Resultado do mês de julho (2018)

Por questões pessoais, não consegui finalizar o resultado na semana passada. Mas, agora estou “quase certo” de que nenhum mês será mais agitado que julho (risos). Estamos vivenciando um momento ímpar na história do país. O cenário político-econômico continua bastante turbulento e, quanto mais nos aproximamos das eleições, mais intenso se torna. Felizmente, o pessimismo na renda variável está perdendo força, embora ainda seja cedo para comemorar. Também não precisei lidar com grandes imprevistos e o mercado de capitais vem demonstrando otimismo novamente. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Por perceber um fluxo crescente de contas no instagram e visando maior proximidade com os seguidores, resolvi criar uma conta nele também. Espero que gostem!

Quanto às questões internas, é incrível como o poder público insiste em demonstrar pouca – para não dizer nenhuma – disposição em realizar sacrifícios em favor do equilíbrio das contas públicas. Pois é, o mês iniciou com a notícia de que a Câmara aprovou reajuste do salário-esposa dos servidores do Tribunal de Contas de SP. Como se não bastasse, o congresso derrubou veto a reajuste de servidores públicos para o ano que vem e a conta pode superar R$ 17 bilhões. E, sob inúmeras “justificativas”, deputados aprovaram uma brecha para liberar indicações políticas em estatais. Assim fica cada vez mais distante a conquista do superavit.

O que dizer então sobre a briga judicial, em pleno final de semana, pela liberdade de Lula? O caso foi para o STJ, que já negou mais de 143 pedidos de liberdade. Não importa sua visão sobre o assunto, isto é uma vergonha para o país. Infelizmente, parece que a cada passo à frente, damos dois para trás.

Aliás, neste mês houve uma reunião do Foro de São Paulo em Cuba. Em nossa fanpage compartilhei o vídeo da senadora Gleisi Hoffmann discursando sobre o evento e pedindo apoio para liberdade de Lula. Caso você desconheça as atividades do Foro de São Paulo, sugiro se informar o quanto antes.

Apesar de tudo, é possível encontrar luz no fim do túnel. A operação Lava Jato vem quebrando a certeza da impunidade e isto pode representar, mesmo que prematuramente, uma mudança de conduta para os próximos governantes. Até pouco tempo, seria impensável a possibilidade de conferir um ex-presidente preso, ou personalidades de grande influência, prestígio e poder sendo investigadas, com bens bloqueados e, em alguns casos, presas. O Eike Batista, por exemplo, foi condenado a 30 anos de prisão. A soltura de José Dirceu, apesar de questionável, não invalida tudo isto.

Não é de surpreender que a greve dos caminhoneiros prejudicou a apuração do resultado econômico do mês de junho. As exportações de carne de frango recuaram 30%. Outra consequência negativa foi a aceleração da inflação para o patamar de 1,26% (em junho). Mas, por ter sido um evento não recorrente, a tendência é diminuir nos próximos meses.

Também conferimos bastante agitação no cenário internacional. O Governo norte-americano tem criado um grande mal-estar nas relações comerciais com a China e União Europeia. A União Europeia chegou aprovar retaliação comercial – por sorte, no final do mês, conseguiram fechar um acordo para evitar uma guerra comercial.

Para entusiastas e simpatizantes dos ideais socialistas (não é meu caso), surgirá a chance de observar o desempenho do México nos próximos anos, mas não vale culpar o norte-americano por eventuais fracassos (este argumento já ficou maçante)!  😉

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo:

O mercado de renda variável voltou apresentar otimismo, com uma valorização de 8,88% do índice IBov. Dos ativos que mantenho em carteira, inúmeros apresentaram um balanço trimestral positivo, como o caso de Ambev (+9,7%), Atacadão/Carrefour (+39,4%), Hypera (+22,9%), Itaú Unibanco, (+3,8%), OdontoPrev (+16,9) e Petrobras (+3000%). Infelizmente, o pior resultado (negativo) foi da Grendene (-15,9%).

Para acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
http://www.acionista.com.br/agenda/agenda-e-resultados-das-cias.html

Quanto aos investimentos…

Realizei alguns ajustes em carteira visando melhorar o potencial de retorno financeiro. Também diminui a exposição à ativos de maior risco, como o FIGS11. Porém, encerrei posição apenas em PETRI20 (apurando um pequeno lucro). Em breve, seremos contemplados pelo desdobramento das ações do Banco Itaú (oferecerá um ganho de 50% de dividendos)

Recebi proventos de ABEV3, ITUB3ITSA3ODPV3, BRCR11 (0,368%), FCFL11 (0,556%), PQDP11 (0,481%), KNRI11 (0,646%), RNGO11 (0,675%), SAAG11 (0,741%), GGRC11 (0,72%), MXRF11 (1,031%), KNCR11 (0,589%), HGRE11 (0,662%) e FIGS11 (1,225%). De maneira geral, o desempenho dos FIIs foi superior se comparado com o mês anterior. Alguns acontecimentos marcaram o mês: “a negociação do fundo MFII11 foi suspensa sob suspeita de formação de pirâmide financeira e atividade irregular; e o fundo GGRC11 ofereceu maior rendimento em função da amortização. Apesar da pequena confusão com a distribuição dos rendimentos de GGRC11, fiquem tranquilos porque a distribuição será mantida no patamar atual. O rendimento da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ABEV3, ITUB3, ITSA3 e ODPV3 (pouco expressivo, em aproximadamente R$ 215,00).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de ITSA3, ODPV3, HGBS11, RNGO11 e FLMA11. Os maiores aportes foram para os fundos HGRE11 e HGBS11. Os demais aportes foram equilibrados e em uma proporção expressivamente inferior (ITSA3 foi o menor).

Realizei alguns ajustes em carteira e fechei a posição em PETRI20 – não precisei gerar DARF porque abati de prejuízo passado.

Ajuste em carteira: PQDP11, FIGS11 e HGBS11

Como ajudei minha namorada em seu projeto pessoal, minha capacidade de aporte foi menor. Comparado com outros meses, o giro financeiro continuou expressivo porque fiz um ajuste em carteira, diminuindo minha exposição em PQDP11 e FIGS11. Vendi algumas cotas, reduzindo minha exposição ao FIGS11 pela metade, e abri posição em HBGS11.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Felizmente, o mercado está dando uma trégua, abrindo espaço para o otimismo novamente. Conforme exposto logo no início, é possível perceber que inúmeras empresas apresentaram uma evolução significativa do lucro líquido no segundo trimestre (a Petrobras quem diga, risos), algo que contribuiu para a recuperação do índice IBov. É evidente que, em função das incertezas no cenário político-econômico, o ano continua prometendo fortes turbulências. Mantenha cautela. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de junho (2018)

Com tanta agitação, parece que o ano está passando em um piscar de olhos. As últimas semanas tem sido recheadas de emoções, com os jogos da copa do mundo e fortes turbulências no cenário político-econômico. Em relação à renda variável, é possível que tenhamos atingido o fundo e o momento pode ser oportuno para novos aportes – evidentemente, mantendo  a cautela. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

No cenário interno, alguns acontecimentos chamaram bastante atenção. O país está passando por um momento delicado, em que o governo encontra, além da forte rejeição da população, muita resistência para aprovar e ganhar aceitação para aprovar reformas emergenciais e essenciais…

Por um lado, o Estado impõe que a população precisa aceitar maior sacrifício, visando equilibrar as contas públicas (o deficit tem sido crescente nos últimos anos). Mas, por outro lado, ele mesmo não demonstra a mesma disposição. A Assembleia de SP, por exemplo, aprovou aumento do teto salarial de servidores, gerando impacto de R$ 909 milhões em quatro anos. Como se não fosse suficiente, recentemente,  o Judiciário vem pressionando o governo para aumentar os salários da magistratura – pois é, parece que vivem em uma realidade completamente a parte.

Neste mês, as atenções também foram voltadas ao STF. O primeiro acontecimento marcante foi o julgamento e absolvição da senadora Gleisi Hoffmann. Apesar das divergências de opinião, de acordo com inúmeras fontes, os argumentos utilizados foram fracos e, neste caso, o desfecho foi condizente com de um Estado Democrático de Direito. Até aqui, não há muito o que questionar. Porém, não parou por ai…

O julgamento do pedido de liberdade do ex-presidente Lula, no STF, estava marcado para o dia 26/06 (coincidentemente, um dia antes do jogo do Brasil). Mesmo depois da condenação unânime no TRF-4 e em segunda instância (ainda que acirrada, foi condenado pelo próprio STF), continuam questionando a arbitrariedade da condenação. Diante dos fatos, o ministro Fachin arquivou o pedido de liberdade do Lula. Evidentemente, a defesa do ex-presidente recorreu e conseguiu um novo julgamento para o mês de agosto, alegando não colocar em pauta sua elegibilidade. Será? Quando tudo parecia sob controle, a segunda turma do STF concebeu habeas corpus ao ex-ministro José Dirceu. A forma como todo processo de deu demonstra que possivelmente o ex-presidente seria solto também. Somos todos iguais perante a lei? Parece que alguns são mais iguais que outros.

Já no cenário internacional, a maior atenção ficou voltada para o aperto de mão histórico, em Singapura, entre o presidente Donal Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-Un. Algumas pessoas atribuem o mérito ao presidente norte-americano, mas, no meu entendimento, este desfecho se deu por influência da China. Aliás, a China já é a segunda maior economia do mundo, e tudo indica que o americano está ficando incomodado (risos) – basta ver os inúmeros conflitos comerciais.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo:

Por “incrível que pareça” (risos), diante de tantas incertezas, os investidores ficaram mais satisfeitos com a rejeição de Ciro Gomes, influenciando de alguma forma no enfraquecimento do ciclo de pânico no mercado de renda variável. Ainda é cedo para comemorar.

Depois de várias semanas em “queda livre”, o índice Ibov parece ter atingido seu fundo – durante o mês, o índice perdeu mais de 10.000 pontos. O mês encerra apurando uma queda de aproximadamente 6.5%. Conforme tratado em inúmeros artigos, o momento pode ser oportuno, pois os fundamentos das empresas permanecem positivos (em muitos casos, com balanço trimestral superior se comparado com do ano passado).

Felizmente, não precisei lidar com “imprevistos financeiros” e, por diferentes razões, minha capacidade de aporte foi maior. Apesar do momento de estresse (com mercado em pânico), a performance da carteira continua satisfatória. Neste mês, precisei emitir uma DARF de uma operação de day trade – a emissão foi automática via sistema IRPFBolsa.

Normalmente, só compartilho a variação de mercado de minha carteira no mês de dezembro. Porém, em função do pânico generalizado, incluirei a variação atual para fins de comparação.

Quanto aos investimentos…

Neste mês, apesar da forte queda, surgiram alguns eventos interessantes. As ações da Grendene foram desdobradas na proporção de 1:3 e Itaú SA ofereceu bonificação de 10% em ações preferências (tanto para detentores de PN como ON). Mesmo arcando com um pequeno prejuízo em uma operação com CALLs da Petrobras, consegui reverter o prejuízo fazendo uma operação de day trade com uma pequena parcela de PETR3 – com a saída de Pedro Parente da diretoria da Petrobras, aproveitei o momento para remunerar a carteira

Recebi proventos de BBAS3, ITUB3, BRCR11 (0,395%), FCFL11 (0,590%), PQDP11 (0,435%), KNRI11 (0,519%), RNGO11 (0,655%), SAAG11 (0,679%), GGRC11 (0,651%), MXRF11 (0,825%), KNCR11 (0,557%), HGRE11 (0,582%) e FIGS11 (1,126%). O desempenho de todos os FIIs foi superior, “com projeção ainda maior para o próximo mês“. Infelizmente, é claro que isto se deve ao fato da desvalorização das cotas. Em um primeiro momento assusta, mas abre uma janela de oportunidade rara. É possível encontrar um grande desconto em ativos de excelente qualidade. Ao contrário do que muitos imaginam, este é o melhor momento para reforçar as posições (não esperem pela valorização das cotas). Apesar das flutuações, o rendimento da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3 e ITUB3 (menos expressivo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de GRND3, ODPV3, PETRI20, RNGO11, BRCR11, KRNI11 e MXRF11. Os maiores aportes foram bem equilibrados entre ODPV3, GRND3 e RNGO11. Os demais também foram equilibrados, porém em menor volume. O lucro da operação de day trade com PETR3 foi expressivo e utilizei para reforçar algumas posições – a despesa com imposto foi pequena.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

– Vamos analisar, agora, a performance da carteira (preço médio x preço de mercado):

Papel Preço médio Preço mercado % Setor
ABEV3 18,70 17,98 -3,89 Consumo não Cíclico
BBAS3 18,88 28,65 51,69 Financeiro e Outros
BBSE3 27,80 24,46 -12,04 Financeiro e Outros
BRCR11 99,81 88,71 -11,12 Financeiro e Outros
CRFB3 15,36 15,01 -2,28 Consumo não Cíclico
EZTC3 15,52 16,13 3,90 Construção e Transporte
FCFL11 1607,05 1850,00 15,11 Financeiro e Outros
FIGS11 74,79 69,00 -7,75 Financeiro e Outros
GGRC11 122,13 121,5 -0,51 Financeiro e Outros
GRND3 6,93 7,92 14,17 Consumo Cíclico
HGRE11 138,86 120,8 -13,00 Financeiro e Outros
HYPE3 33,92 27,61 -18,61 Consumo não Cíclico
ITSA3 8,57 9,9 15,51 Financeiro e Outros
ITUB3 28,22 35,9 27,20 Financeiro e Outros
KNCR11 110,81 107,00 -3,43 Financeiro e Outros
KNRI11 145,71 142,49 -2,21 Financeiro e Outros
MXRF11 9,64 9,7 0,52 Financeiro e Outros
PETR3 9,35 19,42 107,48 Petróleo, Gás e Biocomb
PQDP11 1335,59 2960,00 121,57 Financeiro e Outros
RNGO11 84,55 79,98 -5,41 Financeiro e Outros
SAAG11 119,98 116,01 -3,31 Financeiro e Outros
ODPV11 13,79 13,07 -5,23 Consumo não Cíclico
ITSA4 6,53 9,04 38,43 Financeiro e Outros

É evidente que, comparado com dezembro de 2017, o resultado da carteira recuou bastante. Não é algo agradável de presenciar, no entanto a diferença entre o custo de aquisição e o valor de mercado permanece positiva. Logo, a evolução patrimonial continua crescente e a simples avaliação do preço médio não revela quanto foi aportado a partir dos proventos da própria carteira (que aumentam no decorrer do tempo). O que quero dizer é que, como holder, não podemos ficar emocionados com flutuações de curto prazo. Foquem nos fundamentos, o preço será mais relevante em operações de trade ou caso necessite encerrar alguma posição imediatamente.

Aliás, fiz uma avaliação do capital provisionado para julho e o rendimento será maior. Cada investidor deve agir de acordo com seus objetivos e entendimento. Em minha opinião, nada muda estrategicamente. Estou satisfeito com a carteira e aproveitarei o momento de pânico para reforçar minhas posições com volume de ativos superior. O momento pede cautela e sabedoria.

É preciso investir de forma consciente. A volatilidade que estamos conferindo, de certa maneira, já era esperada – a percepção da intensidade impressiona mais porque o mercado permaneceu eufórico por muito tempo e diferentes fatores (internos e externos, mencionados em diferentes oportunidades) influenciaram negativamente. Vale ressaltar que é preciso ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Mantenham a tranquilidade! 😉

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de fevereiro (2018)

Como o mês virou no meio da semana e fui surpreendido por problemas pessoais, preferi publicar o resultado mensal no primeiro final de semana de março. Tirando algumas surpresas desagradáveis (muita agitação), o mês foi excelente. O ano já começou turbulento e, conforme esperado, alguns eventos políticos tumultuaram bastante o mẽs de fevereiro. Portanto, sem muitas delongas, vamos aos resultados.

De maneira geral, para o brasileiro, o ano começa realmente depois do “feriado” de carnaval. O engraçado foi que, na semana seguinte, fiquei surpreso com o fluxo de carros na cidade. De imediato não entendi o que havia mudado para justificar aquilo. Não demorou muito e lembrei que o ano estava começando de fato – o fluxo voltou ao normal (risos).

No cenário político-econômico, o fato de maior repercussão foi, sem sombra de dúvidas, a autorização da Intervenção Federal no Rio de Janeiro. De certa forma, ainda que o Exército não tenha o poder de polícia (o que o coloca em grande desvantagem), vejo com bons olhos a medida, pois “inibe” a ação de criminosos. A situação do RJ está caótica. É melhor do que nada, mas não resolverá o problema. É uma questão bastante complexa. Para o Governo Federal, mesmo que neguem, também serviu como uma “saída honrosa” para a questão da Reforma da Previdência – dificilmente será votada (quanto mais aprovada) neste ano.

Em relação a Intervenção Federal, confiram a visão do General Heleno:

Controlar a onda de violência no país tem sido um desafio enorme. O mês também foi marcado por uma onda de crimes e violência no Ceará. Segundo a Reuters, “O governo federal enviou ao Ceará uma força-tarefa policial formada por homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para dar apoio técnico às forças de segurança locais em ações de combate ao crime organizado“.

O Governo Federal, na tentativa de melhorar a segurança pública, decidiu criar mais um Ministério (Ministério Extraordinário da Segurança Pública) estruturado de forma semelhante ao Ministério da Justiça. Na minha opinião, parece mais uma medida para “inglês ver” (resposta rápida) e gerará custos ainda maiores – para se te ideia, em 2017, o orçamento do Ministério da Justiça foi de R$ 13,4 bilhões.

No cenário internacional, o que causou maior impacto, levando a queda significativa do índice IBovespa no fim da semana, foi a afirmação de Donald Trump de que irá taxar a importação de aço.

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Em relação ao mercado, para “investidores mais arrojados” que especulam “ativos” de altíssimo risco (como criptomoedas ou “instituições” não regulamentadas), o mês causou bastante agitação (e continuará)…

Bitcoin continua apresentando volatilidade nunca vista em qualquer outra aplicação ou moeda. Alguns investidores até associam volatilidade de R$ 30.000,00 à correções de mercado. Os especialistas no assunto não exitam em demonstrar a eficiência e “segurança” da tecnologia (blockchain), mas ignoram (ou desprezam) as falhas graves que vem ocorrendo constantemente entre as entidades envolvidas no processo: “Neste mês, uma falha em uma exchange japonesa, permitiu a aquisição de criptomoedas de graça“. Os movimentos de euforia e pânico estão sendo constantes (risos). A Alemanha, por exemplo, legalizou as criptomoedas e passou a reconhecer o Bitcoin como meio de pagamento – certamente influenciará em um movimento de euforia. Raramente o investidor amador sabe lidar com este tipo de situação. Seja como for, prefiro ficar apenas observando (meu foco é outro).

– De acordo com o site Exame, “A empresa de fomento mercantil, ou factoring, Maximus Digital, que havia assumido os negócios da Alcateia Investimentos e seus 50 mil investidores, anunciou que está desfazendo o negócio e encerrando as atividades“. Ou seja, a empresa fechou e deixou 50 mil investidores no prejuízo. No ano passado fiz um alerta sobre os riscos. Infelizmente, a ganância nos cega facilmente.

Felizmente, não precisei lidar com grandes imprevistos financeiros. No entanto, tive gastos adicionais para encerrar a operação de venda coberta e aquisição de uma câmera nova e tripé para gravação de vídeos (até então, vinha filmando com a câmera frontal do celular). Também tive mais alguns gastos com uma viagem no “feriado” de carnaval e outras questões pessoais. Em relação a operação de venda coberta, farei um vídeo explicando melhor como funciona e os riscos – pode valer a pena se entendermos que, neste caso, trata-se de uma estratégia de trade para remuneração de carteira (não há como acertar sempre).

Quanto aos investimentos…

Com tantos acontecimentos de grande impacto no cenário político-econômico, a evolução da carteira continua bastante expressiva. Mas, volto a afirmar: estejam preparados para lidar com forte volatilidade. Como holder, segue o jogo (simples assim).

Recebi proventos de ITUB3, ABEV3, BRCR11 (0,470%), FCFL11 (0,477%), PQDP11 (0,450%), KNRI11 (0,383%), RNGO11 (0,578%), SAAG11 (0,658%), GGRC11 (0,528%), MXRF11 (0,626%), KNCR11 (0,626%), HGRE11 (0,533%) e FIGS11 (0,873%). O desempenho dos FIIs permanece estável. O pior resultado foi do fundo KNRI11, porém foi devido ao adiantamento de R$ 0,20 por cota feito no mês de janeiro. O rendimento mensal da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e ABEV3 (pouco expressivo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de CRFB3, KNRI11, FIGS11 e BRCR11. Passei sufoco com a operação de venda coberta e quase “não consegui” fechar a tempo. Logo, visando encerrar a operação com prejuízo pequeno, antecipei a compra das opções BBASB78 ao preço de R$ 0,78 – a princípio, como 2018 promete grande volatilidade (pelas incertezas no cenário político) e a possibilidade de ser exercido não é aceitável, decidi não incluir este tipo de operação durante o ano. O menor aporte foi para o fundo FIGS11 e o maior para KNRI11. Exceto pelo fundo FIGS11, a distribuição foi bastante equilibrada. Novamente, por diferentes razões, minha capacidade de aporte foi limitada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

O movimento eufórico do mercado ainda prevalece. O resultado negativo, no encerramento da semana, foi em função da possível taxação de aço anunciada por Trump. Até pouco tempo, existia grande expectativa em relação a Reforma da Previdência, mas a Intervenção Federal no RJ ofereceu um “tempo maior” (trégua). Particularmente, devido a tantas incertezas, acredito que presenciaremos fortes turbulências. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Ambev: lucro cai 10% (para R$ 12 bi)

Infelizmente, com a divulgação do resultado anual (queda do lucro líquido em aproximadamente 10%), as ações da Ambev encerraram em baixa de 3,91%.

Segundo a ADVFN, “A Ambev divulgou hoje pela manhã o resultado de suas operações anuais. Em 2016, a companhia viu seu lucro líquido ajustado cair 9,7%, para R$ 11,94 bilhões, com queda nos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, maiores despesas financeiras com proteções cambiais e despesa adicional sem efeito caixa referente à opção de venda associada ao seu investimento na República Dominicana. A queda no resultado foi parcialmente compensada por uma alíquota efetiva de imposto de renda mais baixa. O lucro por ação ajustado no ano foi R$ 0,75“.

Dezenove Regras Operacionais Para Se Tornar Um Vencedor

Recebi, há poucos dias, um pdf de um amigo com a tradução das “Dezenove regras operacionais para se tornar um vencedor” (de Martin J. Pring). O texto é muito bom.

Segue, logo abaixo, o link para download:
Dezenove Regras Operacionais para se Tornar um Vencedor (Martin J. Pring)

Gostei do texto, mas acredito que a quarta regra (Compre Baixo e Venda Alto) é bastante questionável. O Bastter questiona isto frequentemente, pois cria um conflito no posicionamento como Holder ou Trader. Um Holder não opera cotação.

Cada investidor pode atuar como preferir, mas é fundamental compreender as diferenças e conhecer as estratégias envolvidas em cada caso. É fácil afirmar que não devemos operar com emoção. No entanto, ironicamente, os momentos mais expressivos de alta ou baixa são marcados por excesso de emoção – pânico na baixa e euforia na alta (risos). O vídeo anterior esclarece muito bem estas questões.

Para reforçar a compreensão, leiam o seguinte artigo:
http://blog.kanitz.com.br/iludidos-pelo-acaso/