Resultado do mês de junho (2020)

O tempo está passando rápido e “pouca coisa realmente pertinente” tem mudado. Ao que tudo indica, em decorrência da pandemia, estamos “passando por um ano perdido”. É difícil mensurar o preço que será cobrado por isto. Aliás, o aumento no número de casos confirmados e óbitos tem causado bastante instabilidade nos mercados em todo mundo. No cenário interno, para variar um pouco, a cada mês que passa, a equipe do Governo sofre alterações – o conflito tem sido constante. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Com o aumento no número de casos e óbitos (recordes), em função do avanço do Coronavírus, o clima de tensão nos mercados mundiais continua turbulento. Mas, é preciso manter a cautela; ainda é cedo para avaliar ou estimar as consequências que serão sentidas nos próximos meses ou anos. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), por exemplo, estima uma retração de 6% do PIB brasileiro neste ano.

De maneira geral, apesar de tantas incertezas e desvalorização na semana, os mercados responderam com otimismo no mês. Sinceramente, fiquei até surpreso. No início do mês, por exemplo, o índice Ibov registrava 87.946 pontos aproximadamente – vale lembrar que, em abril (deste ano), atingimos a mínima de aproximadamente 63.500 pontos. E, no momento em que escrevo (dia 30/06/2020), o índice registra 95.681 pontos.

Como prevalece o clima de grandes incertezas (pelo impacto humano, social e econômico), toda cautela é pouco. Conforme exposto anteriormente, as estimativas futuras não dão sustentação para o clima de otimismo atual!

Quanto ao cenário interno, não há muita novidade. Acredito que, talvez por necessidade (resultado de tantos atritos internos), o Governo continua fazendo acordos com o Centrão. Também tivemos alterações na Secretaria de Cultura (saída de Regina Duarte) e Ministério da Educação (saída de Abraham Weintraub). Pouco tempo depois, o Governo nomeou Abraham Weintraub como diretor executivo do Banco Mundial, mas sua nomeação não foi bem vista entre funcionários do Banco – que, sem sucesso, tentaram barrar sua nomeação.

Fiquei um pouco desapontado com a resposta do Governo Federal diante deste momento tão difícil e delicado, mas também não concordo com a forma desproporcional como a mídia tradicional vem atacando o Governo.

Aliás, independente de qualquer Governo e diferente do que a esquerda brasileira sempre induziu acreditar, neste momento o papel da iniciativa privada tem sido muito mais atuante e positivo para o país do que da iniciativa pública. Por exemplo: “O Banco Itaú, fez doação de R$ 1 bilhão para o combate ao COVID-19; e a Weg produziu e entregou respiradores (assinou em março um contrato para obter a licença para produzir o ventiladores pulmonares com base técnica no aparelho de ventilação mecânica pulmonar Luft-3 da LEISTUNG) – dentre tantos outros, estes foram apenas alguns exemplos“.

Na contra mão de tantos esforços solidários, nossos “representantes” se negaram utilizar os recursos do fundão eleitoral em um momento tão crítico para o país. São nestes momentos que vemos de onde vem os maiores sacrifícios e esforços.

Portanto, na próxima vez que alguém lhe disser que os empresários só olham para o próprio umbigo, lembrem-se de quem está fazendo a diferença no momento mais grave e delicado do país! 😉

Vejam o exemplo da Weg:

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=1t20

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, CRFB3, BRCR11 (0,45%), FCFL11 (0,48%), PQDP11 (0,0%), KNRI11 (0,38%), RNGO11 (0,58%), RBVA11 (0,66%), GGRC11 (0,59%), MXRF11 (0,65%), KNCR11 (0,32%), HGRE11 (0,39%), VISC11 (0,23%), HFOF11 (0,82%) e HGBS11 (0,17%). Novamente, apesar do momento desafiador, a performance da carteira permanece bastante estável. Os fundos que apresentaram melhor “recuperação” no rendimento foram: GGRC11 e HFOF11 – aliás, preciso agradecer ao meu amigo Tanaka por chamar minha atenção para o fundo HFOF11. De maneira geral o retorno financeiro final da carteira continua excelente e contou com um pequeno reforço com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e CRFB3 (em ambos ativos o rendimento foi pouco expressivo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de GRND3 e KNCR11. Como, no mês passado, a Grendene pagou rendimentos “generosos”, decidi direcionar parte do aporte para a empresa e também por interesse em ampliar a posição no ativo. No entanto, o aporte mais significativo foi para o fundo KNCR11 que, apesar do rendimento inferior (se comparado com outros ativos da carteira), considero estar negociando com um preço bastante atrativo e, particularmente, vejo um potencial interessante de valorização (tanto da cota como dos rendimentos). São decisões pessoais.

O aporte mensal foi estrategicamente menor. Mantive parte dos recursos em poupança (para casos emergenciais), direcionei outra parte para trades na corretora Clear, reforcei as posições por meio do rendimento da própria carteira e mantive aproximadamente R$ 1.500 líquido na conta da Modalmais para concentrar nas operações de trade com mini contratos de índice.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A disposição dos ativos ficou mais equilibrada porque, desde o mês passado, reforcei e priorizei as posições nos fundos imobiliários.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Em relação aos trades…

Dentre erros e acertos, operando manualmente ou com o robô, “fechei o mês” com lucro líquido de aproximadamente R$ 1.550 (somente com as operações).

É interessante ver como coincidências e sorte podem fazer parte do processo, não é apenas habilidade. É claro que a experiência, o controle emocional e o manejo de risco são fundamentais. Seja como for, mostrar resultados isolados não diz absolutamente NADA sobre uma estratégia ou consistência operacional. Você *sempre* encontrará um caso isolado para demonstrar. Alguém sempre ganhará em determinado momento! Portanto, não fique muito animado com os resultados divulgados em determinados cursos de trade (não provam NADA).

No primeiro dia (da primeira semana), o robô já começou com prejuízo de R$ 300. Para treinar e tentar reverter o resultado negativo, fiz 20 trades curtos no mesmo dia. Dos 20 trades, errei apenas dois. Porém, o custo operacional foi tão alto que terminei o dia no 0 a 0 – resumindo: “o custo operacional foi o prejuízo do dia (nada que me incomodasse)“. Confesso que, mesmo assim, fiquei surpreso e contente com o número de acertos. Acreditem, foi uma combinação de sorte (não conseguiria reproduzir isto todos os dias – risos) com manejo de risco! Uma coisa ficou clara: “operar desta forma seria inviável, mas foi uma experiência válida“.

Nos dias seguintes, alternei entre operações com o robô e manuais. Consegui atingir um ponto de equilíbrio que me permitiu fazer aproximadamente R$ 150 por dia no período da manhã (estabeleci como meta inicial). Muitas vezes o robô acertou as principais operações logo no início do dia. E, ao perceber um movimento forte, dentro de uma tendência bem definida, deixei o robô controlar a operação até o final. Desta forma, também obtive lucros acima da média. Por outro lado, em alguns casos mais arriscados, precisei interromper a operação antes do robô. O mais interessante foi manter este resultado em praticamente duas semanas seguidas, sem precisar ficar grudado na tela do computador – pude exercer outras atividades.

Tudo estava perfeito, até eu colocar na cabeça que tinha a “obrigação” de reverter todo e qualquer prejuízo do robô em lucro – ganhando todos os dias e fechando a meta. Pois é, parecia funcionar bem. Nos dias seguintes, eu “sempre” acertava movimentos mais longos também; e bastava operar no período da manhã. A segunda lição foi aceitar que é impossível fechar a meta perfeitamente todos os dias. Em alguns dias, a sorte não estará do nosso lado e, caso não aceite, o prejuízo tende aumentar no decorrer do dia.

Se você não admite que a sorte também faz parte do processo, então aceite que, em alguns dias, seu estado de espírito não ajudará! 😉

Aliás, em alguns dias (mais raros), pode ser que sua corretora lhe deixe em estado de pânico também. Hoje mesmo (dia 30), a Modalmais travou por mais de duas horas seguidas – haja sangue frio. A corretora alegou que a falha foi na B3, mas, estranhamente, a Clear não apresentou a mesma instabilidade. Por sorte, operei com o robô na Modalmais com apenas 3 mini contratos. O ambiente da corretora travou e vi um lucro de R$ 150 oscilar para prejuízo de quase R$ 700 (sem poder fazer nada e sem saber até onde iria – já estava rindo de nervosismo quando passou pelo meu stop loss à todo vapor). Quando o sistema normalizou, zerei minha posição com prejuízo de R$ 300. Como já havia realizado lucro de R$ 150 na Clear, decidi encerrar as operações no dia. Como eu disse, a sorte faz parte do processo e a ânsia por reverter um pequeno prejuízo pode resultar em um grande prejuízo.

E assim encerrei o mês positivo… são tantas emoções! (risos)

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado (não se iluda com algumas semanas de otimismo), continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento continua performando muito bem.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Cursos de trade permitem virada de chave na vida?

Resolvi escrever este texto depois de assistir um vídeo do canal do Youtube do Japa Rico que tratava sobre o descontentamento dos alunos do Cangaceiro Trader. Pelo que percebi, muitas pessoas se frustraram com a promessa de virada de chave na vida com assinatura de conteúdo premium do Cangaceiro Trader. Então, resolvi compartilhar minha visão.

Confiram o vídeo na íntegra:

Como não acompanho o canal do Cangaceiro Trader, não posso questionar o conteúdo dele. Mas, no momento delicado em que vivemos, acho importante fazer alguns alertas e considerações para que vocês não se iludam acreditando em uma curva de aprendizado rápida para conquistar resultados consistentes. Muita calma nesta hora…

Independente do material vendido na Internet (seja quem for), é importante parar de acreditar em atalhos. Não existe “virada de chave” rápida entre traders iniciantes (praticamente impossível). Não custa lembrar que o número de variáveis é gigantesco e sucesso virá para poucos.

A experiência, o aprendizado e o conhecimento são gradativos. As perdas no início deste processo são a única certeza que existe! Mais de 90% das pessoas que buscam ou conquistaram o sucesso nos trades, já passaram por isto. Aliás, nunca conheci alguém que tenha conseguido resultados consistentes no primeiro ano.

Na realidade, não conheço ninguém realmente próximo a mim (que conheça pessoalmente) que tenha conquistado o sucesso como trader. Depois de quase dois anos, é a primeira vez que estou conseguindo atingir resultados satisfatórios com mini contratos.

Logo, até essa conversinha de que é possível começar com pouquíssimo dinheiro é verdadeira enquanto estiver no campo da teoria. Na prática, as coisas mudam um pouco.

Já obtive acesso a cursos de trade da Toro Radar, Empiricus e cursos gratuitos de excelente qualidade no Youtube (como do próprio Japa Rico e Coringa Econômico). Porém, o número de estratégias é gigantesco e varia de pessoa para pessoa – depende de qual você se familiarizará mais e apresentará maior habilidade. Ou seja, até você se encontrar de fato, terá que passar por diferentes momentos de lucro e prejuízo.

Não existe uma receita de bolo garantida para todas as pessoas. Minha primeira experiência com mini dólar (por exemplo) foi interessante. Obtive sucesso em todas as operações em uma semana e meia. Parecia simples e fácil. Infelizmente, não durou muito tempo.

Com pouquíssimo dinheiro fiz R$ 1.600 de lucro neste período. Acreditei que já estava dominando as operações e que meu controle emocional estava perfeito para lidar com os “erros” (quando o prejuízo aparece). Então, é comum, no início, ser corajoso quando está perdendo e medroso quando está ganhando – infelizmente, neste momento, quando erramos o risco de perder todos os ganhos iniciais e se ver obrigado aportar mais para continuar operando é enorme.

Da mesma forma que foi rápido e fácil ganhar R$ 1.600 em poucos dias, foi ainda mais para perder R$ 4.000 no fim do mês.

É possível conquistar a consistência sim, mas não seja ingênuo de achar que este aprendizado será “barato” (NÃO É).

Vou repetir a frase do Ricardo Brasil (do canal Ganhando a Vida Adoidado): a “Bolsa de Valores” (mercado de renda variável) é o lugar onde o aprendizado é o mais caro do mundo.

Resultado do mês de maio (2020)

Mais um mês encerra e continuamos limitados pelo COVID-19. Não há uma previsão exata para o fim do isolamento social por aqui e o índice de contaminação segue em curva exponencial crescente. Aliás, infelizmente, o que mais encontramos são achismos e muita desinformação. Falar sobre o cenário político-econômico hoje é garantia de conflito ideológico, pois o confinamento amplia as emoções e paixões exacerbadas – parece que o foco de discussão de alguns grupos é meramente político. De qualquer forma, as consequências econômicas já estão sendo sentidas e são amargas. Muitas empresas, para evitar demissões ou fechamento (por exemplo), aderiram ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda oferecido pelo governo federal – passei por isto também; não está fácil para ninguém. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

O desalinhamento entre o governo federal e seus ministros é tão grande que, em menos de um mês de posse (17 de abril até 15 de maio de 2020), presenciamos a saída do segundo ministro da Saúde (Nelson Teich) em plena pandemia. Estamos falando de trocas estratégicas de grande impacto em curtíssimo espaço de tempo e em um momento de grande turbulência política, social e econômica. Na minha opinião pessoal, a justificativa de que outras administrações faziam alterações mais frequentes não serve como desculpa, pois entendo que o momento é extremamente delicado, único e o governo atual sempre prometeu uma conduta diferente e oposta à tudo que víamos até então. Inúmeras alianças atuais seriam impensáveis no início.

Não vou estender este assunto, pois, conforme exposto no início, tratar sobre o cenário político-econômico hoje é garantia de conflito ideológico, pouco produtivo e não mudará a realidade dos fatos.

Quanto ao impacto econômico imediato… Apesar de alguns contratempos, o governo tem feito sua parte! 😉

Visando socorro às empresas de pequeno e médio porte, para evitar demissões em massa, o governo federal lançou um programa de reposição salarial, permitindo que empresas reduzam temporariamente (até 3 meses) a renda de seus funcionários em 25%, 50% ou 70%. Como a reposição tem um teto proporcional ao seguro desemprego, as empresas tendem aplicar reduções mais significativas para rendas menores (até dois salários, por exemplo), visto que, neste caso, a complementação do governo será quase total. Para o funcionário, quanto maior a renda, menor será a reposição e maior será a perda.

O programa de reposição salarial é uma medida emergencial e tende evitar consequências ainda mais graves no mercado de trabalho, pois, com a redução do consumo e sem este apoio financeiro, algumas empresas seriam obrigadas a demitir ou fechar as portas por incapacidade de lidar com seu quadro de funcionários. Portanto, é um benefício que atinge empregado e empregador (todos ganham). A empresa em que trabalho, por exemplo, aderiu ao programa.

Outro programa oferecido pelo governo é o Auxílio Emergencial – trata-se de suporte financeiro para trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados (infelizmente, há vários relatos de dificuldade com a liberação do recurso). Aproveitando o ensejo, segundo o portal G1, “a Caixa Econômica Federal libera nesta segunda-feira (dia 1 de junho) as transferências e saques em dinheiro da segunda parcela do Auxílio Emergencial depositada em poupanças sociais digitais“.

São medidas necessárias. Mas, não se engane, o custo deste socorro será alto e a conta será paga por todos os cidadãos.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Em relação ao mercado de capitais, o clima de pessimismo parece ter dado “uma trégua” (cuidado) e os principais índices mundiais vem respondendo de forma positiva. Ainda assim, fiquem atentos, o momento atual continua bastante incerto e as consequências econômicas só ficarão evidentes quando tudo isto passar e cada país analisar com calma as “contas” acumuladas em consequência da paralisação (é inevitável). No momento há muita especulação.

Para que se tenha melhor compreensão dos desafios que estão por vir, segundo relatório da Focus, “analistas do mercado estimam queda de 6,25% para o PIB brasileiro em 2020. Foi a décima sexta queda seguida do indicador,(relatório focus)“. 

Resumindo: não se permita mover por emoção!

Algumas empresas que mantenho posição em carteira apresentaram os balanços referentes ao período 1T20, como foi o caso de Ambev (QUEDA de 55,6% do lucro líquido ajustado), Fleury (QUEDA de 36,6% do lucro líquido), Petrobras (PREJUÍZO líquido de R$ 48,5 bilhões devido à baixa contábil) e Carrefour Brasil (QUEDA de 4% do lucro líquido, apesar do crescimento de 6,9% de EBITDA). Reafirmo: “o cenário é e continuará bastante desafiador por algum tempo”. Até os principais Bancos, como Banco do Brasil e Itaú (por exemplo), registraram queda no lucro líquido (vale ressaltar que não é prejuízo).

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=1t20

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, GRND3, BRCR11 (0,47%), FCFL11 (0,47%), PQDP11 (0,0%), KNRI11 (0,41%), RNGO11 (0,57%), RBVA11 (0,70%), GGRC11 (0,49%), MXRF11 (0,69%), KNCR11 (0,37%), HGRE11 (0,39%), VISC11 (0,28%), HFOF11 (0,76%) e HGBS11 (0,17%). Não há muita novidade. Conforme esperado, o isolamento social afetou diretamente muitos fundos. O fundo Parque Dom Pedro Shopping (PQDP11), até que se tenha maior visibilidade quanto ao impacto no fluxo de caixa, optou em não distribuir rendimentos temporariamente. Porém, não entrem em desespero, lembrem-se de que os fundos são obrigados a distribuir 95% do resultado semestralmente – tudo depende do planejamento do fundo (a distribuição mensal é praticamente uma cortesia). De maneira similar, outros fundos de shopping como VISC11 e HGBS11 também apresentaram resultados ruins. Quanto a disposição da carteira, percebam que houve um pequeno “ajuste” (não foi manual): saiu o Fundo Santander Agências (SAAG11) e entrou Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) – na realidade, o que aconteceu foi a fusão entre os dois fundos (criando um dos maiores fundos imobiliários do país), convertendo as cotas na proporção de 0.83 RBVA11 para cada SAAG11. De maneira geral, mesmo com tantas turbulências e impactos negativos, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e GRND3 (para minha surpresa, o “rendimento” mais expressivo foi da Grendene).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de FLRY3 e KRNI11. De maneira geral, a distribuição foi bastante equilibrada. Porém, em função de tantas incertezas, tanto no mercado de capitais como na visão macroeconômica do país e por questões de segurança, considerei prudente manter parte do capital dedicado para novos aportes na caderneta de poupança (pelo baixo risco e disponibilidade imediata). Não pretendo fazer isto com frequência, minha intenção é dispor de um pequeno recurso de rápido acesso e quase nenhuma volatilidade.

Aos mais entusiastas do Banco Inter, recomendo assistir o seguinte vídeo:

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A disposição dos ativos ficou mais equilibrada porque, desde o mês passado, reforcei e priorizei as posições nos fundos imobiliários.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Em relação aos trades

Desde o início do ano, consegui evoluir bastante o indicador APFTrend-Plus e reescrevi o Expert Advisor (EA) do zero para explorar melhor as “sinalizações” do indicador (é o que busco).

Até então, vinha priorizando tanto a codificação do indicador como do EA, sem realizar operações de trade com minicontratos na conta real. É evidente que toda a avaliação operacional vinha sendo realizada no testador de estratégias do Metatrader5. Existem muitos detalhes que podem passar desapercebidos entre os desenvolvedores e analistas – dependendo da forma como o testador é chamado, o resultado pode ser completamente diferente.

Como estou ficando satisfeito com a evolução do projeto, pretendo retomar as operações na conta real nos próximos dias e, em breve, compartilharei um vídeo com maiores detalhes sobre o assunto.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado (não se iluda com algumas semanas de otimismo), continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento continua performando muito bem.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de abril (2020)

Mais um mês se encerra e o clima no cenário político-econômico permanece tenso e, infelizmente, o número de vítimas fatais do COVID-19 vem apresentando um ritmo bastante acelerado e alarmante. Pelo visto, o ano promete bastante turbulência pela frente – portanto, prudência é a palavra de ordem e nunca é demais. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

No cenário interno, quem seria capaz de imaginar que teríamos dois ministros “afastados” (um deles pediu demissão) no mesmo mês e em plena pandemia? Vale ressaltar que muitas autoridades, em diferentes esferas governamentais, negligenciaram os riscos ou politizaram a pandemia.

Acreditem, o mundo não está preocupado e nem interessado na disputa ideológica que vivemos. A preocupação é outra. De acordo com a revista Exame, por exemplo, “Trump insinua que pode restringir voos internacionais vindos do Brasil“. Aliás, em função do impacto econômico da pandemia e com a previsão de retração de 3,5% do PIB americano, os mercados internacionais responderam negativamente também. Diante deste cenário negativo, o índice da bolsa brasileira (IBov) encerrou o dia (30/04/20) com queda de 3,20%.

As divergências entre o atual governo e os Ministros da Saúde (Henrique Mandetta) e Justiça (Sérgio Moro) levaram à exoneração de ambos. Já demonstrei apoio inúmeras vezes ao atual governo, porém, tirando os membros de minha família, nunca tive ídolos e questiono igualmente sempre que considero válido. Estranhamente, observamos um movimento bastante similar para destruir a reputação de ambos os ministros. A visão de que o atual governo prima pela competência técnica está cada vez mais distante.

Entendo a preocupação do governo com os impactos econômicos (existe fundamento), mas a postura do presidente diante da pandemia influencia no comportamento de muitas pessoas. E, na minha opinião pessoal, o exemplo dado não tem sido positivo!

Quanto a COVID-19, tentei alertar ao máximo que pude. Infelizmente, meu temor vem se confirmando. O número de mortes pulou de 241 para 5.500 em um único mês. Parecia alarmismo ou histeria no início, mas continuar negando o problema é um insulto à inteligência.

Lembrem-se: o nosso bem maior é a saúde… NADA substitui! 😉

Para não desviar do propósito principal do blog ou mesmo da publicação do resultado mensal, compartilharei um texto da Empiricus que expõe pontos que refletem exatamente o que penso, preocupações e impactos econômicos (vale à pena separar alguns minutinhos):
https://sl.empiricus.com.br/p/pe131-bode/

Existe uma regra nos investimentos que levo como referência para quase tudo na vida: *você não consegue estar certo o tempo todo, então o mais importante é conseguir avaliar o grau de risco quando estiver errado – o que você pode perder?*”

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Algumas empresas que mantenho posição em carteira apresentaram os balanços referentes ao período 1T20, como foi o caso da Weg (WEGE3com lucro líquido de +43%) e OdontoPrev (ODPV3 – apresentou geração de caixa recorde, com lucro líquido de +5%), por exemplo.

De maneira geral, o impacto do COVID-19 para o 1T20 ainda foi pouco significativo, mas será desafiador no decorrer do ano. Não posso deixar de expressar minha profunda admiração (de forma positiva) com a ação de empresas (dentre várias) como Itaú (doou R$ 1 bilhão para o combate ao vírus), Ambev (produziu e distribuiu álcool em gel) e Weg (está se estruturando para fabricar respiradores artificiais) neste momento de combate à doença.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=1t20

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, ODPV3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,48%), PQDP11 (0,53%), KNRI11 (0,41%), RNGO11 (0,57%), SAAG11 (0,80%), GGRC11 (0,65%), MXRF11 (0,79%), KNCR11 (0,50%), HGRE11 (0,42%), VISC11 (0,31%), HFOF11 (0,70%) e HGBS11 (0,41%). Continuo satisfeito com o resultado da carteira, embora a performance dos fundos de shopping (PQDP11, VISC11 e HGBS11) tenha sido comprometida – conforme exposto no resultado anterior, este impacto negativo era previsível. Ainda assim, não pretendo modificar ou diminuir minha exposição aos fundos em questão; pelo contrário, entendo que o potencial futuro de valorização destas cotas supera o rendimento dos demais (vale lembrar que é uma visão pessoal). De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3 e ODPV3 (o “rendimento” mais expressivo foi referente à uma restituição de capital em dinheiro de BBSE3, nos demais casos foi pouco significativo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3, ITSA3, ABEV3, BBAS3, BBSE3, MXRF11, VISC11 e HFOF11. Assim como no mês passado, aproveitei o pânico do mercado para reforçar algumas posições – mas é importante manter a cautela, pois o ano tende apresentar uma forte volatilidade. Os maiores aportes foram destinados para BBAS3 e ITUB3, e nos demais os aportes foram equilibrados.

Para quem for sócio da Petrobras (meu caso), recomendo assistir o vídeo da Suno Research:

Infelizmente, os efeitos negativos da pandemia – que é naturalmente recessiva – atingiram diferentes setores do mercado. Como abordei o assunto exaustivamente no resultado anterior, procurei ser mais objetivo neste.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A disposição dos ativos ficou mais equilibrada porque, desde o mês passado, reforcei e priorizei as posições nos fundos imobiliários.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Em relação aos trades

Desde que o ano começou, NÃO tenho priorizado as operações de trade. Entretanto, ao identificar algumas oportunidades pontuais (como a saída do Ministro Sérgio Moro, infelizmente), fiz operações manuais, curtas e rápidas. Até então, por “sorte”, todas as operações foram lucrativas.

Conforme exposto em outras oportunidades, continuo dedicando bastante tempo e esforço na realização de ajustes finos no projeto APFTrend-Plus. Aliás, esta é uma das razões para estar ausente no Youtube nas últimas semanas – preciso estabelecer prioridades. Desta vez, quero certificar que é possível obter resultados realmente consistentes antes de continuar com as operações automatizadas na conta real, pois não quero “comprometer” minha capacidade de aporte desnecessariamente.

Aguardem, não desisti do projeto! 😉

Por outro lado, como holder, tenho reforçado minhas posições conforme identifico alguma oportunidade e disponho de recurso financeiro.

Tenho consciência de que o mundo está passando por um período bastante desafiador e, além da crise econômica e social, muitas vidas serão perdidas. Infelizmente, o mês encerra com quase 6.000 mortes no Brasil e não existe uma expectativa de recuo para as próximas semanas. Lamento muito tratar de números nestas condições; são perdas irreparáveis.

Também não estou aqui para atacar ou defender o governo algum, apesar de entender que o presidente poderia ter evitado mais um atrito em um momento tão delicado e crucial para o país. Na minha opinião, ele tinha este poder. Agora, não adianta gastar muita energia tentando apontar culpados. O fato é que o presidente poderia ter evitado mais este desgaste, que certamente trará repercussões que serão sentidas no decorrer do ano inteiro.

O discurso populista de impedir que pessoas morram de fome no futuro é valido, ninguém nega. Porém, só faz sentido para quem continua vivo e goza de saúde – o dinheiro, sem isto, não serve para nada. Apesar das dificuldades que estão por vir (e virão), a chance de continuar lutando é sempre melhor do que uma interrupção abrupta e sem retorno.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado (não se iluda com algumas semanas de otimismo), continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento continua performando muito bem.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Desejo a todos um excelente feriado e dias melhores!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de março (2020)

O mês de março chega ao fim, deixando muitas dúvidas, expectativas e preocupações no ar. Aliás, quem seria capaz de imaginar o tamanho do estrago causado pelo COVID-19? Infelizmente, diferente do que imaginei no início, não vejo mais uma solução realmente eficaz no curto prazo. O momento pede união e muita cautela. Estamos de frente à um impasse jamais visto no mundo, com repercussões sociais, de saúde pública (vidas serão perdidas) e de grande impacto financeiro. O momento é delicado, requer medidas alinhadas tecnicamente (não há espaço para “politicagem”), rápidas e com a maior coesão possível entre as autoridades de cada país. É evidente que, diante do momento caótico, imprevistos assolam as vidas de TODOS cidadãos. Não podemos surtar, mas devemos ter “respeito” pela crise que já estamos diante – ou seja, não subestimem. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Compartilhei diferentes artigos, informações e vídeos sobre o assunto (em nossa fanpage, blog e canal do Youtube).

Não acho que o presidente Bolsonaro esteja “completamente equivocado” quando defende a economia; o problema é que, na minha opinião (não sou dono da verdade), ele tem feito pronunciamentos irresponsáveis quando diminui a criticidade do momento ao comparar com uma simples gripezinha ou quando faz uma avaliação rasteira da letalidade da doença ou até mesmo das consequências econômicas. Sendo assim, não posso concordar.

Vale lembrar que a letalidade é maior entre os idosos, mas, conforme relatos de inúmeros médicos, NÃO é tão assintomática quanto se imaginava entre os mais jovens – que também entrarão na ‘disputa’ por UTIs e respiradores – , diminuindo ainda mais a expectativa de sobrevivência dos idosos ou demais casos de internação. Esta é uma das razões para alguns países, como Itália e Espanha, priorizar os respiradores por idade (visto que a expectativa de vida entre os mais jovens é maior). Não podemos ser egoístas, a vida de muitos idosos pode(ria) ser preservada. Existe alguma previsibilidade para o que está acontecendo!

O grande problema é que não existe uma vacina ou tratamento com eficácia comprovada (existem estudos), basta ver o número de mortes diárias (infelizmente, não presenciamos desaceleração ainda):
https://www.worldometers.info/coronavirus

Por se encontrar na fase inicial da contaminação e diante do alto potencial de propagação, para ganhar tempo (permitindo melhor planejamento e reestruturação dos sistemas de saúde), o mundo inteiro defende o modelo de quarentena horizontal (liberando apenas serviços essenciais), antes de reavaliar o avanço e efeitos da doença. Vale lembrar que, apesar de inúmeras teorias de conspiração (não ajudam em nada), esta tem sido a recomendação da OMS. É um desafio mundial.

Entendo que só assim será possível reavaliar friamente as medidas tomadas, permitindo revisar e estudar alternativas – seria possível, por exemplo, estudar os efeitos ou a possibilidade da aplicação da quarentena vertical (separando por grupos de risco) por região; ou avaliar a possibilidade de abrandar a quarentena e aplicar controles sanitários mais severos nas divisas dos Estados conforme a contaminação for contida em cada região.

Na fase inicial, diante do risco envolvido, entendo que NÃO seria prudente começar pela quarentena vertical – até pela dificuldade de aplicação no Brasil (nem sabemos se será viável na prática).

Percebam que não existe solução fácil…

É evidente que a implantação da quarentena implica, necessariamente, em uma crise financeira profunda no mundo todo. Logo, não é apenas uma questão interna.

Infelizmente, não acredito que uma crise financeira de grandes proporções possa ser evitada. Existem medidas conjuntas (Estado e iniciativa privada – grandes empresas) que podem amenizar os efeitos. O mercado financeiro foi dando sinais claros de que a expectativa futura mudaria de direção drasticamente. No final de janeiro, o IBov atingiu quase 120 mil pontos. Porém, a partir de fevereiro, encerramos o movimento de euforia e o mercado simplesmente chaveou abruptamente para pânico. Não foi apenas a expectativa do rompimento de uma possível bolha (antes fosse) ou pânico momentâneo por causa de uma gripezinha.

Não faz muito tempo que o Brasil saiu de uma recessão técnica e seguia uma trajetória otimista de crescimento econômico; é muito difícil aceitar perder tantas conquistas. Daí a preocupação do presidente.

Infelizmente, o momento é único e não há como fugir. Estamos lidando com números de guerra. Lamento que muitos ainda não tenham entendido a criticidade do momento. A única certeza que temos, até então, é que muitas vidas serão perdidas.

Insisto em dizer que não existe solução fácil. Implicações econômicas podem ser ainda mais devastadoras com a contaminação em descontrole, atingindo diferentes setores do mercado ao mesmo tempo e colapsando o sistema de saúde simultaneamente. É possível observar os efeitos disto em países que foram “forçados” a retomar a quarentena de forma mais severa e com prazo prolongado, impondo controles mais rígidos com ação da polícia e multas por descumprimento.

Em relação ao mercado de capitais, o momento pode ser “oportuno”. No entanto, caso você não conte uma com reserva de oportunidade, não acho prudente consumir todas as reservas de emergência, neste momento, destinando em aplicações financeiras. Não sabemos qual será a duração da quarentena e nem o impacto final sobre a economia. Ou seja, espero que não, mas a finalidade real da reserva de emergência pode se impor durante o ano. Não sejamos imprudentes!

Acabei prolongando um pouco o assunto, mas julgo que foi necessário. Meu objetivo não é criar pânico, apenas alertar e permitir melhor planejamento e proteção. Cuidem-se!

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=4t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, BBAS3, WEGE3, BRCR11 (0,52%), FCFL11 (0,55%), PQDP11 (0,58%), KNRI11 (0,43%), RNGO11 (0,48%), SAAG11 (0,72%), GGRC11 (0,53%), MXRF11 (0,80%), KNCR11 (0,39%), HGRE11 (0,42%), VISC11 (0,50%), HFOF11 (0,60%) e HGBS11 (0,50%). O momento tem sido bastante antagônico e delicado de avaliar. Os índices IBov e IFIX foram MUITO castigados no decorrer do mês – passamos por 6 circuit breaker no intervalo de uma semana. Ainda assim, por mais incrível que possa parecer, com descontos tão significativos, o momento é vantajoso para investidores de longo prazo. O rendimento da carteira surpreendeu positivamente e os dividendos dos principais fundos (quase todos) aumentou em função da forte desvalorização das cotas – início do pânico no mercado de capitais. Ao mesmo tempo que o momento preocupa, abre uma janela de oportunidade rara, permitindo aumentar as posições mais expressivamente e com grande desconto. É evidente que, no curto prazo e com os efeitos da quarentena horizontal, a cotação e o rendimento dos FIIs de shoppings (PQDP11, VISC11 e HGBS11) serão castigados. O fundo VISC11, por exemplo, estuda trabalhar com sua reserva financeira para oferecer algum rendimento aos cotistas no próximo mês. Vale lembrar que, com alguns shoppings fechados, determinados fundos não distribuirão rendimentos temporariamente. Conforme exposto, de maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, BBAS3 e WEGE3 (desta vez os rendimentos foram expressivos em ambos os ativos – nenhum deixou a desejar).

Até como investidor é difícil descrever a sensação do momento. Chega ser estranho avaliar. O rendimento da carteira foi excelente, mas a queda do valor de mercado da carteira impressionou (não foi pouco).”

Também não assustem com atrasos na distribuição de dividendos de alguns FIIs – os Fundos devem distribuir 95% do resultado semestral, porém não há obrigatoriedade na distribuição mensal! Então, é esperado que alguns fundos aguardem por um período maior para planejar sua distribuição corretamente.

Desta vez, não faz muito sentido comentar sobre os aportes mensais, pois aproveitei o pânico do mercado para rebalancear a carteira de renda variável. Fiz inúmeros aportes e em maior proporção. Tirando OIBR3 e PQDP11, aportei em praticamente todos os ativos que compõem a carteira.

Compreendo que poderia explorar a volatilidade de OIBR3, mas com tantos ativos de Blue Chips em “promoção” e dividendos generosos (oportunidade rara), preferi direcionar melhor os recursos disponíveis. É uma questão de avaliar preço e valor.

Aproveitei para reforçar posições em PETR3 e BBAS3. Até o mês de janeiro, não via como comprar um ou mais lotes naquela euforia do mercado. Estava apenas aguardando uma oportunidade para reforçar as posições contando com um preço mais justo.

Com a desvalorização dos principais ativos, estou avaliando também a possibilidade de reforçar posições no fundo PQDP11 – voltou a ficar atrativo.

Diante de tantas incertezas e forte volatilidade, também decidi não realizar operações de trade!

Saibam que não trabalho com reserva de oportunidade (não com este foco) e também não comprometi minha reserva de emergência. Apenas aproveitei o momento “caótico” para diminuir minha posição em um fundo DI que me desagradava faz algum tempo (performance e custos) para redistribuir em ativos mais promissores – aproveitando o momento de irracionalidade do mercado. Foi uma avaliação pessoal.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

Com o “início” da crise, a carteira de ações foi castigada de forma mais expressiva, mas aproveitei para rebalancear também.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

No início do ano, por estar atento ao movimento eufórico do mercado de capitais (comentei no resultado de dezembro), pensei em trabalhar com alguma proteção de carteira. Basicamente, isto poderia ser feito aportando ou migrando parte do dinheiro para opções mais seguras (como dólar, ouro e prata, por exemplo) ou realizando operações de hedge.

MAS, a verdade é que nenhuma destas alternativas é tão simples quanto parece ou vendem por aí!

Mover recursos para opções mais seguras só faz sentido para grandes fortunas ou caso façamos com muita antecedência. Agora seria o pior momento, pois teríamos que realizar prejuízo de um lado para comprar outros ativos mais seguros e supervalorizados naturalmente no outro lado – prejuízo certo. Aliás, aproveitando o assunto, também se iludiu quem apostou que as criptomoedas poderiam ser utilizadas como reserva de valor.

– Outra alternativa seria realizar operações de hedge, comprando PUTs (opções de venda) mesmo sem ter o interesse em exercer o direito; ou fazendo swing trade com contrato futuro de índice da bolsa brasileira – ou seja, vendendo WIN. A compra de uma opção PUT seria o equivalente a fazer um seguro dos ativos que compõem a carteira, mas, assim como qualquer outro seguro, teria um custo periódico, comprometendo a capacidade de aporte mensal. Já a venda do contrato futuro WIN poderia ser uma proteção interessante, porém pediria uma “garantia” alta e a volatilidade do índice vem se mostrando gigantesca (com GAPs de assustar) e impõe um nível risco que para muitos investidores seria inaceitável (caso mantiver a operação aberta por dias consecutivos).

Pois é, eu sei que agora, com o “caos” já estabelecido, fica fácil enxergar as possibilidades e oportunidades perdidas. Mas, sem uma bola de cristal, é MUITO difícil acertar estes momentos e as “manobras financeiras” disponiveis. Então, na maioria das vezes, para evitar prejuízos maiores, o melhor é manter os aportes regulares.

É evidente que o momento é oportuno e *QUEM PUDER* reforçar os aportes de forma mais expressiva, será beneficiado mais adiante. É o que tenho feito. Como holders, não estamos com prejuízo, basta não desesperar e manter nossas posições.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento da carteira foi excelente.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!