Resultado do mês de dezembro (2019)

Mais um ano se encerra, abrindo espaço para novas expectativas, projetos e realizações; deixando para trás angustias ou frustrações que por ventura tenham surgido. Apesar do barulho exagerado no cenário político-econômico, acredito que 2019 foi um ano positivo para o país. Agora, no quesito pessoal, passei por todo tipo de situação, mas não posso reclamar de nada. Sem muitas delongas vamos aos resultados.

Em relação ao governo, não há muita novidade.

Sinceramente, no balanço final, considero que o governo se saiu bem. Particularmente, em nossa fanpage, fiz críticas que julguei válidas (e mantenho), mas é uma questão de opinião (“algumas nem tanto”).

Para a economia, o clima de otimismo prevaleceu. A Bolsa de Valores quebrou recordes históricos e o índice de inflação também recuou MUITO, resultando em uma queda vertiginosa na taxa de juros.

Vale ressaltar que os preços para o consumidor final não recuaram porque a inflação não foi negativa! 😉

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (“Adeus ano velho” do redator chefe da Modal):

O ano de 2019 foi bastante positivo para diferentes mercados.

Desta vez, os entusiastas do mercado de criptomoedas podem comemorar a recuperação do BTC (bitcoin) que, em 2018, havia encerrado na casa de R$ 15.300 (muito abaixo da máxima de R$ 70.000). Se comparado com o ano passado, a valorização foi de aproximadamente R$ 13.901 (fechou na casa de R$ 29.201) – coloquei como aproximadamente porque a volatilidade do BTC, em curto espaço de tempo, é muito alta.

Fonte: Mercadobitcoin

É claro que nem tudo são flores. O facebook, por exemplo, vem se esforçando para impulsionar sua criptomoeda Libra, mas precisa romper algumas barreiras. O ministro suíço Ueli Maurer já se manifestou publicamente afirmando que a moeda digital Libra fracassou em sua forma atual.

Alguns traders afirmam que a análise técnica sobre o BTC aponta uma possibilidade valorização de U$ 300.000. Particularmente, não acredito que aconteça (posso estar errado). A análise técnica aponta possibilidades (probabilidades), mas, no longo prazo, o mercado precisa de fatos sólidos e confiança.

Pois é, o mercado de capitais impressionou tanto quanto…

O índice Ibov surpreendeu quebrando recordes seguidos, provavelmente com uma ajudinha da queda da taxa básica de juros (agora em 4,5% ao ano). O clima de euforia na Bolsa prevalece, mas é preciso manter cautela e os pés no chão.

Encerrou em 115 mil pontos, porém atingiu a máxima de 117 mil

Vale lembrar que antes do impeachment da ex-presidente Dilma, o índice estava abaixo de 40 mil pontos. Perceberam que o índice está prestes a triplicar? Será que é um movimento realmente racional?

Não se enganem, os principais ativos estão sobrevalorizados – principalmente os FIIs (fundos imobiliários) – logo, uma correção nos preços é saudável, esperada e tende acontecer. Não vou nem entrar no mérito das discussões sobre uma possível crise mundial – faz algum tempo que traders profissionais discutem o posicionamento em ETFs de metais preciosos, como ouro e prata. Sinceramente, ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Existem muitas teses, inclusive de mais valorização (risos)!

Apesar da Empiricus falar em valorização de até 300k (Ibov), evitem posicionamentos mais expressivos neste momento (de uma só vez), pois é evidente que o nível de risco será alto – sejam cautelosos!

Confiram também a evolução do IFIX em 2019 (índice de desempenho dos Fundos Imobiliários:

Para melhor compreensão dos riscos envolvidos, convido assistir o seguinte vídeo do prof. Arthur Vieira:

Em relação aos ganhos com o Google Adsense, continuo “lutando” para melhorar os resultados.

Por incrível que pareça, não consegui remuneração suficiente no Google Adsense para liberar outro saque. No final de 2018, o desempenho vinha melhorando bem, mas a Google fez inúmeras alterações no algoritmo e regras internas para anúncios e isto me prejudicou MUITO. Como esta não é, nem de longe, minha fonte de receita principal, por enquanto não posso dedicar muito tempo ou esforço nisto. “Não é minha prioridade, no entanto pretendo rever ao longo do tempo.”

Os principais balanços foram liberados no mês passado.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, ABEV3, ODPV3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,49%), PQDP11 (0,51%), KNRI11 (0,42%), RNGO11 (0,51%), SAAG11 (0,70%), GGRC11 (0,48%), MXRF11 (0,78%), KNCR11 (0,42%), HGRE11 (0,44%), VISC11 (0,46%) e HGBS11 (0,49%). Para variar, a forte valorização dos FIIs continua gerando uma “queda aparente” nos rendimentos – aliás, evitarei novos aportes em fundos com ágio próximo de 50%. Para o ano que vem, precisarei ficar atento com o fundo SAAG11, pois em 2020 a Rio Bravo apresentará uma proposta para incorporar o fundo ao RBVA11 (FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RIO BRAVO RENDA VAREJO) – não estou certo de que seja vantajoso para o pequeno investidor. Felizmente, em função do preço médio dos fundos que mantenho em carteira, o rendimento da carteira continua excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3, ABEV3 e ODPV3 (o rendimento mais expressivo foi da Ambev – presentão de ano novo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3, CRFB3, KNCR11 e VISC11. O maior aporte foi para VISC11 e o menor para CRFB3. De maneira geral, o aporte foi bastante equilibrado.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 115 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Para demonstrar mais detalhadamente a “evolução” da carteira (pela valorização), compartilharei o resultado do ganho por ativo (em relação ao preço médio):

PapelP. médioP. mercado%Setor
ABEV318.3819.164.26Consumo nâo Cíclico
BBAS319.252.97175.82Financeiro
BBSE327.7837.8436.21Financeiro
BRCR1199.42117.6918.37Financeiro e Outros
CRFB317.4523.333.53Consumo não Cíclico
EGIE340.0650.8126.82Utilidade Publica
EZTC315.5950.97226.99Consumo Cíclico
FCFL1183.8133.5459.35Financeiro e Outros
FLRY320.3930.449.11Saúde
GGRC11121.99149.922.87Financeiro e Outros
GRND36.9412.3577.97Consumo Cíclico
HGBS11200.86296.3747.55Financeiro e Outros
HGRE11137.42198.744.59Financeiro e Outros
HYPE333.2135.56.88Saúde
ITSA38.9614.157.39Financeiro
ITUB320.3932.1657.72Financeiro
KNCR11109.34104.6-4.33Financeiro e Outros
KNRI11146.27191.8431.15Financeiro e Outros
MXRF1110.0513.8737.97Financeiro e Outros
ODPV314.1717.221.41Saúde
OIBR30.820.864.91Comunicações
PETR39.3532.17243.89Petroleo, Gás e Biocombustíveis
PQDP111334.223990199.05Financeiro e Outros
RNGO1183.7410019.41Financeiro e Outros
SAAG11121.39142.2917.21Financeiro e Outros
VISC11117.12137.4517.35Financeiro e Outros
WEGE319.2335.3483.8Bens Industriais

Alterações da carteira:
– Posições abertas: VISC11 e OIBR3 (apenas para fins especulativos)
– Posições encerradas: FLMA11 e FIGS11

Decidi encerrar as posições em FLMA11 por entender que o fundo passou a negociar com um ágio irracional (efeito manada). Fiz o mesmo com o fundo FIGS11 para direcionar os próximos aportes para o fundo VISC11 (também de shoppings) que é mais diversificado e menos concentrado (por região).

Percebam também que o pior resultado (e único negativo) foi do fundo de papel KNCR11. A razão é simples. Os primeiros aportes foram feitos na corretora Rico. Naquela época, a Rico permitia aportar no fundo mesmo não sendo investidor qualificado (para quem tem mais de R$ 1 milhão em investimentos). Porém, não pude mais aportar quando transferi a custódia para a corretora Modal – na realidade, a Modal é quem estava correta.

Logo, por não poder aportar depois, o KNCR11 foi o único ativo que ficou para trás. Percebem agora a importância dos aportes regulares? Felizmente, a última AGO (Assembleia Geral Ordinária) deliberou pela liberação do fundo para todos investidores. Sendo assim, voltei aportar apenas nos últimos meses.

Conforme exposto anteriormente, os principais ativos apresentaram uma valorização MUITO expressiva. Para efeito de comparação, vejam como foi a performance no fim de 2018 – a diferença é grande.

Quanto ao meu projeto APFTrend (robô trades)…

Não há novidades em relação ao último resultado mensal. Decidi começar um novo projeto, chamado APFTrend-Plus, onde estou organizando melhor o código para futuras manutenções (melhorando a estrutura de código) e incluí suporte para mini índice.

A versão demo disponibilizada anteriormente não funcionará em 2020, porém peço que aguardem pela liberação da versão demo do APFTrend-Plus.

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. O desempenho da carteira foi fora do padrão em 2019 (muito acima de minha expectativa). Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Desejo a todos um FELIZ 2020!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de novembro (2019)

O mês de novembro terminou e, em breve, minhas férias também. Aproveitei para rever algumas estratégias de trade (especulação). Como de costume, presenciamos uma agitação política com pouco efeito contundente. Por aqui, o que chamou mais atenção foi a reavaliação do entendimento da prisão de segunda instância. Já no cenário externo, foi a queda do até então presidente da Bolívia Evo Morales. Não precisei lidar com imprevistos, porém as diferentes avaliações dos trades na conta real, resultaram em grandes emoções e prejuízo. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Finalmente, no início do mês, a Câmara aprovou o projeto que define os procedimentos para o registro de armas e obtenção do certificado de capacidade técnica. Foi mais uma vitória para a legítima defesa – proposta defendida pelo atual governo desde o início da campanha eleitoral.

Também tivemos a notícia de que Brasil entregou para a Rússia a presidência do Brics (formado por aliados como África do Sul, Índia, China e Rússia), destacando o trabalho em inovação.

Outro acontecimento que marcou o mês foi a revisão do entendimento da prisão em segunda instância

Há poucos anos, existia praticamente um consenso, no próprio STF, de que nenhum país, minimamente sério, seria capaz de permitir que condenados em segunda instância respondessem em liberdade. Por coincidência, este entendimento foi revisto no momento em que crimes do colarinho branco estão sendo combatidos com rigor nunca visto – algo fundamental para que o pais trilhe um caminho de retidão e crescimento.

No meu entendimento, a fala de alguns ministros deixou transparecer que a preocupação é com o alcance ou possíveis “abusos” da operação Lava Jato. Particularmente, acho lamentável a possibilidade de presenciarmos freios na operação que já devolveu alguns bilhões aos cofres públicos.

Confiram o tamanho da contradição:

Vejam também o atrito entre os ministros Gilmar Mendes e Roberto Barroso no mês passado. Na minha opinião, em relação ao combate a crimes do colarinho branco, o ministro Barroso tem demonstrado bastante coerência:

Aproveitando o ensejo, o ex-presidente Lula, apesar de ser beneficiado (com a soltura), está respondendo pela acusação de vários crimes do colarinho branco. E, recentemente, no caso do sítio de Atibaia, teve sua condenação mantida e pena aumentada (para 17 anos) pelo TRF-4.

Já no cenário internacional, fomos surpreendidos positivamente com a renúncia do presidente Evo Morales, “que recebeu asilo político do México“.

Aliás, o que aconteceu é algo que reforça, cada vez mais, a ideia de que a esquerda latino-americana é realmente uma esquerda caviar (risos) – os principais aliados da Bolívia (por exemplo) seriam Venezuela e Cuba, porém quando a corda rompe ou quando desejam aproveitar o melhor que vida tem a oferecer, buscam países com ideologias e políticas econômicas completamente distintas. Ou seja: Bobo é quem acredita nestas ideologias de ‘butiquim’!

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Conforme já esperado, mais algumas empresas divulgaram o balanço trimestral.

O Banco Itaú (ITUB3), por exemplo, divulgou lucro líquido de aproximadamente R$ 7.2 bilhões (crescimento de 10,9%). Outra empresa, do mesmo setor, que surpreendeu foi o Banco do Brasil (BBAS3), com lucro de R$ 4,5 bilhões. Fico feliz por estar posicionado em ambas.

Por outro lado, quem está apostando no turnaround de Via Varejo, conferiu um resultado desanimador, pois o grupo divulgou prejuízo de R$ 244 milhões no 3T19.

Aproveitando o assunto anterior (turnaround), o agrupamento das ações da Oi (OIBR3) está cada vez mais próximo, caso a ação permaneça sendo negociada abaixo de R$ 1 por 30 leilões consecutivos. Historicamente, o agrupamento de empresas em recuperação judicial não é um bom sinal – pode ser que freie um pouco as especulações (o que não acredito) ou dê ainda mais margem para derrubar a cotação. Conforme exposto inúmeras vezes, tenham consciência clara dos riscos.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBAS3, GRND3, CRFB3, BRCR11 (0,59%), FCFL11 (0,51%), PQDP11 (0,40%), KNRI11 (0,44%), RNGO11 (0,56%), SAAG11 (0,69%), GGRC11 (0,46%), MXRF11 (0,80%), KNCR11 (0,50%), HGRE11 (0,43%), VISC11 (0,48%) e HGBS11 (0,50%). A performance da carteira continua excelente e a cotação dos FIIs se mantém crescente, justificando a “queda aparente” nos rendimentos. Não exerci o direito de subscrição que recebi do fundo MXRF11, pois tenho interesse em reforçar outras posições. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBAS3, GRND3 e CRFB3 (o rendimento mais expressivo foi da Grendene).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ABEV3 e KNCR11. Aproveitei que o mercado castigou as ações da Ambev, após divulgar um balanço fraco, para reforçar minha posição. O maior aporte foi para ABEV3, no entanto o valor do aporte no fundo KNCR11 não ficou muito distante. De maneira geral, a distribuição foi equilibrada.

A Infomoney disponibilizou um vídeo interessante com a visão da Rio Bravo quanto as perspectivas para o mercado imobiliário:

Decidi separar parte do capital avaliar outras técnicas de trade aumentando o ‘tamanho da mão’ (ampliando o número de contratos). É evidente que obtive lucros excelentes e, algumas vezes, prejuízos indigestos. Neste caso (com mão maior), percebi que é mais seguro e fácil explorar o mini índice. Como os testes ainda não foram conclusivos, detalharei apenas em dezembro.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 108 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

O projeto está na revisão 28. Como entrei em férias neste mês, decidi aproveitar os dias para descansar e comecei uma nova versão do robô, apelidada de APFTrend-Plus – além do mini dólar, pretendo incluir o suporte para operações como mini índice. Também realizei algumas operações manuais para validar diferentes estratégias.

Continuo fazendo ajustes e revisões de código para encontrar padrões de “falso-positivo” (sinais errados) e melhorar a parametrização do EA. O resultado vem melhorando, mas ainda há bastante trabalho a ser feito.

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

Em relação aos trades (manual ou automatizado) ainda não consegui um resultado consistente ou confiável o suficiente. No mês, realizei operações bastante lucrativas, porém cada erro seguinte custou muito caro e, infelizmente, reverteu o lucro para prejuízo – é evidente que o risco é calculado.

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e, por mais estranho que possa parecer, também com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de outubro (2019)

Mais um mês se encerra e o ano está chegando ao fim. Aliás, o ano tem sido marcado por pequenas turbulências no cenário político-econômico, mas a verdade é que o país vem demonstrando um excelente resultado e o clima de otimismo prevalece. A evolução de minha carteira de investimentos (tanto renda fixa, como variável) surpreendeu bastante e, tirando algumas questões pessoais, não precisei lidar com grandes imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Para variar, a imprensa tradicional não se cansa de procurar pelo em ovo. No entanto, ao contrário do que pintam, os números atuais mostram uma recuperação econômica bastante significativa. Comparem os resultados oficiais do primeiro ano do governo Bolsonaro em relação ao governo Dilma.

Os números não mentem! 😉

Percebam que o Copom anunciou outro corte na taxa de juros (pela terceira vez consecutiva), reduzindo a taxa selic para 5%. É uma excelente notícia para a economia brasileira, porém acaba sendo um balde de água fria para muitos “rentistas”. Ainda assim, o mercado financeiro oferece inúmeras opções para manter o equilíbrio de nossos investimentos. No meu caso, por exemplo, fui beneficiado com as posições que mantenho na carteira de renda variável.

Outra noticia positiva foi a aprovação da reforma da previdência. E, para quem não compreendeu muito bem quais foram as mudanças, recomendo a leitura do seguinte artigo:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/10/22/reforma-da-previdencia-entenda-ponto-a-ponto-a-proposta-aprovada-em-2o-turno-no-senado.ghtml

Já, em relação ao cenário externo, quem surpreendeu negativamente foi a Argentina. Com a vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, nas eleições presidenciais, a Bolsa de Valores da Argentina iniciou um movimento de pânico, perdendo U$ 23,7 bilhões em valor de mercado em um único dia.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Nas últimas semanas do mês, algumas empresas divulgaram seus balanços!

O lucro da Hypera, por exemplo, cresceu 10%. Outra empresa, que acredito ter um futuro muito promissor e apresentou um excelente resultado foi a Weg, registrando aumento no lucro de 9,7%. Para minha surpresa, quem decepcionou um pouco foi a Ambev, registrando queda de 9,7% no lucro líquido.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Conforme exposto em resultados anteriores, fiz uma pequena “aposta” em OIBR3 (caráter especulativo) – é um risco que EU aceito, não é uma recomendação.

Por entender que a situação da empresa é muito delicada, não alterei (e nem pretendo) a posição em carteira. Neste mês surgiram algumas notícias favoráveis: “Além da aprovação da PLC 79, recentemente a ANATEL também anunciou a aprovação de nova oferta de compartilhamento de dutos da Oi“.

Também é importante ressaltar que a dívida da Oi é alta, mas a relação dívida bruta sobre patrimônio líquido está na casa de 0,65. Logo, um gestor sério e competente é capaz de mudar a realidade da empresa.

Especulações sobre o futuro da Oi não faltam… O jeito é aguardar! 😉

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, EZTC3, FLRY3, ODPV3, PETR3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,52%), PQDP11 (0,51%), KNRI11 (0,46%), RNGO11 (0,58%), SAAG11 (0,72%), GGRC11 (0,47%), MXRF11 (0,80%), KNCR11 (0,49%), HGRE11 (0,46%), VISC11 (0,74%) e HGBS11 (0,55%). Apesar da aparente queda de rendimento dos FIIs, o resultado da carteira continua excelente – “como a cotação dos principais fundos continua valorizando, é esperado uma projeção menor dos rendimentos atuais“. Acredito que o FLMA11 foi o fundo que mais chamou a atenção, encerrando o mês negociado acima de R$ 6 – já havia encerrado a posição antes e, mesmo com o preço “bastante acessível”, continuo entendendo que o ágio atual é impeditivo para novos aportes. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, EZTC3, FLRY3, PETR3 e ODPV3 (o rendimento mais expressivo foi da Petrobras).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de EGIE3, FCFL11, BRCR11, KNCR11, MXRF11 e VISC11. Aproveitei o desdobramento do fundo FCFL11 para reforçar a posição. Desta relação, o maior aporte foi para EGIE3 e o menor para o fundo BRCR11.

Para quem tem interesse na Itaúsa, recomendo assistir o vídeo da Captalizo:

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 105 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

O projeto está na 27 revisão, com previsão da 28 até domingo (03/11). O resultado do mês foi positivo, em aproximadamente R$ 236. Mas, apesar de positivo, o retorno foi baixo frente ao risco assumido. Estou fazendo ajustes de código para encontrar padrões de “falso-positivo” (sinais errados) e melhorar a parametrização do EA.

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e, por mais estranho que possa parecer, também com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas) que comento envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de agosto (2019)

Encerramos o mês com números positivos para a economia brasileira, mas passamos por algumas turbulências no cenário político – a imprensa brasileira adora jogar lenha na fogueira. Em relação aos investimentos, o mês foi excelente (o rendimento da carteira surpreendeu). Felizmente, de maneira geral, não precisei lidar com imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Existia uma perspectiva negativa em relação ao PIB brasileiro que, caso se confirmasse, retornaríamos para um quadro de recessão técnica. Para nosso espanto e felicidade, o PIB do segundo trimestre superou as expectativas ao apresentar crescimento de 0,40% (1% a mais em relação ao trimestre do ano anterior).

Para reforçar um pouco mais o clima de otimismo, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínuo), o índice de desemprego (que continua alto) caiu de 12,5% para 11,8%. Parece pouco, mas estamos conferindo os primeiros sinais de recuperação econômica.

Outro acontecimento de grande impacto, foi o anúncio do interesse em privatizar 17 empresas brasileiras, dentre elas: “Correios, Eletrobras, Telebras, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev e outras“. Com este anúncio, as ações de empresas como Eletrobras (ELET) e Telebras (TELB) apresentaram forte valorização nas últimas semanas. Só com a privatização da Eletrobras, por exemplo, o Governo estima um aumento de receita de R$ 16 Bi.

A especulação foi impressionante, acompanhamos uma flutuação agressiva de TELB3 – de R$ 23,00 até R$ 500,00 por ação, porém fechando em R$ 150 (haja estômago). No meu caso, fiquei apenas observando a volatilidade de TELB3, pois a liquidez é relativamente baixa, o spread continua alto e seria necessário estar posicionado no ativo antes do anúncio.

Da lista de empresas apresentada pelo Governo, fiquei na dúvida se faz realmente sentido privatizar a Casa da Moeda – no caso das demais, entendo ser a melhor opção.

Mas, nem tudo são flores…

A imprensa brasileira não dá descanso ao Governo Bolsonaro e coloca uma lupa gigante sobre cada problema que surge, mesmo que sejam sistêmicos (causas “naturais”, por exemplo). É evidente que estou me referindo às queimadas na Amazônia. O problema tomou uma repercussão mundial, desproporcional e prejudicial para a imagem do Brasil – gerou, inclusive, atrito entre Brasil e França.

Para não prolongar desnecessariamente o assunto, publiquei um artigo mostrando diferentes pontos de vista:

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Mais algumas empresas divulgaram os balanços do segundo trimestre…

Pois é, o resultado foi bastante positivo para minha carteira. A EZTEC, por exemplo, divulgou um aumento do lucro líquido de 553% e fechou o mês sendo negociada perto de R$ 40,00 (uma forte valorização em 2019). A Petrobras também surpreendeu ao apresentar um aumento de 89% do lucro líquido.

Atualmente, muitos investidores estão apostando no turnaround (forte valorização, após reestruturação) de empresas como Via Varejo, Oi e Banco Inter. Infelizmente, a Via Varejo divulgou um prejuízo de R$ 154 milhões no 2T19. A situação mais estável e segura é do Banco Inter. Porém, dentre as opções, a assimetria que despertou maior interesse para especulações tem sido da Oi (obviamente, trata-se da opção mais arriscada).

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=2t19

Como o portal acionista.com.br passou a cobrar assinatura para exibir os balanços, passaremos a trabalhar com o financenews.com.br.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBSE3, BBAS3, ITSA3, ITUB3, GRND3, WEGE3, BRCR11 (0,410%), FCFL11 (0,508%), PQDP11 (0,381%), KNRI11 (0,482%), RNGO11 (0,576%), SAAG11 (0,722%), GGRC11 (0,500%), MXRF11 (0,585%), KNCR11 (0,614%), HGRE11 (0,447%), VISC11 (0,578%) e HGBS11 (0,558%). De maneira geral, após o pequeno ajuste realizado no mês passado, houve uma leve melhora na performance da carteira. Porém, a performance final do mês de agosto foi a melhor até o momento. Desta vez, o pior resultado ficou com o fundo PQDP11, porém, em relação ao meu preço médio, a rentabilidade permanece excelente – aliás, o fundo recuou para um preço mais justo e condizente com sua avaliação patrimonial, oferecendo melhor rendimento para os próximos meses. Além disto, tivemos a excelente notícia de que o fundo KNCR11 liberou o público-alvo, antes restrito apenas para investidores qualificados. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo MUITO (risos) reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBSE3, BBAS3, ITSA3, ITUB3, GRND3 e WEGE3 (o rendimento foi bastante expressivo – o Banco Itaú (por exemplo) pagou R$ 0,78 por ação).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de CRFB3, WEGE3, ITSA3, OIBR3 e VISC11. Desta relação, o maior aporte foi para WEGE3 e o menor para ITSA3.

Conforme colocado, abri posição na Oi, mas com objetivo especulativo (gostei da assimetria risco x retorno) – na imagem com a composição atual da carteira fica evidente que minha exposição ao risco é bastante saudável.

Como o rendimento da carteira foi significativamente maior, optei pela abertura de posição no Fundo FATOR Sinergia FIA. Vale lembrar que, no final de julho, também abri posição no Fundo Alaska Black Ações II.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

A performance do robô, no início do mês, foi positiva – imaginei ter encontrado um ponto de equilíbrio entre gain (lucro) e loss (prejuízo). Infelizmente, não durou muito. O “jogo” virou na última semana e terminei com prejuízo novamente.

É claro que tudo isto é feito com um planejamento que não prejudique o resultado final da carteira, bem como a capacidade de aportes.

Vale lembrar que estou trabalhando na 20 revisão do projeto, onde estou incluindo um número maior de validações para diminuir o tempo de exposição à operações mal sucedidas. Em breve atualizarei o projeto.

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

Atenção, o projeto ainda está em fase experimental

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e, por mais estranho que possa parecer, também com a evolução do robô de trades (apesar do resultado negativo que se repete). Ainda assim, o ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas – foi o mais expressivo desde o início do ano. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas) que comento envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de julho (2019)

Como o mês de julho encerrou no meio da semana, decidi apresentar o resultado mensal no primeiro final de semana de agosto. Para variar, presenciamos “pequenos” conflitos envolvendo o Governo atual – a imprensa brasileira não se cansa de procurar cabelo em ovo. Felizmente, não precisei lidar com imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Por coincidência, no mês em que o ministro Paulo Guedes anunciou o interesse em acabar com a adesão obrigatória a Conselhos de Classe, como OAB, CRM e CREA (por exemplo), surgiu um grande desentendimento entre o Presidente da República (Jair Bolsonaro) com o Presidente da OAB (Felipe Santa Cruz).

Quanto ao desentendimento, já escrevi minha opinião sobre o assunto:

Felizmente, fomos presenteados com notícias positivas…
O clima de otimismo prevalece!

Na última semana do mês, o COPOM (Comitê de Política Monetária) anunciou um corte na taxa básica de juros, reduzindo a Selic de 6.5% para 6.0% (a menor desde o início do regime de metas de inflação), deixando, ainda, entender a possibilidade de futuros cortes. Ou seja, demonstra maior controle sobre a inflação.

A redução da Selic é salutar para economia brasileira, mas nos leva buscar opções de investimentos mais sofisticados. Acredito que ampliará o interesse por Fundos Imobiliários, Debentures Incentivadas (títulos de crédito privado), Fundos Multimercados e Ações. Vale lembrar, que ideal é não girar patrimônio, apenas direcione os próximos aportes conforme o interesse.

Com intuito de aquecer a economia, o Governo Federal decidiu liberar saques, até o limite de R$ 500.00 (a partir de setembro), para contas ativas ou inativas do FGTS e PIS-Pasep. Confesso que esperava algo um pouco mais expressivo (em porcentagem, por exemplo), mas, ao mesmo tempo, sabia que seria um “grande desafio”, pois os saques comprometem alguns setores (como da construção civil) e, há pouco tempo, o Governo Temer havia permitido o saque completo de contas inativas.

Ainda, em relação ao FGTS, o Governo também propôs, para 2020, novas regras para os saques futuros, através de uma modalidade batizada como “saque-aniversário” (opcional). Pode ser uma opção interessante para quem dispor de saldo superior a R$ 20.000, podendo sacar 5% mais uma parcela adicional de R$ 2.900,00 – ou seja, um saque anual de, pelo menos, R$ 3.900.

https://noticiasconcursos.com.br/noticias-concursos/saque-do-fgts-governo-libera-dinheiro-para-trabalhadores-ativos-em-2019/

Particularmente, estou inclinado em aderir a nova modalidade de saques. Mas é preciso pensar bem, pois, ao aderir, não poderemos trocar de modalidade por dois anos (a partir da solicitação) – neste prazo, não será permitido o saque completo da conta, mesmo em caso de demissão. Por outro lado, ficaremos mais livres para trabalhar o dinheiro conforme o nosso interesse ou necessidade. É uma decisão muito pessoal, estou apenas mostrando as opções.

Já no cenário externo, após sofrer novo blecaute generalizado, a Venezuela continua chamando atenção – desta vez, inacreditavelmente, jogando a culpa em um ataque eletromagnético (é muita cara de pau… risos).

A Bolívia também chamou atenção. Segundo o portal BBC, “uma aliança entre a Rússia e a Bolívia prevê a construção de um complexo de tecnologia atômica a mais de 4 mil metros do nível do mar, na cidade de El Alto, vizinha da capital boliviana La Paz“. Na minha visão, seria mais sensato e “viável” (longo e médio prazo) investir em energia limpa, como eólica e solar – caminho que estamos tomando com a contribuição de empresas como a Engie e Weg.

Em se tratando de energia solar, recentemente, também presenciamos a entrada da Weg no varejo, ampliando um projeto de miniusinas solares em condomínios. Particularmente, acredito que estamos no caminho correto.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Aos entusiastas das criptomoedas, surgiu uma opção de investimento mais “segura” (autorizada pela CVM) – confesso que fiquei surpreso. O Banco BTG está disponibilizando um Fundo Multimercado, conhecido como HASHDEX DIGITAL ASSETS DISCOVERY FIC FIM, que gere ativos baseados em criptomoedas. Ainda assim, não se iluda, trata-se da modalidade mais arriscada atualmente.

No mês passado comentei sobre o lançamento de uma criptomoeda, pelo Facebook, chamada Libra. Segundo a revista Exame, “a empresa terá a missão de convencer o Congresso Americano que sua criptomoeda pode ser lançada sem prejuízos de privacidade e segurança“.

Quando pensei que o assunto (criptomoedas) encerraria, eis que surge a primeira tentativa de regulação no Brasil. Não sei como a Receita Federal “pretende fazer isto efetivamente”, mas “Investidores e corretoras que atuam com criptomoedas, como o bitcoin, passarão a ter de informar transações mensalmente à Receita Federal“. A ideia, na teoria, parece viável, mas, na prática, os brasileiros já estão enviando dinheiro para o exterior e operando em corretoras fora do alcance dos órgãos brasileiros – duvido muito que prestem conta sobre estas operações.

Segundo a Exame: Com a norma, as corretoras precisarão prestar à Receita informações de todas as transações de seus clientes, como nome dos envolvidos, valores, data e taxas. A obrigatoriedade também vale para pessoas físicas que investem neste mercado de forma independente, sem as corretoras, e cujas transações com as moedas ultrapassarem 30.000 reais em um determinado mês

Dos ativos que mantenho em carteira, foram divulgados os balanços (2T19) de Grendene (GRND3lucro líquido de R$ 118,0 milhões / 36,9% menor), Hypermarcas (HYPE3lucro líquido +21,3%), OdontoPrev (ODPV3lucro líquido +21,3%), Petrobras (PETR3lucro líquido de R$ 18,9 bilhões com a conclusão da venda da TAG, +89%) e Ambev (ABEV3 – lucro líquido de R$ 2.7 bilhões, +16%)

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=2t19

Como o portal acionista.com.br passou a cobrar assinatura para exibir os balanços, passaremos a trabalhar com o financenews.com.br.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de PETR3, ITSA3, ITUB3, ODPV3, BRCR11 (0,398%), FCFL11 (0,510%), PQDP11 (0,476%), KNRI11 (0,480%), RNGO11 (0,686%), SAAG11 (0,725%), GGRC11 (0,476%), MXRF11 (0,613%), KNCR11 (0,533%), HGRE11 (0,461%), FLMA11 (0,425%), HGBS11 (0,776%) e FIGS11 (0,202%). Em relação ao mês passado, não há muita novidade. O desempenho da carteira continua excelente. Conforme esperado, o pior rendimento ficou com o fundo FIGS11 – além do término da RMG, seus imóveis estão passando por reforma. No encerramento do mês, o fundo KNRI11 adquiriu 12 andares do imóvel Torre IV do Condomínio São Luiz (SP) – edifício corporativo ocupado por renomadas empresas dos segmentos bancário. Aliás, falando em segmento bancário, o presidente do Banco Santander se manifestou afirmando que o fim dos caixas humanos no Brasil está próximo. Seja como for, não há razão para desespero; esta discussão não é nova. Portanto, apesar do excelente dividendo, não custa dar uma atenção especial para o fundo SAAG11. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITSA3, ITUB3, PETR3 e ODPV3.

Realizei ajustes na carteira com intuito de rebalancear algumas posições:

– Há algum tempo avalio o fundo VISC11 (shoppings), porém já estava exposto aos fundos PQDP11, HGBS11 e FIGS11. No resultado do mês anterior, comentei que deixaria o FIGS11 em quarentena. Pois bem, após avaliar o portfólio de cada fundo e o meu interesse em aportes mensais, decidi fechar a posição em FIGS11, abrindo outra em VISC11.

– O segundo ajuste foi em relação ao fundo FLMA11. Trata-se de um fundo monoativo, de excelente qualidade e bem localizado. Apesar de gostar do fundo, suas cotas vem sendo negociadas com um ágio quase impeditivo para reforçar posições. O meu preço médio, por exemplo, estava em R$ 2,40. Desprezar um lucro de aproximadamente R$ 1,6 por cota em um fundo com ágio tão elevado, não fazia sentido. Sendo assim, decidi fechar a posição e distribuir o dinheiro entre VISC11 e MXRF11.

Não sei se ficou claro, mas, neste caso, não se tratou de um trade!

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITSA3, HYPE3, RNGO11, SAAG11, KNRI11, VISC11, MXRF11 e BRCR11. É evidente que o número de operações e ativos foi maior em função do remanejamento em carteira tratado anteriormente e contou com uma ajuda do retorno financeiro da própria carteira. Os menores aportes foram destinados ao BRCR11 (uma única cota) e ITSA3, e os maiores para VISC11 e MXRF11.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Durante o mês, abri uma pequena posição no Banco Inter (BIDI3) visando o longo prazo. Porém, depois de alguns dias, diante de tantas incertezas, decidi transformar em swing trade e fechei a posição com lucro superior a R$ 1,00 por ação. Pretendo analisar o caso com mais calma futuramente.

Em relação ao remanejamento de carteira, encerrei a posição em FIGS11 com um pequeno prejuízo e FLMA11 com lucro. Assim, pude abater o prejuízo e reduzir o imposto (DARF). Para tornar minha vida mais fácil e automatizar a apuração de IR, lanço todas as operações no programa IRPFBolsa.

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

Faltando poucos dias para encerrar o mês, obtive aproximadamente R$ 150 de lucro líquido. Com isto, decidi fazer um experimento com realização parcial. Infelizmente, com um número de contratos maior (apenas 3) e trades malsucedidos, terminei com prejuízo de aproximadamente R$ 450.

Me senti em uma verdadeira montanha-russa:

Fig1: Operação com lucro
Fig2: Operação com prejuízo

Na segunda figura (Fig2) o prejuízo parece menor porque fiz modificações no algoritmo para melhorar alguns padrões de entrada e saída. Mas, observem atentamente as setas (azul/compra e vermelho/venda).

Como está em fase experimental, acabo interferindo nas operações do robô e ajustando o algoritmo ao longo da semana. Não é fácil. Para avaliar melhor a performance do robô, neste mês acompanharei as operações apenas no final da tarde.

É claro que estou trabalhando com um capital alocado a risco para não comprometer os aportes mensais (bem como a evolução da carteira)

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

Aos interessados em testar o robô, recomendo começar pelas simulações – o projeto ainda está em fase experimental. É importante ressaltar que operações especulativas envolvem perdas esporádicas. Não há garantias de lucro. Portanto, mantenham cautela e jamais coloquem dinheiro que não possam perder (a única garantia é que pequenas perdas acontecerão inevitavelmente)!

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e também com a evolução do robô de trades (apesar do resultado negativo neste mês). Ainda assim, o ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas – tem sido expressivo. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!