Resultado do mês de dezembro (2017)

Mais um ano está encerrando, repleto de acontecimentos que sacudiram o país. As turbulências foram constantes no decorrer do tempo e há fortes indícios que seja ainda maior no próximo (em função das eleições). Mas, não posso reclamar. Pessoalmente, considero que foi um ano de grandes realizações, oportunidades e aprendizado. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Em relação ao cenário político-econômico, não há muita novidade. A Reforma da Previdência ainda encontra bastante resistência e a previsão é que seja votada até o dia 19 de fevereiro. Mesmo após aprovar a Reforma Trabalhista, a avaliação de novembro surpreendeu negativamente, fechando com apenas 12.292 vagas formais – considero que ainda é muito cedo para avaliar a eficiência das mudanças. E, aproveitando o assunto (risos), o Governo recuou e editou uma nova portaria sobre trabalho escravo. Aliás, também encerramos o mês com o pedido de demissão do Ministro do Trabalho (Ronaldo Nogueira).

Inúmeros indicadores econômicos sinalizam que o país está mudando sua trajetória de forma positiva, porém, no meu entendimento, o índice de inflação divulgado parece NÃO refletir a realidade, pois está muito distante da realidade de preços de energia, alimentação e combustível (por exemplo). Estranho, não?

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Coisas bizarras também aconteceram… (risos)

Quando achei que não haveria mais espaço para surpresas, eis que surge o seguinte projeto de lei (totalmente esdrúxulo):

Para variar um pouco, o Bitcoin continua fazendo barulho (algo excelente para especuladores). Há poucos dias, após sofrer ataque Hacker, uma corretora sul-coreana declarou falência. No dia seguinte, um novo ataque foi noticiado. Vale lembrar que a moeda é naturalmente volátil. Mas, depois destes acontecimentos, a cotação caiu bruscamente. Pouco tempo depois, para aumentar um pouco mais o estresse, a Coreia do Sul divulgou que considera proibir transações com criptomoedas. Sinceramente, tenho visto muito investidor assumindo posição de torcedor ou apostador (não costuma terminar bem). Seja qual for a escolha, faça de forma consciente (não fique torcendo).

Felizmente, não fui surpreendido por imprevistos e ainda contei excelentes dividendos.

Finalmente, receberei o primeiro pagamento do Google AdSense (U$ 109,00). Confesso que fiquei um pouco confuso no momento de preencher os dados para transferência eletrônica (é internacional). É preciso informar os códigos IBAN (Número Internacional da Conta Bancária) e SWIFT (Identificação Internacional do Banco). Não fui até a agência para obter os números; ao invés disto, utilizei o aplicativo “Ajuda com IBAN ou SWIFT/BIC“. Ainda não recebi porque leva aproximadamente 5 dias úteis para concretizar a transferência.

Quanto aos investimentos…

O movimento financeiro deste mês foi excelente (talvez o melhor do ano), porém decidi encerrar minha posição no trade que fiz com opções da Petrobras (PETRA85). Não fui muito feliz com o momento que escolhi para montar a posição, e acabei fazendo três trades para diminuir o prejuízo (-9,30%) – deu trabalho (risos). Faz parte, não há como acertar todas. Ainda assim, o resultado mensal superou MUITO minhas expectativas.

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, ABEV3, EZTEC3, BRCR11 (0,471%), FCFL11 (0,485%), PQDP11 (0,410%), KNRI11 (0,548%), RNGO11 (0,559%), SAAG11 (0,637%), GGRC11 (0,697%), MXRF11 (0,613%), KNCR11 (0,618%), HGRE11 (0,621%) e FIGS11 (0,902%). Com a redução da taxa de juros, o desempenho dos FIIs vem apresentando maior atratividade e um ótimo desempenho. A princípio, o “pior” resultado continua sendo do fundo PQDP11, mas isto se deve a expressiva valorização de suas cotas. Decidi exercer o direito/preferência de subscrição, do fundo GGRC11, na proporção de 1/4 do total de cotas que tenho. O rendimento mensal da carteira foi excelente, reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3, ABEV3 e EZTC3 (FOI O MAIOR DO ANO – Presentão de NATAL de EZTEC3).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ITSA3, HYPE3, EZTC3, CRFB3, ABEV3, BRCR11, RNGO11, FCFL11, SAAG11 e GGRC11. O aporte mais expressivo foi para o fundo FCFL11 e o menor para BRCR11. Levando em consideração o dividendo generoso da EZTEC, o segundo maior aporte foi para EZTC3. Nos demais, a distribuição foi bastante equilibrada. Como pude contar com fontes de renda alternativa, rendimentos mais expressivos e 1/3 salário, aproveitei para reforçar diferentes posições.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Para demonstrar mais detalhadamente a “evolução” da carteira, compartilharei o resultado do ganho por ativo (em relação ao preço médio):

Papel Preço médio Preço mercado % Setor
ABEV3 18,70 21,40 14,39 Consumo não Cíclico
BBAS3 18,64 32,03 71,80 Financeiro e Outros
BBSE3 27,69 28,38 2,49 Financeiro e Outros
BRCR11 99,74 105,77 6,04 Financeiro e Outros
CRFB3 15,38 15,05 -2,21 Consumo não Cíclico
EZTC3 15,05 21,46 42,54 Construção e Transporte
FCFL11 1607,05 2202,72 37,07 Financeiro e Outros
FIGS11 74,58 91,45 22,61 Financeiro e Outros
GGRC11 122,13 132,00 8,08 Financeiro e Outros
GRND3 20,27 28,50 40,58 Consumo Cíclico
HGRE11 1380,40 1449,00 4,97 Financeiro e Outros
HYPE3 33,03 36,70 11,09 Consumo não Cíclico
ITSA3 8,36 10,55 26,12 Financeiro e Outros
ITUB3 26,84 37,47 39,56 Financeiro e Outros
KNCR11 110,81 102,89 -7,15 Financeiro e Outros
KNRI11 144,01 162,99 13,18 Financeiro e Outros
MXRF11 9,65 9,54 -1,15 Financeiro e Outros
PETR3 9,35 16,76 79,06 Petróleo, Gás e Biocomb
PQDP11 1335,59 3195,99 139,17 Financeiro e Outros
RNGO11 83,90 92,59 10,35 Financeiro e Outros
SAAG11 119,47 127,22 6,48 Financeiro e Outros

Alterações da carteira:
ENCERREI posições em: “FVBI11, TRXL11, EDGA11, AGRO3, FESA4, PTBL3, CARD3 e IVVB11“;
INICIEI posições (como holder) em: “FIGS11, GGRC11, CRFB3 e HYPE3

Conforme exposto em apurações anteriores, fiz um pequeno experimento com um Fundo Multimercado do Banco Bradesco, mas encerrei a posição após o Banco mudar as regras do fundo.

Em um ano, a evolução da carteira de renda variável (incluindo os aportes mensais) foi de 61,90%. Comparado com o ano anterior, o fechamento de dezembro foi ainda mais expressivo. Apesar de tantas turbulências, a performance foi excelente e superou minhas expectativas.

Continuo extremamente SATISFEITO. No entanto, vale ressaltar que é preciso ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de uma tendência de alta, os papeis não se movimentam em linha reta. E prepare-se, o ano de 2018 promete (risos)!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de novembro (2017)

Desta vez, atrasei um pouco na publicação do resultado porque “precisei” viajar no último final de semana do mês. Em linhas gerais, não há grandes novidades no cenário político-econômico brasileiro. A economia permanece estável, mas o número elevado de incertezas continua gerando turbulências no mercado. Neste mês, fiz pequenos ajustes em minha carteira de investimentos e aproveitei as férias para reforçar algumas posições e também investir em minha saúde. Portanto, vamos aos resultados.

Inúmeras reformas estão em pauta, mas estão cercadas de incertezas e muita pressão. Até agora o Governo conseguiu, sob protestos, aprovar a reforma trabalhista, que já sofreu novas alterações. A Caixa também anunciou a liberação do FGTS e Previdência adaptados as novas regras. Particularmente, considero a proposta interessante, porém, ao contrário do que muitos acreditam, considero pouco impactante. O Governo vem se articulando para tentar apoio para aprovar a reforma da Previdência e Ministerial – acredito que a reforma da Previdência seja a mais importante, impactante e também a mais difícil. Toda esta incerteza tem causado certo estresse no mercado (sem confirmar a expectativa), fazendo com que o índice IBovespa apresente um resultado negativo nos últimos dias.

Algumas pesquisas de intenção de voto, para as eleições de 2018, estão apontando a liderança do ex-presidente Lula. Estranhamente, inúmeras manifestações, compartilhadas na Internet, demonstram o contrário. Aliás, a situação do Lula não é das melhores – há poucas semanas, por exemplo, o MP pediu o bloqueio de R$ 24 milhões dele e de seu filho. Aproveitando o assunto, recentemente, o Luciano Huck anunciou sua desistência. Particularmente, acredito que seria uma disputa interessante. Mas, para nossa surpresa, o nome que surgiu foi do Dr Rey. Vamos aguardar. Provavelmente, veremos turbulências ainda mais fortes no próximo ano. Apertem os cintos, pois 2018 promete (risos).

Felizmente, apesar de tantas turbulências, os indicadores econômicos continuam melhorando, apresentando redução da Inflação para 4,03%, crescimento do PIB em 2,51% e aumento na produção industrial em 2,96%. Com isto, naturalmente a taxa Selic cai e investimentos de Renda Fixa apresentam uma performance “menos atrativa”. Por outro lado, cresce o interesse por investimentos em Fundos Imobiliários ou renda variável em geral.

Novamente, inúmeros acontecimentos sacudiram o país e o mundo, principalmente nesta última semana:

Para “variar um pouco”, o movimento de euforia do Bitcoin (BTC) continua chamando a atenção e, durante a semana, a cotação ultrapassou U$ 10.000. É preciso ter cautela, pois a volatilidade permanece extremamente elevada – nos últimos dias conferimos flutuações de aproximadamente R$ 10.000. Não aposte uma parte muito significativa de seu patrimônio. Já compartilhei minha visão sobre o assunto: “acredito no futuro do Blockchain, porém vejo muitas limitações para o futuro do BTC“. Na forma como a “moeda” é apresentada hoje, não me interessa.

Por sorte (e com a ajuda das férias – risos), não precisei lidar com imprevistos, reforcei algumas posições e aproveitei as promoções da Black Friday para presentear minha mãe e comprar alguns itens essenciais para mim (algo que já vinha me planejando antecipadamente).

Quanto aos investimentos…

Houve pequenas alterações na carteira. Repensei minha posição no ETF IVVB11 e decidi encerrar. Apesar do resultado positivo, no meu entendimento, para formação de patrimônio, existem opções mais interessantes e também não pretendo reforçar posições em ETFs (logo, perdeu o sentido). Preferi reforçar algumas posições e optei por uma nova (pequena) em CARREFOUR BR (CRFB3). Por fim, fiz um novo position trade em opções de compra (com vencimento em janeiro) da Petrobras, mas não detalharei neste momento.

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, GRND3, BRCR11 (0,416%), FCFL11 (0,511%), PQDP11 (0,389%), KNRI11 (0,543%), RNGO11 (0,560%), SAAG11 (0,605%), GGRC11 (0,680%), MXRF11 (0,624%), KNCR11 (0,660%), HGRE11 (0,592%) e FIGS11 (0,926%). O desempenho dos FIIs permanece estável. A princípio, o “pior” resultado continua sendo do fundo PQDP11, mas isto se deve a expressiva valorização de suas cotas. O fundo GGRC11 distribuiu, aos cotistas (na proporção de 127%), o direito/preferência de subscrição. O rendimento mensal da carteira continua muito bom, reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3 e GRND3 (em torno de R$ 295).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ITUB3, ITSA3, HYPE3, GRND3, EZTC3, CRFB3, BRCR11, HGRE11, MXRF11 e GGRC11. O aporte mais expressivo foi para o fundo GGRC11 e o menor para EZTC3. Nos demais, a distribuição foi equilibrada. Como entrei em férias, “não fiz nenhuma viagem programada” (apenas visitamos os pais de minha namorada) e encerrei a posição no fundo Multimercado, a capacidade de aporte foi expressivamente maior. Aproveitei para reforçar diferentes posições.

Encerrei a posição no fundo Macro Multimercado LP porque, conforme minha suspeita anterior, as regras mudaram realmente, limitando o aporte seguinte em R$ 1.000.000,00). Sinceramente, fiquei um tanto desapontado com a atitude do Banco Bradesco, pois o Banco mudou as regras no meio do caminho – não me parece muito correto, pois eu já estava posicionado (sob regras diferentes). Redistribuí o valor do resgate entre os FIIs.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Diante do que foi exposto, não é de espantar que o índice Ibovespa continue volátil. Ainda assim, a composição da carteira tem oferecido resultados espetaculares. Felizmente, apesar de tantas turbulências e impopularidade do atual governo, continua prevalecendo uma expectativa positiva para recuperação e crescimento econômico. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Minhas expectativas de investimento para o próximo ano!

Apesar do cenário político-econômico continuar bastante turbulento e um tanto incerto, podemos fazer algumas ponderações quanto a situação atual e expectativa para o próximo ano (principalmente para aplicações de renda variável). Independente dos acontecimentos, devemos manter nossa estratégia de investimento intacta, mas nada impede analisar alguns fatos para auxiliar na tomada de decisão para melhor posicionamento ou até mesmo “proteção”.

Começaremos falando sobre a renda fixa…

A queda da taxa Selic já era algo previsto e salutar para economia, mas confesso que conferir uma queda tão brusca de rendimento surpreendeu um pouco – estava ficando mal acostumado (risos) com taxas DI de aproximadamente 14% ao ano (atualmente na casa de 8%)

Muitos analistas e educadores financeiros afirmam que a queda da taxa de juros é pouco significativa porque o importante, no final das contas, é a taxa de *juros real* (diferença entre a taxa Selic e Inflação). Quem dera fosse tão simples. Independente de qualquer coisa, o importante é manter uma carteira de investimento “bem diversificada” para ter a chance de surfar o melhor momento de cada investimento naturalmente, sem ficar pulando de galho em galho ou procurando acertar timing.

Confiram este vídeo da Nath:

O que ela diz é real. Mas, afirmar que, apesar da queda da taxa de juros, estamos diante de uma oportunidade de ouro é sacanagem (risos). O racional, do juros real, faz mais sentido quando o investidor já está consumindo parte do rendimento, não na fase de acúmulo. Imagine, por exemplo, a vantagem atual (com as  taxas em queda) de investidores que optaram, naquela época, por títulos do Tesouro Direto de longo prazo com taxa de juros superior à 13% – não há como ser MAIS VANTAJOSO investir neste exato momento. Estou questionando apenas a comparação que estão fazendo.

A taxa de juros flutua ao longo do tempo, mas o seu ganho de capital será preservado!
Em qual cenário o seu volume financeiro aumenta mais rapidamente? Será que não importa mesmo? 😉

Na prática não há muito o que fazer. Resolvi comentar sobre o assunto por discordar um pouco da abordagem dada e por conferir uma queda de rendimento brusca (quase metade). Ainda assim, a taxa de juros brasileira é uma das mais altas e mantém o investimento em renda fixa como uma “excelente opção”.

É evidente que manter a taxa de juros tão elevada por muito tempo é prejudicial para o país, e sua queda é um dos sinais de recuperação econômica. Por consequência, investimentos em fundos multimercado ou renda variável passam a despertar maior interesse. Daí a importância da diversificação. Não precisamos acertar timing nenhum.

No auge da crise, priorizei o investimento em renda variável porque minha exposição em renda fixa já estava alta e por entender que o modelo Buy and Hold, quando bem compreendido, permite investir no mercado de ações com maior eficiência e segurança. Também surgiram assimetrias claras – o Banco do Brasil, por exemplo, está apresentando atualmente uma valorização de aproximadamente R$ 20,00 por ação. Estou bastante satisfeito com o resultado da carteira. Dificilmente uma aplicação de renda fixa permitirá uma evolução similar (não encontrei nenhuma opção que oferecesse um resultado próximo).

Infelizmente, as eleições de 2018 podem mudar este resultado drasticamente (por um longo período).

Não, não estou sendo dramático (risos). Assistam este vídeo:

Você pode até discordar de algumas afirmações, mas pesquise quais eventos causaram os movimentos mais relevantes e expressivos do índice Ibovespa nos últimos anos. Desde o impeachment da ex-presidente Dilma, estamos quebrando recordes de valorização. O mercado não considera mais a possibilidade do Lula se tornar presidente novamente, porém as principais pesquisas de intenção de voto estão divergindo disto. Não é uma mera questão de visão política. O que interessa para o mercado é simplesmente a evolução econômica que cada governo é capaz de oferecer. De que forma vocês acreditam que o país afundou? Pensem sobre o assunto.

Não é preciso dizer o que acontecerá caso o mercado seja “surpreendido”, não é mesmo?

A Empiricus afirmou que o mercado continuará reagindo positivamente com João Doria ou Geraldo Alckmin, abrindo espaço para valorizações ainda mais expressivas. Particularmente, compartilho da mesma opinião. Já o nome Bolsonaro continua uma grande incógnita; é difícil avaliar.

 O jeito é manter a estratégia de investimento. Continuarei com aportes mensais normalmente, porém, conforme aproximarmos das eleições, ficarei atento aos nomes mais cotados para presidente. Caso entenda que o Lula tem chance real no segundo turno (como mostram algumas pesquisas), certamente comprarei algumas PUTs (opções de venda) para minimizar o impacto sobre a carteira.

Para outras informações sobre o mercado de opções:
http://opcoesdescomplicadas.infomoney.com.br/2017/10/09/o-que-sao-opcoes-de-acoes/

Um ótimo final de semana todos!

Será que devo investir em criptomoedas?

Durante as últimas semanas (quase regularmente), minha caixa de e-mail tem sido bombardeada por propagandas envolvendo estratégias de ganho rápido com as criptomoedas, incluindo projeções de ganho de até 15.000%. A decisão de investimento é algo muito pessoal e o que costumamos fazer é mostrar apenas o caminho para que a escolha seja a mais consciente possível. Nada além disto. Como tenho presenciado o interesse súbito de pessoas que nunca investiram antes e a tentativa, questionável, da Empiricus em refutar qualquer possibilidade de bolha (por benefício próprio), resolvi abordar o assunto de uma maneira diferente.

A primeira pergunta é: Será que estamos diante de outra grande bolha?

Ninguém sabe ao certo, nem mesmo a Empiricus. Entretanto, é importante frisar que existem características marcantes sinalizando uma forte possibilidade.

Você realmente sabe o que é uma bolha especulativa? Não é preciso aprofundar muito, uma consulta rápida na Wikipedia já esclarece o básico e essencial: “Uma bolha especulativa, bolha financeira, bolha econômica, entre outros nomes, é uma situação na qual o valor de um ativo se desvia fortemente do valor intrínseco correspondente desse mesmo ativo. Tal situação pode também ser descrita como uma situação em que os preços dos ativos parecem basear-se em uma visão distorcida ou inconsistentes sobre o futuro. Preços em uma bolha econômica podem flutuar de forma irregular, e torna-se. impossível prever a capacidade de oferta e demanda sozinho“.

Agora, sejamos realistas… não há nada de familiar acontecendo? Podemos julgar que oscilações próximas de R$ 10.000, em dois meses, são esperadas e “saudáveis”? Como diria o Bastter: “engane-se como quiser!“.

É possível lucrar com este movimento eufórico? É evidente que sim (e de diferentes maneiras), mas será que você tem experiência e habilidade suficientes para lidar com isto? Conhecer os riscos não é o suficiente. Não acredite que o sucesso de uma operação depende APENAS de identificar o momento exato de compra e venda – aliás, é outra ilusão. Do contraŕio, é provável que você seja surpreendido no futuro. Caso a bolha se confirme, por exemplo, o impacto sobre a carteira dependerá do grau de exposição e capacidade de encerrar a posição antecipadamente. E, para o azar de muitos, não é tão simples quanto parece. Muitas pessoas não conseguem sequer perceber a diferença entre investir e apostar. O estrago tende ser maior quando as duas coisas se confundem (investir e apostar).

O meu objetivo, por exemplo, é acumular patrimônio diversificado em valor (Holder). Ou seja, preciso lidar com ativos estáveis e que inspirem o maior grau de confiança “possível”, mesmo lidando com diferentes níveis de risco (o importante é que tenho como avaliar). Neste quesito, hoje, as criptomoedas não passam de uma aposta – não há elementos concretos que permitam fazer avaliação confiável de valor (sei apenas que flutua loucamente, diferente de qualquer outra moeda). Investir em criptomoedas também significaria diminuir ou deixar de aportar em ativos que demonstram um potencial de evolução sólido e consistente. Uma simples mudança de atitude parece algo inofensivo, mas é o suficiente para mudar o nosso foco. Não é algo que desejo.

Talvez, alguns leitores até questionem a operação arriscada que fiz com Opções no mês passado. Por incrível que pareça, é diferente. Apesar de ter sido uma pequena “aposta”, existia embasamento forte para a escolha. As empresas não foram escolhidas aleatoriamente. Diante de denúncias gravíssimas no cenário político, houve uma forte desvalorização de excelentes ativos (contrariando o resultado financeiro). Sabendo que, no longo prazo, cotação segue lucro, pude enxergar algumas assimetrias interessantes (mesmo sem procurar) – em ativos que já sou sócio e acompanho há muito tempo. Esperei o mercado acalmar um pouco antes de iniciar um position trade, prevendo ainda a possibilidade de exercer. Contei com artifícios do mercado para reforçar minha carteira. A operação foi lucrativa, possibilitando uma capacidade de aporte ainda maior no mês passado. Não deixei de atuar como holder. Perceberam a diferença?

Na semana passada, ao acessar o facebook, pude observar uma discussão “interessante” sobre trade com BTC. Alguém comentou, na postagem de um amigo, que havia “finalizado uma operação com BTC para realizar lucro” – dois face traders (risos). O primeiro problema é que não se discute estratégia de trade em rede social, até porque poderia afetar na eficiência (ao tornar público). Em relação ao meu amigo, a escassez de tempo livre é outro aspecto que influenciará negativamente, pois comprometerá na agilidade de reação. A discussão em si foi o que mais chamou atenção. A resposta dada para a operação foi: “Não, você não pode vender… está barato ainda“. Pronto, a partir daí, não existe mais uma estratégia. Certamente, virou torcedor. Parece tolice, porém confundirá na forma como nos posicionamos. Diante de uma situação como esta o custo do aprendizado só dependerá de você, e o tombo costuma ser grande! 😉

Quem está correto? Não importa… Apenas preserve o seu patrimônio.
Ganhar dinheiro é relativamente difícil, mas perder é extremamente fácil!

A grande questão não está nas criptomoedas, mas sim na tecnologia que existe por trás. Tudo isto é uma opinião pessoal, claro. Duvido que os Bancos deixem de existir. É muito mais provável que os Bancos ofereçam produtos integrados ao Blockchain (ou tecnologia similar), do que sejam substituídos. Existe uma questão de PODER que é muito forte“.

Resultado do mês de agosto (2017)

Não sei se o meu ritmo de vida anda muito acelerado ou se o ano está realmente voando (risos). Enfim, vamos aos resultados do mês de agosto… Assunto não faltará (risos)!

Para “variar um pouco”, o cenário político-econômico continua deveras turbulento. Como o número de acontecimentos foi significativamente maior, farei uma segmentação do assunto focando nos mais relevantes e pertinentes, dando maior enfase ao cenário interno. No entanto, vale lembrar que a crise econômica e social da Venezuela continua chamando a atenção e já está respingando por aqui – mais de 6,4 mil venezuelanos solicitaram refúgio no Brasil. E, na última semana do mês, o Estado do Texas foi castigado pela tempestade Harvey, que está se tornando o desastre natural mais caro da história dos Estados Unidos. Pessoalmente, considero que o mês foi produtivo e recompensador. Por sorte, não precisei lidar com grandes imprevistos financeiros e pude contar com um volume financeiro maior, superando a minha expectativa. O resultado dos investimentos foi excelente.

Inúmeros acontecimentos sacudiram o país, principalmente nesta última semana:

A rejeição da denúncia de corrupção contra o atual presidente gerou bastante polêmica e indignação. Segundo o site Globo: “Livrou Temer de responder no Supremo Tribunal Federal (STF) ao processo que, se instalado, provocaria o afastamento do presidente por até 180 dias. Agora, Temer responderá no STF somente após a conclusão do mandato, em 31 de dezembro de 2018“. Há poucas semanas, compartilhei minha opinião sobre o assunto.

O governo também andou flertando com a possibilidade de elevar a alíquota do Imposto de Renda e taxar dividendos. É evidente que a notícia foi mal recebida pelo mercado, gerando bastante estresse. Pouco tempo depois, o governo negou enviar qualquer proposta de aumento de IR para o Congresso, porém anunciou o interesse em antecipar a tributação de Fundos Exclusivos de Investimentos. Menos mal, pois, de acordo com a realidade brasileira (o país está entre os primeiros com maior taxa de juro real do mundo), taxar dividendos seria um enorme desestímulo para investimentos de “alto risco” – prejudicaria, inclusive, o mercado imobiliário.

Por incrível que pareça, apesar de todas as dificuldades, o país começou apresentar sinais de recuperação econômica. O índice de desemprego “começou recuar”, o PIB registrou alta de 0,2% no segundo trimestre de 2017 e a balança comercial apresentou saldo recorde. Após a liberação do saque do FGTS, a Poupança registrou a maior entrada de depósitos em três anos. O governo também apresentou um pacote de privatizações que foi muito bem recebido pelo mercado, gerando uma expectativa ainda mais otimista.

Foi anunciado o interesse em 57 novas privatizações, dentre elas Eletrobras, Casa da Moeda e aeroportos:

Ainda assim, é um resultado modesto e existe um longo caminho a ser percorrido. Até pouco tempo, estávamos em recessão técnica – Interromper o ciclo recessivo foi uma grande vitória. Infelizmente, o governo não tem feito muito bem o seu dever de casa, pois precisou ampliar a meta fiscal para um déficit de R$ 159 bilhões.

Aproveitando o ensejo, ao contrário do que muitos imaginam, a trajetória do rombo da previdência continua crescente e vem apresentando números cada vez mais alarmantes: já consome sete vezes mais que a Saúde. Acredite, a reforma da previdência não é uma mera “opção”.

Aliás, se você almeja uma aposentadoria tranquila e digna no futuro, construa você mesmo sua previdência. Para o nosso próprio bem, não podemos depender exclusivamente do Governo.

As criptomoedas, como bitcoins, têm causado certo barulho. A Empiricus, ao perceber que pode lucrar ainda mais com este nicho de mercado, resolveu incluir Fernando Ulrich ao time – aliás, está ficando irritante, pois não há um relatório ou texto que não façam menção sobre o assunto. Cuidado, o entendimento de lucro pode ser bastante relativo e pessoal. O ganho é real quando a “representação de valor se mantém ascendente, sólida e estável” ou após a “realização de lucro“. Sei que não é tão simples. Mas, em relação ao primeiro quesito, não é algo que se vê na maioria das criptomoedas. Enquanto presenciamos, durante crises financeiras, o dólar oscilar até R$ 2,00, no bitcoin as oscilações superam R$ 5.000,00 sem muita dificuldade. Isto não inspira confiança ou estabilidade. E, a promessa atual, segundo a maior mineradora do mundo (bitmain), é que em 5 anos o bitcoin chegará a US$ 100.000,00 (vidência, quem sabe? risos). Existem muitas dúvidas. Quanto a quebra de paradigma que costumam afirmar, saibam que a cobrança de impostos e burocracia existente atualmente não é uma questão tecnológica, mas sim uma imposição dos governos (dificilmente mudará). Nada impede tentar explorar o momento, porém sejam cautelosos. Muitas vezes, ganha-se MUITO antes de perder TUDO (sim, experiência própria). Particularmente, tenho outras prioridades e não quero incorrer nos mesmos erros do passado (a ganância derruba qualquer pessoa).

No início do mês, não resisti e, com um lucro de R$ 1.303,42, encerrei a operação com as opções de Petrobras e Banco do Brasil (92% em PETRH42 e 89% em BBASH58). As incertezas envolvendo o governo Temer me causaram desconforto e preferi encerrar a operação antecipadamente, sem exercer o direito. Pois é, infelizmente não foi dado ao ser humano o poder da vidência e ninguém me avisou que poderia lucrar 3x mais (risos).

Não estava muito satisfeito com alguns ativos da carteira de renda variável e fiz um pequeno ajuste. Além das opções, após analisar vantagens e desvantagens, também encerrei as posições em FVBI11 e EDGA11 (encerrei AGRO3 no mês passado) – existem ativos melhores disponíveis no mercado. Em seguida, Incluí GGRC11 e HYPE3.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBAS3, BBSE3, ITUB3, ITSA3, GRND3, BRCR11 (0,374%), FCFL11 (0,499%), PQDP11 (0,512%), KNRI11 (0,606%), RNGO11 (0,607%), SAAG11 (0,667%), FVBI11 (0,421%), MXRF11 (0,640%), KNCR11 (0,672%), HGRE11 (0,660%) e FIGS11 (1,037%). O desempenho dos FIIs continua fraco (não mudou muito). O mercado de imóveis está passando por um momento delicado, mas, ao mesmo tempo, abre uma janela de oportunidade interessante. Por entender que a relação risco x retorno tem sido desfavorável,  coloquei um ponto final na “novela EDGA11” – encerrei minha posição, aproveitando para reforçar em HGRE11. O rendimento mensal da carteira foi muito bom, reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3, BBSE3, ITUB3, ITSA3 e GRND3 (reforço atípico de aproximadamente R$ 800,00).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de GRND3, BBSE3, HYPE3, BRCR11, KNRI11, SAAG11, MXRF11, HGRE11, FIGS11 e GGRC11. O aporte mais expressivo foi para o fundo HGRE11 e o menor para ações HYPE3. Nos demais, a distribuição foi equilibrada. O número de operações foi maior porque, além do ajuste da carteira (com a venda de EDGA11 e FVBI11), também pude contar com um volume financeiro maior, referente ao “lucro da operação com opções somado ao rendimento da carteira e aporte mensal“.

Como o desempenho do fundo Macro Multimercado LP tem demonstrado maior eficiência, resolvi fazer outro pequeno aporte (mantendo baixa prioridade). A minha opinião sobre a relação risco x retorno está mudando, mas continuarei atento. A volatilidade permanece alta!”

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI ou Multimercado):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

Ainda é cedo para dissertar sobre a trajetória do mercado, porém o otimismo está prevalecendo – com o índice Ibovespa rompendo a “barreira” de 71 mil pontos (menos de 3 mil pontos para alcançar a máxima histórica). Continuo satisfeito com a composição da carteira e a performance final continua excelente. Conforme exposto anteriormente, algumas modificações na carteira foram feitas para eliminar o desconforto com alguns ativos. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.