Resultado do mês de novembro (2018)

Mais um mês se encerra e o ano está chegando ao fim. Felizmente, após as eleições, o clima de otimismo prevalece. Até o momento, o futuro presidente (Jair Bolsonaro) tem demonstrado uma posição sensata e vem formando uma equipe de profissionais com habilidades técnicas já conhecidas. Durante o mês quase não me manifestei porque estou de férias e tenho trabalhado no robô de trade para operações com mini contratos de dólar (terminando o indicador). De maneira geral, tirando a perda de um grande amigo, o mês tem sido tranquilo e não precisei lidar com grandes imprevistos. Sem mais delongas, vamos aos resultados.

O cenário político vem contribuindo para clima de otimismo e euforia no mercado de capitais. Logo, tive o privilégio de conferir uma valorização bastante expressiva de minha carteira de renda variável. O futuro presidente começou bem, apresentando uma excelente equipe (20 ministros até o momento) – aliás, quem imaginou que a nomeação do juiz Sérgio Moro como Ministro da Justiça enfraqueceria a operação Lava Jato, provavelmente ficou surpreso com a atuação da juíza Gabriela Hardt. Diferente do governo anterior, já estamos tratando de acordos realmente produtivos com países como Israel (tecnologia) e Chile (livre comércio).

Para o mercado, vale mais a dúvida de uma nova administração do que a certeza de um governo conhecidamente ineficiente e corrupto!

Infelizmente, nem tudo são flores. Recentemente, o governo cubano resolveu abandonar o programa Mais Médicos após o pronunciamento do futuro presidente quanto a revalidação dos médicos cubanos, o pagamento de salário integral e liberdade para trazer os familiares para o país. É evidente que um regime ditatorial e antidemocrático jamais concordaria com estes termos. Por mais que as condições do programa sejam questionáveis, o país foi prejudicado com este rompimento tão repentino e inesperado (já demonstra a fragilidade deste tipo de dependência).

Se você ainda acredita que Cuba é um paraíso, sugiro acessar o link:

A realidade de Cuba em 2018

Alguns acontecimentos negativos chamaram a atenção. Em um momento tão delicado para país, onde sequer foi possível oferecer um reajuste digno para o salário mínimo, o STF decide reajustar seu salário, apesar do efeito em cascata. No mesmo mês o senado aprovou o Rota 2030 e impôs um novo revés ao próximo governo. Ou seja, aumenta o gasto e diminui a arrecadação. Logo em seguida, de acordo com o Estadão, o senado também cortou pela metade uma das fontes de financiamento do Fundo Social do Pré-Sal (os recursos cortados eram destinados a saúde e educação). Se manter as contas sob controle parecia um grande desafio, agora piorou. Estranho, não?

Na última semana, o atual presidente (Temer) sancionou o aumento do STF, ampliando ainda mais o rombo nos cofres públicos – pelo que acompanhei, o MBL entrou com duas ações para barrar o aumento do STF, sendo a última baseada em uma limitação imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Como de costume, confiram os principais números e acontecimentos que sacudiram o país e o mundo:

O mês encerrou castigando os entusiastas de investimentos em criptomoedas. O bitcoin, por exemplo, serve como referência para as demais criptomoedas e está variando entre R$ 15.000 e R$ 17.000 – bem distante dos R$ 70.000 atingidos no ano passado. Como o meu perfil predominante é de Holder (e por diferentes razões – já apresentadas), prefiro não me expor à este mercado.

Em relação aos ativos de minha carteira, fiquei bastante satisfeito com os balanços apresentados (terceiro trimestre de 2018) pelo Banco do Brasil (lucro de R$ 3,4 bilhões), Itaú (lucro de 6,4 bilhões) e Petrobras (lucro de R$ 6,64 bilhões). Não é à toa que já provisionaram excelentes dividendos (ou JCP) para os próximos meses. Já a Ambev, que vem sendo injustamente castigada pelo mercado, apresentou um lucro líquido de R$ 2.9 bilhões (10,2% inferior, se comparado com 3T17). Neste ano, abri uma pequena posição no Grupo Carrefour (CRFB3) e o lucro líquido apresentado foi de R$ 391 milhões (67,6% superior, comparado com 3T17) – confesso que fiquei um pouco surpreso.

Para ter acesso ou acompanhar os balanços, recomendo o seguinte link:
http://www.acionista.com.br/agenda/agenda-e-resultados-das-cias.html

Aproveitando que estamos tratando da situação de algumas empresas, o momento não está fácil para a editora Abril (pode fazer com que jornalistas paguem indenizações) e da Saraiva, ambas entraram em recuperação judicial.

Felizmente, não precisei lidar com “imprevistos”. Aproveitei o período de férias para resolver algumas pendências, como consulta no oftalmo para trocar o óculos (a situação estava ficando complicada – risos) e despesas com o carro. Após avaliar as pendências e prioridades, resolvi não viajar.

Quanto aos investimentos…

As ações do Banco Itaú (ITUB) foram desdobradas na proporção de 50%. Aliás, caso você esteja trabalhando com alguma calculadora de IR (como o IRPFBolsa), basta lançar o desdobramento como: *para cada 1 ação, desdobrar em 1,5*. Novamente, não realizei operações de trade – estou trabalhando em um indicador que ajustará as cores das barras (candlestick) de acordo com o tipo de operação (long ou short) – na próxima semana farei a programação do robô (EA – Expert Advisor).

Recebi proventos de BBAS3, ITUB3, GRND3, BRCR11 (0,350%), FCFL11 (0,583%), PQDP11 (0,509%), KNRI11 (0,534%), RNGO11 (0,588%), SAAG11 (0,729%), GGRC11 (0,841%), MXRF11 (0,593%), KNCR11 (0,594%), HGRE11 (0,549%), FLMA11 (0,544%), HGBS11 (0,539%) e FIGS11 (1,205%). Em um primeiro momento, a performance da carteira parece ter reduzido, no entanto não podemos esquecer que o rendimento é proporcional ao preço da cota. Logo, ao avaliar o preço médio em relação a valorização dos principais ativos, percebe-se que o resultado se mantém estável e positivo. O rendimento da carteira permanece excelente, sendo reforçado com o pagamento de dividendos e JCP de BBAS3, ITUB3 e GRND3 (o JCP pago por BBAS3 foi o mais expressivo).

Para quem ainda não conhece o fundo FLMA11, convido assistir uma apresentação feita pela Suno:

Com o rendimento da própria carteira, somado ao capital que me prontifico separar para investir mensalmente, comprei mais ações (ou cotas) de CRFB3, WEGE3, FLMA11, KNRI11, HGRE11 e RNGO11. O maior aporte foi para WEGE3 e o menor para FLMA11. Para os demais, o aporte foi equilibrado.

Confiram a distribuição dos ativos, segundo o portal CEI (NÃO inclui o Fundo DI):

A proporção em ações aumentou em decorrência da forte valorização do índice Ibov

A composição atual ficou assim (gráfico do IrpfBolsa):

Vale lembrar que o gráfico acima representa uma distribuição baseada no custo de aquisição, não no valor de mercado

Finalmente, o IRPFBolsa ajustou o esquema de cores na exibição da carteira em formato pizza (ficou bem melhor). O clima de otimismo e euforia está prevalecendo e espero que o ano encerre com o índice Ibov acima dos 90 mil pontos. E, caso a equipe econômica do futuro presidente realmente confirme um perfil mais liberal, a expectativa de ganhos na renda variável tende aumentar (com entrada de capital estrangeiro ainda maior). Vale lembrar que, no curto prazo, oscilações são naturais e esperadas (com movimentos de repique, por exemplo). Dentro de qualquer tendência, os papeis não se movimentam em linha reta.

Um ótimo final de semana a todos! 😉

Estou apenas demonstrando o potencial de crescimento, isto não é recomendação de investimento.

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