FLMA11: O primeiro investimento do Batatão!

Vou aproveitar esta oportunidade para tratar dois assuntos importantes ao mesmo tempo e de uma forma mais leve: “a base para começar investir e a possibilidade de optar por opções mais sofisticadas com pouco dinheiro“. O objetivo é demonstrar que é possível, mesmo para quem conta com recursos limitados e sem iludir ninguém.

É evidente que o mais importante não é o investimento em si, até porque não existe investimento perfeito – as condições mudam no decorrer do tempo. O que realmente importa é a relação entre capacidade aporte e tempo. O segredo não está em escolher os melhores investimentos, mas sim buscar o aprimoramento profissional para conquistar uma renda superior, ou mesmo rendas alternativas, possibilitando ampliar a capacidade de aporte (quanto maior, melhor). Ainda assim, é importante começar e adaptar hábitos para saber aproveitar as chances que surgirem.

Confiram a primeira experiência, no mercado de capitais, do meu amigo Batatão:

Procurei tratar o assunto de uma forma mais descontraída para prender sua atenção e demonstrar que é possível. Na realidade, não é a primeira vez que o Batatão investe, pois a aplicação na Caderneta de Poupança também conta. De qualquer forma, o ideal seria construir uma “reserva de emergência” primeiro (correspondendo, ao menos, 6 meses da renda principal) – para quem está começando, é praticamente uma etapa mandatória. Trata-se de uma proteção para lidar com emergências ou imprevistos financeiros.

Ainda assim, instruímos o nosso amigo começar pelos FIIs (Fundos Imobiliários) porque é uma forma viável de introduzi-lo ao universo do Mercado de Capitais com risco controlado e capacidade de aporte regular e bastante viável. É uma chance interessante para conhecer uma opção mais sofisticada e treinar novos hábitos que permitam rever condutas cotidianas e, quem sabe, ampliar a capacidade de aporte ao longo do tempo. A fase inicial não é fácil, mas é uma escolha que vai marcar sua vida.

Quanto ao fundo FLMA11 (Ed. Continental Square Faria Lima):

Trata-se de um imóvel de excelente qualidade (conta com Heliporto, Auditório, Restaurantes, Bancos e outros serviços – o hotel é 5 estrelas), muito bem localizado (na Vila Olímpia, SP), com valor de mercado de aproximadamente R$ 160 M, com 69.033.500 cotas e 3445 cotistas (Pessoa Física),

Confiram a visão de cima pelo GoogleMaps:

A Suno Research já tornou pública sua visão sobre o fundo:
https://www.sunoresearch.com.br/artigos/dois-fundos-imobiliarios-de-excelente-localizacao-e-mais-de-6-de-dividendo/

Por ser um fundo antigo (constituído em 09/11/2000) e com número de cotas bastante elevado, o preço da cota acaba sendo pequeno. Logo, não pense em se posicionar visando uma correção muito expressiva.

É evidente que, se analisarmos o histórico das cotas, no intervalo de 5 anos, veremos que o fundo apresenta uma valorização extremamente estável. Particularmente, gostei bastante do fundo.

Percebam que a performance da cota não deixa nada a desejar!

O histórico de rendimentos do fundo está em linha com seus pares no mercado. O último rendimento apurado foi de 0,56% (lembrando que é isento de IR).

De acordo com o fundsexplorer, o desempenho do fundo, nos últimos 12 meses, foi o seguinte:

Espero que a informação seja útil… percebam que o critério não foi apenas o preço! 😉

Sucesso Batatão!

Empiricus: Buscador de Fundos Imobiliários

Quando acredito que Empiricus pisou na bola, comento. Mas, é preciso ser justo… Também divulgo quando vejo pontos positivos. Recentemente, ela disponibilizou um buscador que permite levantar inúmeras informações sobre FIIs. Por enquanto o acesso não está limitado a assinantes.

Eu gostei da ferramenta. Espero que mantenham o acesso público, visto que já existem outras ferramentas gratuitas (como www.meusdividendos.com e www.scanfii.com.br), e não deixa de ser uma forma de divulgação bastante positiva.

https://www.empiricus.com.br/buscador-de-fundos-imobiliarios/

Ainda vale a pena investir em Bancos?

Em tempos de grandes transformações e inovações tecnológicas e com surgimento de tantas Fintechs será que ainda vale a pena investir em ações dos Bancos mais conhecidos? Estariam eles com o tempo de vida contado para acabar? Particularmente, entendo que ainda existe muita água para rolar!

É comum encontrar questionamentos contrários aos grandes Bancos. Porém, faça chuva ou faça sol, acredito que estarão sempre no topo, mantendo forte influência na economia do país. Vocês perceberão como os números por trás destes gigantes são maiores do que se imagina.

Basicamente, podemos avaliar a segurança e a saúde dos Bancos através de dois índices:

1. Índice de Basileia: é a relação entre o capital próprio e o capital de terceiros exposto ao crédito. Caso o índice do Banco seja 20%, por exemplo, para cada R$ 100,00 emprestados, o Banco dispõe de R$ 20 de capital próprio. O Banco Central exige o mínimo de 11%. Portanto, quanto maior, melhor.

2. Índice de Imobilização: determina a porcentagem do capital de terceiros que está imobilizada em bens sem liquidez imediata. Se o índice for de 30%, a cada R$100,00 em seu patrimônio, R$ 30 estarão imobilizados. Quanto maior, mais lenta será a disponibilidade do recurso. O Banco Central exige o máximo de 50%. Logo, quanto menor, melhor.

A seguir, será perceptível  que os Bancos Inter (BIDI), Banco do Brasil (BBAS) e Itaú (ITUB) apresentam os índices sob controle. É evidente que, a princípio, o índice de imobilização do Banco Inter apresenta vantagem sobre os demais em função do porte e dos ativos ou recursos disponíveis aos clientes. Mas é preciso ter cautela com a avaliação do Banco Inter, pois seu IPO (Oferta Inicial Pública) aconteceu recentemente.

Banco Inter (BIDI) – Valor de mercado: R$ 9.5B

Índice de Basileia e Imobilização

O índice Basileia foi de 21.2% em DEZ de 2015, 17.2% em DEZ de 2017 e 15.4% até agora; e com imobilização de 2.5% até agora.”

Evolução Patrimonial:

“Fonte: www.meusdividendos.com”

Banco do Brasil (BBAS) – valor de mercado: R$ 98.1B

Índice de Basileia e Imobilização:

O índice Basileia foi de 16.0% em DEZ de 2015, 19.6% em DEZ de 2017 e 18.4% até agora; e com imobilização de 14.5% até agora – vantagem sobre o Banco Inter.”

Evolução patrimonial:

“Fonte: www.meusdividendos.com”

Banco Itaú (ITUB) – valor de mercado: R$ 308.1b

Índice de Basileia e Imobilização:

O índice Basileia foi de 15.4% em DEZ de 2015, 18.8% em DEZ de 2017 e 16.6% até agora; e com imobilização de 23,8% até agora – também apresenta vantagem sobre o Banco Inter.”

Evolução patrimonial:

“Fonte: www.meusdividendos.com”

Os números apresentados impressionam, não? O Banco do Brasil tem um valor patrimonial 10x superior ao Inter. E, mesmo assim, é 3x menor que o Itaú.

Com um valor patrimonial de R$ 308B, fica fácil entender porque o Itaú é o maior Banco do país! 😉

Mas, para avaliar o lucro liquido de cada Banco, sugiro recorrer ao portal Bancodata, pois o Banco Inter, por exemplo, abriu capital há pouco tempo, tornando a análise do quadro de evolução injusta. De qualquer forma, o lucro líquido do Banco Inter em 2017 foi de R$ 48,8 milhões, enquanto Banco do Brasil e Itaú apresentaram lucro líquido de R$ 11,2 bilhões e R$ 21,8 bilhões respectivamente.

Percebam que as diferenças são grandes. Como já tenho posição em BBAS, BBSE, ITUB e ITSA, resolvi não arriscar novas posições em BIDI, mas entendo que o futuro do Banco Inter pode ser promissor – ainda assim, vale lembrar que o Banco está sendo investigado pelo MPDF em função de uma denúncia envolvendo o vazamento de dados de seus clientes (para complicar um pouco mais, o Banco sempre negou).

O meu objetivo foi demonstrar que a posição em grandes Banco tende ser muito salutar para uma boa diversificação de carteira. É claro que a decisão e a estratégia adotada é algo muito pessoal, variando de acordo com o entendimento de cada um.

Então, a resposta é SIM, claro que vale a pena! 😉