Combatendo a ansiedade: Invista primeiro em você!

Como diria o personagem da Escolinha do Professor Raimundo, “Paulo Cintura“: “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa!

Costumo escrever sobre educação financeira e compartilho dicas ou experiências que demonstram como podemos extrair o melhor de cada momento e de nós mesmos. De maneira geral, o objetivo do blog é este. Tenho conquistado quase tudo que desejo, seja profissional, financeira ou pessoalmente. Mas, também não posso negar que vinha falhando, por muito tempo, no combate de uma fraqueza limitante: “a ansiedade“.

Nestas férias, resolvi dar uma atenção especial a isto! 😉

Como as doenças da alma já são consideradas o mal do século, acho justo tratar o assunto com a seriedade que merece, demonstrando a importância de aceitar o problema e buscar uma solução realmente efetiva. Parece inacreditável, mas até o ator Robert Downey Jr. (do filme Homem de Ferro) já revelou que sofre de ansiedade e tem dificuldade para controlar. Aliás, se você assistiu o terceiro filme, talvez tenha notado que eles abordaram o assunto rapidamente no filme (curioso):

Existem diferentes formas e graus de ansiedade, algo que pode confundir e dificultar na aceitação do problema.

No meu caso, a ansiedade sempre esteve presente (desde criança), mas a intensidade era menor e eu acreditava que, com o avanço da idade (amadurecendo), teria maior facilidade para lidar com ela. Ledo engano. Foi justamente o inverso. Não só não diminuiu, como também ampliou tanto a resposta física como os gatilhos para *crises de ansiedade* (situações de expectativa). Para muitas pessoas, pode parecer besteira ou falta de uma ocupação de verdade (trabalho) – principalmente porque, diferente de outras doenças, não é visível. Existe um certo preconceito, até mesmo por parte de quem passa por isto. Em um primeiro momento, não faz sentido e a tendência é negar. Adiar, não resolve.

No ano passado, comentei sobre minhas férias em Gramado. Aliás, foi uma experiência incrível e bastante prazerosa (pretendo retornar). Ainda assim, a minha ansiedade pegou carona (não ficou de fora). As pessoas normalmente associam a ansiedade a um medo racional, mas, muitas vezes, não é. Nas poucas vezes em que viajei de avião, sempre considerei uma experiência agradável e também prazerosa – nunca entendi porque algumas pessoas tem medo da decolagem e aterrissagem. Não tenho, e nunca tive, medo de viajar de avião e nem medo de altura. Para o meu azar, bastou processar “esta informação”, enquanto aguardava a decolagem, e bingo: “as mãos começaram suar, o batimento cardíaco subiu rapidamente, senti rigidez imediata de vários músculos (suficiente para ficar cansado) e tive um mal estar enorme”. São sinais claros de quem sofre com crises de ansiedade. Pronto, “mais um gatilho registrado”. Depois deste dia, tive a certeza de que precisava de uma atitude mais firme e consistente. Pois é, mesmo tendo clareza do que acontece, é difícil aceitar. Posterguei bastante. Até porque minha ansiedade sempre dependeu de “gatilhos muito específicos” – parece que não limita tanto.

Poucas semanas depois (quando retornei de Gramado), consultei com o Dr. Google (risos) e, buscando uma alternativa natural, resolvi praticar alguns exercícios físicos e experimentar os Florais Bach. Pelo menos o meu condicionamento físico está cada vez melhor (um benefício imediato e será preservado). Talvez, no estágio inicial ou diante de crises de menor intensidade, o uso contínuo dos florais surta um efeito mais “visível” ou “preventivo”. A minha namorada também experimentou e gostou, mas a intensidade da ansiedade dela é menor e perfeitamente controlável. Sinceramente, achei o preço bastante salgado e não vi o resultado que esperava. No meu caso, serviu apenas para adiar o inevitável e óbvio.

Mesmo assim, o mais interessante é que investimentos em renda variável podem mexer muito com a ansiedade das pessoas, mas, no meu caso, não interfere em absolutamente nada – é como se não existisse. Ainda bem (risos)!

É difícil descrever a sensação provocada durante as crises, não desejo para “quase ninguém” – só para quem acha que é frescura (risos). Brincadeiras à parte, apenas quem já sentiu na pele é capaz de mensurar a intensidade e dificuldade existente. Felizmente, o meu caso não é dos piores porque não acontece aleatoriamente – depende dos malditos gatilhos, que estão aumentando.

Decidi romper a inércia e mudar de atitude, pois “não podemos esperar por resultados diferentes, se fizermos tudo sempre igual“. Eu precisava resolver esta pendência. No segundo dia de férias, marquei uma consulta com um psiquiatra. A consulta costuma ser cara, mas não faz sentido poupar em algo que é básico, essencial, afeta diretamente na qualidade de vida e permite evoluir como pessoa. Logo, é um investimento pessoal de grande valor.

Achei interessante compartilhar esta experiência para demonstrar a importância e o impacto que pequenas (ou simples) atitudes são capazes de proporcionar. Se você se identificou, de alguma forma com o que foi dito, meu único conselho é: “não espere demais, procure uma ajuda especializada“. Na fase inicial, quando a ansiedade ainda não se manifestou em forma de crise (ou seja, com baixíssima intensidade física), o acompanhamento por um psicólogo pode ser suficiente e com menor duração.

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