Resultado do mês de fevereiro (2018)

Como o mês virou no meio da semana e fui surpreendido por problemas pessoais, preferi publicar o resultado mensal no primeiro final de semana de março. Tirando algumas surpresas desagradáveis (muita agitação), o mês foi excelente. O ano já começou turbulento e, conforme esperado, alguns eventos políticos tumultuaram bastante o mẽs de fevereiro. Portanto, sem muitas delongas, vamos aos resultados.

De maneira geral, para o brasileiro, o ano começa realmente depois do “feriado” de carnaval. O engraçado foi que, na semana seguinte, fiquei surpreso com o fluxo de carros na cidade. De imediato não entendi o que havia mudado para justificar aquilo. Não demorou muito e lembrei que o ano estava começando de fato – o fluxo voltou ao normal (risos).

No cenário político-econômico, o fato de maior repercussão foi, sem sombra de dúvidas, a autorização da Intervenção Federal no Rio de Janeiro. De certa forma, ainda que o Exército não tenha o poder de polícia (o que o coloca em grande desvantagem), vejo com bons olhos a medida, pois “inibe” a ação de criminosos. A situação do RJ está caótica. É melhor do que nada, mas não resolverá o problema. É uma questão bastante complexa. Para o Governo Federal, mesmo que neguem, também serviu como uma “saída honrosa” para a questão da Reforma da Previdência – dificilmente será votada (quanto mais aprovada) neste ano.

Em relação a Intervenção Federal, confiram a visão do General Heleno:

Controlar a onda de violência no país tem sido um desafio enorme. O mês também foi marcado por uma onda de crimes e violência no Ceará. Segundo a Reuters, “O governo federal enviou ao Ceará uma força-tarefa policial formada por homens da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança para dar apoio técnico às forças de segurança locais em ações de combate ao crime organizado“.

O Governo Federal, na tentativa de melhorar a segurança pública, decidiu criar mais um Ministério (Ministério Extraordinário da Segurança Pública) estruturado de forma semelhante ao Ministério da Justiça. Na minha opinião, parece mais uma medida para “inglês ver” (resposta rápida) e gerará custos ainda maiores – para se te ideia, em 2017, o orçamento do Ministério da Justiça foi de R$ 13,4 bilhões.

No cenário internacional, o que causou maior impacto, levando a queda significativa do índice IBovespa no fim da semana, foi a afirmação de Donald Trump de que irá taxar a importação de aço.

Confiram os principais números e acontecimentos sacudiram o país e o mundo:

Em relação ao mercado, para “investidores mais arrojados” que especulam “ativos” de altíssimo risco (como criptomoedas ou “instituições” não regulamentadas), o mês causou bastante agitação (e continuará)…

Bitcoin continua apresentando volatilidade nunca vista em qualquer outra aplicação ou moeda. Alguns investidores até associam volatilidade de R$ 30.000,00 à correções de mercado. Os especialistas no assunto não exitam em demonstrar a eficiência e “segurança” da tecnologia (blockchain), mas ignoram (ou desprezam) as falhas graves que vem ocorrendo constantemente entre as entidades envolvidas no processo: “Neste mês, uma falha em uma exchange japonesa, permitiu a aquisição de criptomoedas de graça“. Os movimentos de euforia e pânico estão sendo constantes (risos). A Alemanha, por exemplo, legalizou as criptomoedas e passou a reconhecer o Bitcoin como meio de pagamento – certamente influenciará em um movimento de euforia. Raramente o investidor amador sabe lidar com este tipo de situação. Seja como for, prefiro ficar apenas observando (meu foco é outro).

– De acordo com o site Exame, “A empresa de fomento mercantil, ou factoring, Maximus Digital, que havia assumido os negócios da Alcateia Investimentos e seus 50 mil investidores, anunciou que está desfazendo o negócio e encerrando as atividades“. Ou seja, a empresa fechou e deixou 50 mil investidores no prejuízo. No ano passado fiz um alerta sobre os riscos. Infelizmente, a ganância nos cega facilmente.

Felizmente, não precisei lidar com grandes imprevistos financeiros. No entanto, tive gastos adicionais para encerrar a operação de venda coberta e aquisição de uma câmera nova e tripé para gravação de vídeos (até então, vinha filmando com a câmera frontal do celular). Também tive mais alguns gastos com uma viagem no “feriado” de carnaval e outras questões pessoais. Em relação a operação de venda coberta, farei um vídeo explicando melhor como funciona e os riscos – pode valer a pena se entendermos que, neste caso, trata-se de uma estratégia de trade para remuneração de carteira (não há como acertar sempre).

Quanto aos investimentos…

Com tantos acontecimentos de grande impacto no cenário político-econômico, a evolução da carteira continua bastante expressiva. Mas, volto a afirmar: estejam preparados para lidar com forte volatilidade. Como holder, segue o jogo (simples assim).

Recebi proventos de ITUB3, ABEV3, BRCR11 (0,470%), FCFL11 (0,477%), PQDP11 (0,450%), KNRI11 (0,383%), RNGO11 (0,578%), SAAG11 (0,658%), GGRC11 (0,528%), MXRF11 (0,626%), KNCR11 (0,626%), HGRE11 (0,533%) e FIGS11 (0,873%). O desempenho dos FIIs permanece estável. O pior resultado foi do fundo KNRI11, porém foi devido ao adiantamento de R$ 0,20 por cota feito no mês de janeiro. O rendimento mensal da carteira permanece excelente, e foi reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de ITUB3 e ABEV3 (pouco expressivo).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de CRFB3, KNRI11, FIGS11 e BRCR11. Passei sufoco com a operação de venda coberta e quase “não consegui” fechar a tempo. Logo, visando encerrar a operação com prejuízo pequeno, antecipei a compra das opções BBASB78 ao preço de R$ 0,78 – a princípio, como 2018 promete grande volatilidade (pelas incertezas no cenário político) e a possibilidade de ser exercido não é aceitável, decidi não incluir este tipo de operação durante o ano. O menor aporte foi para o fundo FIGS11 e o maior para KNRI11. Exceto pelo fundo FIGS11, a distribuição foi bastante equilibrada. Novamente, por diferentes razões, minha capacidade de aporte foi limitada.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado“.

O movimento eufórico do mercado ainda prevalece. O resultado negativo, no encerramento da semana, foi em função da possível taxação de aço anunciada por Trump. Até pouco tempo, existia grande expectativa em relação a Reforma da Previdência, mas a Intervenção Federal no RJ ofereceu um “tempo maior” (trégua). Particularmente, devido a tantas incertezas, acredito que presenciaremos fortes turbulências. Vale ressaltar que é importante ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo).

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Ambev: lucro cai 10% (para R$ 12 bi)

Infelizmente, com a divulgação do resultado anual (queda do lucro líquido em aproximadamente 10%), as ações da Ambev encerraram em baixa de 3,91%.

Segundo a ADVFN, “A Ambev divulgou hoje pela manhã o resultado de suas operações anuais. Em 2016, a companhia viu seu lucro líquido ajustado cair 9,7%, para R$ 11,94 bilhões, com queda nos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, maiores despesas financeiras com proteções cambiais e despesa adicional sem efeito caixa referente à opção de venda associada ao seu investimento na República Dominicana. A queda no resultado foi parcialmente compensada por uma alíquota efetiva de imposto de renda mais baixa. O lucro por ação ajustado no ano foi R$ 0,75“.

Dezenove Regras Operacionais Para Se Tornar Um Vencedor

Recebi, há poucos dias, um pdf de um amigo com a tradução das “Dezenove regras operacionais para se tornar um vencedor” (de Martin J. Pring). O texto é muito bom.

Segue, logo abaixo, o link para download:
Dezenove Regras Operacionais para se Tornar um Vencedor (Martin J. Pring)

Gostei do texto, mas acredito que a quarta regra (Compre Baixo e Venda Alto) é bastante questionável. O Bastter questiona isto frequentemente, pois cria um conflito no posicionamento como Holder ou Trader. Um Holder não opera cotação.

Cada investidor pode atuar como preferir, mas é fundamental compreender as diferenças e conhecer as estratégias envolvidas em cada caso. É fácil afirmar que não devemos operar com emoção. No entanto, ironicamente, os momentos mais expressivos de alta ou baixa são marcados por excesso de emoção – pânico na baixa e euforia na alta (risos). O vídeo anterior esclarece muito bem estas questões.

Para reforçar a compreensão, leiam o seguinte artigo:
http://blog.kanitz.com.br/iludidos-pelo-acaso/

Resultado do mês de Dezembro (2016)

O ano está encerrando e passamos por fortes turbulências, resultante do “processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, operação Lava Jato, Brexit, eleição presidencial norte-americana e etc”. Haja emoção (risos)! O atual governo apresentou medidas polêmicas (algumas extremamente impopulares), mas acredito que está em concordância com estudos dos principais economistas brasileiros quanto a retomada do crescimento econômico. Porém, não é algo simples ou rápido. Dificilmente colheremos frutos já em 2017. Para investidores, o ano de 2016 ofereceu grandes oportunidades (seja em renda fixa ou variável) e ainda existe uma janela de oportunidades bastante interessante para o próximo.

As mudanças no cenário político e econômico geraram expectativa positiva e o índice Ibovespa encerrou o ano com alta de 39%. E, em função da elevada taxa de juros, investimentos em renda fixa também ofereceram oportunidades raríssimas. Particularmente, optei por concentrar os novos aportes em Fundos Imobiliários e Ações. A única operação que realizei, em renda fixa, foi a troca de fundo DI (no mesmo Banco).

Neste ano, algumas medidas fundamentais e impopulares foram tomadas, como o caso da PEC 241 e proposta de reforma da Previdência. O governo também apresentou um pacote de medidas econômicas, visando aumentar a produtividade, reduzir os juros para o consumidor final e diminuir a burocracia. Para aquecer a economia, o governo liberou o resgate total de contas inativas do FGTS e lançou uma proposta de reforma trabalhista, beneficiando inúmeros brasileiros diretamente. Infelizmente, o índice de desemprego continua crescente e, no curto prazo, não há sinais de reversão. Medidas importantes estão sendo tomadas, mas, provavelmente, serão perceptíveis apenas em 2018.

Os ventos estão mudando de direção, no entanto a crise ainda é uma dura realidade. A diminuição da inflação, por exemplo, se deve, em parte, pela perda do poder de consumo da população. Ou seja, ainda não há um sinal claro de recuperação. Não estou sendo pessimista ao afirmar isto, estou apenas apontando aspectos que podemos “explorar” para o próximo ano. Aliás, aproveitem a liberação do resgate total do FGTS (contas inativas) para quitar (ou negociar) suas dívidas ou aproveitem a oportunidade para investir – o calendário será liberado no mês de fevereiro.

Quanto aos investimentos…

Por esquecimento, perdi a data de renovação da assinatura do relatório de Microcaps da Empiricus. Assinei por dois anos seguidos e aprendi bastante. Porém, não estou certo de que o custo x benefício seja realmente compensador. O relatório é caro e o índice de acerto (ou eficiência) é um tanto questionável. Continuo assinando o relatório de Fundos Imobiliários e pretendo renovar por mais um ano. Em breve, compartilharei maiores detalhes sobre minha experiência com a Empiricus.

Já estou operando pela corretora Rico e em janeiro solicitarei a transferência da custódia da MyCAP também.

Recebi proventos de ABEV3, BBAS3, ITUB3, BRCR11 (0,787%), FCFL11B (0,629%), PQDP11 (0,551%), KNRI11 (0,662%), RNGO11 (0,835%), SAAG11 (0,723%), TRXL11 (1,011%), FVBI11B (0,634%), XPGA11 (1,084%), KNCR11 (0,885%), EDGA11B (0,615%) e HGRE11 (0,797%). O desempenho dos FIIs tem sido bastante estável, e o pior resultado foi do fundo PQDP11. Vale lembrar que o rendimento do fundo TRXL11 não é recorrente – o pagamento da multa devida pela empresa 2 Alianças contribuiu com o rendimento superior deste mês. O rendimento final da carteira foi reforçado com o pagamento de JCP (Juros sobre Capital Próprio) de ABEV3 e BBAS3.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de IVVB11, ABEV3, ITSA3, BRCR11, KNRI11 e KNCR11. O menor aporte foi para o fundo KNCR11, nos demais a distribuição foi equilibrada. Aproveitei a desvalorização de ABEV3 para reforçar minha posição. Incluí à carteira algumas cotas do ETF que reflete o índice Americano S&P500 (IVVB11) – não requer mais perfil qualificado.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Para demonstrar mais detalhadamente a “evolução” da carteira, compartilharei o resultado do ganho por ativo (em relação ao preço médio):

Papel Preço médio Preço mercado % Setor
ABEV3 18,68 16,45 -11,97 Consumo não Cíclico
AGRO3 12,18 11,2 -8,09 Financeiro e Outros
BBAS3 17,07 28,1 64,61 Financeiro e Outros
BBSE3 27,52 28,38 3,09 Financeiro e Outros
BRCR11 99,53 95,5 -4,03 Financeiro e Outros
CARD3 3,46 4,97 43,43 Bens Industriais
EDGA11B 64,40 51,9 -19,42 Financeiro e Outros
EZTC3 13,00 15,8 21,48 Construção e Transporte
FCFL11B 1289,91 1780 37,99 Financeiro e Outros
FESA4 7,00 7,81 11,51 Materiais Básicos
FVBI11B 73,74 88,95 20,61 Financeiro e Outros
GRND3 17,90 17,75 -0,88 Consumo Cíclico
HGRE11 1282,68 1250 -2,54 Financeiro e Outros
ITSA3 7,89 8,09 2,44 Financeiro e Outros
ITUB3 25,28 30,99 22,54 Financeiro e Outros
IVVB11 79,87 76,41 -4,33 Financeiro e Outros
KNCR11 111,77 113,95 1,94 Financeiro e Outros
KNRI11 134,42 144 7,12 Financeiro e Outros
PETR3 9,35 17,3 84,83 Petróleo, Gás e Biocomb
PQDP11 1335,59 1999,99 49,74 Financeiro e Outros
PTBL3 2,61 2,09 -20,07 Construção e Transporte
RNGO11 75,67 79,99 5,70 Financeiro e Outros
SAAG11 97,78 118,49 21,16 Financeiro e Outros
TRXL11 67,88 58,49 -13,84 Financeiro e Outros
XPGA11 87,39 99,5 13,84 Financeiro e Outros

Observando a tabela acima, tornam-se evidentes os benefícios da diversificação. Porém, não se engane com uma simples análise isolada do ganho em relação ao preço médio. Apesar da Grendene (GRND3) encerrar com queda de 0,88%, por exemplo, os dividendos ou JCP distribuídos pela empresa converteram o resultado em lucro (não exibido na tabela). Daí a razão do Bastter sempre repetir que, para o holder, preço de compra não importa. No longo prazo, o preço médio real tende a zero – alguns aportes serão feitos com a remuneração da própria carteira.

Desde o início do mês, a tendência de alta da Bolsa de Valores perdeu força devido ao “estresse do mercado” (expectativa gerada com a vitória de Trump, por exemplo), levando a uma forte volatilidade. Ainda assim, o IBovespa encerrou o ano com alta de 39% (melhor resultado desde 2009).

Fiquei um pouco “surpreso” com a desvalorização das ações da Ambev, mas vejo como uma excelente oportunidade para novas entradas, visto que não há fundamentos que sustentem a queda.

Conforme exposto, a carteira apresentou um excelente resultado e continua superando minha expectativa. No entanto, é preciso ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de uma tendência de alta, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

Resultado do mês de setembro (2016)

O mês de setembro encerrou com resultados interessantes, principalmente para Petrobras (que anunciou um plano de remuneração aos acionistas). O cenário de otimismo prevalece e o resultado de minha carteira de renda variável continua positivo. Em relação a renda fixa, os rendimentos de minhas aplicações DI continuam excelentes – rendimento superior a 13% ao ano e taxa de administração de 1%.

Estou bastante satisfeito.

Felizmente, não fui surpreendido com gastos adicionais e algumas despesas (com dentista, por exemplo) encerraram no mês anterior (agosto). Por outro lado, as parcelas do seguro de meu carro iniciaram neste mês – são quatro parcelas, no valor de R$ 365,59 cada (trata-se de um gasto necessário e indispensável). Comparado ao anterior, neste mês não contei com pagamento de serviços adicionais e o volume de dinheiro disponível para aportes foi um pouco menor.

Recebi proventos de BBAS3, ITUB3, SNSL3, BRCR11 (0,839%), FCFL11B (0,610%), PQDP11 (0,633%), KNRI11 (0,681%), RNGO11 (0,836%), SAAG11 (0,738%), TRXL11 (0,588%), FVBI11B (0,879), XPGA11 (1,006%), EDGA11B (0,560%) e KNCR11 (1,084%). O Banco do Brasil pagou R$ 0,12665 por papel (JCP) e Senior Solutions S.A. pagou R$ 0,11225 (JCP). Incluí a rentabilidade dos FIIs a título de curiosidade apenas. Vale lembrar que a rentabilidade exibida é proporcional a cotação do ativo. Então, tome cuidado com a avaliação focada em rendimentos.

O fundo PQDP11, por exemplo, aparenta uma rentabilidade baixa (0,636%) em função da forte valorização no preço de suas cotas. Logo, continua sendo um excelente fundo para quem já está posicionado há mais tempo. Infelizmente, com uma cotação tão salgada, o fundo não está muito atrativo para novas entradas (aí sim, a rentabilidade seria baixa realmente). No meu caso, mantenho a posição inalterada. O fundo continua pagando muito bem e não tenho interesse em negociar as cotas que tenho.

Por outro lado, fundos como TRXL11 e EDGA11B apresentaram rendimentos horríveis, pois, além do baixo rendimento conferido, o preço das cotas caiu consideravelmente nos últimos meses. Portanto, o rendimento final foi pior do que aparenta – reflexo de uma alta taxa de vacância. Da carteira, são os únicos ativos em que o resultado está abaixo de minha expectativa. Como diria o Bastter, “o sinal de alerta foi ativado“. O jeito é “colocar em quarentena” e “acompanhar a evolução no ano“. Ainda assim, não vejo motivo para desespero. Os riscos dos FIIs são inerentes ao mercado de imóveis (é cíclico). Por esta razão, mantenho minha posição inalterada, sem realizar novos aportes nestes fundos.

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações ou cotas de ABEV3, BBAS3, BRCR11, SAAG11 e EZTC3. Fiz um aporte maior para ABEV3, BRCR11 e BBAS3. Os demais ativos comprei com o rendimento da carteira – em menor proporção, pois o rendimento de setembro foi menos expressivo. O valor de mercado desta carteira continua excelente.

Para finalizar, reduzi minha exposição em PETR3, encerrando a posição mantida na carteira “separada para capital alocado à risco” (contém uma pequena seleção de Small Caps ou “Micro Caps”, como SGPS3 e CARD3). Mas, continuo seguindo uma estratégia de B&H. Para uma melhor compreensão, explicarei quais foram os critérios que levaram a esta operação. Há alguns meses atrás, ignorei certos alertas (ou recomendações) da Empiricus e preferi alocar mais recursos em PETR3 e PETR4. Entendi que o potencial de valorização era muito mais atrativo. E foi o melhor resultado que obtive. No entanto, mantive a posição na corretora Gradual inalterada (visão de sócio). A operação foi vantajosa e, com o lucro da venda, comprei mais cotas do FII KNCR11.

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

carteira-09-2016

A valorização da carteira continua crescente e o resultado tem superado minha expectativa. No entanto, é preciso ter consciência que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de uma tendência de alta, os papeis não se movimentam em linha reta.

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.