. Devemos montar uma reserva de emergência desde cedo para nos blindar contra este tipo de situação, não no momento.

Li um comentário no Youtube, do Fábio Ricardo de Barros, que julgo bastante pertinente e resolvi compartilhar:

Se a dívida é muito grande, sinto informar, mas num horizonte curto não há solução.

Nos primeiros meses ela vai só subir, e vão te dar a “facilidade” de pagar em muitasssss parcelas.

Depois de um ano, já começam oferecer desconto, mas ainda assim será difícil um desconto onde você pagará apenas o capital, mas continue tentando.

Perto de cinco anos, quando enquanto a ação não é ajuizada, dá pra conseguir descontos de mais de 90% sobre a dívida com juros, o que significa que, muitas vezes, você vai pagar menos que o capital, mas tenha em mente que nunca mais terá relacionamento financeiro com aquela instituição, bem como outras que fazem parte do grupo.

Mas, se você acha tudo isto confuso por saber que empresas fazem “dívidas saudáveis”, sugiro a leitura deste artigo:

Porque empresas podem fazer dívidas, e você não?

Um ótimo final de semana a todos! 😉

Resultado do mês de fevereiro (2018)

Como o mês virou no meio da semana e fui surpreendido por problemas pessoais, preferi publicar o resultado mensal no primeiro final de semana de março. Tirando algumas surpresas desagradáveis (muita agitação), o mês foi excelente. O ano já começou turbulento e, conforme esperado, alguns eventos políticos tumultuaram bastante o mẽs de fevereiro. Portanto, sem muitas delongas, vamos aos resultados.

De maneira geral, para o brasileiro, o ano começa realmente depois do “feriado” de carnaval. O engraçado foi que, na semana seguinte, fiquei surpreso com o fluxo de carros na cidade. De imediato não entendi o que havia mudado para justificar aquilo. Não demorou muito e lembrei que o ano estava começando de fato – o fluxo voltou ao normal (risos).

No cenário político-econômico, o fato de maior repercussão foi, sem sombra de dúvidas, a autorização da Intervenção Federal no Rio de Janeiro. De certa forma, ainda que o Exército não tenha o poder de polícia (o que o coloca em grande desvantagem), vejo com bons olhos a medida, pois “inibe” a ação de criminosos. A situação do RJ está caótica. É melhor do que nada, mas não resolverá o problema. É uma questão bastante complexa. Para o Governo Federal, mesmo que neguem, também serviu como uma “saída honrosa” para a questão da Reforma da Previdência – dificilmente será votada (quanto mais aprovada) neste ano.

Em relação a Intervenção Federal, confiram a visão do General Heleno:

Controlar a onda de violência no país tem sido um desafio enorme. O mês também foi marcado por uma onda de crimes e violência no Ceará. Segundo a Reuters, “O governo federal enviou ao Ceará uma força-tarefa policial formada por homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para dar apoio técnico às forças de segurança locais em ações de combate ao crime organizado“.

O Governo Federal, na tentativa de melhorar a segurança pública, decidiu criar mais um Ministério (Ministério Extraordinário da Segurança Pública) estruturado de forma semelhante ao Ministério da Justiça. Na minha opinião, parece mais uma medida para “inglês ver” (resposta rápida) e gerará custos ainda maiores – para se te ideia, em 2017, o orçamento do Ministério da Justiça foi de R$ 13,4 bilhões.

No cenário internacional, o que causou maior impacto, levando a queda significativa do índice IBovespa no fim da semana, foi a afirmação de Donald Trump de que irá taxar a importação de aço.

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Em relação ao mercado, para “investidores mais arrojados” que especulam “ativos” de altíssimo risco (como criptomoedas ou “instituições” não regulamentadas), o mês causou bastante agitação (e continuará)…

Bitcoin continua apresentando volatilidade nunca vista em qualquer outra aplicação ou moeda. Alguns investidores até associam volatilidade de R$ 30.000,00 à correções de mercado. Os especialistas no assunto não exitam em demonstrar a eficiência e “segurança” da tecnologia (blockchain), mas ignoram (ou desprezam) as falhas graves que vem ocorrendo constantemente entre as entidades envolvidas no processo: “Neste mês, uma falha em uma exchange japonesa, permitiu a aquisição de criptomoedas de graça“. Os movimentos de euforia e pânico estão sendo constantes (risos). A Alemanha, por exemplo, legalizou as criptomoedas e passou a reconhecer o Bitcoin como meio de pagamento – certamente influenciará em um movimento de euforia. Raramente o investidor amador sabe lidar com este tipo de situação. Seja como for, prefiro ficar apenas observando (meu foco é outro).

– De acordo com o site Exame, “A empresa de fomento mercantil, ou factoring, Maximus Digital, que havia assumido os negócios da Alcateia Investimentos e seus 50 mil investidores, anunciou que está desfazendo o negócio e encerrando as atividades“. Ou seja, a empresa fechou e deixou 50 mil investidores no prejuízo. No ano passado fiz um alerta sobre os riscos. Infelizmente, a ganância nos cega facilmente.

Felizmente, não precisei lidar com grandes imprevistos financeiros. No entanto, tive gastos adicionais para encerrar a operação de venda coberta e aquisição de uma câmera nova e tripé para gravação de vídeos (até então, vinha filmando com a câmera frontal do celular). Também tive mais alguns gastos com uma viagem no “feriado” de carnaval e outras questões pessoais. Em relação a operação de venda coberta, farei um vídeo explicando melhor como funciona e os riscos – pode valer a pena se entendermos que, neste caso, trata-se de uma estratégia de trade para remuneração de carteira (não há como acertar sempre).

Quanto aos investimentos…

Com tantos acontecimentos de grande impacto no cenário político-econômico, a evolução da carteira continua bastante expressiva. Mas, volto a afirmar: estejam preparados para lidar com forte volatilidade. Como holder, segue o jogo (simples assim).

Recebi proventos de ITUB3, ABEV3, BRCR11 (0,470%), FCFL11 (0,477%), PQDP11 (0,450%), KNRI11 (0,383%), RNGO11 (0,578%), SAAG11 (0,658%), GGRC11 (0,528%), MXRF11 (0,626%), KNCR11 (0,626%), HGRE11 (0,533%) e FIGS11 (0,873%). O desempenho dos FIIs permanece estável. O pior resultado foi do fundo KNRI11, porém foi devido ao adiantamento de R$ 0,20 por cota feito no mês de janeiro. O rendimento mensal da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e ABEV3 (pouco expressivo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de CRFB3, KNRI11, FIGS11 e BRCR11. Passei sufoco com a operação de venda coberta e quase “não consegui” fechar a tempo. Logo, visando encerrar a operação com prejuízo pequeno, antecipei a compra das opções BBASB78 ao preço de R$ 0,78 – a princípio, como 2018 promete grande volatilidade (pelas incertezas no cenário político) e a possibilidade de ser exercido não é aceitável, decidi não incluir este tipo de operação durante o ano. O menor aporte foi para o fundo FIGS11 e o maior para KNRI11. Exceto pelo fundo FIGS11, a distribuição foi bastante equilibrada. Novamente, por diferentes razões, minha capacidade de aporte foi limitada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

O movimento eufórico do mercado ainda prevalece. O resultado negativo, no encerramento da semana, foi em função da possível taxação de aço anunciada por Trump. Até pouco tempo, existia grande expectativa em relação a Reforma da Previdência, mas a Intervenção Federal no RJ ofereceu um “tempo maior” (trégua). Particularmente, devido a tantas incertezas, acredito que presenciaremos fortes turbulências. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.