Resultado do mês de dezembro (2018)

Finalmente, o último resultado do ano (2018). Para quem opera no mercado de capitais, este foi um ano recheado de emoções e turbulências. Passamos por diferentes crises, greves, turbulências no cenário político-econômico e etc. Felizmente, tivemos a oportunidade de ver o brasileiro se inteirando e participando mais ativamente das questões políticas que influenciam no futuro do país. Particularmente, estou bastante satisfeito com o desfecho do mês e desejo a todos um 2019 ainda melhor. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Inúmeras decisões políticas sacudiram o país no decorrer do ano, não seria diferente no final de 2018. Apesar do governo negar, conferimos a votação à toque de caixa de inúmeras pautas bomba e decisões bastante polêmicas. Aliás, chegamos ao ponto de presenciar o Ministro do STF, Marco Aurélio, determinar a soltura de TODOS os presos em segunda instância – tudo indica que o foco principal seria a soltura do ex-presidente Lula, mesmo que resultasse na liberação de aproximadamente 170 mil presos. Presenciamos manobras políticas dignas de filme.

Assim como eu, acredito que boa parte dos brasileiros ficou satisfeita com o resultado da disputa eleitoral à presidência da república, com a vitória de Jair Bolsonaro. A renovação do governo fortalece a democracia.

No entanto, é preciso ser realista, inúmeros desafios estão por vir. Se por um lado entendemos que a reforma da previdência é fundamental e polêmica, por outro fica difícil compreender e aceitar os diferentes reajustes salariais do setor público votados neste fim de ano. Para se ter um ideia, estudos indicam que o salário do setor público cresceu o dobro do privado. Mesmo com os gastos acima do teto, o Judiciário recriou o auxílio moradia para juízes, após negociar aumento salarial. Pois é, se o deficit fiscal já estava preocupante, para o próximo ano será ainda maior.

No dia 26 de DEZ, por exemplo, segundo o portal do MBL, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a reforma da previdência municipal, cujo relator foi o vereador Fernando Holiday, do MBL. O clima de tensão foi tanto, que o vereador sofreu um atentado.

Há pouco tempo, o país conseguiu sair de uma recessão técnica. Portanto, é importante ter consciência de que ainda existe um longo caminho a ser percorrido. O que tranquiliza e trás um otimismo maior é ver tantos nomes diferentes e de competência já reconhecida, como: Jair Bolsonaro (presidente), Hamilton Mourão (vice-presidente), Janaína Paschoal (deputada estadual), Sérgio Moro (ministro da justiça), Kim Kataguiri (deputado federal, merecidamente citado na Forbes – categoria Direito/Política), Arthur do Val (deputado estadual),  Joice Hasselmann (deputada federal) e Augusto Heleno (GSI – Gabinete de Segurança Institucional). A lista é extensa. Também teremos a oportunidade de conhecer o trabalho do partido Novo.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (retrospectiva do redator chefe da Modal):

O ano está encerrando com otimismo para algumas corretoras de valores. A XP Investimentos, por exemplo, recebeu autorização do Banco Central para se tornar Banco. Sinceramente, não sei o que esperar, pois o Banco Itaú tem 49,9% da XP. É uma excelente corretora, mas, para o pequeno investidor, os custos operacionais são “pouco” convidativos. Tenho operado pela Modalmais (cresceu bastante neste ano) e estou muito satisfeito com a relação custo/benefício e não pretendo mudar. Vale lembrar que a Modalmais é do Banco Modal e atualmente é possível vincular a conta da corretora a uma conta digital do Banco (não ativei a conta digital).

Infelizmente, os entusiastas do mercado de criptomoedas sofreram com a forte desvalorização dos principais ativos e também uma grande perda neste final de ano, com o falecimento, em acidente de carro, do fundador da corretora FoxBit.

O BTC vem oscilando entre R$ 14.000 e 17.000

O mercado de capitais impressionou bastante…

Apesar da forte volatilidade, em decorrência de tantas incertezas no cenário político-econômico interno, o índice Ibov encerrou acima de 80.000 pts, mantendo otimismo de curto prazo. Entretanto, o cenário internacional vem colocando em dúvida a tranquilidade dos ativos de maior risco. Prefiro não fazer suposições, o único remédio é a diversificação – faça o seu dever de casa e durma tranquilo.

Após muitos anos sem distribuir dividendos, os acionistas da Petrobras (meu caso) foram surpreendidos com a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio. E não pára por aí, a petroleira francesa Total anunciou a criação de uma joint-venture entre a Total Eren e a Petrobras para desenvolver conjuntamente projetos solares e eólicos no Brasil. Mais um elemento que torna minha posição como sócio mais tranquila. Sigo como sócio e bastante satisfeito.

Os principais balanços foram liberados no mês passado.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
http://www.acionista.com.br/agenda/agenda-e-resultados-das-cias.html

Neste mês, quase um ano depois, recebi o segundo pagamento do Google Adsense (U$ 102,58). A remuneração está melhorando lentamente, mas ainda é fraca. Espero que, ao conquistar a monetização no Youtube, os resultados sejam mais expressivos. Na realidade, não me importo muito,  porém um rendimento maior reforça o nosso ânimo (risos).

Felizmente, não fui surpreendido por “imprevistos” (os gastos que tive estavam planejados) e ainda contei com excelentes dividendos.

Quanto aos investimentos…

Aproveitei o mês de novembro e dezembro para concentrar na codificação de um robô, no Metatrader 5, para automatizar os trades com mini contratos de dólar. Neste meio tempo não realizei operações de trade. Porém, nas últimas semanas, permiti que o robô realizasse pequenas operações. O objetivo é a busca de uma remuneração adicional para a carteira. O foco principal é a atuação como Holder!

Recebi proventos de ABEV3, BBAS3, ITUB3, CRFB3, PETR3, BRCR11 (0,347%), FCFL11 (0,589%), PQDP11 (0,521%), KNRI11 (0,487%), RNGO11 (0,565%), SAAG11 (0,691%), GGRC11 (0,838%), MXRF11 (0,589%), KNCR11 (0,498%), HGRE11 (0,514%), FLMA11 (0,630%), HGBS11 (0,610%) e FIGS11 (1,204%). A performance da carteira continua bastante estável. Novamente, parece que o rendimento foi ligeiramente menor, porém o rendimento é calculado de acordo com o preço de fechamento na respectiva data base – na maioria dos casos, houve valorização das cotas. Continuo satisfeito com o desempenho da carteira. O fundo BRCR11 ainda não desatou o nó (continua a expectativa), principalmente após prorrogar a proposta de compra do portfólio CENESP. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ABEV3, BBAS3, ITUB3, CRFB3 e PETR3 (o JCP pago por ABEV3 foi o mais expressivo) – já conferi um belo rendimento provisionado para JAN 2019.

Para quem ainda não conhece o fundo GGRC11, convido assistir uma apresentação feita pela Suno:

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3, EGIE3, FLMA11 e RNGO11. O maior aporte foi para EGIE3 e o menor para ITUB3. De maneira geral, o aporte foi equilibrado.

Decidi aproveitar a desvalorização de EGIE3 para abrir posição (já havia deixado em radar). E, após a bonificação de ITUB3, também reforcei um pouco mais a minha posição no Banco até inteirar em um múltiplo do lote padrão.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Para demonstrar mais detalhadamente a “evolução” da carteira (pela valorização), compartilharei o resultado do ganho por ativo (em relação ao preço médio):

Papel P. médio P. mercado % Setor
ABEV3 18,44 15,38 -16,63 Consumo não Cíclico
BBAS3 18,88 46,49 146,15 Financeiro e Outros
BBSE3 27,66 27,59 -0,27 Financeiro e Outros
BRCR11 99,81 103,41 3,59 Financeiro e Outros
CRFB3 15,66 18,09 15,47 Consumo não Cíclico
EZTC3 15,53 25,02 61,02 Construção/Transporte
FCFL11 1607,05 1988,00 23,70 Financeiro e Outros
FIGS11 74,79 70,04 -5,87 Financeiro e Outros
GGRC11 122,13 134,89 10,44 Financeiro e Outros
GRND3 6,93 8,2 18,20 Consumo Cíclico
HGRE11 137,34 149,35 8,74 Financeiro e Outros
HYPE3 33,92 30,2 -10,98 Consumo não Cíclico
ITSA3 8,59 13,3 54,81 Financeiro e Outros
ITUB3 19,02 30,05 57,93 Financeiro e Outros
KNCR11 110,81 105,98 -4,36 Financeiro e Outros
KNRI11 145,60 146,22 0,42 Financeiro e Outros
MXRF11 9,67 10,24 5,85 Financeiro e Outros
PETR3 9,35 25,04 171,37 Petróleo, Gás e Bioc
PQDP11 1335,89 3000,00 124,57 Financeiro e Outros
RNGO11 83,66 84,7 1,24 Financeiro e Outros
SAAG11 119,98 128,7 7,26 Financeiro e Outros
ODPV3 13,84 13,75 -0,68 Consumo não Cíclico
EGIE3 33,27 33,02 -0,78 Energia Elétrica
WEGE3 18,27 17,54 -4,0 Motores
HGBS11 197,05 238 20,78 Financeiro e Outros
FLMA11 2,40 2,74 13,75 Financeiro e Outros

Alterações da carteira:
INICIEI posições em: ODPV3, EGIE3, WEGE3, HGBS11 e FLMA11.

Em 2018, NÃO FECHEI posições, apenas reajustei a proporção de cotas entre os fundos FIGS11, PQDP11 e HGBS11. Cogitei a possibilidade de fechar FIGS11, porém ainda acredito no potencial do fundo no longo prazo.

Ajuste em carteira: PQDP11, FIGS11 e HGBS11

De acordo com o IRPFBolsa, a carteira de renda variável (incluindo os aportes mensais) apresentou um ganho de capital de aproximadamente  22,50%. Apesar de tantas turbulências, a performance foi excelente e superou minhas expectativas.

As ações da Hypera Pharma (HYPE3) foram castigadas quando a empresa foi citada na operação lava jato, mas gosto dos fundamentos e perfil da empresa. Já no caso de WEGE3 e EGIE3, abri posição recentemente por entender que além de se tratar de empresas lucrativas, atuam em um mercado muito promissor. Em breve, pretendo fazer novos aportes.

Apesar da desvalorização, lamento não poder comprar mais cotas do fundo KNCR11 – tenho uma pequena posição porque, na época, a corretora Rico permitiu a compra para qualquer investidor. Agora, pela Modalmais, não consigo fazer novos aportes neste fundo. Da forma como a carteira está evoluindo, espero me tornar investidor qualificado o quanto antes.

Para saber um pouco mais sobre o robô no MT5, leiam o artigo:

Meu primeiro Robô no Metatrader5

Continuo extremamente SATISFEITO com o resultado. Vale ressaltar que é preciso ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de uma tendência de alta, os papeis não se movimentam em linha reta.

Sejam pacientes e invistam em si mesmos (fisicamente, profissionalmente e economicamente), o crescimento será uma consequência! 😉

Desejo a todos um FELIZ 2019!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de agosto (2018)

Termina mais um mês recheado de “emoções”. Até mesmo o último dia (31/08) foi marcado com a expectativa do julgamento do registro da candidatura de Lula. O mês fez jus à sua fama de “cachorro louco” (risos). Inúmeros fatores internos geraram bastante insegurança e incertezas no cenário político-econômico do país, ampliando ainda mais o momento turbulento. Tentarei resumir da melhor forma possível. Desta vez, precisei lidar com pequenos imprevistos financeiros (pouco impactantes). Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Começarei pelo julgamento do registro da candidatura de Lula. Chega ser irônico, principalmente por ocorrer no mesmo dia em que Lula foi condenado a pagar R$ 31 milhões no caso Triplex. A atuação da ONU, em sua defesa, também é questionável, visto que ele já foi condenado em todas as instancias – “nem Freud explica tanto empenho em defesa“. Aliás, no meu entendimento, o fato de ser ex-presidente não diminui sua responsabilidade, pelo contrário, aumenta. Por sorte, a votação encerrou impossibilitando o registro da candidatura.

A falta de seriedade e irresponsabilidade do Governo tem sido espantosa. Mesmo com o rombo nos cofres públicos e deficit crescente, o presidente Temer sinalizou que aprovaria o aumento salarial dos servidores da União. Felizmente, no último dia do mês, o presidente voltou atrás e adiou para 2020. Algo semelhante ocorreu no Rio de Janeiro quando a Assembleia Legislativa derrubou o veto do governador para aumento de salário dos servidores do Judiciário (mesmo depois do Governo recorrer à esfera federal para manter os salários em dia) – pois é, mas o STF também suspendeu esta decisão no dia 31/08. Conforme exposto inúmeras vezes, o Estado cobra sacrifícios da população, porém não demonstra a mesma disposição (assim fica difícil convencer).

Aproveitando o assunto Rio de Janeiro, o confronto extremamente violento entre traficantes e forças armadas, na capital, também chamou atenção, resultando na morte de três militares e inúmeros feridos. Mais uma questão de difícil solução, restando a dúvida se a cidade já não está vivenciando uma Guerra Civil.

A situação do país é delicada e, no curto prazo, continua imprevisível. Manter o otimismo tem sido uma tarefa desafiadora. O índice de desemprego, apesar da queda (em 12,3%), continua alto e a imigração dos Venezuelanos fragiliza ainda mais a situação – ressaltando que também dependerão de assistência básica que já é escassa para os próprios brasileiros. Segundo o General de Brigada Gustavo Henrique Dutra, o fluxo de imigrantes coloca Boa Vista em risco de colapso até março de 2019, defendendo manter a fronteira aberta para efeito de controle e mantendo a distribuição do fluxo entre diferentes Estados. Não é uma questão fácil e, infelizmente, Brasília vem se omitindo em relação ao problema.

Os indicadores econômicos continuam demonstrando um resultado bastante medíocre e preocupante. O PIB do Brasil, por exemplo, cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre (retomando aos patamares de 2011). Diante do resultado fraco, os principais analistas estimam que economia volte ao patamar anterior da recessão a partir de 2022 apenas. Logo, independente do resultado das eleições, não crie muita expectativa para 2019.

Conforme exposto inúmeras vezes, apesar da minha opinião desagradar alguns, a greve dos caminhoneiros refletiu negativamente em diferentes setores da economia, elevando a inflação do período e prejudicando o crescimento econômico do país. A Coca-Cola, que perdeu benefícios depois da paralisação, ameaçou deixar o país caso não recupere os subsídios na Zona Franca. Há quem não se importe e ainda comemora, porém é impossível que o país cresça se a economia continuar encolhendo cada vez mais – nada é tão ruim que não possa piorar!

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo:

O mercado de renda variável continua bastante volátil, encerrando com forte entrada de capital estrangeiro, tendo em vista o ganho de capital pela desvalorização do real frente ao dólar (ganha-se de um lado, perde-se do outro). Não há novidade em relação ao balanço dos ativos que mantenho em carteira, mas deixarei o link para consulta do calendário de meses anteriores ou seguintes.

Para acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
http://www.acionista.com.br/agenda/agenda-e-resultados-das-cias.html

O mercado de criptomoedas, para variar, continua bastante volátil e sua obscuridade vem chamando cada vez mais a atenção das autoridades brasileiras. Segundo o portal Portaldobitcoin, o Governo Brasileiro, no combate à corrupção e lavagem de dinheiro, através da Procuradoria da Fazenda Nacional, vem intimando as principais Exchanges Brasileiras para revelar seus dados operacionais.

Precisei lidar com pequenos imprevistos, felizmente sem grandes impactos. Resolvi fazer um ajuste em carteira no mês passado, diminuindo minha exposição (sem fechar) em PQDP11 e FIGS11. Nos Fundos Imobiliários, os rendimentos são isentos de IR, mas a negociação das cotas não. Enganei-me na estimativa que fiz do imposto devido, e o Governo “mordeu” um pouco mais que imaginei. Para completar minha “felicidade”, recebi duas multas de transito (falta leve e antes do reajuste) de uma viagem que fiz há mais de um ano. Ainda assim, o resultado do mês foi excelente.

Quanto aos investimentos…

Mais uma vez, realizei pequenos ajustes na carteira. Minha posição em ITSA4 aconteceu após a bonificação de ações de Itaúsa, porém minha concentração de ações desta empresa é em ITSA3 (ordinárias). Por entender que existe um mercado muito promissor para WEG SA, resolvi fechar a pequena posição em ITSA4, abrindo uma nova em WEGE3 (onde pretendo manter aportes recorrentes). Também iniciei posição no fundo imobiliário FLMA11 (trata-se de um fundo sólido, muito bem localizado e com preço bastante acessível)

Recebi proventos de BBSE3, BBAS3, GRND3, ITUB3ITSA3, CRFB3, EZTC3, PETR3, BRCR11 (0,437%), FCFL11 (0,607%), PQDP11 (0,486%), KNRI11 (0,554%), RNGO11 (0,571%), SAAG11 (0,735%), GGRC11 (0,720%), MXRF11 (0,794%), KNCR11 (0,641%), HGRE11 (0,657%), FLMA11 (0,560%), HGBS11 (0,578%) e FIGS11 (1,189%). O desempenho dos FIIs vem apresentando quedas consecutivas, principalmente no valor de suas cotas – vale lembrar que, até pouco tempo, o mercado estava eufórico e inúmeras mídias recomendavam (e ainda recomendam) o investimento. Porém, o clima de incertezas e insegurança tende a reforçar uma forte volatilidade, que foi acentuada ainda mais com o estresse causado pela suspensão do fundo MFII11 (até hoje indisponível para negociação). O momento atual está sendo movido mais por emoção do que razão. Então, mantenha cautela. Analisando no curto e médio prazo, não há mudanças significativas nos fundamentos dos principais fundos imobiliários. Por esta razão, não vejo motivo para tanta agitação. O rendimento da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBSE3, BBAS3, GRND3, ITUB3, ITSA3, CRFB3, EZTC3 e PETR3 (desta vez foram caprichados, total superior a R$ 1000,00).

Com o rendimento da própria carteira (mais expressivo neste mês), somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de CRFB3, ITSA3, ITUB3, WEGE3, EZTC3, BBSE3, HGRE11, RNGO11, FLMA11 e MXRF11. Os maiores aportes foram para WEGE3 e CRFB3. Os demais aportes foram equilibrados, com menor volume financeiro para HGRE11 e FLMA11.

É evidente que precisei separar uma quantia em dinheiro para pagar DARF da operação envolvendo o fundo PQDP11 – pelo custo envolvido, é claro foi uma decisão um pouco difícil (compensou).

Visando explorar a volatilidade do dólar, aproveitei para estudar operações com minicontratos. Conheço os riscos envolvidos e, apesar da pouca experiência com day trade, resolvi fazer um pequeno experimento. Na primeira operação, obtive lucro de R$ 30,00, com apenas R$ 67 em conta. A estratégia parecia muito boa e simples. Infelizmente, inúmeros fatores, além dos técnicos, levaram-me falhar em operações seguintes com prejuízo de aproximadamente R$ 200.00. Depois disto, resolvi interromper as operações e revisar toda a estratégia. Farei o experimento até o final deste ano, compartilhando a evolução. Estabeleci um teto máximo de prejuízo e prazo limitado até o final do ano para apresentar resultado positivo.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

É evidente que, em função de tantas incertezas e insegurança no cenário político-econômico, o ano continua prometendo fortes turbulências. O dólar vem quebrando recordes nas últimas semanas, e pouco tem sido a eficiência do Banco Central para controlar o avanço – analistas afirmam que o efeito é similar a “enxugar gelo”. Portanto, mantenha cautela. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Trajetória profissional e econômica de João Amoedo

O patrimônio declarado, de R$ 425 milhões, do candidato a presidência João Amoedo chamou atenção de muitas pessoas e, com isto, vários educadores financeiros tentaram traçar sua evolução profissional e financeira. Gostei da análise feita no canal Primo Rico, e por acreditar que está muito bem fundamentada, resolvi compartilhar.

Confiram alguns pontos interessantes:

Isto não lhe faz lembrar dos quatro pilares do enriquecimento financeiro?
São eles: ESTUDAR, TRABALHAR, POUPAR e INVESTIR! 😉

Ainda vale a pena investir em Bancos?

Em tempos de grandes transformações e inovações tecnológicas e com surgimento de tantas Fintechs será que ainda vale a pena investir em ações dos Bancos mais conhecidos? Estariam eles com o tempo de vida contado para acabar? Particularmente, entendo que ainda existe muita água para rolar!

É comum encontrar questionamentos contrários aos grandes Bancos. Porém, faça chuva ou faça sol, acredito que estarão sempre no topo, mantendo forte influência na economia do país. Vocês perceberão como os números por trás destes gigantes são maiores do que se imagina.

Basicamente, podemos avaliar a segurança e a saúde dos Bancos através de dois índices:

1. Índice de Basileia: é a relação entre o capital próprio e o capital de terceiros exposto ao crédito. Caso o índice do Banco seja 20%, por exemplo, para cada R$ 100,00 emprestados, o Banco dispõe de R$ 20 de capital próprio. O Banco Central exige o mínimo de 11%. Portanto, quanto maior, melhor.

2. Índice de Imobilização: determina a porcentagem do capital de terceiros que está imobilizada em bens sem liquidez imediata. Se o índice for de 30%, a cada R$100,00 em seu patrimônio, R$ 30 estarão imobilizados. Quanto maior, mais lenta será a disponibilidade do recurso. O Banco Central exige o máximo de 50%. Logo, quanto menor, melhor.

A seguir, será perceptível  que os Bancos Inter (BIDI), Banco do Brasil (BBAS) e Itaú (ITUB) apresentam os índices sob controle. É evidente que, a princípio, o índice de imobilização do Banco Inter apresenta vantagem sobre os demais em função do porte e dos ativos ou recursos disponíveis aos clientes. Mas é preciso ter cautela com a avaliação do Banco Inter, pois seu IPO (Oferta Inicial Pública) aconteceu recentemente.

Banco Inter (BIDI) – Valor de mercado: R$ 9.5B

Índice de Basileia e Imobilização

O índice Basileia foi de 21.2% em DEZ de 2015, 17.2% em DEZ de 2017 e 15.4% até agora; e com imobilização de 2.5% até agora.”

Evolução Patrimonial:

“Fonte: www.meusdividendos.com”

Banco do Brasil (BBAS) – valor de mercado: R$ 98.1B

Índice de Basileia e Imobilização:

O índice Basileia foi de 16.0% em DEZ de 2015, 19.6% em DEZ de 2017 e 18.4% até agora; e com imobilização de 14.5% até agora – vantagem sobre o Banco Inter.”

Evolução patrimonial:

“Fonte: www.meusdividendos.com”

Banco Itaú (ITUB) – valor de mercado: R$ 308.1b

Índice de Basileia e Imobilização:

O índice Basileia foi de 15.4% em DEZ de 2015, 18.8% em DEZ de 2017 e 16.6% até agora; e com imobilização de 23,8% até agora – também apresenta vantagem sobre o Banco Inter.”

Evolução patrimonial:

“Fonte: www.meusdividendos.com”

Os números apresentados impressionam, não? O Banco do Brasil tem um valor patrimonial 10x superior ao Inter. E, mesmo assim, é 3x menor que o Itaú.

Com um valor patrimonial de R$ 308B, fica fácil entender porque o Itaú é o maior Banco do país! 😉

Mas, para avaliar o lucro liquido de cada Banco, sugiro recorrer ao portal Bancodata, pois o Banco Inter, por exemplo, abriu capital há pouco tempo, tornando a análise do quadro de evolução injusta. De qualquer forma, o lucro líquido do Banco Inter em 2017 foi de R$ 48,8 milhões, enquanto Banco do Brasil e Itaú apresentaram lucro líquido de R$ 11,2 bilhões e R$ 21,8 bilhões respectivamente.

Percebam que as diferenças são grandes. Como já tenho posição em BBAS, BBSE, ITUB e ITSA, resolvi não arriscar novas posições em BIDI, mas entendo que o futuro do Banco Inter pode ser promissor – ainda assim, vale lembrar que o Banco está sendo investigado pelo MPDF em função de uma denúncia envolvendo o vazamento de dados de seus clientes (para complicar um pouco mais, o Banco sempre negou).

O meu objetivo foi demonstrar que a posição em grandes Banco tende ser muito salutar para uma boa diversificação de carteira. É claro que a decisão e a estratégia adotada é algo muito pessoal, variando de acordo com o entendimento de cada um.

Então, a resposta é SIM, claro que vale a pena! 😉

Resultado do mês de julho (2018)

Por questões pessoais, não consegui finalizar o resultado na semana passada. Mas, agora estou “quase certo” de que nenhum mês será mais agitado que julho (risos). Estamos vivenciando um momento ímpar na história do país. O cenário político-econômico continua bastante turbulento e, quanto mais nos aproximamos das eleições, mais intenso se torna. Felizmente, o pessimismo na renda variável está perdendo força, embora ainda seja cedo para comemorar. Também não precisei lidar com grandes imprevistos e o mercado de capitais vem demonstrando otimismo novamente. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Por perceber um fluxo crescente de contas no instagram e visando maior proximidade com os seguidores, resolvi criar uma conta nele também. Espero que gostem!

Quanto às questões internas, é incrível como o poder público insiste em demonstrar pouca – para não dizer nenhuma – disposição em realizar sacrifícios em favor do equilíbrio das contas públicas. Pois é, o mês iniciou com a notícia de que a Câmara aprovou reajuste do salário-esposa dos servidores do Tribunal de Contas de SP. Como se não bastasse, o congresso derrubou veto a reajuste de servidores públicos para o ano que vem e a conta pode superar R$ 17 bilhões. E, sob inúmeras “justificativas”, deputados aprovaram uma brecha para liberar indicações políticas em estatais. Assim fica cada vez mais distante a conquista do superavit.

O que dizer então sobre a briga judicial, em pleno final de semana, pela liberdade de Lula? O caso foi para o STJ, que já negou mais de 143 pedidos de liberdade. Não importa sua visão sobre o assunto, isto é uma vergonha para o país. Infelizmente, parece que a cada passo à frente, damos dois para trás.

Aliás, neste mês houve uma reunião do Foro de São Paulo em Cuba. Em nossa fanpage compartilhei o vídeo da senadora Gleisi Hoffmann discursando sobre o evento e pedindo apoio para liberdade de Lula. Caso você desconheça as atividades do Foro de São Paulo, sugiro se informar o quanto antes.

Apesar de tudo, é possível encontrar luz no fim do túnel. A operação Lava Jato vem quebrando a certeza da impunidade e isto pode representar, mesmo que prematuramente, uma mudança de conduta para os próximos governantes. Até pouco tempo, seria impensável a possibilidade de conferir um ex-presidente preso, ou personalidades de grande influência, prestígio e poder sendo investigadas, com bens bloqueados e, em alguns casos, presas. O Eike Batista, por exemplo, foi condenado a 30 anos de prisão. A soltura de José Dirceu, apesar de questionável, não invalida tudo isto.

Não é de surpreender que a greve dos caminhoneiros prejudicou a apuração do resultado econômico do mês de junho. As exportações de carne de frango recuaram 30%. Outra consequência negativa foi a aceleração da inflação para o patamar de 1,26% (em junho). Mas, por ter sido um evento não recorrente, a tendência é diminuir nos próximos meses.

Também conferimos bastante agitação no cenário internacional. O Governo norte-americano tem criado um grande mal-estar nas relações comerciais com a China e União Europeia. A União Europeia chegou aprovar retaliação comercial – por sorte, no final do mês, conseguiram fechar um acordo para evitar uma guerra comercial.

Para entusiastas e simpatizantes dos ideais socialistas (não é meu caso), surgirá a chance de observar o desempenho do México nos próximos anos, mas não vale culpar o norte-americano por eventuais fracassos (este argumento já ficou maçante)!  😉

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo:

O mercado de renda variável voltou apresentar otimismo, com uma valorização de 8,88% do índice IBov. Dos ativos que mantenho em carteira, inúmeros apresentaram um balanço trimestral positivo, como o caso de Ambev (+9,7%), Atacadão/Carrefour (+39,4%), Hypera (+22,9%), Itaú Unibanco, (+3,8%), OdontoPrev (+16,9) e Petrobras (+3000%). Infelizmente, o pior resultado (negativo) foi da Grendene (-15,9%).

Para acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
http://www.acionista.com.br/agenda/agenda-e-resultados-das-cias.html

Quanto aos investimentos…

Realizei alguns ajustes em carteira visando melhorar o potencial de retorno financeiro. Também diminui a exposição à ativos de maior risco, como o FIGS11. Porém, encerrei posição apenas em PETRI20 (apurando um pequeno lucro). Em breve, seremos contemplados pelo desdobramento das ações do Banco Itaú (oferecerá um ganho de 50% de dividendos)

Recebi proventos de ABEV3, ITUB3ITSA3ODPV3, BRCR11 (0,368%), FCFL11 (0,556%), PQDP11 (0,481%), KNRI11 (0,646%), RNGO11 (0,675%), SAAG11 (0,741%), GGRC11 (0,72%), MXRF11 (1,031%), KNCR11 (0,589%), HGRE11 (0,662%) e FIGS11 (1,225%). De maneira geral, o desempenho dos FIIs foi superior se comparado com o mês anterior. Alguns acontecimentos marcaram o mês: “a negociação do fundo MFII11 foi suspensa sob suspeita de formação de pirâmide financeira e atividade irregular; e o fundo GGRC11 ofereceu maior rendimento em função da amortização. Apesar da pequena confusão com a distribuição dos rendimentos de GGRC11, fiquem tranquilos porque a distribuição será mantida no patamar atual. O rendimento da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ABEV3, ITUB3, ITSA3 e ODPV3 (pouco expressivo, em aproximadamente R$ 215,00).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITSA3, ODPV3, HGBS11, RNGO11 e FLMA11. Os maiores aportes foram para os fundos HGRE11 e HGBS11. Os demais aportes foram equilibrados e em uma proporção expressivamente inferior (ITSA3 foi o menor).

Realizei alguns ajustes em carteira e fechei a posição em PETRI20 – não precisei gerar DARF porque abati de prejuízo passado.

Ajuste em carteira: PQDP11, FIGS11 e HGBS11

Como ajudei minha namorada em seu projeto pessoal, minha capacidade de aporte foi menor. Comparado com outros meses, o giro financeiro continuou expressivo porque fiz um ajuste em carteira, diminuindo minha exposição em PQDP11 e FIGS11. Vendi algumas cotas, reduzindo minha exposição ao FIGS11 pela metade, e abri posição em HBGS11.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Felizmente, o mercado está dando uma trégua, abrindo espaço para o otimismo novamente. Conforme exposto logo no início, é possível perceber que inúmeras empresas apresentaram uma evolução significativa do lucro líquido no segundo trimestre (a Petrobras quem diga, risos), algo que contribuiu para a recuperação do índice IBov. É evidente que, em função das incertezas no cenário político-econômico, o ano continua prometendo fortes turbulências. Mantenha cautela. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.