Resultado do mês de agosto (2019)

Encerramos o mês com números positivos para a economia brasileira, mas passamos por algumas turbulências no cenário político – a imprensa brasileira adora jogar lenha na fogueira. Em relação aos investimentos, o mês foi excelente (o rendimento da carteira surpreendeu). Felizmente, de maneira geral, não precisei lidar com imprevistos. Sem muitas delongas, vamos aos resultados.

Existia uma perspectiva negativa em relação ao PIB brasileiro que, caso se confirmasse, retornaríamos para um quadro de recessão técnica. Para nosso espanto e felicidade, o PIB do segundo trimestre superou as expectativas ao apresentar crescimento de 0,40% (1% a mais em relação ao trimestre do ano anterior).

Para reforçar um pouco mais o clima de otimismo, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínuo), o índice de desemprego (que continua alto) caiu de 12,5% para 11,8%. Parece pouco, mas estamos conferindo os primeiros sinais de recuperação econômica.

Outro acontecimento de grande impacto, foi o anúncio do interesse em privatizar 17 empresas brasileiras, dentre elas: “Correios, Eletrobras, Telebras, Casa da Moeda, Serpro, Dataprev e outras“. Com este anúncio, as ações de empresas como Eletrobras (ELET) e Telebras (TELB) apresentaram forte valorização nas últimas semanas. Só com a privatização da Eletrobras, por exemplo, o Governo estima um aumento de receita de R$ 16 Bi.

A especulação foi impressionante, acompanhamos uma flutuação agressiva de TELB3 – de R$ 23,00 até R$ 500,00 por ação, porém fechando em R$ 150 (haja estômago). No meu caso, fiquei apenas observando a volatilidade de TELB3, pois a liquidez é relativamente baixa, o spread continua alto e seria necessário estar posicionado no ativo antes do anúncio.

Da lista de empresas apresentada pelo Governo, fiquei na dúvida se faz realmente sentido privatizar a Casa da Moeda – no caso das demais, entendo ser a melhor opção.

Mas, nem tudo são flores…

A imprensa brasileira não dá descanso ao Governo Bolsonaro e coloca uma lupa gigante sobre cada problema que surge, mesmo que sejam sistêmicos (causas “naturais”, por exemplo). É evidente que estou me referindo às queimadas na Amazônia. O problema tomou uma repercussão mundial, desproporcional e prejudicial para a imagem do Brasil – gerou, inclusive, atrito entre Brasil e França.

Para não prolongar desnecessariamente o assunto, publiquei um artigo mostrando diferentes pontos de vista:

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo (do redator chefe da Modal):

Mais algumas empresas divulgaram os balanços do segundo trimestre…

Pois é, o resultado foi bastante positivo para minha carteira. A EZTEC, por exemplo, divulgou um aumento do lucro líquido de 553% e fechou o mês sendo negociada perto de R$ 40,00 (uma forte valorização em 2019). A Petrobras também surpreendeu ao apresentar um aumento de 89% do lucro líquido.

Atualmente, muitos investidores estão apostando no turnaround (forte valorização, após reestruturação) de empresas como Via Varejo, Oi e Banco Inter. Infelizmente, a Via Varejo divulgou um prejuízo de R$ 154 milhões no 2T19. A situação mais estável e segura é do Banco Inter. Porém, dentre as opções, a assimetria que despertou maior interesse para especulações tem sido da Oi (obviamente, trata-se da opção mais arriscada).

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
https://financenews.com.br/?s=2t19

Como o portal acionista.com.br passou a cobrar assinatura para exibir os balanços, passaremos a trabalhar com o financenews.com.br.

Quanto aos investimentos…

Recebi proventos de BBSE3, BBAS3, ITSA3, ITUB3, GRND3, WEGE3, BRCR11 (0,410%), FCFL11 (0,508%), PQDP11 (0,381%), KNRI11 (0,482%), RNGO11 (0,576%), SAAG11 (0,722%), GGRC11 (0,500%), MXRF11 (0,585%), KNCR11 (0,614%), HGRE11 (0,447%), VISC11 (0,578%) e HGBS11 (0,558%). De maneira geral, após o pequeno ajuste realizado no mês passado, houve uma leve melhora na performance da carteira. Porém, a performance final do mês de agosto foi a melhor até o momento. Desta vez, o pior resultado ficou com o fundo PQDP11, porém, em relação ao meu preço médio, a rentabilidade permanece excelente – aliás, o fundo recuou para um preço mais justo e condizente com sua avaliação patrimonial, oferecendo melhor rendimento para os próximos meses. Além disto, tivemos a excelente notícia de que o fundo KNCR11 liberou o público-alvo, antes restrito apenas para investidores qualificados. De maneira geral, o rendimento da carteira permanece excelente, sendo MUITO (risos) reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBSE3, BBAS3, ITSA3, ITUB3, GRND3 e WEGE3 (o rendimento foi bastante expressivo – o Banco Itaú (por exemplo) pagou R$ 0,78 por ação).

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de CRFB3, WEGE3, ITSA3, OIBR3 e VISC11. Desta relação, o maior aporte foi para WEGE3 e o menor para ITSA3.

Conforme colocado, abri posição na Oi, mas com objetivo especulativo (gostei da assimetria risco x retorno) – na imagem com a composição atual da carteira fica evidente que minha exposição ao risco é bastante saudável.

Como o rendimento da carteira foi significativamente maior, optei pela abertura de posição no Fundo FATOR Sinergia FIA. Vale lembrar que, no final de julho, também abri posição no Fundo Alaska Black Ações II.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Quanto ao meu projeto APFTrend-v2.0 (robô trades)…

A performance do robô, no início do mês, foi positiva – imaginei ter encontrado um ponto de equilíbrio entre gain (lucro) e loss (prejuízo). Infelizmente, não durou muito. O “jogo” virou na última semana e terminei com prejuízo novamente.

É claro que tudo isto é feito com um planejamento que não prejudique o resultado final da carteira, bem como a capacidade de aportes.

Vale lembrar que estou trabalhando na 20 revisão do projeto, onde estou incluindo um número maior de validações para diminuir o tempo de exposição à operações mal sucedidas. Em breve atualizarei o projeto.

A versão demo do robô (apenas binários) está disponível para download através do link:
http://aprendizfinanceiro.com.br/APFTrend-v2.0-demo.zip

Atenção, o projeto ainda está em fase experimental

De maneira geral, continuo bastante satisfeito com o resultado da carteira e, por mais estranho que possa parecer, também com a evolução do robô de trades (apesar do resultado negativo que se repete). Ainda assim, o ganho da capital da carteira continua superando minhas expectativas – foi o mais expressivo desde o início do ano. Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

O objetivo aqui é meramente didático. Algumas estratégias (mais especulativas) que comento envolvem risco elevado, com potencial de ganho expressivo ou, em alguns casos, prejuízos imediatos. Então, estude sempre, consulte diferentes fontes de informação e tire suas próprias conclusões – a única recomendação que faço é: não façam trades na fase inicial (a tolerância aos erros será pequena)!

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento!

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