Resultado do mês de abril (2018)

Para minha surpresa, a agitação de abril conseguiu superar a do mês anterior. Aliás, mesmo “acostumados” com o cenário turbulento, a prisão do ex-presidente Lula foi campeã – gerou grande expectativa desde o processo de decisão até a consumação do fato (com repercussão internacional). Para nós (contribuintes), a entrega da Declaração de Imposto de Renda (IRPF) também chamou atenção – vale lembrar que o prazo para entrega termina amanhã (30/04/2018). Em função de pequenos “imprevistos”, encerrei o mẽs com saldo financeiro perto do fim (ufa…). Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Nunca antes na história deste país, seríamos capazes de imaginar a possibilidade de conferir a prisão de um ex-presidente da república e suas inúmeras implicações. Em determinado momento, nem me atrevia opinar sobre o assunto. Parecia imprevisível. Inicialmente o STF pediu adiamento do julgamento, com alegações pouco fundamentadas. Em seguida, numa votação “apertada”, o STF negou o pedido de Habeas Corpus da defesa. Porém, como de costume, raramente as manifestações seguem sem violência. Após discussão, em frente ao Instituto Lula, um homem foi atropelado (após ser empurrado) e sofreu traumatismo craniano. Recentemente, o ex-ministro Palocci (preso preventivamente desde setembro de 2016) assinou acordo de delação, tendo Lula como alvo. A prisão vem causando bastante barulho…

Como se não bastasse, logo após a prisão de Lula, o PT contou com a solidariedade das FARC e a presidente nacional do PT (senadora Gleisi Hoffmann) recorreu a rede de televisão Al Jazeera para pedir ajuda à “comunidade Árabe” –  excelentes referências, não? SQN!

É claro que quem ficou estarrecido com este tipo de informação (não é para menos), está sendo chamado de xenófobo

O “lado bom” disto tudo é que as investigações contra corrupção no Brasil seguem a todo vapor. A Polícia Federal (PF), por exemplo, fez busca na Hypera para investigar denúncias contra políticos. Aliás, espero não me decepcionar com a empresa (que já fez mudanças em sua direção), pois é uma das que mantenho em carteira e continuo acreditando em seu potencial. A Operação Lava Jato também cumpriu novos mandados de prisão contra suspeitos de fraudar fundos de pensão (houve mais de um caso). Muitas fraudes foram investigadas neste mês. Em outra operação da PF, o presidente e um diretor da corretora Gradual foram presos.

Ou seja, a sensação de impunidade tende a mudar… a história do país pode estar começando a ser reescrita! 😉

E economicamente, também tivemos um mês bastante agitado (risos). A Moody’s elevou a perspectiva do Brasil de negativa para neutra, mantendo o rating brasileiro em “Ba2“. Sinceramente, não esperava por isto tão cedo. Realmente, contamos com muitas surpresas. A inflação desacelerou para 0,09% em março – a menor para o mês em 24 anos. Ainda assim, a percepção para os consumidores pode ser diferente porque alguns itens básicos tiveram correção muito acima.

Em função das incertezas no cenário político, o Governo norte-americano deu preferência para adesão da Argentina à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), deixando o Brasil de fora. Segundo alguns analistas do mercado financeiro, o dólar acumulou alta de 5,2% em relação ao Real após os rendimentos dos títulos públicos americanos subir aproximadamente 3% (elevação da taxa de juros).

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Nesta última semana, o mercado de criptomoedas voltou apresentar otimismo, levando à sua valorização. Porém, no mês, alguns esquemas de pirâmide baseados em criptomoedas apresentaram, conforme já “esperado” para este “tipo de mercado”, SURPRESAS desagradáveis. Investidores que acreditaram na Minerword estão passando por dificuldades para resgatar o dinheiro investido e a empresa foi alvo de operação do Gaeco. Já os “investidores” que apostaram na Brasil-MMM também tiveram que arcar com grandes prejuízos após o encerramento de sua operação (alegando a morte do idealizador) – pasmem, criaram novas versões do mesmo GOLPE e os brasileiros continuam entrando. Não é algo que me agrada, mas se quiser arriscar, comprem a moeda diretamente (EU NÃO FAREI).

Segundo o site Conjur, “Desde o início de abril, investimentos em renda fixa também podem ser alvo da penhora on-line decretada judicialmente, por meio do BacenJud 2.0. O sistema foi criado em 2001 pelo Banco Central, em parceria com o Conselho Nacional de Justiça, e permite que instituições financeiras recebam eletronicamente ordens de bloqueio, desbloqueio e transferência de valores bloqueados“.

Para quem acompanha ou sente(iu) o reflexo da crise dos Correios, eis que surge uma notícia boa (não necessariamente para os Correios) para compras internacionais. A Azul anunciou recentemente um serviço (Azul Box) para compras nos EUA, que promete cuidar de todos os trâmites e levar o pacote para sua casa em até cinco dias em qualquer lugar do país. Será mesmo?  Espero que dê certo.

Não percam o prazo para envio da Declaração do Imposto de Renda. Caso estejam inseguros com o preenchimento, enviem assim mesmo e, se necessário, no decorrer do ano, enviem outra reificadora para qualquer correção. E, para quem pôde realizar o saque de contas inativas do FGTS, não deixe de declarar o valor.

Felizmente, não precisei lidar com grandes imprevistos financeiros. No entanto, mal acostumado com o aporte superior dos dois meses anteriores, errei a mão no montante investido neste e quase fiquei com saldo zerado antes da hora. Também tive pequenas despesas médicas e com manutenção de imóvel. Nada capaz de atrapalhar minhas noites sono. Por sorte não foi necessário recorrer a reserva de emergência.

Quanto aos investimentos…

Tendo em vista a forte volatilidade do mercado e por *entender* (opinião pessoal) que existe uma assimetria no preço das ações do Banco do Brasil (BBAS3), decidi abrir uma nova operação com opções de compra (CALL). Não entrarei em detalhes neste momento. Também exerci o direito de subscrição de algumas ações ITSA3.

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, BRCR11 (0,287%), FCFL11 (0,482%), PQDP11 (0,393%), KNRI11 (0,513%), RNGO11 (0,570%), SAAG11 (0,618%), GGRC11 (0,564%), MXRF11 (0,578%), KNCR11 (0,568%), HGRE11 (0,525%) e FIGS11 0,855(%). O desempenho dos FIIs permanece relativamente estável. Infelizmente, o pior resultado permanece com o fundo BRCR11, mas é preciso ter cautela neste momento – os fundamentos continuam excelentes, e a negociação com a Brookfield, apesar de controversa, reduzirá significativamente a taxa de vacância (de 37% para 26,3 %) e retornará um lucro excelente para o fundo (será distribuído entre os cotistas). Devemos aguardar – atentos, claro. O rendimento mensal da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e ITSA3 (não foi exatamente um presentão, mas ajudou bastante).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de HYPE3, ODPV3 e SAAG11. O maior aporte foi para HYPE3. Para os demais ativos, a distribuição foi bastante equilibrada (incluindo as CALLs de BBAS3). Vale lembrar que também exerci o direito de subscrição de ITSA3 (ao preço de R$ 7,8 por ação). Pois é, como a minha bola de cristal falhou, comprei as ações HYPE3 poucos dias antes da divulgação da investigação da PF – ou seja, paguei mais caro (risos).

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Não é novidade que a volatilidade permanece assombrado o mercado financeiro, principalmente nas últimas semanas. Para investidores mais experientes, pode até ser uma oportunidade para especular. No entanto, na maioria das vezes, para o investidor amador, comprar um excelente ativo em momento de queda não é uma tarefa tão simples. Então, prefiro manter o foco em aportes mensais, independente do preço (visão de Holder). Particularmente, devido a tantas incertezas, acredito que presenciaremos turbulências ainda mais fortes. O ano ainda promete (risos). Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de março (2018)

Para “variar”, o cenário político-econômico continua turbulento e inúmeros acontecimentos (não só internos) influenciaram na volatilidade da economia. Ainda assim, em relação aos investimentos, o mês foi excelente; recebi um belo presente (dividendos e JCP) de algumas empresas (privilégio de Holders)”. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

A cada resultado mensal publicado, imagino que não sobrará espaço para muita agitação para o mês seguinte. Mas, quando chega o momento de escrever, fico ainda mais surpreso (risos). Estamos vivenciando um momento de grandes agitações e incertezas. Infelizmente, no curto prazo, não vejo solução realmente efetiva. Apesar da Intervenção Federal no RJ, que considero fundamental (por exemplo), o índice de criminalidade permanece alto e foi marcado com a execução da vereadora Marielle (figura política e defensora dos “direitos humanos”).

Em relação a criminalidade, sei que o assunto é delicado, mas assistam esta reflexão:

Inúmeros acontecimentos sacudiram o país…

Após condenação em segunda instância, o ex-presidente Lula está inelegível (a princípio, pois ainda cabe recurso) para a disputa presidencial de 2018. Aliás, o ex-presidente ganhou um fôlego maior com a decisão do STF em adiar a conclusão do julgamento para o dia 4 de abril – e, segundo o portal G1, “o Tribunal Regional Federal, que condenou Lula, não poderá determinar a execução da sentença antes do STF concluir o julgamento (impedindo sua prisão)“.

Como se não bastasse, a semana encerrou ainda mais tumultuada, com a operação da PF no setor de portos que levou à prisão temporária amigos do atual presidente (Temer), ex-ministro e empresários.

Parece coisa de cinema, não? Pois é, já virou série do Netflix (O Mecanismo) e com fatos reais!

Os Correios, que estão passando por uma crise financeira sem precedentes, causaram bastante estresse ao decidir reajustar a tabela de preços para encomendas por Sedex ou PAC, levando ao Mercado Livre (empresa) reajustar sua tabela de tarifas. Ainda alegando prejuízo, também estão tentando por fim ao frete barato para encomendas feitas na China. Um peso a mais para nós consumidores.

Falando em prejuízo… o Facebook arcou com prejuízo de U$ 50 bilhões, após o escândalo envolvendo o vazamento de informações de usuários para um possível benefício na campanha eleitoral do presidente norte-americano (Trump). E, aproveitando o ensejo, o presidente norte-americano também gerou uma forte tensão ao impor tarifas para importação de aço e alumínio, mas poucos dias depois revelou uma lista de países (incluindo o Brasil) que não sofreriam tais tarifas (foram dias de grandes turbulências).

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Em função dos indicadores econômicos positivos e baixa inflação, o Copom reduziu a taxa Selic para 6,50% ao ano (mínima histórica). É excelente para economia, mas preocupa ou incomoda um pouco investidores de renda fixa. Apesar da redução nos rendimentos, vale lembrar que continua sendo uma das maiores do mundo. O Senado apresentou uma proposta (está em revisão) que prevê aumentar o rendimento do FGTS – a notícia é boa, mas ainda é cedo para comemorar.

Desde o dia 26 de março, o código de negociação da B3 (BVMF3) foi alterado para B3SA3. Já em relação ao mercado de criptomoedas, não é de espantar que continue exigindo bastante estômago dos “investidores”, flutuando loucamente. “Para você que acredita piamente que todo investidor é necessariamente um especulador, em breve compartilharei um vídeo tratando sobre o assunto“.

Felizmente, não precisei lidar com imprevistos financeiros. Pelo contrário, contei com um excelente adicional financeiro de empresas como Banco do Brasil, BBSeguridade, Itaú e Itausa. É evidente que são eventos raros. Não sei se vocês perceberam (pela distribuição de ativos em carteira), mas no mês passado fiz uma pequena operação de Hedge com Banco do Brasil, comprando algumas PUTs para BBAS3 (opções de venda) – fechei a operação com pequeno lucro e “talvez” role para frente com uma nova operação.

Quanto aos investimentos…

Decidi fechar a operação de Hedge com BBASQ415 e aproveitei para iniciar uma posição em ODPV3 (Odontoprev SA). Conforme exposto no resultado anterior, não farei operações de venda coberta neste ano. Mas, pelo mesmo motivo que me fez ficar de fora por algum tempo (forte volatilidade), pretendo fazer algumas operações de Hedge para minimizar o impacto sobre a carteira (seguro).

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, BBAS3BBSE3, BRCR11 (0,333%), FCFL11 (0,479%), PQDP11 (0,351%), KNRI11 (0,489%), RNGO11 (0,578%), SAAG11 (0,635%), GGRC11 (0,573%), MXRF11 (0,731%), KNCR11 (0,521%), HGRE11 (0,533%) e FIGS11 (0,873%). O desempenho dos FIIs permanece estável e bastante interessante, principalmente se levarmos em consideração que estamos diante da mínima histórica das taxas de juros, o valor do aluguel é corrigido pela inflação e os rendimentos são isentos de IR. O pior resultado foi do fundo BRCR11, mas este cenário mudará nos próximos meses após concretizar, com a Brookfield, uma das maiores transações deste segmento (reduzindo a vacância de 37% para 26,3%). Ainda é cedo para tecer considerações sobre a negociação, pois cada lado ainda fará uma avaliação detalhada dos imóveis envolvidos e provavelmente terão um espaço maior para negociar os detalhes da proposta. O rendimento mensal da carteira permanece excelente, e foi BEM reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, BBAS3 e BBSE3 (foi um presentão… risos).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de BBAS3, BBSE3, ITUB3, ITSA3, HYPE3, ODPV3, HGRE11 e RNGO11. Aproveitei a rentabilidade maior para reforçar algumas posições e iniciar outra em ODPV3. Os menores aportes foram para ODPV3 e BBAS3 (com distribuição semelhante), e o maior para ITUB3. Para os demais ativos, a distribuição foi bastante equilibrada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

 A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

 “Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

O mês foi tumultuado e, naturalmente, apresentou uma volatilidade bastante significativa. Apesar de tudo, prevalece o movimento eufórico. Particularmente, devido a tantas incertezas, acredito que presenciaremos turbulências ainda mais fortes. Parece que a agitação está tomando conta do mundo inteiro. Pois é, o ano ainda promete (risos). Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Para quem ainda não fez a declaração de IR, sugiro começar o quanto antes. Para auxiliar no processo, atualizei o Guia do Investidor para a Declaração de Imposto de Renda, confiram:

Guia do investidor para declaração de IR

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de fevereiro (2018)

Como o mês virou no meio da semana e fui surpreendido por problemas pessoais, preferi publicar o resultado mensal no primeiro final de semana de março. Tirando algumas surpresas desagradáveis (muita agitação), o mês foi excelente. O ano já começou turbulento e, conforme esperado, alguns eventos políticos tumultuaram bastante o mẽs de fevereiro. Portanto, sem muitas delongas, vamos aos resultados.

De maneira geral, para o brasileiro, o ano começa realmente depois do “feriado” de carnaval. O engraçado foi que, na semana seguinte, fiquei surpreso com o fluxo de carros na cidade. De imediato não entendi o que havia mudado para justificar aquilo. Não demorou muito e lembrei que o ano estava começando de fato – o fluxo voltou ao normal (risos).

No cenário político-econômico, o fato de maior repercussão foi, sem sombra de dúvidas, a autorização da Intervenção Federal no Rio de Janeiro. De certa forma, ainda que o Exército não tenha o poder de polícia (o que o coloca em grande desvantagem), vejo com bons olhos a medida, pois “inibe” a ação de criminosos. A situação do RJ está caótica. É melhor do que nada, mas não resolverá o problema. É uma questão bastante complexa. Para o Governo Federal, mesmo que neguem, também serviu como uma “saída honrosa” para a questão da Reforma da Previdência – dificilmente será votada (quanto mais aprovada) neste ano.

Em relação a Intervenção Federal, confiram a visão do General Heleno:

Controlar a onda de violência no país tem sido um desafio enorme. O mês também foi marcado por uma onda de crimes e violência no Ceará. Segundo a Reuters, “O governo federal enviou ao Ceará uma força-tarefa policial formada por homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para dar apoio técnico às forças de segurança locais em ações de combate ao crime organizado“.

O Governo Federal, na tentativa de melhorar a segurança pública, decidiu criar mais um Ministério (Ministério Extraordinário da Segurança Pública) estruturado de forma semelhante ao Ministério da Justiça. Na minha opinião, parece mais uma medida para “inglês ver” (resposta rápida) e gerará custos ainda maiores – para se te ideia, em 2017, o orçamento do Ministério da Justiça foi de R$ 13,4 bilhões.

No cenário internacional, o que causou maior impacto, levando a queda significativa do índice IBovespa no fim da semana, foi a afirmação de Donald Trump de que irá taxar a importação de aço.

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Em relação ao mercado, para “investidores mais arrojados” que especulam “ativos” de altíssimo risco (como criptomoedas ou “instituições” não regulamentadas), o mês causou bastante agitação (e continuará)…

Bitcoin continua apresentando volatilidade nunca vista em qualquer outra aplicação ou moeda. Alguns investidores até associam volatilidade de R$ 30.000,00 à correções de mercado. Os especialistas no assunto não exitam em demonstrar a eficiência e “segurança” da tecnologia (blockchain), mas ignoram (ou desprezam) as falhas graves que vem ocorrendo constantemente entre as entidades envolvidas no processo: “Neste mês, uma falha em uma exchange japonesa, permitiu a aquisição de criptomoedas de graça“. Os movimentos de euforia e pânico estão sendo constantes (risos). A Alemanha, por exemplo, legalizou as criptomoedas e passou a reconhecer o Bitcoin como meio de pagamento – certamente influenciará em um movimento de euforia. Raramente o investidor amador sabe lidar com este tipo de situação. Seja como for, prefiro ficar apenas observando (meu foco é outro).

– De acordo com o site Exame, “A empresa de fomento mercantil, ou factoring, Maximus Digital, que havia assumido os negócios da Alcateia Investimentos e seus 50 mil investidores, anunciou que está desfazendo o negócio e encerrando as atividades“. Ou seja, a empresa fechou e deixou 50 mil investidores no prejuízo. No ano passado fiz um alerta sobre os riscos. Infelizmente, a ganância nos cega facilmente.

Felizmente, não precisei lidar com grandes imprevistos financeiros. No entanto, tive gastos adicionais para encerrar a operação de venda coberta e aquisição de uma câmera nova e tripé para gravação de vídeos (até então, vinha filmando com a câmera frontal do celular). Também tive mais alguns gastos com uma viagem no “feriado” de carnaval e outras questões pessoais. Em relação a operação de venda coberta, farei um vídeo explicando melhor como funciona e os riscos – pode valer a pena se entendermos que, neste caso, trata-se de uma estratégia de trade para remuneração de carteira (não há como acertar sempre).

Quanto aos investimentos…

Com tantos acontecimentos de grande impacto no cenário político-econômico, a evolução da carteira continua bastante expressiva. Mas, volto a afirmar: estejam preparados para lidar com forte volatilidade. Como holder, segue o jogo (simples assim).

Recebi proventos de ITUB3, ABEV3, BRCR11 (0,470%), FCFL11 (0,477%), PQDP11 (0,450%), KNRI11 (0,383%), RNGO11 (0,578%), SAAG11 (0,658%), GGRC11 (0,528%), MXRF11 (0,626%), KNCR11 (0,626%), HGRE11 (0,533%) e FIGS11 (0,873%). O desempenho dos FIIs permanece estável. O pior resultado foi do fundo KNRI11, porém foi devido ao adiantamento de R$ 0,20 por cota feito no mês de janeiro. O rendimento mensal da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e ABEV3 (pouco expressivo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de CRFB3, KNRI11, FIGS11 e BRCR11. Passei sufoco com a operação de venda coberta e quase “não consegui” fechar a tempo. Logo, visando encerrar a operação com prejuízo pequeno, antecipei a compra das opções BBASB78 ao preço de R$ 0,78 – a princípio, como 2018 promete grande volatilidade (pelas incertezas no cenário político) e a possibilidade de ser exercido não é aceitável, decidi não incluir este tipo de operação durante o ano. O menor aporte foi para o fundo FIGS11 e o maior para KNRI11. Exceto pelo fundo FIGS11, a distribuição foi bastante equilibrada. Novamente, por diferentes razões, minha capacidade de aporte foi limitada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

O movimento eufórico do mercado ainda prevalece. O resultado negativo, no encerramento da semana, foi em função da possível taxação de aço anunciada por Trump. Até pouco tempo, existia grande expectativa em relação a Reforma da Previdência, mas a Intervenção Federal no RJ ofereceu um “tempo maior” (trégua). Particularmente, devido a tantas incertezas, acredito que presenciaremos fortes turbulências. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de janeiro (2018)

Finalmente, o primeiro resultado do ano de 2018. Normalmente, procuro divulgar o resultado mensal no último final de semana, mas como o mês de janeiro encerrou no meio da semana, preferi adiar para o final de semana seguinte. Nem preciso dizer que começamos o ano com bastante agitação. Portanto, vamos aos resultados.

Inúmeros acontecimentos sacudiram o país…

Apesar da impopularidade do atual presidente, o país continua apresentando números positivos na economia. Em ano de comércio exterior morno, a balança comercial teve saldo recorde. Também contamos com um fluxo elevado de recursos estrangeiros (R$ 9,5 bilhões de reais). Segundo o portal G1, “Entre 2015 e 2017, o país fechou um total de 2,88 milhões de postos de trabalho. Apesar disso, o resultado do ano passado foi o melhor em três anos, ou seja, desde 2014 – quando foram criadas 420,69 mil vagas de trabalho“. A condenação do ex-presidente Lula (12 anos de prisão) também causou bastante barulho e euforia, levando o índice IBov quebrar recordes históricos. Aliás, em relação ao mercado financeiro, preparem-se para o próximo gatilho (19 de fevereiro – votação da Reforma da Previdência).

É claro que existem aspectos negativos de peso, como a possibilidade de mudar a Regra de Ouro para evitar crime de responsabilidade – algo que mancharia a imagem do país no exterior. De acordo com alguns analistas, o governo não fará isto em 2018 porque conta com uma verba do BNDES e por ser um ano de eleições – porém voltará em pauta em 2019 (aguardem e confiram). Outro dado que desanimou a população foi o reajuste do salário mínimo. Por mais revoltante que seja, o país ainda está em situação delicada. Logo, um reajuste mais expressivo resultaria em um efeito bola de neve, inclusive sobre o déficit da previdência, que está crescendo assustadoramente (subiu para R$ 268,8 bilhões em 2017). Para aumentar a tensão um pouco mais, o governo suspendeu no dia 18/01 a Medida Provisória nº 805/2017 que adiava o reajuste de servidores públicos federais para 2019. São estas incoerências que causam mais revolta na população. E, infelizmente, conforme já esperado, a agência internacional de risco Standard&Poor’s (S&P) rebaixou a nota de crédito soberano do Brasil de “BB” para “BB-” (algo já esperado).

No cenário internacional, alguns acontecimentos também chamaram atenção. O governo norte americano apresentou um corte de impostos expressivo, permitindo maior investimentos de empresas como a Apple – que, segundo algumas fontes, injetou mais de R$ 1 trilhão na economia. Já a Venezuela continua em uma condição bastante delicada, e por inúmeras razões, como a dificuldade de impressão, já anunciou a pré-venda de sua criptomoeda conhecida como Petro. O mais impressionante é que eles realmente acreditam que a criptomoeda, por si só, permitirá mudar a realidade do país – “a Venezuela avança como uma potência econômica” (este é preço da ignorância). A Bolívia também causou bastante polêmica com um decreto que “mudaria” (foi derrubado) o código do sistema criminal.

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

No mês, também foi autorizada a penhora on-line de aplicações em renda fixa e variável, nova Declaração da Receita Federal para operações (em espécie) envolvendo valor igual ou superior a R$ 30 mil, mudanças nas regras da Caderneta de Poupança (nada muito significativo) e pagamento do DPVAT diretamente com a seguradora Lider. Quer mais? (risos). Acreditem, o ex-presidente Fernando Collor será candidato à presidência também. Avaliando apenas os acontecimentos mais pertinentes do mês de janeiro, podemos ter ideia do que nos aguarda. Apertem os cintos porque este ano promete“.

O ano não começou bem para o mercado de criptomoedas. A CVM proibiu fundos de investir em criptomoedas no Brasil, mas afirma manter o assunto em estudo. De qualquer forma, inúmeros roubos e limitações da moeda estão colocando em questionamento tanto a segurança como a eficiência. O Japão, por exemplo, sofreu um ataque cibernético que reflete no maior roubo já conhecido (em R$ 1,6 bilhão). É um mercado que vem apresentando extrema volatilidade, algo que tende comprometer a saúde financeira de “investidores” novatos.

Em relação as criptomedas, conheçam as principais fraudes e ataques registrados até então:
ftp://ftp.registro.br/pub/gts/gts30/03-fraudes-ataques-criptomoedas.pdf

Felizmente, não fui surpreendido por imprevistos. Porém, como o peso dos impostos no início do ano é maior, fatalmente meu poder de aporte foi limitado.

O resultado da carteira de renda variável continua excelente. No entanto, corro o risco de comprometer o resultado do próximo mês dependendo de como encerrar a operação de venda coberta – não respeitei a estratégia como deveria (entrarei em detalhes no próximo resultado)“.

Recebi o primeiro pagamento do Google AdSense no dia 04 de janeiro. Não sei se foi em função dos feriados de fim de ano, mas demorou aproximadamente 15 dias para constar o pagamento. Como o número de visualizações ainda é relativamente pequeno, recebi um crédito de R$ 350,22. No mesmo instante, levei uma mordida de R$ 90,00 – tarifa discriminada como “Tar Liquid Orpag Exterior“. Ainda houve uma cobrança de R$ 1,33 de I.O.F. Irritante, não? O que justifica uma tarifa tão alta? Infelizmente, não há muita alternativa.

Quanto aos investimentos…

Com tantos acontecimentos de grande impacto no cenário político-econômico, é evidente que a evolução da carteira foi bastante expressiva. A valorização do valor de mercado superou do mês de dezembro. Lamento, apenas, não ter contado com poder de aporte maior. Não se anime demais; ainda é cedo para comemorar, acredito que ano será bastante volátil.

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, HYPE3, BRCR11 (0,424%), FCFL11 (0,462%), PQDP11 (0,444%), KNRI11 (0,559%), RNGO11 (0,581%), SAAG11 (0,669%), GGRC11 (0,645%), MXRF11 (0,526%), KNCR11 (0,592%), HGRE11 (0,653%) e FIGS11 (0,922%). Com a “euforia” no cenário político-econômico, os FIIs foram beneficiados pela expectativa do mercado. O desempenho permanece excelente. Desta vez, o “pior” resultado foi do fundo BRCR11. Neste mês recebi as cotas subscritas do fundo GGRC11 – aliás, o fundo tem demonstrado eficiência e já adquiriu novos imóveis com contratos atípicos de 10 anos (em Betim e Aparecida de Goiânia). O fundo KNRI distribuiu rendimento extraordinário de 0,122% no dia 15/01. O rendimento mensal da carteira foi excelente, reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3 e HYPE3 (nada comparado ao presente de Natal da EZTEC… risos). Foi o que salvou o aporte mensal!

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de EZTC3 e BRCR11. Também realizei uma operação de venda coberta (“médio” risco), ainda em aberto e com vencimento em fevereiro. Novamente, o maior aporte foi para EZTC3. A distribuição entre os dois ativos foi bastante equilibrada. Conforme exibido anteriormente, minha capacidade de aporte em janeiro foi limitada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

O ano iniciou com grande movimento eufórico, levando a uma forte valorização dos principais ativos de renda variável (como FIIs e ações, por exemplo). O Ibov vem quebrando recordes seguidos. No curto prazo, dois gatilhos geram grande expectativa. O primeiro deles, confirmado recentemente, foi com a condenação unânime do ex-presidente Lula no TRF-4. O próximo gatilho será a votação da Reforma da Previdência. Por sorte, continua prevalecendo uma expectativa positiva para recuperação e crescimento econômico. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Trade ou Hold?

Esta é uma questão bastante comum e, muitas vezes, repleta de opiniões divergentes. Na realidade, não são estratégias mutuamente exclusivas. Porém, tenho percebido que os melhores resultados – onde me incluo também – são obtidos em posicionamentos como holder. Conforme nos evoluímos como operador, operações de trade podem ser bem vindas (auxiliando, inclusive, na remuneração da carteira).

Seja qual for a sua visão ou escolha, acredite: “é uma questão mais comportamental do que técnica!” 😉

Normalmente, quando começamos a estudar sobre o assunto, ficamos fascinados com os números e gráficos, focando mais na análise técnica (ou gráfica), sem compreender bem os fundamentos deste mercado – este costuma ser o nosso primeiro e maior erro.

Além disto, não precisamos ser treinados para lidar com vitórias. Mas, costumamos ser péssimos perdedores. E, Infelizmente, por melhor que você seja, não é possível ser vencedor em todos os trades. Por esta razão, repito: “trata-se de uma questão muito mais comportamental“. Sei que parece algo óbvio… o tempo lhe mostrará se é tão obvio assim (risos).

Sendo assim, compartilharei um vídeo com minha visão sobre o assunto: