Resultado do mês de abril (2020)

Mais um mês se encerra e o clima no cenário político-econômico permanece tenso e, infelizmente, o número de vítimas fatais do COVID-19 vem apresentando um ritmo bastante acelerado e alarmante. Pelo visto, o ano promete bastante turbulência pela frente – portanto, prudência é a palavra de ordem e nunca é demais. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

No cenário interno, quem seria capaz de imaginar que teríamos dois ministros “afastados” (um deles pediu demissão) no mesmo mês e em plena pandemia? Vale ressaltar que muitas autoridades, em diferentes esferas governamentais, negligenciaram os riscos ou politizaram a pandemia.

Acreditem, o mundo não está preocupado e nem interessado na disputa ideológica que vivemos. A preocupação é outra. De acordo com a revista Exame, por exemplo, “Trump insinua que pode restringir voos internacionais vindos do Brasil“. Aliás, em função do impacto econômico da pandemia e com a previsão de retração de 3,5% do PIB americano, os mercados internacionais responderam negativamente também. Diante deste cenário negativo, o índice da bolsa brasileira (IBov) encerrou o dia (30/04/20) com queda de 3,20%.

As divergências entre o atual governo e os Ministros da Saúde (Henrique Mandetta) e Justiça (Sérgio Moro) levaram à exoneração de ambos. Já demonstrei apoio inúmeras vezes ao atual governo, porém, tirando os membros de minha família, nunca tive ídolos e questiono igualmente sempre que considero válido. Estranhamente, observamos um movimento bastante similar para destruir a reputação de ambos os ministros. A visão de que o atual governo prima pela competência técnica está cada vez mais distante.

Entendo a preocupação do governo com os impactos econômicos (existe fundamento), mas a postura do presidente diante da pandemia influencia no comportamento de muitas pessoas. E, na minha opinião pessoal, o exemplo dado não tem sido positivo!

Quanto a COVID-19, tentei alertar ao máximo que pude. Infelizmente, meu temor vem se confirmando. O número de mortes pulou de 241 para 5.500 em um único mês. Parecia alarmismo ou histeria no início, mas continuar negando o problema é um insulto à inteligência.

Lembrem-se: o nosso bem maior é a saúde… NADA substitui! 😉

Para não desviar do propósito principal do blog ou mesmo da publicação do resultado mensal, compartilharei um texto da Empiricus que expõe pontos que refletem exatamente o que penso, preocupações e impactos econômicos (vale à pena separar alguns minutinhos):
https://sl.empiricus.com.br/p/pe131-bode/

Existe uma regra nos investimentos que levo como referência para quase tudo na vida: *você não consegue estar certo o tempo todo, então o mais importante é conseguir avaliar o grau de risco quando estiver errado – o que você pode perder?*”

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Algumas empresas que mantenho posição em carteira apresentaram os balanços referentes ao período 1T20, como foi o caso da Weg (WEGE3com lucro líquido de +43%) e OdontoPrev (ODPV3 – apresentou geração de caixa recorde, com lucro líquido de +5%), por exemplo.

De maneira geral, o impacto do COVID-19 para o 1T20 ainda foi pouco significativo, mas será desafiador no decorrer do ano. Não posso deixar de expressar minha profunda admiração (de forma positiva) com a ação de empresas (dentre várias) como Itaú (doou R$ 1 bilhão para o combate ao vírus), Ambev (produziu e distribuiu álcool em gel) e Weg (está se estruturando para fabricar respiradores artificiais) neste momento de combate à doença.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=1t20

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, ODPV3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,48%), PQDP11 (0,53%), KNRI11 (0,41%), RNGO11 (0,57%), SAAG11 (0,80%), GGRC11 (0,65%), MXRF11 (0,79%), KNCR11 (0,50%), HGRE11 (0,42%), VISC11 (0,31%), HFOF11 (0,70%) e HGBS11 (0,41%). Continuo satisfeito com o resultado da carteira, embora a performance dos fundos de shopping (PQDP11, VISC11 e HGBS11) tenha sido comprometida – conforme exposto no resultado anterior, este impacto negativo era previsível. Ainda assim, não pretendo modificar ou diminuir minha exposição aos fundos em questão; pelo contrário, entendo que o potencial futuro de valorização destas cotas supera o rendimento dos demais (vale lembrar que é uma visão pessoal). De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3 e ODPV3 (o “rendimento” mais expressivo foi referente à uma restituição de capital em dinheiro de BBSE3, nos demais casos foi pouco significativo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3, ITSA3, ABEV3, BBAS3, BBSE3, MXRF11, VISC11 e HFOF11. Assim como no mês passado, aproveitei o pânico do mercado para reforçar algumas posições – mas é importante manter a cautela, pois o ano tende apresentar uma forte volatilidade. Os maiores aportes foram destinados para BBAS3 e ITUB3, e nos demais os aportes foram equilibrados.

Para quem for sócio da Petrobras (meu caso), recomendo assistir o vídeo da Suno Research:

Infelizmente, os efeitos negativos da pandemia – que é naturalmente recessiva – atingiram diferentes setores do mercado. Como abordei o assunto exaustivamente no resultado anterior, procurei ser mais objetivo neste.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A disposição dos ativos ficou mais equilibrada porque, desde o mês passado, reforcei e priorizei as posições nos fundos imobiliários.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Em relação aos trades

Desde que o ano começou, NÃO tenho priorizado as operações de trade. Entretanto, ao identificar algumas oportunidades pontuais (como a saída do Ministro Sérgio Moro, infelizmente), fiz operações manuais, curtas e rápidas. Até então, por “sorte”, todas as operações foram lucrativas.

Conforme exposto em outras oportunidades, continuo dedicando bastante tempo e esforço na realização de ajustes finos no projeto APFTrend-Plus. Aliás, esta é uma das razões para estar ausente no Youtube nas últimas semanas – preciso estabelecer prioridades. Desta vez, quero certificar que é possível obter resultados realmente consistentes antes de continuar com as operações automatizadas na conta real, pois não quero “comprometer” minha capacidade de aporte desnecessariamente.

Aguardem, não desisti do projeto! 😉

Por outro lado, como holder, tenho reforçado minhas posições conforme identifico alguma oportunidade e disponho de recurso financeiro.

Tenho consciência de que o mundo está passando por um período bastante desafiador e, além da crise econômica e social, muitas vidas serão perdidas. Infelizmente, o mês encerra com quase 6.000 mortes no Brasil e não existe uma expectativa de recuo para as próximas semanas. Lamento muito tratar de números nestas condições; são perdas irreparáveis.

Também não estou aqui para atacar ou defender o governo algum, apesar de entender que o presidente poderia ter evitado mais um atrito em um momento tão delicado e crucial para o país. Na minha opinião, ele tinha este poder. Agora, não adianta gastar muita energia tentando apontar culpados. O fato é que o presidente poderia ter evitado mais este desgaste, que certamente trará repercussões que serão sentidas no decorrer do ano inteiro.

O discurso populista de impedir que pessoas morram de fome no futuro é valido, ninguém nega. Porém, só faz sentido para quem continua vivo e goza de saúde – o dinheiro, sem isto, não serve para nada. Apesar das dificuldades que estão por vir (e virão), a chance de continuar lutando é sempre melhor do que uma interrupção abrupta e sem retorno.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado (não se iluda com algumas semanas de otimismo), continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento continua performando muito bem.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Desejo a todos um excelente feriado e dias melhores!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de março (2020)

O mês de março chega ao fim, deixando muitas dúvidas, expectativas e preocupações no ar. Aliás, quem seria capaz de imaginar o tamanho do estrago causado pelo COVID-19? Infelizmente, diferente do que imaginei no início, não vejo mais uma solução realmente eficaz no curto prazo. O momento pede união e muita cautela. Estamos de frente à um impasse jamais visto no mundo, com repercussões sociais, de saúde pública (vidas serão perdidas) e de grande impacto financeiro. O momento é delicado, requer medidas alinhadas tecnicamente (não há espaço para “politicagem”), rápidas e com a maior coesão possível entre as autoridades de cada país. É evidente que, diante do momento caótico, imprevistos assolam as vidas de TODOS cidadãos. Não podemos surtar, mas devemos ter “respeito” pela crise que já estamos diante – ou seja, não subestimem. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Compartilhei diferentes artigos, informações e vídeos sobre o assunto (em nossa fanpage, blog e canal do Youtube).

Não acho que o presidente Bolsonaro esteja “completamente equivocado” quando defende a economia; o problema é que, na minha opinião (não sou dono da verdade), ele tem feito pronunciamentos irresponsáveis quando diminui a criticidade do momento ao comparar com uma simples gripezinha ou quando faz uma avaliação rasteira da letalidade da doença ou até mesmo das consequências econômicas. Sendo assim, não posso concordar.

Vale lembrar que a letalidade é maior entre os idosos, mas, conforme relatos de inúmeros médicos, NÃO é tão assintomática quanto se imaginava entre os mais jovens – que também entrarão na ‘disputa’ por UTIs e respiradores – , diminuindo ainda mais a expectativa de sobrevivência dos idosos ou demais casos de internação. Esta é uma das razões para alguns países, como Itália e Espanha, priorizar os respiradores por idade (visto que a expectativa de vida entre os mais jovens é maior). Não podemos ser egoístas, a vida de muitos idosos pode(ria) ser preservada. Existe alguma previsibilidade para o que está acontecendo!

O grande problema é que não existe uma vacina ou tratamento com eficácia comprovada (existem estudos), basta ver o número de mortes diárias (infelizmente, não presenciamos desaceleração ainda):
https://www.worldometers.info/coronavirus

Por se encontrar na fase inicial da contaminação e diante do alto potencial de propagação, para ganhar tempo (permitindo melhor planejamento e reestruturação dos sistemas de saúde), o mundo inteiro defende o modelo de quarentena horizontal (liberando apenas serviços essenciais), antes de reavaliar o avanço e efeitos da doença. Vale lembrar que, apesar de inúmeras teorias de conspiração (não ajudam em nada), esta tem sido a recomendação da OMS. É um desafio mundial.

Entendo que só assim será possível reavaliar friamente as medidas tomadas, permitindo revisar e estudar alternativas – seria possível, por exemplo, estudar os efeitos ou a possibilidade da aplicação da quarentena vertical (separando por grupos de risco) por região; ou avaliar a possibilidade de abrandar a quarentena e aplicar controles sanitários mais severos nas divisas dos Estados conforme a contaminação for contida em cada região.

Na fase inicial, diante do risco envolvido, entendo que NÃO seria prudente começar pela quarentena vertical – até pela dificuldade de aplicação no Brasil (nem sabemos se será viável na prática).

Percebam que não existe solução fácil…

É evidente que a implantação da quarentena implica, necessariamente, em uma crise financeira profunda no mundo todo. Logo, não é apenas uma questão interna.

Infelizmente, não acredito que uma crise financeira de grandes proporções possa ser evitada. Existem medidas conjuntas (Estado e iniciativa privada – grandes empresas) que podem amenizar os efeitos. O mercado financeiro foi dando sinais claros de que a expectativa futura mudaria de direção drasticamente. No final de janeiro, o IBov atingiu quase 120 mil pontos. Porém, a partir de fevereiro, encerramos o movimento de euforia e o mercado simplesmente chaveou abruptamente para pânico. Não foi apenas a expectativa do rompimento de uma possível bolha (antes fosse) ou pânico momentâneo por causa de uma gripezinha.

Não faz muito tempo que o Brasil saiu de uma recessão técnica e seguia uma trajetória otimista de crescimento econômico; é muito difícil aceitar perder tantas conquistas. Daí a preocupação do presidente.

Infelizmente, o momento é único e não há como fugir. Estamos lidando com números de guerra. Lamento que muitos ainda não tenham entendido a criticidade do momento. A única certeza que temos, até então, é que muitas vidas serão perdidas.

Insisto em dizer que não existe solução fácil. Implicações econômicas podem ser ainda mais devastadoras com a contaminação em descontrole, atingindo diferentes setores do mercado ao mesmo tempo e colapsando o sistema de saúde simultaneamente. É possível observar os efeitos disto em países que foram “forçados” a retomar a quarentena de forma mais severa e com prazo prolongado, impondo controles mais rígidos com ação da polícia e multas por descumprimento.

Em relação ao mercado de capitais, o momento pode ser “oportuno”. No entanto, caso você não conte uma com reserva de oportunidade, não acho prudente consumir todas as reservas de emergência, neste momento, destinando em aplicações financeiras. Não sabemos qual será a duração da quarentena e nem o impacto final sobre a economia. Ou seja, espero que não, mas a finalidade real da reserva de emergência pode se impor durante o ano. Não sejamos imprudentes!

Acabei prolongando um pouco o assunto, mas julgo que foi necessário. Meu objetivo não é criar pânico, apenas alertar e permitir melhor planejamento e proteção. Cuidem-se!

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=4t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, BBAS3, WEGE3, BRCR11 (0,52%), FCFL11 (0,55%), PQDP11 (0,58%), KNRI11 (0,43%), RNGO11 (0,48%), SAAG11 (0,72%), GGRC11 (0,53%), MXRF11 (0,80%), KNCR11 (0,39%), HGRE11 (0,42%), VISC11 (0,50%), HFOF11 (0,60%) e HGBS11 (0,50%). O momento tem sido bastante antagônico e delicado de avaliar. Os índices IBov e IFIX foram MUITO castigados no decorrer do mês – passamos por 6 circuit breaker no intervalo de uma semana. Ainda assim, por mais incrível que possa parecer, com descontos tão significativos, o momento é vantajoso para investidores de longo prazo. O rendimento da carteira surpreendeu positivamente e os dividendos dos principais fundos (quase todos) aumentou em função da forte desvalorização das cotas – início do pânico no mercado de capitais. Ao mesmo tempo que o momento preocupa, abre uma janela de oportunidade rara, permitindo aumentar as posições mais expressivamente e com grande desconto. É evidente que, no curto prazo e com os efeitos da quarentena horizontal, a cotação e o rendimento dos FIIs de shoppings (PQDP11, VISC11 e HGBS11) serão castigados. O fundo VISC11, por exemplo, estuda trabalhar com sua reserva financeira para oferecer algum rendimento aos cotistas no próximo mês. Vale lembrar que, com alguns shoppings fechados, determinados fundos não distribuirão rendimentos temporariamente. Conforme exposto, de maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, BBAS3 e WEGE3 (desta vez os rendimentos foram expressivos em ambos os ativos – nenhum deixou a desejar).

Até como investidor é difícil descrever a sensação do momento. Chega ser estranho avaliar. O rendimento da carteira foi excelente, mas a queda do valor de mercado da carteira impressionou (não foi pouco).”

Também não assustem com atrasos na distribuição de dividendos de alguns FIIs – os Fundos devem distribuir 95% do resultado semestral, porém não há obrigatoriedade na distribuição mensal! Então, é esperado que alguns fundos aguardem por um período maior para planejar sua distribuição corretamente.

Desta vez, não faz muito sentido comentar sobre os aportes mensais, pois aproveitei o pânico do mercado para rebalancear a carteira de renda variável. Fiz inúmeros aportes e em maior proporção. Tirando OIBR3 e PQDP11, aportei em praticamente todos os ativos que compõem a carteira.

Compreendo que poderia explorar a volatilidade de OIBR3, mas com tantos ativos de Blue Chips em “promoção” e dividendos generosos (oportunidade rara), preferi direcionar melhor os recursos disponíveis. É uma questão de avaliar preço e valor.

Aproveitei para reforçar posições em PETR3 e BBAS3. Até o mês de janeiro, não via como comprar um ou mais lotes naquela euforia do mercado. Estava apenas aguardando uma oportunidade para reforçar as posições contando com um preço mais justo.

Com a desvalorização dos principais ativos, estou avaliando também a possibilidade de reforçar posições no fundo PQDP11 – voltou a ficar atrativo.

Diante de tantas incertezas e forte volatilidade, também decidi não realizar operações de trade!

Saibam que não trabalho com reserva de oportunidade (não com este foco) e também não comprometi minha reserva de emergência. Apenas aproveitei o momento “caótico” para diminuir minha posição em um fundo DI que me desagradava faz algum tempo (performance e custos) para redistribuir em ativos mais promissores – aproveitando o momento de irracionalidade do mercado. Foi uma avaliação pessoal.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

Com o “início” da crise, a carteira de ações foi castigada de forma mais expressiva, mas aproveitei para rebalancear também.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

No início do ano, por estar atento ao movimento eufórico do mercado de capitais (comentei no resultado de dezembro), pensei em trabalhar com alguma proteção de carteira. Basicamente, isto poderia ser feito aportando ou migrando parte do dinheiro para opções mais seguras (como dólar, ouro e prata, por exemplo) ou realizando operações de hedge.

MAS, a verdade é que nenhuma destas alternativas é tão simples quanto parece ou vendem por aí!

Mover recursos para opções mais seguras só faz sentido para grandes fortunas ou caso façamos com muita antecedência. Agora seria o pior momento, pois teríamos que realizar prejuízo de um lado para comprar outros ativos mais seguros e supervalorizados naturalmente no outro lado – prejuízo certo. Aliás, aproveitando o assunto, também se iludiu quem apostou que as criptomoedas poderiam ser utilizadas como reserva de valor.

– Outra alternativa seria realizar operações de hedge, comprando PUTs (opções de venda) mesmo sem ter o interesse em exercer o direito; ou fazendo swing trade com contrato futuro de índice da bolsa brasileira – ou seja, vendendo WIN. A compra de uma opção PUT seria o equivalente a fazer um seguro dos ativos que compõem a carteira, mas, assim como qualquer outro seguro, teria um custo periódico, comprometendo a capacidade de aporte mensal. Já a venda do contrato futuro WIN poderia ser uma proteção interessante, porém pediria uma “garantia” alta e a volatilidade do índice vem se mostrando gigantesca (com GAPs de assustar) e impõe um nível risco que para muitos investidores seria inaceitável (caso mantiver a operação aberta por dias consecutivos).

Pois é, eu sei que agora, com o “caos” já estabelecido, fica fácil enxergar as possibilidades e oportunidades perdidas. Mas, sem uma bola de cristal, é MUITO difícil acertar estes momentos e as “manobras financeiras” disponiveis. Então, na maioria das vezes, para evitar prejuízos maiores, o melhor é manter os aportes regulares.

É evidente que o momento é oportuno e *QUEM PUDER* reforçar os aportes de forma mais expressiva, será beneficiado mais adiante. É o que tenho feito. Como holders, não estamos com prejuízo, basta não desesperar e manter nossas posições.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e o rendimento da carteira foi excelente.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de fevereiro (2020)

Mais um mês se encerra (atrasei para publicar o resultado), testando as convicções de alguns “aspirantes a Holder“. Depois de muito tempo de euforia, o mercado decidiu nos testar – definitivamente, não foi um mês fácil. No cenário político-econômico interno não há muita novidade; para variar continuamos com a imprensa tradicional concentrada em avaliar cada fala do atual presidente e ignora a “farra dos anteriores”. De forma geral, o mês foi marcado pelas incertezas geradas ao redor do mundo com a propagação do vírus Covid 19 (ou Coronavírus). Felizmente, não precisei lidar com imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

É impressionante o posicionamento da imprensa brasileira, diante do atual governo, analisando e questionando cada fala do presidente Bolsonaro como acontece em alguns sites de fofoca. Em termos macro, o desempenho do atual governo vem se mostrando eficiente, mas não significa que todas as medidas sejam as mais adequadas ou corretas. Há de se convir que existem pontos mais importantes e questionáveis, muitas vezes ignorados pela imprensa tradicional.

Nossa imprensa demonstra um viés ideológico muito forte. Não sei se a motivação real é ideológica ou econômica – não podemos esquecer que o atual governo cortou diferentes incentivos econômicos para este grupo. Percebam que pouco foi dito sobre a viagem dos ex-presidentes Lula e Dilma, com seus assessores, para a Europa. Inicialmente, pode parecer insignificante, mas são despesas descabidas e com dinheiro do contribuinte (é ainda mais absurdo quando lembramos que Lula foi condenado, em diferentes instâncias, pela justiça brasileira).

No entanto, os holofotes do mundo todo ficaram voltados para o Covid 19 (ou Coronavírus):

Incertezas na relação comercial entre a China (que já apresenta desaceleração econômica) e o resto do mundo deram início à um processo de pânico no mercado de capitais. Neste momento, é comum que investidores busquem proteção em ativos mais seguros (gerando fuga de capital), como é o caso do dólar, ouro e prata.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Desde o início do ano, inúmeras empresas divulgaram os balanços referentes ao 4T19.

A Itaúsa (ITSA3), por exemplo, anunciou um aumento do lucro líquido de 37,6% em comparação com o 4T18 e também sua distribuição de dividendos e JCP. O lucro líquido do grupo Fleury (FLRY3) apresentou crescimento de 12% em relação ao mesmo período no ano passado, anunciando a distribuição de dividendos (expressiva) no valor de R$ 0,62428363855 por ação. Aliás, aproveitando o assunto, contaremos com distribuição de rendimentos generosos para o mês de março de empresas como Itaúsa (ITSA3), Banco Itaú (ITUB3) e Banco do Brasil (BBAS3).

Das empresas que selecionei para compor minha carteira, também fui surpreendido positivamente pelos grupos Carrefour (CRFB3comprou 30 lojas da rede Makro) e Hypera (HYPE3 – que, no início março, fez a maior aquisição de sua história). Só lamento por não ter reforçado mais expressivamente minha posição em HYPE3 ao longo de 2019 – minha bola de cristal falhou (risos).

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=4t19

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, BBSE3, EZTC3, PETR3, BRCR11 (0,52%), FCFL11 (0,43%), PQDP11 (0,21%), KNRI11 (0,41%), RNGO11 (0,45%), SAAG11 (0,68%), GGRC11 (0,75%), MXRF11 (0,68%), KNCR11 (0,48%), HGRE11 (0,37%), VISC11 (0,46%), HFOF11 (0,54%) e HGBS11 (0,48%). Levando em consideração meu preço médio, o rendimento da carteira continua excelente. Em função do pânico no mercado de capitais, a projeção do rendimento para os próximos meses tende aumentar. E, conforme exposto no mês anterior, abri posição no fundo HFOF11. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, BBSE3, EZTC3 e PETR3 (os rendimentos mais expressivos foram de Petrobras-PETR3 e BB SeguridadeBBSE3).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITUB3 e HFOF11. O maior aporte foi para HFOF11 – como gostei do fundo, preferi reforçar a posição nele.

No final do mês, a Receita Federal liberou o software para preenchimento e entrega da Declaração de IR. Fiquem atentos com alguns fundos. Recebi, por e-mail, o informe de rendimentos do fundo GGRC1 (escriturador VORTX). O mesmo ocorreu com o fundo VISC11 (escriturador BRL Trust) – ponto positivo para BRL Trust que protegeu o acesso ao pdf com senha (os 4 primeiros números do CPF). Finalmente, está surgindo uma iniciativa para facilitar o acesso aos informes. Tanto o Itaú quanto a BTG Pactual também ofereceram opções de acesso eletrônico aos informes.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 104 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto aos trades…

Como iniciei o ano levando uma “surra” do mercado (operando mini índice), resolvi puxar o freio de mão e rever alguns procedimentos!

Faz algum tempo que não compartilho muita informação sobre o assunto e nem atualizações do robô APFTrend porque decidi focar na otimização do projeto visando maior segurança nas operações, bem como resultados mais consistentes. Portanto, sejam pacientes… Em breve compartilharei mais detalhes sobre esta empreitada.

Por outro lado, como holder, o resultado permanece surpreendente! 😉

No final do mês de fevereiro, os principais ativos do mercado de capitais foram castigados pelo movimento de pânico atual. Logo, o índice Ibov apresentou uma queda bastante expressiva – queda de 7%, na quarta feira, após o feriado de Carnaval.

De maneira geral, apesar do momento amargo para o mercado, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira. O rendimento da carteira, no mês de fevereiro, foi excelente e, de acordo com os valores provisionados pelo portal do CEI, o mês de março promete surpreender muito mais (esta é uma das vantagens do posicionamento como Holder).

Resumindo: momentos de pânico abrem uma janela de oportunidade rara para reforçar as posições comprando ativos DE QUALIDADE em promoção.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas que comento) envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando opções de investimentos e o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de outubro (2019)

Mais um mês se encerra e o ano está chegando ao fim. Aliás, o ano tem sido marcado por pequenas turbulências no cenário político-econômico, mas a verdade é que o país vem demonstrando um excelente resultado e o clima de otimismo prevalece. A evolução de minha carteira de investimentos (tanto renda fixa, como variável) surpreendeu bastante e, tirando algumas questões pessoais, não precisei lidar com grandes imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Para variar, a imprensa tradicional não se cansa de procurar pelo em ovo. No entanto, ao contrário do que pintam, os números atuais mostram uma recuperação econômica bastante significativa. Comparem os resultados oficiais do primeiro ano do governo Bolsonaro em relação ao governo Dilma.

Os números não mentem! 😉

Percebam que o Copom anunciou outro corte na taxa de juros (pela terceira vez consecutiva), reduzindo a taxa selic para 5%. É uma excelente notícia para a economia brasileira, porém acaba sendo um balde de água fria para muitos “rentistas”. Ainda assim, o mercado financeiro oferece inúmeras opções para manter o equilíbrio de nossos investimentos. No meu caso, por exemplo, fui beneficiado com as posições que mantenho na carteira de renda variável.

Outra noticia positiva foi a aprovação da reforma da previdência. E, para quem não compreendeu muito bem quais foram as mudanças, recomendo a leitura do seguinte artigo:
https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/10/22/reforma-da-previdencia-entenda-ponto-a-ponto-a-proposta-aprovada-em-2o-turno-no-senado.ghtml

Já, em relação ao cenário externo, quem surpreendeu negativamente foi a Argentina. Com a vitória de Alberto Fernández e Cristina Kirchner, nas eleições presidenciais, a Bolsa de Valores da Argentina iniciou um movimento de pânico, perdendo U$ 23,7 bilhões em valor de mercado em um único dia.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Nas últimas semanas do mês, algumas empresas divulgaram seus balanços!

O lucro da Hypera, por exemplo, cresceu 10%. Outra empresa, que acredito ter um futuro muito promissor e apresentou um excelente resultado foi a Weg, registrando aumento no lucro de 9,7%. Para minha surpresa, quem decepcionou um pouco foi a Ambev, registrando queda de 9,7% no lucro líquido.

Para obter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=3t19

Conforme exposto em resultados anteriores, fiz uma pequena “aposta” em OIBR3 (caráter especulativo) – é um risco que EU aceito, não é uma recomendação.

Por entender que a situação da empresa é muito delicada, não alterei (e nem pretendo) a posição em carteira. Neste mês surgiram algumas notícias favoráveis: “Além da aprovação da PLC 79, recentemente a ANATEL também anunciou a aprovação de nova oferta de compartilhamento de dutos da Oi“.

Também é importante ressaltar que a dívida da Oi é alta, mas a relação dívida bruta sobre patrimônio líquido está na casa de 0,65. Logo, um gestor sério e competente é capaz de mudar a realidade da empresa.

Especulações sobre o futuro da Oi não faltam… O jeito é aguardar! 😉

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de ITUB3, ITSA3, EZTC3, FLRY3, ODPV3, PETR3, BRCR11 (0,55%), FCFL11 (0,52%), PQDP11 (0,51%), KNRI11 (0,46%), RNGO11 (0,58%), SAAG11 (0,72%), GGRC11 (0,47%), MXRF11 (0,80%), KNCR11 (0,49%), HGRE11 (0,46%), VISC11 (0,74%) e HGBS11 (0,55%). Apesar da aparente queda de rendimento dos FIIs, o resultado da carteira continua excelente – “como a cotação dos principais fundos continua valorizando, é esperado uma projeção menor dos rendimentos atuais“. Acredito que o FLMA11 foi o fundo que mais chamou a atenção, encerrando o mês negociado acima de R$ 6 – já havia encerrado a posição antes e, mesmo com o preço “bastante acessível”, continuo entendendo que o ágio atual é impeditivo para novos aportes. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3, ITSA3, EZTC3, FLRY3, PETR3 e ODPV3 (o rendimento mais expressivo foi da Petrobras).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de EGIE3, FCFL11, BRCR11, KNCR11, MXRF11 e VISC11. Aproveitei o desdobramento do fundo FCFL11 para reforçar a posição. Desta relação, o maior aporte foi para EGIE3 e o menor para o fundo BRCR11.

Para quem tem interesse na Itaúsa, recomendo assistir o vídeo da Captalizo:

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov – em 105 mil pontos

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

O projeto está na 27 revisão, com previsão da 28 até domingo (03/11). O resultado do mês foi positivo, em aproximadamente R$ 236. Mas, apesar de positivo, o retorno foi baixo frente ao risco assumido. Estou fazendo ajustes de código para encontrar padrões de “falso-positivo” (sinais errados) e melhorar a parametrização do EA.

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e, por mais estranho que possa parecer, também com a evolução do robô de trades. O ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas) que comento envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

Resultado do mês de agosto (2019)

Encerramos o mês com números positivos para a economia brasileira, mas passamos por algumas turbulências no cenário político – a imprensa brasileira adora jogar lenha na fogueira. Em relação aos investimentos, o mês foi excelente (o rendimento da carteira surpreendeu). Felizmente, de maneira geral, não precisei lidar com imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Existia uma perspectiva negativa em relação ao PIB brasileiro que, caso se confirmasse, retornaríamos para um quadro de recessão técnica. Para nosso espanto e felicidade, o PIB do segundo trimestre superou as expectativas ao apresentar crescimento de 0,40% (1% a mais em relação ao trimestre do ano anterior).

Para reforçar um pouco mais o clima de otimismo, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínuo), o índice de desemprego (que continua alto) caiu de 12,5% para 11,8%. Parece pouco, mas estamos conferindo os primeiros sinais de recuperação econômica.

Outro acontecimento de grande impacto, foi o anúncio do interesse em privatizar 17 empresas brasileiras, dentre elas: “Correios, Eletrobras, Telebras, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev e outras“. Com este anúncio, as ações de empresas como Eletrobras (ELET) e Telebras (TELB) apresentaram forte valorização nas últimas semanas. Só com a privatização da Eletrobras, por exemplo, o Governo estima um aumento de receita de R$ 16 Bi.

A especulação foi impressionante, acompanhamos uma flutuação agressiva de TELB3 – de R$ 23,00 até R$ 500,00 por ação, porém fechando em R$ 150 (haja estômago). No meu caso, fiquei apenas observando a volatilidade de TELB3, pois a liquidez é relativamente baixa, o spread continua alto e seria necessário estar posicionado no ativo antes do anúncio.

Da lista de empresas apresentada pelo Governo, fiquei na dúvida se faz realmente sentido privatizar a Casa da Moeda – no caso das demais, entendo ser a melhor opção.

Mas, nem tudo são flores…

A imprensa brasileira não dá descanso ao Governo Bolsonaro e coloca uma lupa gigante sobre cada problema que surge, mesmo que sejam sistêmicos (causas “naturais”, por exemplo). É evidente que estou me referindo às queimadas na Amazônia. O problema tomou uma repercussão mundial, desproporcional e prejudicial para a imagem do Brasil – gerou, inclusive, atrito entre Brasil e França.

Para não prolongar desnecessariamente o assunto, publiquei um artigo mostrando diferentes pontos de vista:

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Mais algumas empresas divulgaram os balanços do segundo trimestre…

Pois é, o resultado foi bastante positivo para minha carteira. A EZTEC, por exemplo, divulgou um aumento do lucro líquido de 553% e fechou o mês sendo negociada perto de R$ 40,00 (uma forte valorização em 2019). A Petrobras também surpreendeu ao apresentar um aumento de 89% do lucro líquido.

Atualmente, muitos investidores estão apostando no turnaround (forte valorização, após reestruturação) de empresas como Via Varejo, Oi e Banco Inter. Infelizmente, a Via Varejo divulgou um prejuízo de R$ 154 milhões no 2T19. A situação mais estável e segura é do Banco Inter. Porém, dentre as opções, a assimetria que despertou maior interesse para especulações tem sido da Oi (obviamente, trata-se da opção mais arriscada).

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=2t19

Como o portal acionista.com.br passou a cobrar assinatura para exibir os balanços, passaremos a trabalhar com o financenews.com.br.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBSE3, BBAS3, ITSA3, ITUB3, GRND3, WEGE3, BRCR11 (0,410%), FCFL11 (0,508%), PQDP11 (0,381%), KNRI11 (0,482%), RNGO11 (0,576%), SAAG11 (0,722%), GGRC11 (0,500%), MXRF11 (0,585%), KNCR11 (0,614%), HGRE11 (0,447%), VISC11 (0,578%) e HGBS11 (0,558%). De maneira geral, após o pequeno ajuste realizado no mês passado, houve uma leve melhora na performance da carteira. Porém, a performance final do mês de agosto foi a melhor até o momento. Desta vez, o pior resultado ficou com o fundo PQDP11, porém, em relação ao meu preço médio, a rentabilidade permanece excelente – aliás, o fundo recuou para um preço mais justo e condizente com sua avaliação patrimonial, oferecendo melhor rendimento para os próximos meses. Além disto, tivemos a excelente notícia de que o fundo KNCR11 liberou o público-alvo, antes restrito apenas para investidores qualificados. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo MUITO (risos) reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBSE3, BBAS3, ITSA3, ITUB3, GRND3 e WEGE3 (o rendimento foi bastante expressivo – o Banco Itaú (por exemplo) pagou R$ 0,78 por ação).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de CRFB3, WEGE3, ITSA3, OIBR3 e VISC11. Desta relação, o maior aporte foi para WEGE3 e o menor para ITSA3.

Conforme colocado, abri posição na Oi, mas com objetivo especulativo (gostei da assimetria risco x retorno) – na imagem com a composição atual da carteira fica evidente que minha exposição ao risco é bastante saudável.

Como o rendimento da carteira foi significativamente maior, optei pela abertura de posição no Fundo FATOR Sinergia FIA. Vale lembrar que, no final de julho, também abri posição no Fundo Alaska Black Ações II.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

A performance do robô, no início do mês, foi positiva – imaginei ter encontrado um ponto de equilíbrio entre gain (lucro) e loss (prejuízo). Infelizmente, não durou muito. O “jogo” virou na última semana e terminei com prejuízo novamente.

É claro que tudo isto é feito com um planejamento que não prejudique o resultado final da carteira, bem como a capacidade de aportes.

Vale lembrar que estou trabalhando na 20 revisão do projeto, onde estou incluindo um número maior de validações para diminuir o tempo de exposição à operações mal sucedidas. Em breve atualizarei o projeto.

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

Atenção, o projeto ainda está em fase experimental

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e, por mais estranho que possa parecer, também com a evolução do robô de trades (apesar do resultado negativo que se repete). Ainda assim, o ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas – foi o mais expressivo desde o início do ano. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas) que comento envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!