Resultado do mês de dezembro (2019)

Mais um ano se encerra, abrindo espaço para novas expectativas, projetos e realizações; deixando para trás angustias ou frustrações que por ventura tenham surgido. Apesar do barulho exagerado no cenário político-econômico, acredito que 2019 foi um ano positivo para o país. Agora, no quesito pessoal, passei por todo tipo de situação, mas não posso reclamar de nada. Sem muitas delongas vamos aos resultados.

Em relação ao governo, não há muita novidade.

Sinceramente, no balanço final, considero que o governo se saiu bem. Particularmente, em nossa fanpage, fiz críticas que julguei válidas (e mantenho), mas é uma questão de opinião (“algumas nem tanto”).

Para a economia, o clima de otimismo prevaleceu. A Bolsa de Valores quebrou recordes históricos e o índice de inflação também recuou MUITO, resultando em uma queda vertiginosa na taxa de juros.

Vale ressaltar que os preços para o consumidor final não recuaram porque a inflação não foi negativa! 😉

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (“Adeus ano velho” do redator chefe da Modal):

O ano de 2019 foi bastante positivo para diferentes mercados.

Desta vez, os entusiastas do mercado de criptomoedas podem comemorar a recuperação do BTC (bitcoin) que, em 2018, havia encerrado na casa de R$ 15.300 (muito abaixo da máxima de R$ 70.000). Se comparado com o ano passado, a valorização foi de aproximadamente R$ 13.901 (fechou na casa de R$ 29.201) – coloquei como aproximadamente porque a volatilidade do BTC, em curto espaço de tempo, é muito alta.

Fonte: Mercadobitcoin

É claro que nem tudo são flores. O facebook, por exemplo, vem se esforçando para impulsionar sua criptomoeda Libra, mas precisa romper algumas barreiras. O ministro suíço Ueli Maurer já se manifestou publicamente afirmando que a moeda digital Libra fracassou em sua forma atual.

Alguns traders afirmam que a análise técnica sobre o BTC aponta uma possibilidade valorização de U$ 300.000. Particularmente, não acredito que aconteça (posso estar errado). A análise técnica aponta possibilidades (probabilidades), mas, no longo prazo, o mercado precisa de fatos sólidos e confiança.

Pois é, o mercado de capitais impressionou tanto quanto…

O índice Ibov surpreendeu quebrando recordes seguidos, provavelmente com uma ajudinha da queda da taxa básica de juros (agora em 4,5% ao ano). O clima de euforia na Bolsa prevalece, mas é preciso manter cautela e os pés no chão.

Encerrou em 115 mil pontos, porém atingiu a máxima de 117 mil

Vale lembrar que antes do impeachment da ex-presidente Dilma, o índice estava abaixo de 40 mil pontos. Perceberam que o índice está prestes a triplicar? Será que é um movimento realmente racional?

Não se enganem, os principais ativos estão sobrevalorizados – principalmente os FIIs (fundos imobiliários) – logo, uma correção nos preços é saudável, esperada e tende acontecer. Não vou nem entrar no mérito das discussões sobre uma possível crise mundial – faz algum tempo que traders profissionais discutem o posicionamento em ETFs de metais preciosos, como ouro e prata. Sinceramente, ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Existem muitas teses, inclusive de mais valorização (risos)!

Apesar da Empiricus falar em valorização de até 300k (Ibov), evitem posicionamentos mais expressivos neste momento (de uma só vez), pois é evidente que o nível de risco será alto – sejam cautelosos!

Confiram também a evolução do IFIX em 2019 (índice de desempenho dos Fundos Imobiliários:

Para melhor compreensão dos riscos envolvidos, convido assistir o seguinte vídeo do prof. Arthur Vieira:

Em relação aos ganhos com o Google Adsense, continuo “lutando” para melhorar os resultados.

Por incrível que pareça, não consegui remuneração suficiente no Google Adsense para liberar outro saque. No final de 2018, o desempenho vinha melhorando bem, mas a Google fez inúmeras alterações no algoritmo e regras internas para anúncios e isto me prejudicou MUITO. Como esta não é, nem de longe, minha fonte de receita principal, por enquanto não posso dedicar muito tempo ou esforço nisto. “Não é minha prioridade, no entanto pretendo rever ao longo do tempo.”

Os principais balanços foram liberados no mês passado.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, ABEV3, ODPV3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,49%), PQDP11 (0,51%), KNRI11 (0,42%), RNGO11 (0,51%), SAAG11 (0,70%), GGRC11 (0,48%), MXRF11 (0,78%), KNCR11 (0,42%), HGRE11 (0,44%), VISC11 (0,46%) e HGBS11 (0,49%). Para variar, a forte valorização dos FIIs continua gerando uma “queda aparente” nos rendimentos – aliás, evitarei novos aportes em fundos com ágio próximo de 50%. Para o ano que vem, precisarei ficar atento com o fundo SAAG11, pois em 2020 a Rio Bravo apresentará uma proposta para incorporar o fundo ao RBVA11 (FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RIO BRAVO RENDA VAREJO) – não estou certo de que seja vantajoso para o pequeno investidor. Felizmente, em função do preço médio dos fundos que mantenho em carteira, o rendimento da carteira continua excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3, ABEV3 e ODPV3 (o rendimento mais expressivo foi da Ambev – presentão de ano novo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3, CRFB3, KNCR11 e VISC11. O maior aporte foi para VISC11 e o menor para CRFB3. De maneira geral, o aporte foi bastante equilibrado.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 115 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Para demonstrar mais detalhadamente a “evolução” da carteira (pela valorização), compartilharei o resultado do ganho por ativo (em relação ao preço médio):

PapelP. médioP. mercado%Setor
ABEV318.3819.164.26Consumo nâo Cíclico
BBAS319.252.97175.82Financeiro
BBSE327.7837.8436.21Financeiro
BRCR1199.42117.6918.37Financeiro e Outros
CRFB317.4523.333.53Consumo não Cíclico
EGIE340.0650.8126.82Utilidade Publica
EZTC315.5950.97226.99Consumo Cíclico
FCFL1183.8133.5459.35Financeiro e Outros
FLRY320.3930.449.11Saúde
GGRC11121.99149.922.87Financeiro e Outros
GRND36.9412.3577.97Consumo Cíclico
HGBS11200.86296.3747.55Financeiro e Outros
HGRE11137.42198.744.59Financeiro e Outros
HYPE333.2135.56.88Saúde
ITSA38.9614.157.39Financeiro
ITUB320.3932.1657.72Financeiro
KNCR11109.34104.6-4.33Financeiro e Outros
KNRI11146.27191.8431.15Financeiro e Outros
MXRF1110.0513.8737.97Financeiro e Outros
ODPV314.1717.221.41Saúde
OIBR30.820.864.91Comunicações
PETR39.3532.17243.89Petroleo, Gás e Biocombustíveis
PQDP111334.223990199.05Financeiro e Outros
RNGO1183.7410019.41Financeiro e Outros
SAAG11121.39142.2917.21Financeiro e Outros
VISC11117.12137.4517.35Financeiro e Outros
WEGE319.2335.3483.8Bens Industriais

Alterações da carteira:
– Posições abertas: VISC11 e OIBR3 (apenas para fins especulativos)
– Posições encerradas: FLMA11 e FIGS11

Decidi encerrar as posições em FLMA11 por entender que o fundo passou a negociar com um ágio irracional (efeito manada). Fiz o mesmo com o fundo FIGS11 para direcionar os próximos aportes para o fundo VISC11 (também de shoppings) que é mais diversificado e menos concentrado (por região).

Percebam também que o pior resultado (e único negativo) foi do fundo de papel KNCR11. A razão é simples. Os primeiros aportes foram feitos na corretora Rico. Naquela época, a Rico permitia aportar no fundo mesmo não sendo investidor qualificado (para quem tem mais de R$ 1 milhão em investimentos). Porém, não pude mais aportar quando transferi a custódia para a corretora Modal – na realidade, a Modal é quem estava correta.

Logo, por não poder aportar depois, o KNCR11 foi o único ativo que ficou para trás. Percebem agora a importância dos aportes regulares? Felizmente, a última AGO (Assembleia Geral Ordinária) deliberou pela liberação do fundo para todos investidores. Sendo assim, voltei aportar apenas nos últimos meses.

Conforme exposto anteriormente, os principais ativos apresentaram uma valorização MUITO expressiva. Para efeito de comparação, vejam como foi a performance no fim de 2018 – a diferença é grande.

Quanto ao meu projeto APFTrend (robô trades)…

Não há novidades em relação ao último resultado mensal. Decidi começar um novo projeto, chamado APFTrend-Plus, onde estou organizando melhor o código para futuras manutenções (melhorando a estrutura de código) e incluí suporte para mini índice.

A versão demo disponibilizada anteriormente não funcionará em 2020, porém peço que aguardem pela liberação da versão demo do APFTrend-Plus.

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. O desempenho da carteira foi fora do padrão em 2019 (muito acima de minha expectativa). Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Desejo a todos um FELIZ 2020!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de março (2019)

Apesar das “pequenas turbulências” no cenário político-econômico (em torno da proposta para a reforma da previdência), o resultado do mês foi excelente – provavelmente o melhor do ano (contamos com rendimentos “generosos”). Pela primeira vez conferimos o índice IBov romper os 100.000 pts. O clima de tensão atual fez com que o índice recuasse, mas existe a influência do ímpeto de realização de lucros também. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Estamos entrando no último mês para a entrega para declaração anual do Imposto de Renda (IRPF), terei bastante trabalho para os próximos dias. Sendo assim, desta vez, serei mais direto. Para quem investe em renda variável, recomendo a contratação de alguma calculadora de IR, como o IRPFBolsa – lhe asseguro, quanto mais adiar, maior será seu arrependimento no futuro (é muito trabalhoso, risos).


Apesar de pequenas turbulências, o otimismo no mercado de capitais prevalece. Se avaliarmos o período de 6 meses, estamos com uma vantagem de 16.790,90 pts.

Fonte: Google

Um “pequeno atrito” entre o Presidente da Câmara e representantes do atual governo geraram incertezas momentâneas para o mercado. Seja como for, acredito que um movimento corretivo era esperado.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Para quem tem interesse em aperfeiçoar o conhecimento sobre o mercado financeiro, surgiu uma oportunidade bastante interessante: a BTG Pactual abriu inscrições (até 7 de abril) para um curso de graduação – será ministrado pelos sócios do Banco.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://www.acionista.com.br/agenda/resultados-das-cias.html

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBAS3, EGIE3, ITSA3, ITUB3, WEGE3, BRCR11 (9,95%), FCFL11 (0,555%), PQDP11 (0,495%), KNRI11 (0,484%), RNGO11 (0,585%), SAAG11 (0,740%), GGRC11 (0,634%), MXRF11 (0,629%), KNCR11 (0,515%), HGRE11 (0,493%), FLMA11 (0,374%), HGBS11 (0,560%) e FIGS11 (1,358%). O mês foi simplesmente impressionante (risos). Finalizada a negociação com a Brookfield, o fundo BRCR11 distribuiu o rendimento de 9,95% (R$ 10,57 por cota) – portanto, não foi um evento recorrente, mas a previsão é que o fundo apresente uma performance melhor no ano (até pela diminuição da vacância). De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado (e que reforço) com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3, EGIE, ITSA3, ITUB3 e WEGE3.

O rendimento da carteira quebrou qualquer expectativa para o ano. É óbvio que foi um resultado atípico e acho pouco provável que os próximos meses superem. E agora… Entendem porque a atuação como holder é praticamente obrigatória.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de BBAS3, ITSA3, ITUB3, WEGE3, FLRY3, BBSE3, HYPE3, EGIE3, ODPV3, BRCR11 e KNRI11. Os menores aportes foi para ODPV3, BBAS3 e BRCR11, e os maiores para ITUB3, WEGE3 e KNRI11 (de maneira geral, foram bem equilibrados). Como o rendimento foi bastante expressivo, decidi “distribuir melhor” os aportes.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações continua bastante expressiva em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

O resultado mensal foi MUITO surpreendente. Fiquei extremamente satisfeito, pois minha capacidade de aporte foi maior. É preciso saber aproveitar bem estes momentos, pois não são frequentes.

O robô de trade abriu o mês com vários gains, mas, infelizmente, finalizou com prejuízo de R$20. Já estou na 22 revisão do código e o índice de acerto está melhorando bastante – ainda não coloquei em produção a última revisão.

De maneira geral, estou bastante satisfeito. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de fevereiro (2019)

Atrasei um pouco para compartilhar o resultado mensal, mas decidi aproveitar o feriado de carnaval para escrever (alguns contratempos me atrasaram mais). O mês foi marcado por acidentes de grandes proporções e, no cenário político-econômico, o que mais chamou mais a atenção tem sido a proposta da reforma da previdência (provavelmente continuará). É evidente que, para “variar um pouco”, sem sucesso e quase vexatória, a mídia tradicional não cansa de “buscar” elementos negativos para criar alguma crise no governo Bolsonaro. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

O mês praticamente começou com grande expectativa em torno da votação no novo presidente do Senado. Acredita-se que, por um possível conflito de interesses, a permanência de Renan Calheiros não seria positiva para o atual governo. Felizmente, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi escolhido como novo presidente da Casa – foi escolhido por seus pares com 42 votos, entre 77 válidos. Sendo assim, o mercado reagiu com mais otimismo.

Em relação ao cenário político, o que mais espanta é ver o empenho da mídia tradicional em tentar desmoralizar, sem sucesso, o atual governo:

– No início do ano, tentaram desqualificar a Ministra Damares criando polêmicas infantis e difamatórias (como sequestro de crianças indígenas). Fizeram de tudo para provar atividade financeira irregular pela família do atual presidente. Os filhos tem sido alvo constante de ataques. Pois é, em todos os casos, não há confirmação.

– Neste mês, o desgaste foi com o secretário-geral (Gustavo Bebianno). Sua permanência no governo foi abalada após o vazamento de informações e possíveis mentiras quanto a reuniões com o presidente Bolsonaro. Se havia alguma suspeita, provavelmente foi reforçada com o vazamentos de uma conversa pessoal pelo WhatsApp. Aliás, em minha opinião, é complicado justificar ou confirmar pauta de reunião com conversas pessoais por WhatsApp.

– A última polêmica tem sido em torno da fala do Ministro da Educação em relação ao hino nacional. Particularmente, concordo que houve excesso apenas quando pontuou a gravação e o lema de campanha do atual presidente. Porém, vale lembrar, que a execução do hino nacional no sistema de ensino brasileiro já era prevista em lei desde 1971 (art 39 da lei 5.700). Entendo como um aspecto cultural que deveria ser resgatado, pois fortifica o espírito de patriotismo da nação.

O início do ano tem sido marcado com acidentes de grandes proporções. Após o rompimento da barragem de Brumadinho, o governo decidiu liberar o FGTS para as vítimas do acidente. Infelizmente, criminosos aproveitaram o momento para dar golpes na região, tentando receber indenização da Vale (na casa de R$ 100.000) – por sorte, na maioria dos casos, a polícia conseguiu identificar e prender os autores. Pouco tempo depois, em acidente de helicóptero, o país perdeu o jornalista Ricardo Boechat. Como se não bastasse, também fomos surpreendidos com o incêndio no alojamento do Flamengo, resultando na morte de 10 jogadores e alguns feridos. Passamos por um mês de muitas perdas.

Nem preciso dizer que a proposta da reforma da previdência causa e continuará causando bastante polêmica…

Particularmente, não vejo como agradar a todos. Ninguém quer perder direitos ou benefícios. É possível perceber que a proposta foi apresentada com uma certa gordurinha para ter abertura de negociações. Infelizmente, o que está em jogo é a sobrevivência do sistema atual e do próprio Estado. As pessoas não deveriam estar preocupadas apenas com a possibilidade de perder direitos, mas sim com a possibilidade não contar com uma remuneração minimamente digna na aposentadoria. Seja como for, não espere muito de governo algum, invista o quanto antes.

Alguns pontos da reforma certamente serão revistos, porém a questão da idade e tempo de contribuição não permite flexibilidade de negociação. Assim que o presidente sinalizou a possibilidade de baixar a idade mínima das mulheres para 60 anos, o mercado reagiu imediatamente. Vale lembrar que a nossa contribuição é destinada diretamente aos aposentados (não estamos contribuindo para a nossa aposentadoria) e o país está com índice de desemprego muito elevado, a população está envelhecendo rápido e o sistema atual é deficitário (crescente) – é, nitidamente, uma bomba relógio prestes a explodir.

Em relação a reforma, a boa notícia é que a proposta apresentada trabalha com uma alíquota de contribuição proporcional a renda e iguala o setor público – o máximo que receberão será o mesmo que trabalhadores da iniciativa privada. Pois é, não é de espantar que, de acordo com o MBL News, “a elite do funcionalismo público ameaçou ir ao STF contra a reforma da previdência” (risos).

Já no cenário internacional, provavelmente nenhum país chamou mais a atenção do que a Venezuela. Mesmo em situação caótica, o presidente Maduro ordenou o fechamento da fronteira e, em alguns casos, ordenou a queima de alimentos doados – negaram ajuda humanitária, alegando que não fazia sentido, pois não se tratavam de mendigos. Enquanto isto, o que vemos é uma triste realidade (bem diferente do discurso):

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

No mês passado comentei sobre a aliança entre Volksvagen e Ford, mas, desta vez, não tenho notícias boas. Neste mês, a Ford anunciou que fechará uma fábrica no ABC e encerrará a linha do Ford Fiesta ainda este ano – segundo a revista Quatro Rodas, “a marca anuncia de uma vez só que o Fiesta e os caminhões das linhas Cargo, F-4000 e F-350 deixarão de ser vendidos no Brasil“.

Conforme esperado, inúmeros balanços foram liberados…

A Ambev, por exemplo, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 3.724,5 milhões no 4T18 – apesar do excelente resultado, foi 17,3% menor do que no 4T17 e, com isto, a cotação recuou consideravelmente na última semana. O Banco do Brasil continua impressionando, com lucro líquido ajustado de R$ 13,5 bilhões em 2018, crescimento de 22,2% em relação a 2017.

De maneira geral, o resultado das principais empresas que compõem minha carteira de renda variável, apresentaram excelente performance (lucro líquido no ano), como foi o caso de BBSE3 (+9,3%), EGIE3 (+15,5%), CRFB3 (+48,1%), FLRY3 (+32,5%, porém -10% no 4T), GRND3 (+11,4%), ITUB3 (+3,4% de lucro e +21% sobre o patrimônio líquido), ITSA3 (+15,9%), HYPE3 (+2,2%), PETR3 (lucro líquido de R$ 25 bilhões, o primeiro desde uma sequência de prejuízos anuais), ODPV3 (+16,4%) e WEGE3 (+17%), por exemplo.

Abri posição em FLRY3 (Fleury) neste mês
https://dicadehoje7.com/acoes/flry3

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://www.acionista.com.br/agenda/resultados-das-cias.html

Ainda assim, surgiram inúmeras informações positivas para as empresas que participo. A Weg (WEGE3) anunciou a compra de uma fabricante americana de baterias Northern Power Systems (NPS). A Itaúsa (ITSA3) também informou o início das negociações para incorporação das ações da Itautec. O Banco do Brasil (BBAS3) também surpreendeu novamente, com remuneração complementar de R$ 1,6 bilhão aos acionistas. O ano ainda promete. Mas, estejam preparados para algumas turbulências.

São informações como esta que mostram porque holders não devem olhar apenas para cotação!

Quanto aos investimentos…

Acabei atrasando mais do que esperava porque perdi o HD do computador no domingo e passei todo final de semana reinstalando o sistema e voltando backups (ninguém merece).

Pela primeira vez, após ativar o módulo de inteligência artificial (FANN2MQL), as operações de trade com mini contratos de dólar através do robô fecharam no positivo – o índice de acerto melhorou significativamente.

Recebi proventos de BBSE3, ITUB3, BRCR11 (0,395%), FCFL11 (0,571%), PQDP11 (0,417%), KNRI11 (0,493%), RNGO11 (0,583%), SAAG11 (0,694%), GGRC11 (0,668%), MXRF11 (0,553%), KNCR11 (0,530%), HGRE11 (0,510%), FLMA11 (0,455%), HGBS11 (0,587%) e FIGS11 (1,405%). A carteira continua apresentando uma excelente performance, com valorização expressiva dos principais ativos (algo que pode levar a uma interpretação “equivocada” do rendimento de vários ativos). De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBSE3 e ITUB3 (novamente, o dividendo pago por BBSE3 foi o mais expressivo).

Ao levantar os rendimentos creditados, fiquei surpreso com o montante provisionado para março – será superior ao do mês de janeiro.

Vale lembrar que logo mais deveremos alimentar o sistema da Receita Federal para a entrega da Declaração de IRPF. Para quem tiver alguma dúvida sobre o processo, recomendo assistir o seguinte vídeo:

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de EGIE3, FLRY3, FLMA11 e RNGO11. Esta distribuição foi bastante equilibrada, mas os maiores aportes aconteceram na subscrição de GGRC11 e HGBS11. Mesmo com a cotação um pouco esticada, decidi aumentar minhas posições em FLMA11 e, em seguida, abri posição em FLRY3.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

O resultado mensal foi menos expressivo que o anterior, mas continua muito bom. O meu robô de trade finalmente deu uma trégua (risos) e fechou no positivo – eu pretendia incluir o código para realização parcial de lucro, mas um problema técnico em meu computador acabou atrapalhando. De maneira geral, estou bastante satisfeito. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Desejo a todos um excelente feriado de carnaval!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

BRCR11: como foi a negociação com a Brookfield

O fundo BRCR11 concluiu recentemente a troca de ativos com a Brookfield, gerando bastante polêmica entre os investidores, principalmente pela venda de 100% da participação no Edifício Torre Almirante (localizado no RJ). Trata-se de um imóvel de excelente qualidade (triple A) e que está passando por um momento bastante delicado.

Por se tratar de um fundo de gestão ativa, é natural que o gestor faça ajustes no porrifólio para melhorar o desempenho do fundo. O que causou desconforto foi a forma como o negócio foi feito e o tamanho da movimentação financeira (em aproximadamente R$ 2 bilhões).

O edifício Torre Almirante foi vendido para Brookfield ao preço de R$ 14 mil o metro quadrado – quase o dobro do valor negociado atualmente. Para efeito de comparação, o fundo ALMI11 (monoativo), que é dono de aproximadamente 40% do imóvel, está passando por um momento delicado, com grande queima de caixa e elevada taxa de vacância (em 82%) – pode até ser uma oportunidade interessante para o longo prazo, porém o momento é muito desafiador.

Em relação a negociação, ambas as partes valeram-se de opções (derivativos) que permitem “desfazer” a negociação que envolve os edifícios Brasillian Financial Center (SP) e Torre Almirante (RJ). Particularmente, entendo que, se avaliarmo friamente, foi uma negociação interessante para ambos – dentro do prazo estipulado (aproximadamente dois anos), o fundo BC Fund pode exercer seu direito de compra (incorporando o imóvel novamente) e a Brookfield também pode exercer seu direito de venda (caso perca o interesse nos ativos).

Em um vídeo da Suno, o professor Baroni compartilhou o seu ponto de vista, colocando que a negociação das opções pode ter sido uma forma de agilizar a negociação dos imóveis.

Neste caso, não compartilho da mesma visão. Entendo que, para a Brookfield, a negociação oferece um nível de risco elevado, mas recompensador na “expectativa” de ganho futuro. As opções podem ser utilizadas para aquisição futura de um ativo ou como instrumento de Hedge (proteção).

Tendo em vista que a opção adquirida pela Brookfield é de venda (PUT), tudo indica que seu objetivo foi como instrumento de Hedge – garantindo a venda, caso sua expectativa não se concretize. Porém, neste caso, quem ficaria em desvantagem seria o fundo BC Fund (BRCR11). Para tornar a negociação justa para ambas as partes, o fundo BC Fund recebeu opções de compra (CALL) para recomprar os ativos, caso tenha o interesse. Desta forma, é possível atender o interesse de ambos.

Vale lembrar que nesta troca de opções, ambos assumem o direito (quem adquire uma opção) ou obrigação (quem oferece uma opção) de exercício. Ou seja, basta um dos lados manifestar o interesse do exercício.

Colocando todos os pontos positivos e negativos na balança, entendo que foi um bom negócio para o fundo BRCR11 e acredito que existe um grande potencial pela frente. O fundo “perdeu” um imóvel triple A (Torre Almirante), recebeu dois triple A (Senado e Cidade Jardim) e diminuiu sua exposição no Eldorado. A vacância do fundo foi reduzida de 34% para 25% e pode aumentar sua concentração na cidade de SP. Por outro lado, também ampliou sua exposição com mono-locatários, como a Petrobras.

O fundo vendeu cinco imóveis por R$ 1.329 milhões e adquiriu três por R$ 672 milhões.

Segundo a Empíricus, “o ganho de capital, com a operação, foi de R$ 276 milhões, que equivale a R$ 14,37 por cota. De acordo com o fato relevante emitido, o fundo fará uma distribuição de R$ 10,57 até o final de dezembro de 2018 e o restante será pago no decorrer dos próximos anos”.

Confiram o fato relevante sobre a negociação:
https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/downloadDocumento?id=32442

De maneira geral, considero que a negociação foi positiva para o fundo!

A miséria do jornalismo brasileiro

Quem assistiu o programa Roda Viva de ontem já sabe exatamente o que pretendo abordar. É lamentável constatar a péssima qualidade do jornalismo brasileiro. Mesmo cansado, resolvi separar alguns minutinhos para conhecer melhor as ideias do candidato (conferir argumentos referentes à segurança, saúde e educação) – infelizmente, perdi tempo assistindo uma entrevista inútil.

Desanima, não é mesmo?

Confiram também o texto de Franklin Ferreira:

“JESUS ERA UM REFUGIADO” E A MISÉRIA DO JORNALISMO BRASILEIRO
O Roda Viva de ontem foi o retrato exato da falência do jornalismo brasileiro. Corrupção endêmica, desemprego em alta, economia falida, falta de segurança, educação e saúde, e 80% das perguntas feitas pelos militantes disfarçados de jornalistas foram sobre governo militar, homofobia e racismo.

Entre as muitas pérolas hilárias ouvidas ontem – Wikipedia virou fonte jornalística e Jair Messias Bolsonaro foi acusado de ter defendido “metralhar” os bandidos da Rocinha – também “aprendemos” com o cheerleader da esquerda Bernardo Mello Franco, de O Globo, que Jesus Cristo foi… hã… um refugiado!

Deixando de lado o óbvio anacronismo, será que o jornalista não sabia que a Judeia e o Egito eram parte do único Império Romano no fim do século I a.C.?

E o programa de ontem ilustra o abismo que se criou entre a elite esquerdista e o povo comum.

Paulo Figueiredo, como citado por Rodrigo Constantino, resumiu muito bem: “Vocês viram o Bolsonaro no Roda Viva. Eu vi um brasileiro comum falando verdades a uma classe jornalística estúpida, ideológica, vagabunda, despreparada e soberba. Poucas vezes vi algo tão ilustrativo do momento em que vivemos”.

Hoje tem Youtuber fazendo trabalho mais sério que os jornalistas ligados aos grandes meios de comunicação, como Veja, O Globo, Estado de SP, TV Cultura e Folha de SP. Pois, como Constantino afirmou, “nossos jornalistas são filhotes […] das nossas universidades, fábricas de analfabetos funcionais e papagaios de slogans marxistas”.

O que se viu ontem foi a pá de cal no jornalismo brasileiro.